Aos Olhos do Karma - Urano
2 Bem vindos a Aldair
Notas iniciais
Tempos atuais, Sexta-feira 06 de setembro.
Aldair, mais uma cidadezinha como qualquer outra cidade do interior aonde tudo é parado, mas estranho, pessoas mal encaradas que vivem na calmaria da cidade, como em todas as pequenas cidades todos se conhecem, se falam, e cuidam uns das vidas dos outros em todos os sentidos, cheia de uma mistura total de descendências, italianos, holandeses, ingleses, espanhóis e alguns outros, mas no mais é um ótimo lugar para se viver, minha família não é uma das mais influentes da cidade, mas isso não tem importância, meus pais são donos de uma livraria e de uma loja de moveis antigos, um monte de antiguidade, não sei como alguém compra aquelas coisas, para mim não passam de coisas juntando poeira, mas se existem compradores estamos lá para vender. –MORDRED!- é essa é minha mãe me gritando, ela é uma boa pessoa, mas às vezes quando provocada, não é tão boa assim – MORDRED, cadê você que não me responde? – Estou aqui mãe aqui em cima. –Desça já aqui! É e lá vou eu, esta na hora de tomar conta da livraria. – Diga mãe! – Eu terei que sair Mordred então eu preciso que você tome conta da livraria e não sei se chego antes do anoitecer então acho que será preciso você fecha-la está certo meu filho? – Sim, mãe pode deixar comigo! Então ela se virou e foi até a porta depois se virou para trás e me deu um sorriso, o qual eu devolvi, como já disse antes ela é uma ótima pessoa, é super amável com seus filhos e também com meu pai, ela saiu e me deixou lá tomando conta da livraria, isso não é um trabalho muito difícil, costumo fazer isso todos os dias depois da escola, não é um lugar tão movimentado assim, a menos quando sai algum livro novo desses de muito sucesso sabe? Mas fora isso não é lotada, eu sempre costumo ficar ouvindo musica ou às vezes na internet. De repente a porta se abri, aquele maldito sino toca, um pequeno detalhe, a livraria parece uma livraria antiga, ainda com aqueles sinos na porta, aqueles de chamar a atenção quando alguém abri a porta sabe? – MORDRED! – Ai meu Deus eu fico me perguntando porque ninguém me chama sem ser gritando? – Oi, estou aqui! – pela voz era o Edmundo, o meu irmão gêmeo, nós somos idênticos apesar de não nos vestirmos nem usarmos estilos iguais e ele ainda é mais velho do que eu, mais exatamente uma hora de diferença, tive dificuldades para nascer, ele é meio chatinho, mas nisso somos bem parecidos. – A mamãe pediu para avisar que não vem e que é para você fechar a livraria e nos encontrar no Grenny’s. — Ok pode deixar! – O Grenny’s é um restaurante da cidade, o mais famoso e com uma das comidas mais gostosas da cidade. Ele nem entrou direito e já foi saindo, me deixando novamente sozinho, mas logo ouvi novamente o barulho do sino, pensei que fosse ele, afinal é a cara dele se esquecer de algo, mas não, era o Anthony Hastings, ele é um dos garotinhos populares da escola, loiro, olhos castanhos cor de mel, branco, alto, forte, mas não é do tipo de vir a livraria, principalmente porque nossas famílias não se dão muito bem, tirando a filha mais nova deles a Miranda é claro que é minha a miga, mas o restante da família não é bem vista por isso eles evitam o contato, mas não dei muita importância a isso ele olhou algumas das prateleiras de livros de ação, depois um pouco de romance e foi passando, nem se quer me ofereci para ajuda-lo para evitar o máximo o contato, sabíamos muito bem que sempre dava confusão quando os membros dessa família se aproximavam, depois de um tempo ele pegou um livro da seção de ficção e trouxe para o caixa, olhei para ele rapidamente assim como ele, sem trocar nenhuma palavra, ele me entregou o livro, o olhei e disse: -U$ 35.00 – ele tirou o dinheiro da carteira, me pagou me virei para empacotar o livro e depois o entreguei e então ele se virou e foi saindo, mas só me lembro dele ter chegado até a seção de terror, que ficava quase no meio entre a porta e o caixa, depois disso tudo escureceu. Lembro-me de acordar no hospital, olhei para o lado e lá estava o Anthony saindo vi quando meus pais e meus irmão chegaram, e enquanto meus pais e o Edmundo entravam no quarto vi o Philip lá fora ele falava com o Anthony e algo me diz que não era nada legal, o Philip era o mais velho, ele era o mais alto dos três, com um corpo normal, uma pele branca assim como eu e o Edmundo, já os seus cabelos eram diferentes, eram negros, ao contrario dos nossos. –Mordred você está bem? – perguntou minha mãe com um olhar preocupado. –sim, sim foi só um desmaio, acho que não comi direito hoje! –Serio isso? Você não comer direito como isso é possível? Você é um monstrinho – Falou o Philip entrando no quarto. – Muito engraçadinho você, eu não comi direito mesmo não. – Serio mesmo? Porque se aquele Anthony lhe fez algo ele vai ser ver comigo! –Acalme-se Phil, ele só me ajudou eu acho! Ele só estava na livraria na hora em que eu desmaiei, falar nisso ela ainda está aberta? – Não o Edmundo fechou!- Respondeu o meu pai. Levantei-me e sentei na cama, depois peguei minha blusa e vesti-a, em seguida sai da cama, não via a hora de sair dali, porque se tem algo que detesto são hospitais. – vamos Mordred você já esta de alta!- disse minha mãe. Saímos do quarto e enquanto andava pelo corredor tive aquela sensação de alguém me observando, olhei para trás e não vi nada, entramos no elevador e descemos, quando no térreo tive a mesma sensação, mas novamente não havia nada, o hospital estava quase vazio como sempre em Aldair. Apesar é claro de que somos uma cidade em meio à rodovia e às vezes quando ocorrem acidentes o hospital enche, mas fora isso em dias normais ele é bem calmo, chegamos do lado de fora o Phil estava com sua moto, já eu e o Edmundo iriamos de carro com nossos pais, todos entraram, mas antes que eu entrasse tive novamente aquela sensação de estar sendo observado, quando olhei para o lado tive a impressão de que havia alguém numa pequena viela do outro lado da rua, mas logo quem quer que seja desapareceu. Depois do ocorrido acabou que nem fomos ao Grenny’s e sim para casa, minha mãe pediu uma pizza e ficamos em casa mesmo, afinal depois do susto que lhes dei acho que não estávamos em um momento para ir a um restaurante, a noite foi de conversas jogadas fora, risadas e muita comilança, mas eu fui cedo para cama, antes das onze eu já havia subido para o meu quarto.
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