Apagando o Passado
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Muito obrigada de coração pelos reviews, a cada dia que passa eu me sinto mais sortuda de ter os leitores que eu tenho.
Vcs são demais, muito obrigada mesmo!!!!
Bem, sem querer enrolar mais, vamos a história.
Boa leitura a todos.
PS: Fran, o coração dele está começando a derreter..............rsrsrsrsrssrsrrsrsr
Num segundo estava sendo beijada e no outro o italiano lhe cobria com um kimono negro, descendo rapidamente seus pés trémulos ao chão. Antes da jovem conseguir processar os movimentos extremamente ágeis, a porta do quarto bateu abruptamente contra a parede, revelando o seu intruso.
— Espero que tenha um bom motivo para invadir os meus aposentos dessa forma Senhor Hyuuga.
A voz fria e controlada do estrangeiro a surpreendeu. A herdeira tinha certeza absoluta de não ser capaz de pronunciar uma única oração coerente. Sua pele formigava por toda sua extensão e o calor do seu rosto lhe dava a certeza da extrema vermelhidão da sua face. Antes de começar a invejar ou refletir sobre a invulnerabilidade do italiano ao seu toque, o tom cortante do pai vibrou acusativo nas paredes.
- Quer um motivo Uchiha? Eu poderia lhe dar vários, mas vou me contentar com o espetáculo protagonizado por vocês dois na frente do alto conselho Hyuuga esta manhã.
O líder respirou fundo e prosseguiu implacável.
- Eu esperava este comportamento de um traidor da própria pátria, mas você Hinata! Aparecer quase nua diante do conselho, interferir em reunião que não fora convidada sem nem ao menos uma serva te acompanhando, isso tudo é inadmissível.
Fitou com desprezo a filha, seu olhar beirando o asco. Como se a bela moça de dezesseis anos à sua frente fosse apenas um inseto a ser esmagado.
- Uma noite com esse infeliz e já está desonrada e suja como ele.
Até aquele momento Sasuke estava calado aguardando o fim do ataque de fúria do líder Hyuuga, porém ao ouvir aquelas palavras cruéis, algo no seu interior borbulhou feroz, tencionando todos os seus músculos, a fera estava pronta e queria sangue apenas.
Hinata não viu o movimento, sentiu apenas o deslocamento de ar esvoaçando seus cabelos escuros. No momento seguinte se deparou com o pai preso a parede oposta, a mão do Vingador o mantendo suspenso a mais de dez centímetros do chão.
- Nunca mais diga algo nem parecido sobre a minha esposa.
Ele fez de cada palavra uma sentença, e a expressão “minha” reverberou por toda a casa, como um trovão. Os olhos ganhando a cada segundo uma tonalidade mais viva de vermelho.
- Eu poderia te matar agora seu velho asqueroso. Seria fácil como respirar e infinitamente mais prazeroso.
Apertou os dedos longos sobre o pescoço tencionado.
A jovem se jogou aos pés do esposo molhando-o com lágrimas espessas.
- Não! Por favor Sasuke-sama não faça isso! Ele é meu pai, por favor, por favor, eu lhe imploro!!
Os olhos vermelhos analisaram a figura diminuta e frágil pedindo de forma fervorosamente humilhante pela vida do pai que a vendeu. Não conseguia entende-la. Ela não teve igual reação quando a sua própria vida estava em jogo, mas rastejava pela vida de alguém bem menos digno e honrado que ela.
Soltou um suspiro resignado acertando com a mão livre um ponto específico da base do pescoço do Hyuuga, desacordando-o instantaneamente. Abriu seus dedos largando o homem no chão de forma abrupta.
A jovem assustou-se com o baque do corpo inerte e choramingou audivelmente acreditando no pior.
- Não se preocupe, seu pai está bem.
Olhou desinteressado para figura desacordada enquanto ajudava a esposa a levantar. O tom zombeteiro lhe escapou de forma fria e irônica.
- Irá dormir por algumas horas, e com uma ajudinha minha sonhará com tudo que foi interrompido devido a sua chegada.
Ainda com o rosto banhado em lágrimas. Hinata o encarou assustada e extremamente corada. Kami! Como era linda! Contornou com ambas as mãos o rosto de boneca, enxugando o resquício das lágrimas com os polegares.
- Vou chamar um dos criados para leva-lo para sua casa, enquanto ele permanece no nosso quarto vamos tomar um banho.
Um banho, depois de tudo que ocorreu seria relaxante, pensou Hinata.
- Eu vou primeiro ou você?
A pergunta suave e inocente fez cócegas no seu ouvido. O sorriso torto enfeitou a face máscula sem que ele percebesse e a voz rouca segredou com ar conspiratório.
- Não vou tomar banho sozinho.
- Não?
Um sopro de resposta e um passo para trás.
- Não.
Objetivo e em tom baixo, aproximando-se mais.
Os olhos profundos e negros brilhavam enigmáticos, cercando-a como um caçador, insinuando aquelas palavras e mesmo assim ela não conseguia enxergar nenhum sentimento refletido na estátua de cal. Nada, nem mesmo desejo, apesar de tudo. Será que ele era tão imune a ela?
Achou-se tola, por acreditar por alguns segundos que talvez ele sentisse pelo menos um décimo do que ela sentia perto dele. O calor, a tensão, a fragilidade. Idiota! Xingou-se mentalmente desviando o olhar para o chão. Em qual planeta um homem como Sasuke se sentiria frágil diante dela?
- O que está pensando?
Sobressaltou-se com as suas divagações. Balançou a cabeça de um lado a outro, negando qualquer possibilidade de lhe contar algo.
Fingindo um desinteresse inexistente soltou as palavras teatralmente.
- Que bobagem! O que é tão importante e secreto que não pode me contar?
- Não é importante Sasuke-sama, por isso não vejo porque contar.
Hinata falou devagar, se esforçando a não tropeçar em nenhuma parte da sentença. Sempre olhando para os próprios pés, como a covarde que era.
Estreitou os olhos escuros segurando a frustração e a vontade de obriga-la a lhe revelar tudo. Respirou fundo e deu a última passada necessária para envolvê-la em seus braços, porém não a apertou contra si, tocava-lhe suavemente.
- Nada se esconde dos meus olhos. Eu descubro!
Não era uma afirmação, era uma promessa, quase uma ameaça.
A bela mulher tremeu diante de suas palavras e do seu toque deslizando pela sua coluna. Respirou o aroma de baunilha e jasmim que desprendia dos cabelos exóticos. E sussurrou confessamente.
- Vamos para o banho, não posso me privar mais nenhum segundo do seu toque.
Com um movimento ágil Sasuke a pegou no colo. Lavanda e ônix se encararam e a Hyuuga pode ver reluzindo claramente na íris escura o desejo faminto e latente por ela.
Desceu os pés pequenos no chão do banheiro amplo. Abriu a torneira deixando a água quente encher a banheira funda, algo extremamente moderno para aquela pequena vila. Percebeu a herdeira se abaixar e tocar com a ponta dos dedos a água quente vinda diretamente da torneira. O sorriso brilhante de criança descobrindo o mundo surgiu nos lábios carnudos. Ela era uma combinação realmente intrigante. Nos seus vinte cinco anos de vida ele nunca tinha visto nada igual, nem mesmo parecido minimamente a ela.
Sasuke retirou sua calça sem desgrudar nem por um segundo seus olhos da figura quase celeste que brincava distraidamente com a água borbulhante. Os cabelos escuros e longos escorriam pelos ombros e costas tocando o assoalho de madeira. A face delicada parcialmente coberta pela franja espessa, tornava-se rosada devido ao vapor da banheira. Segurou um xingamento entre os lábios diante da perspectiva de possuí-la novamente e abaixou atrás dela, silencioso para não assustá-la.
Enrijeceu os ombros ao menor toque do italiano e respirou fundo tentando inutilmente controlar seus batimentos.
Retirou o Kimono negro propositalmente devagar para degustar de forma adequada cada pedaço de pele clara que surgia na sua frente. Quando a peça foi colocada de lado deslizou para dentro da banheira, puxando o corpo nu da esposa gentilmente para os seus braços.
Hinata suspirou aliviada e deleitosa com o relaxamento que a água morna proporcionou ao seu corpo. Subiu o olhar para a face misteriosa do estrangeiro. Ele estava mais bonito do que imaginava ser possível. A pele clara adornava músculos por todo seu torso e braços, e as cicatrizes espalhadas por todo o corpo mantinham a mesma tonalidade que a pele, sendo identificadas apenas por serem em baixo ou alto relevo. Os cabelos de um negro tão intenso quanto os olhos, eram lisos e desalinhados com algumas mechas quase chegando ao queixo másculo. Parecia realmente uma estátua, uma estátua de um deus grego. Piscou algumas vezes tentando não se deixar iludir pela beleza intimidadora.
Sasuke passou os dedos pelos cabelos sedosos, sentindo não oferecerem nenhuma resistência ao toque gentil e despretensioso. A sua fera interna rondava impaciente em sua mente, mais ansiosa que ele mesmo para possuir a pequena Hyuuga, mas hoje ela seria apenas dele. Não iria se deixar controlar pela maldição Uchiha.
As maças do rosto da jovem coraram fortemente diante do toque e do olhar analítico sobre si. Ela respirou profundamente, como se tomasse fôlego para o que estava por vir. A cena, por alguma razão inexplicável curvou o canto dos seus lábios, o lembrando quão nova, inexperiente e peculiar era a sua esposa.
- Vamos fazer diferente dessa vez. Sei que deve estar dolorida por ontem à noite. Prometo que hoje não irei lhe causar dor e que nós iremos devagar.
Hinata queria protestar, dizer que a noite passada tinha sido incrível e que ela queria que fosse tudo exatamente igual, mas antes de conseguir reunir coragem para tanto, os lábios do estrangeiro já estavam contra os seus e a língua macia e quente invadia a sua boca devagar e impetuosamente.
Afogou-se novamente na maciez da pele alva, cercou-se gloriosamente pelo calor abrasador e cálido da feminilidade quase intocada, e no fim, depois de quase duas horas se consumindo e a consumindo incansavelmente em meio a pedidos e gemidos de prazer, deixou que o ápice finalmente o dominasse, agarrando a nuca delicada deleitou-se com a imensidão vítrea e lilás dos olhos perolados, se forçou contra ela uma última vez e sentiu ambos sendo tomados pelo orgasmo juntos.
A herdeira cerrou as pálpebras apreciando as últimas ondas de prazer que contraíam seu ventre. Largou o corpo sobre a rigidez do italiano e se deixou ser lavada por ele, com esponja e sais de banho. A vergonha de sua nudez estava embotada devido às sensações incontáveis vezes produzidas pelos dedos, dentes, língua e masculinidade do marido.
Retirou-a da banheira, quase adormecida e deitou-a na cama já seca e coberta por uma camisola de seda. Caminhou para fora do quarto, mas antes de sair se inclinou sobre o corpo miúdo e sussurrou roucamente.
- Descanse senhora Uchiha, eu ainda não me saciei de você.
A viu corar, e vibrar deliciosamente sob as suas palavras. Quase retirou a própria roupa e voltou para cama, mas achou melhor deixa-la dormir, descansar. Foi com pesar que encostou a porta do quarto, porém uma sensação desconhecida e quente no seu peito, lembrou-o que ela estaria ao alcance de suas mãos, que ela era sua até o momento que ele decidisse parar de brincar de casinha, e esse momento definitivamente não era agora.
Caminhou de encontro a velha Tomoyo e solicitou que levasse o café da manhã para a esposa, antes de virar e se trancar no dojo de treinamento a serva lhe impediu.
- Uchiha-sama, o senhor Hyuuga acabou de enviar uma carta para o senhor, com um recado do mensageiro. “Faz parte do contrato.” Aqui está o envelope patrão.
O Uchiha fechou os olhos pedindo uma paciência inexistente. Devia ter deixado o velhote desacordado por mais tempo. Pegou o envelope e infelizmente mudou o seu destino caminhando para o escritório.
O selo já violado pertencia ao governo britânico e o conteúdo da carta nada mais era que um convite para o líder do clã Hyuuga comparecer a um jantar com dança na noite de hoje, na embaixada inglesa que ficava no centro de Tóquio. Por dentro um bilhete anexo, escrito pelo próprio Hyuuga, que intimava Sasuke e Hinata a irem no seu lugar e iniciarem as negociações da seda do clã com os britânicos.
Amassou o bilhete, querendo ignorar completamente aquele velhote infeliz e esse jantar tolo. Mas o recado do mensageiro o lembrou que isso não seria possível. Não poderia ser acusado de não estar cumprindo o contrato, o risco era alto. Aquele conselho de múmias poderia dar um jeito de tirar Hinata dele. Ele não iria deixar, mas se ela quisesse ir, ele não poderia impedir.
Droga! Odiava ser manipulado, mas dessa vez não teria jeito. Iria providenciar os detalhes da ida deles e solicitar uma reserva em algum hotel de Tóquio para passarem a noite.
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Atravessou mais uma vez a ampla sala da entrada da sua casa, aguardava impaciente a aparição da sua esposa pronta, para partirem para o bendito jantar. Caminhou até o bar e serviu-se de uma generosa dose de uísque, saboreava devagar a bebida maltada enquanto deslizava preguiçosamente o dedo indicador pela borda do copo.
Então ela apareceu e todo o resto perdeu o sentido. Os longos cabelos estavam soltos, apenas um pequeno prendedor de diamante segurava uma das laterais do seu cabelo, fazendo com que a bela cascata azulada caísse completamente por cima do ombro esquerdo. Os olhos estavam fortemente delineados com carvão e a boca carnuda rubra de carmim. Não havia mais nenhum resquício de maquiagem além dessas e isso agradou imensamente o italiano, que gostava da pele aveludada e alva nua para o seu toque. O vestido azul cobalto realçava a pele clara e delineava toda a cintura fina até se abrir em várias camadas no quadril bem desenhado. O decote era quase ousado, mas ele tentou não pensar nos homens que a veriam vestida assim.
Virou o restante do líquido âmbar de uma vez e estendeu a mão para pegar a da esposa. Deslizou seus olhos por toda ela, cravando-se por último nos olhos incomuns, sussurrou a um só tempo sanguinário e doce.
- Você está linda! Não saia de perto de mim na festa, ou terei que arrancar os olhos de todos que cogitarem tê-la.
Poderia parecer uma brincadeira, mas o tom de voz revestido à aço não permitia esse tipo de engano.
- Obrigada Sasuke-kun.
O seu nome juntamente com o sufixo intimo, proferido pela voz de guizos quase o fez arrancar o pecaminoso vestido e possuí-la naquele exato lugar, não importando com criados e muito menos com o estupido jantar. Ah, ele teria que esperar. Cerrou os punhos brevemente e aproximou-se o suficiente para morder a base do pescoço, próximo ao ombro delicado. A mordida foi calculada para marcar e ela gemeu suave com a mistura de dor e prazer que ele proporcionou.
- É só mais um aviso, caso os espertinhos não olhem para a sua mão.
De dentro da sua casaca, Sasuke retirou uma caixinha de veludo e abriu mostrando o belo anel de ouro branco cravejado de pequenos diamantes com um belo rubi vermelho ao centro.
- No meu país as mulheres casadas usam um anel para mostrarem que estão compromissadas. Este anel era da minha mãe, uma relíquia da família Uchiha, acho que não combina com você, como também não combinava com ela, mas é para que se lembre de mim, quando olhar para ele.
Hinata sorriu, verdadeiramente feliz com o presente. A joia era extremamente delicada e quando Sasuke colocou no seu dedo, lhe pareceu que o anel sempre esteve lá, que sua mão sempre foi o lugar dele.
- Obrigada Sasuke pelo presente, ele é lindo.
As bochechas coraram lindamente e ele não resistiu, beijando-lhe os lábios suavemente antes de se afastar e dar-lhe o braço a puxando em direção à saída.
- Vamos logo, senão vou pensar em algo melhor a fazer do que ir nesse estúpido jantar.
O tom zombeteiro brincou nos seus lábios, assim como o sorriso de dentes perfeitos. Mas este não estava nos planos do Vingatore, e Hinata se pegou imaginando o porquê de se manter um sorriso tão bonito escondido numa máscara de indiferença.
Notas finais
Entrará um personagem que não poderia faltar e outros personagens que já existem vão voltar a dar as caras.
Bjin
Ja ne
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