Aos Seus Encantos
25 Baile de Máscaras Preto e Branco
Notas iniciais
P.D.V. Autora
Por toda a Hogwarts já era perceptível os barulhos e a vozes que vinham do Baile, na torre da Grifinória dentre as várias garotas que se arrumavam à pequena Weasley encarava-se no espelho, seus cabelos caiam em cachos perfeitos, tinha optado por um vestido armado preto com decote dourado, uma maquiagem meio termo e sua máscara preta com prata.
– Rose. – Escutou a voz de Scorpius a chamar e se virou, passou tanto tempo se observando que nem percebera a chegada do loiro.
– Scorpius. – Disse com o coração acelerado, o acompanhante usava seu smoking e sua máscara, ambos brancos. – Está bonito.
– Pensei que não te veria mais linda do que o nosso último baile fracassado. – Scorpius havia chegado perto o suficiente de Rose e selou seus lábios. – Está perfeita.
– Obrigada. – A voz de Rose soou baixa, mas precisa. – Animado para o baile?
– Claro. Estou em sua companhia!
Rose segurou no braço de Scorpius e os dois seguiram em direção ao grande salão.
Não muito distante mais precisamente nas masmorras outro casal se formava para o baile.
– Está linda Bárbara. – A voz de Braider era firme e precisa, ele olhava mais do que era preciso para a menina Black.
Bárbara Black era a neta de Sirius Black, poucos sabem de sua existência, ela preferia assim, gostava de morar no mundo trouxa com a Avó materna, depois da morte precoce dos pais. Sonserina, olhos e cabelos castanhos, conhecida em Hogwarts como a menina mais difícil, até mais que a própria Rose Weasley.
– É Black. Poupe-me Malfoy. – a garota estava irritada naquela noite, preferia ter ido sozinha nesse baile que em sua opinião era descartável. – Não comece com sua ladainha, não vou cair nesse seu joguinho.
– Que joguinho princesa? –Braider perguntava inocente.
– Sei que quer a Rose, mas isso não vai acontecer. Rose e Scorpius foram feitos um para o outro, não vou deixar você estragar isso. Eles são como os contos de fadas.
– Mas princesa, nós somos bruxos não fadas. Vai fazer o que? — Braider havia se irritado com aquela garota, como ela teve a audácia de falar assim com ele? Um Malfoy?
– Não fuja do assunto. – Ralhou Black – Só estou indo com você para atrapalhar o planinho idiota da Chloe. Argh. Garota desprezível. E não estou vendo coroa nenhum na minha cabeça, portanto não sou princesa.
– Poderia me dar à honra? – A pergunta do loiro tinha ficado no ar, mas a Black recusou o braço de Braider.
– Falei que íamos juntos Malfoy, mas não disse que poderia tocar em mim. – Bárbara começou a andar e Braider a seguiu. – Espero que este baile acabe logo.
Braider observava atenciosamente a menina a sua frente, será que ele estava cedendo aos encantos da jovem Black?
Rodando pelo salão em uma dança lenta e precisa estava Domi e Drake, ambos de preto.
– Você não vai falar nada Drake? – A voz de Dominique continha decepção.
– Não tenho nada para falar Weasley. – Aquilo foi como uma facada para Dominique.
– Quer saber Drake? – Dominique havia parado de dançar. – Fique sozinho, eu não queria nenhum elogio seu e muito menos um beijo no final do baile. Idiota.
Dominique saiu do salão correndo e ao longe dois ruivos assistiam a cena, Lily e Hugo dançavam a música lenta e se encaravam. Todos ali percebiam o clima que acontecia entre aqueles dois, mas eles não percebiam o qual intenso era isso.
– Lily você não deveria ir atrás de Dominique? – A voz de Hugo era calma e contida, eles balançavam de um lado para o outro no ritmo calmo da música.
– Você é meio lerdo Hugo, Drake foi atrás dela. Eles vão se acertar. – Lily tinha certeza que tudo acabaria bem, todos eles.
– Lily queria te apresentar alguém. – A voz de Alvo continha certo tom de dúvida e Lily despertou interesse pela garota ao seu lado. – Essa é Anne Selbmann, Corvinal.
– Alvo. – Chamou a bela garota aos olhos de Hugo – Eu vou pegar alguma coisa para beber, não estou a fim de dançar música lenta.
– Não é seu tipo de música? – Perguntou Hugo a garota que sorriu.
– Com certeza não. – Disse ela virando-se para sair. – Prazer em conhecê-la Lily.
Anne deu as costas e se retirou em direção á mesa de bebidas.
– Parece que nosso garoto está apaixonado. – A voz de James Potter foi ouvida em tom divertido que sorria.
– Onde está a Effy, James? Ah ela não quis vir com você. – Alvo debochou do irmão mais velho, mas logo se arrependeu ao ver o desconforto da garota ao lado de James. – Quem é sua acompanhante?
– Estou de olho em você Hugo. Nem sua irmã será capaz de me parar se encostar um dedo em minha irmã. – James disse a Hugo e virou-se para Alvo. – Essa é a minha acompanhante Alvo.
– Sou Alvo Potter, você?
– Bárbara Brezutchi sou da Lufa-Lufa, prazer em conhecer todos vocês. – Disse ela um pouco tensa.
– Você não está tensa por causa de nos certo? – Perguntou Lily em um tom inocente e James riu.
– Não da mais para aguentar galera, preciosa de uma música animada. – Disse ela saindo com facilidade, pois seu vestido era longo, nada armado e preto. Linda aos olhos de todos naquele salão.
– Uau James que garota, cuidado para não perde-la para alguém da Sonserina.
– Isso nunca aconteceria, eu sou James Potter.
A música lenta ainda soava pelo salão e Scorpius aproveitava aquele momento com Rose, à segura firme. Balançavam no ritmo da música como se fosse apenas um.
– Que baile careta Scorp. – Disse Rose e Scorpius gargalhou.
– Aquela ali em cima é Bárbara, ela não vai deixar isso assim.
– Como a conhece? – Perguntou a ruiva enciumada.
– Ciúmes?
– Nunca.
Logo as portas do grande Salão foram abertas, por ela passavam um garoto loiro todo de branco e uma bela dama com as vestes negras, ela vinha mais a frente e ele a seguia.
– Aquele é Braider Malfoy? –perguntou Alvo, com um tanto de curiosidade, pois era perceptível para todos que a garota o evitava.
– É sim, mas quem é sua acompanhante? –Lily respondeu a pergunta do irmão, mas também estava curiosa para saber quem era a tal garota.
– Seu nome é Bárbara Black ou Babi para os chegados — respondeu James, tomando um pouco da bebida que estava em seu copo.
– Black? Como Sirius Black? –Alvo se espantou.
–Sim, ela é a neta de Sirius, poucos sabem disso. Nossa é uma coisa inédita você não saber disso Alvo, afinal ela é do mesmo ano que você e ainda é Sonserina. — respondeu James dando os ombros.
– Nunca tinha reparado nela. –respondeu Alvo fitando a garota.
– E como você sabe disso tudo em James? –Hugo finalmente se pronunciou.
– Já pedi para ficar com ela, mas ganhei um fora.
Flash Back On
O Potter mais velho corria entre a multidão de alunos do primeiro ano, desde que ouviu seus amigos dizendo que a neta de Sirius Black veio para Hogwarts, tinha uma necessidade de conhecer a menina, mesmo estando no quarto ano, James já era muito galinha.
Avistou rapidamente uma figura, cabelos negros que caiam em belas ondas até a cintura, vestes verde e prata, só podia ser ela, sem pensar duas vezes agarrou o pulso da menina.
– Mas o que é isso? –perguntou a garota com a voz alterada.
– Você é Bárbara Black, não é? –perguntou sem fôlego.
– Sim, sou eu, e você?
– Sou James Sirius Potter, filho de Harry Potter. –o ego do garoto inflou ao pronunciar o nome do pai, ser filho de pessoas famosas era bom.
– E o que eu tenho haver com isso? Seu pai é Harry Potter, que bom para você, mas não é jogando na minha cara que é filho do eleito que conseguirá conversar comigo. –respondeu Babi já com raiva do garoto.
– Desculpa, sabe eu queria saber se você não gostaria de ir a Hogsmeath comigo esse fim de semana.
– Sabe Potter, acho que te informaram pouca coisa a meu respeito, conheço sua fama, não vou ser mais uma idiota na sua lista. – a Black se virou e foi embora, deixando para trás um James Potter com a cara no chão.
Flash Back Off
– Nossa essa merece um prêmio. – disse Hugo segurando o riso.
– Isso ria da minha desgraça. –falou James muito dramático.
– Pare com isso James, olhe parece que a Bárbara conseguiu deixar esse baile mais agitado. –comentou a pequena Potter.
– Alvo! –chamou Anne.
– Com sua licença. – o Potter do meio se retirou da roda onde conversava com os parentes e foi dançar com sua acompanhante.
– É acho que já vou também, Bárbara deve estar me esperando, mas Weasley não apronte nada com o minha irmã, estou de olho em você. –disse James sumindo dentre a multidão de alunos que começaram a dançar.
– Então, onde paramos? –perguntou Hugo, puxando Lily para voltar a dançar.
Por qualquer canto do salão onde se podia observar só se via alunos e mais alunos dançando animadamente a música que Bárbara Brezutchi escolheu, num canto mais retirado Chloe Sulivan fulminava com o olhar Rose e Scorpius que dançavam juntos, tudo que se passava na cabeça de Chloe era onde Braider se meteu.
– Já falei pra não encostar-se a mim. –ralhava a garota.
– Mas como vamos dançar? –perguntava Braider já alterado.
– Simples, não vamos. –respondeu Babi com um sorriso de vitória no rosto.
– Ora Bárbara, pelo menos uma dança, apenas uma. – a vontade de Braider era voar no pescoço na menina e quebra ló, de tanta raiva.
– Seu eu dançar com você, promete calar a boca? –perguntou.
– Sim, eu prometo. -Assim o Malfoy foi se aproximando da garota, enlaçou sua cintura e começou a dançar. A Black não estava totalmente à vontade, era fato que ela era muito difícil, mas parecia que isso só chamava mais a atenção dos garotos para querer conquista lá, era não era uma boneca para ser usada, e o último que fez isso se arrependeu profundamente.
Braider percebeu o olhar de Chloe sobre si, imediatamente lembrou que ao invés de ficar brigando com a jovem Black, deveria por o plano em prática, ou seja, beijar a Weasley. Procurou rapidamente pelo grande Salão por Rose, e percebeu que a mesma saia para o jardim com Scorpius. Tal ato não passou despercebido pelos olhos de Babi.
– Me desculpe, mas eu já volto. –Disse dando as costas a garota.
– Não Braider fique. –tenho que engana-ló pensou.
– Até agora não queria minha companhia, por que mudou de ideia? –Perguntou com a sobrancelha levantada.
– Apenas fique, e feche os olhos, quero de dar uma coisa. –Sussurrou com a voz sexy.
– O que tem em mente princesa?
– Feche os olhos e saberá.
Babi começou a dançar, a música voltara a ser lenta e por incrível que pareça os alunos não implicaram com ela. Braider colocou a mão na cintura da Black e voltou a abrir os olhos. Braider não sabia o que sentia, mas para ele aquela garota não era normal.
Braider olhou em volta apenas por um segundo e viu Chloe Sulivan encarando os dois, por que ele não poderia? Ela fazia o que queria, por que ele não? Braider simplesmente deixou a raiva o conter e selou os lábios nos de Bárbara que tentou se soltar.
Pode-se ouvir uma onomatopeia dos outros alunos daquele baile, mas Scorpius e Rose estavam chocados, porém não ficaram ali para ver o que aconteceria.
– O que você fez garota? –Perguntou Sulivan aos gritos.
– Por que me beijou Braider? – Perguntou Babi a ele, estática. – Está me usando. Olhe o que fez.
– Como você ousa? – A voz de Chloe Sulivan tinha certo desespero. – Braider não era esse o pla...
– Chega Chloe. – Disse ele e todos daquele salão olhavam para eles com atenção.
– Eu te odeio Malfoy! – A única coisa que se pode escutar foi um “taf” na cara de Braider que sorriu diante do ato. – Nunca mais se encoste a mim. Argh.
Nos jardins de Hogwarts, uma ruiva e um loiro estavam abraçados embaixo de uma árvore próximos do Lago Negro. Eles sentiam que algo ia acontecer, mas tinham que aproveitar o momento.
– Nossa achei que Braider iria aprontar essa noite. –disse a ruiva com um suspiro.
– Espero que ele se encante com a Black e esqueça você. – Disse Scorpius Malfoy sorrindo. – Uma pena que ele escolheu a garota mais difícil de Hogwarts.
– Meninos são todos idiotas. – Disse Rose revoltar.
– Por que diz isso? – Perguntou Malfoy sussurrando em seu ouvido, mas Rose o empurrou.
– Por que ficam nomeando as garotas assim? – Rose achava aquilo uma ofensa. – Penso o que falavam, ou falam de mim. – Scorpius se remexeu desconfortável. – O que eles falam de mim?
– Nada. – Malfoy acabava de se entregar, havia respondido rápido demais.
– Fale agora.
– Nada que vão voltar a falar. – Disse ele irritado, estava lembrando-se do que falavam.
– Eu amo essa música, ela é a valsa do século. Ou de todo o tempo, no mundo mortal. – Rose simplesmente esqueceu do que falava quando escutou as notas suaves de Danúbio Azul.
– Como?
– Vamos voltar para o seu salão? Eu quero dançar. – Rose pulava animada.
– Pra que? – Malfoy tinha um sorriso no rosto – Vamos dançar aqui.
Malfoy colocou sua mão na cintura da pequena Weasley e os dois começaram a se movimentar no ritmo da música, uma valsa. Que na visão de Rose era perfeita.
– Um Visco, linda. – Rose olhou para cima e um pequeno galhinho com folhas minúsculas saíam do ar, tinham gotas de orvalho em cada ramo e emanava um cheiro doce.
Scorpius segurou o rosto e Rose sentiu um arrepio percorrer pelo seu corpo, seu toque era macio e delicado. Seus lábios tocaram os de Rose com gentileza fazendo com que ela derretesse em seus braços, parecia que nada havia mudado e que o tempo não havia passado. Ele ainda tinha o mesmo gosto, hortelã com um cheiro amadeirado, eu conhecia cada caminho e cada sensação, sabia dos seus gestos e sensibilidades. Sabia que se o tocasse atrás da orelha ele intensificaria o beijo e sabia que ele me conhecia tão bem quanto eu imaginava.
Ele se afastou, cedo demais, e arfou. Seus lábios inchados e vermelhos combinavam com a pele clara, seus olhos percorriam meu corpo até parar em meus olhos, se fixando ali por um tempo com somente o silêncio como nossa companhia.
– Eu amo você pequena.
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