Apaga-te... apaga-te breve vela!
1 Capitulo Unico
Notas iniciais
Olhe ao redor meu amor, parece que o tempo se tornou cinza novamente. Você notou? Se não, eu notei! Seu cabelos antes vividos, tão dourados como flores ao campo, não mais cheiram vitalidade como antes.
Seus olhos... Ah.. esses olhos!
Me pergunto qual a visão que lhe trazem. Os meus agora veem em vermelho. E não um vermelho comum e usual, um vermelho vivo! Irônico, não? O vermelho parece zombar-lhe e se queres saber, parte de mim também zomba-te, meu amor.
Sua pele... Ah... essa pele!
Rosada nunca foi um predicado que lhe cabia. Sempre pálida, excessivamente pálida diziam eles. Recorda-te? Se não, eu sim! Recordo-me de tudo. Ademais do julgamento e prudencia. Evidente que não recordas meu amor. Agora não recordaras nada. E sinto vontade de zombar-te novamente. Pobre amor meu.
Sua ingenuidade... Ah... Apenas sua!
Ao rio iremos e aqui estamos. Aqui estou! Estou a ermo. Ver-te amor? Se não, eu sim! Aceitastes vir sem excitar e bem não exitei também e veja a forma como tudo acabou. Foste fácil manipular-te meu amor. Prudencia, recomendo-te um pouco. Sim, estou novamente a zombar-te.
Seu sorriso... Ah... esse sorriso!
Sorriste a primeira vista. Olho-te com a cobiça e sorristes novamente. Zomba-te? Se não, eu sim! E zombo-te em demasia. Branco, demasiadamente branco. Me disserem sobre seu sorriso. Não poderemos dizer o mesmo agora meu amor. Na verdade, tu não poderás dizer nada. Agora encontro em ti, pela primeira vez, algo rosado. Sim, zombo-te com gosto.
Suas lamurias... Ah... muitas lamurias!
Fostes recebida desta maneira após a ida ao rio. Muitos incompreendiam as marcas. Algumas lamurias eram tão estridentes que mantenho recordações vividas meu amor e todas estão a zombar-te. Me conheces pouco e por isso lhe informo que zombei de ti e zombei em demasia. Subi ao altar aquele entardecer. Sua parentela sorria para mim e eu a zomba-te internamente.
Sua leituras... Ah... apenas suas!
Literatura magnifica que rege nossa vida. Permaneço a ouvir seus sussurrosos desta frase na beira do rio. Podes ouvir? Se não, eu sim! Zombo-te novamente!. Eu subi ao altar, todos a olhar a cama de flores sob os meus pés. As lamurias estavam mais estridentes, recordei seus olhos, sua pele e acima de tudo a sua leitura e com a pele em vermelho sob minhas vestes eu suscitei:
Ela devia morrer um dia.
Haveria um tempo para essa palavra.
Amanhã... e amanhã... e amanhã...
Deslizam nesse pobre desenrolar de dia a dia até a última sílaba do registro dos tempos e todos os nossos ontens iluminaram para os tolos o caminho até o pó da morte.
Apaga-te... apaga-te breve vela!
A vida nada mais é que uma sombra que anda... um pobre ator que se pavoneia e se agita durante sua hora no palco e depois não é mais ouvido. É uma estória contada por um idiota cheia de som e fúria que nada significa.
Nada!
Zombo-te meu amor. Zombo-te em demasia, porem aqui estou a vida... Meu amor, estou a esperar as consequências. Será que a ausência delas é sua zombaria sobre mim.
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