Aon
5 A pedra da sabedoria
O sol apontava o meio dia, era impressionante como era frio no Reino de Aon mesmo com o sol brilhando fortemente no céu os homens se estremeciam de frio. Dentro do Castelo dos Oito Reinos o grupo fazia seu almoço como há certo tempo já não fazia, a mesa fora feita de forma arredondada para não haver diferenças entre eles não havendo ninguém em uma cadeira melhor que o outro ou qualquer tipo de atenção maior a uma única pessoa. Enquanto os amigos jogavam conversa fora os criados que agora compunham o castelo os serviam e preparavam as mesas, entre eles estavam elfos tanto do leste quanto do sul, mestres e músicos do castelo de Aon, grupo se alimentou apropriadamente, diferente do vinho e carne que vinham comendo até então. A mesa fora composta por vegetais, frutas, carnes de cordeiro e um bom vinho, a que mais estava se sentindo confortável com tudo aquilo era Paloma, pois não era mimada daquela forma já alguns dias suas servas já havia lhe dado banho, penteado o cabelo e arrumado suas vestes.
Paloma – Ah, como é bom se sentir em casa.
Glauber – Mimada.
Rodrigo – Concordo com o Glauber. “Disse caindo na risada.”
Carol – Mas eu estou com a Paloma, de vez em quando é bom ser bem tratada.
Paloma – Pra mim pode ser sempre.
O único que não havia começado a comer era Victor, se sentia estranho ao estar entre as representações mais importantes do seu reino, provavelmente terá que servir ordem de alguém que componha aquela mesa se caso um deles viesse a se casar com a princesa real.
Sadi – Ei Victor que foi? Não vai comer?
Victor – é que na verdade eu não tenho tanta educação quanto vocês meus Lordes, acho que nem deveria estar sentado aqui com vocês dividindo essa refeição.
Rodrigo – Deixe disso homem, somos diferentes dos Reis, uma nova geração por assim dizer. Veja Guilherme, por exemplo, come feito um animal, então não se importe com isso.
Guilherme não disse nada apenas lançou o talher que não havia usado e lançou contra Rodrigo atingindo a parede ao fundo.
Rodrigo — Fique a vontade coma da forma que lhe for melhor, se quiseres aprender a forma certa de usar os talheres tenho certeza que um de nossos serviçais ficara agradecido de lhe ensinar. Não é mesmo Dulin? Perguntou Rodrigo a um de seus serviçais.
Dulin – Sim meu Lorde. Disse fazendo uma leve reverência.
Paloma — Pode deixar... que eu o ensino... se não for lhe incomodar é claro.
Victor – Não incomodara.
Todos ficaram encarando a Princesa.
Paloma – Que foi não posso ajudar alguém?
Rodrigo – Claro vossa alteza, quem melhor que ti para ensinar alguém.
Sadi – “ai tem coisa”
Rodrigo e limpou os lábios com o pano em seu pescoço, Dulin se aproximou para ajuda-lo a se levantar, mas o garoto fez um sinal que tudo bem e afastou a cadeira ele mesmo e deixou o castelo. Foi até o campo e se sentou em baixo da sombra de uma arvore, recostou-se sobre o tronco e cochilou, neste meio tempo alguns animais se aproximaram um lobo descansou a cabeça sobre sua perna um coelho sobre seu colo, um falcão pousou em um galho próximo ao rapaz. Carol que passava pelo local algumas horas depois achou a cena estranha e pensou em se aproximar, mas ao ver o lobo movimentar as orelhas com sua aproximação achou melhor deixar pra lá. A garota se esbarrou em sadi no meio do caminho e disse sobre a situação de Rodrigo com os animais.
Sadi – Isso é normal Carol, somos elfos lembra? Temos interação com os animais.
Carol – Mas é que eles estão todos em volta dele.
Sadi – Sim os animais nos servem Carol, por exemplo, você tentou se aproximar dele?
Carol – Sim, mas o lobo se movimentou e eu acabei desistindo de me aproximar mais.
Sadi – Provavelmente não aconteceria nada com você, pois o Rodrigo já te conhece, mas mesmo assim o lobo o avisaria que alguém se aproxima e ele despertaria.
Carol – Então vocês são protegidos pelos animais, mas eu nunca vi você com qualquer tipo de animal.
Sadi – é que o tipo de animais que me seguem é um pouco diferente, mas deixa isso de lado não vai acontecer nada de mal ao Rodrigo pode ficar despreocupada.
Uma hora mais tarde Rodrigo despertava de seu sono e percebeu que o lobo havia colocado a cabeça abaixo de suas mãos, o garoto coçou-lhe a orelha o fazendo o mexer a cabeça e grunhir em agradecimento ao carinho. Rodrigo se levantou e bateu a poeira do corpo e se espreguiçou, o lobo havia levantado e ergueu as orelhas enquanto observava o garoto, mas sua atenção foi chamada para o barulho de passos rápidos vindo da entrada do castelo. Rodrigo se virou para ver quem era e sentiu um baque em seu corpo e caiu no chão com uma garota de cabelos encaracolados e orelhas pontudas sobre seu corpo, a garota deveria ter por volta de doze invernos mais ou menos.
Rodrigo – Duda, o que você ta fazendo aqui? Perguntou o garoto tentando se levantar.
Ela continuou abraçada ao garoto.
Duda – Vim te ver Tio Haourin. Ah, Th’ahash Haourin. Disse a menina tocando a testa.
Rodrigo – Th’ahash Valkariam. Disse tocando a testa e tocando a dela em seguida fazendo a pequena abrir um sorriso.
A garota se levantou e começou a girar o corpo como se dançasse enquanto Rodrigo a observava sentado, ela usava uma armadura de couro parecido com a de Haourin, mas a proteção de cabeça era a cabeça de uma águia. Em suas costas tinha um pequeno arco de casca de luz e uma única espada curta.
Duda – Então tio Haourin o que achou da minha armadura. Disse parando de girar.
Rodrigo – Ficou ótimo em você, já está parecendo uma guerreira de Thanos, mas me diz o que veio fazer aqui?
Duda – Papai me mandou, toma ele mandou te entregar. Disse a menina entregando dois envelopes com o símbolo de um lobo no selo.
Rodrigo pegou os dois em mãos olhou o primeiro e o guardou dentro da roupa, o outro ele abriu.
Duda – O que é?
Rodrigo – Este é sobre as receitas que pedi para criar as flechas mágicas.
Duda – E o outro?
Rodrigo – É segredo. “Disse abrindo um largo sorriso” vamos?
Duda – sim.
Rodrigo – Está com fome?
Duda – um pouco.
Rodrigo – Vá para cozinha peça a Dulin que lhe prepare alguma coisa.
Duda – Pode deixa que agora eu já sou uma guerreira de Thanos eu sei me virar.
Rodrigo – Claro que é.
Os dois caminharam até o castelo, do salão para frente Eduarda saiu em disparada para cozinha gritando pelo mestre cozinheiro Dulin, Rodrigo apenas observou a cena sorrindo.
Carol – Que garota bonitinha, quem é?
Rodrigo – minha sobrinha, filha do meu irmão mais velho.
Carol – Ela ficará bastante tempo?
Rodrigo – Acho que sim. Por que?
Carol – Por nada. “olhar maníaco com uma escova de cabelo nas mãos”
Rodrigo – Carol você me dá medo às vezes. Mudando de assunto preciso ir a vila precisa de alguma coisa.
Carol – Não que eu me lembre, mas vou com você.
Rodrigo – Tudo bem vou ver se os outros precisam de alguma coisa.
Carol – Se for a Paloma pode esquecer aquela ta no mundo de romance dela com o guerreiro.
Sadi – É verdade, parece que estou lendo aqueles romances de cabeceira. Algo mais ou menos assim.
Sadi imitando Victor* — Obrigado Milayd não sei o que faria sem você.
Sadi imitando Paloma* — “sorrindo com vergonha” eu... eu gosto de ajudar as pessoas. “Virou de costas envergonhada”
Rodrigo deu um croqui na cabeça de Sadi o fazendo parar enquanto Carol observava a apresentação teatral do elfo com os olhos brilhando.
Sadi – foi algo mais ou menos assim.
Victor/Paloma – “encara”
Sadi – haha... *sorrindo sem jeito* estamos indo a cidade querem alguma coisa?
Victor – Se vossa alteza desejar!
Sadi Imitando Victor – Se vossa alteza desejar. Falou baixo deixando apenas Rodrigo e Carol ouvirem os fazendo sorrir.
Paloma — *veia saltando* não eu ficarei.
Sadi decidiu que ficaria também então Rodrigo e Carol seguiram para a saída do castelo, Glauber os aguardava no portão. Eduarda apareceu de súbito pulando nas costas de Rodrigo fazendo o garoto a levar montada em suas costas até meio caminho depois Rodrigo a colocou no cavalo junto com Carol e seguiu a pé com Glauber. Mais uma meia hora de caminhada e chegaram a vila de yuman, Rodrigo desceu Eduarda do cavalo e Carol amarrou o animal em um palanque num estábulo oficial. Rodrigo seguiu para uma loja de alquimia, Carol e Glauber foram até o lorde da vila se apresentar. O elfo se aproximou de alguns senhores que conversavam na parte externa de uma taverna, os homens ao verem o símbolo da família real nas ombreiras do Elfo levantaram e o reverenciaram, Rodrigo fez o mesmo agradecendo a reverencia. O garoto vestia uma capa curta que cobria somente o braço esquerdo que levava o brasão de Thanos.
Rodrigo – Senhores onde posso encontrar um alquimista?
Senhor – Milorde, nossa cidade está sem alquimista ele fora capturado por ladrões e nossos militantes não o encontraram ainda, mas se precisa de algo pode ir à loja goblin próximo a praça de Ignus.
Rodrigo – Obrigado pela informação, peguem aproveitem para se divertir. Disse lançando uma moeda de prata.
Senhor – Obrigado Milorde. Disse o reverenciando e voltando a conversa e pedindo uma nova rodada de bebidas.
Rodrigo desceu a rua seguido por Eduarda que apenas observava a cidade, enquanto caminhava bem próximo de seu tio. Por onde passavam chamava a atenção não só pelo sentido de serem descendentes de seus castelos, mas por que elfos são seres de extrema beleza algumas mulheres até se aproximavam de Rodrigo, mas o garoto apenas fazia uma reverência e se afastava até chegar à loja goblin. O lugar cheirava magia, todo tipo de magia deixando até um cheiro enjoativo no ar devido a misturas de magia. Eduarda correu por todo o corredor de objetos mágicos se sentindo impressionada, uma voz veio do fundo.
Goblin – Já irei lhe atender milorde, espere um minuto apenas.
Rodrigo – Não se incomode, deixarei uma lista espero que possa satisfazer meus pedidos.
Goblin – Claro sinta-se a vontade para procurar o que precisa a mais, deixe a lista sobre a bancada logo juntarei o que precisa.
Rodrigo fez o que lhe fora dito, deixou o papel sobre a mesa e voltou a prateleiras para ver o que a loja tinha a oferecer, Duda voltou com um frasco de cor negra em suas mãos.
Eduarda – Olha tio essência de dragão.
Rodrigo pegou o frasco de sua mão e o abriu e o cheirou.
Rodrigo – Foi bem composto, acho que Sadi gostaria disso.
Globin – Claro que foi bem composto milorde, tudo na loja goblin é de melhor qualidade.
Rodrigo – Sim já ouvi falar da qualidade dos produtos dos goblins.
A criatura baixa meio manca, usava seus poderes mágicos para se movimentar e levitou até a altura de Rodrigo e lhe entregou a lista.
Goblin – Suas coisas já foram separadas se precisar de mais alguma coisa é só me chamar.
Rodrigo – Sim fico agradecido meu caro...
Goblin – Netk... Netk Metaltongue.
Enquanto isso na torre da vila Carol e Glauber se apresentavam ao lorde local. O velho Ageymos era solidário e simpático, mas estava gordo e seu bafo de bebida tomava conta do lugar, sua sala havia no mínimo vinte filhos, quinze mulheres e cinco homens.
Ageymos – O que devo a honra de receber a segunda no trono e um lorde oficial? Será que se encantaram por um dos meus filhos?
Carol – Não seria de má ideia meu lorde, mas viemos aqui lhe pedir certa ajuda.
Ageymos – Do que os filhos de Reis precisam?
Glauber – Meu Lorde reerguemos o Castelo de Vladislav.
Ageymos – Sim eu ouvi falar, meu jovem lorde e então precisam de alimentos e bebidas e talvez alguns serviçais?
Glauber – Sim meu lorde se não for lhe incomodar.
Ageymos – Não é nenhum incomodo jovem lorde, mas talvez possamos trocar favores.
Carol – Do que precisa? *não seja casamento, por favor,*.
Ageymos – Meu único alquimista fora sequestrado a algumas Luas, meus militantes são uns incompetentes e temem entrar na caverna do sussurro talvez alguns de vocês possam resolver este problema pra mim!
Carol – Claro meu lorde *reverenciando*, assim que terminarmos retornaremos aqui.
Enquanto isso Rodrigo tentava levar um livro do goblin na loja.
Rodrigo – Netk, por favor, venda-me este livro.
Goblin – Sinto muito Milord, mas este livro não tem preço, a não ser que me venda esta pulseira dourada e lhe darei mais alguns itens como pagamento extra por ela.
Rodrigo colocou a mão sobre a pulseira e pensou por um momento, não que ele fosse vendê-la, mas olhar novamente para ela lhe trazia certas lembranças.
Rodrigo – Sinto muito Netk, mas essa pulseira está selada em meu corpo, que tal três moedas de ouro? Bem mais do que espera ganhar durante um ano de trabalho não é mesmo?
O goblin parou e pensou.
Goblin – Se me der à pulseira ainda lhe dou dois itens raros.
Rodrigo – Já lhe disse que não posso retirar essa pulseira, mas mostre-me seus itens raros e lhe farei valer a pena, se forem realmente raros.
Goblin – Tudo bem me siga.
Rodrigo o acompanhou até uma sala ao fundo da loja, trancada por inúmeras portas e magias.
Rodrigo – realmente importante para se colocar tanta magia.
Goblin – quando ver o que é saberá o por que de ser tão importante.
A porta se abriu e sobre uma mesa havia uma pequena caixa de madeira, o goblin retirou a magia protetora e abriu a caixa, dentro dela havia dois dentes o que fez Eduarda bufar.
Eduarda – São só dentes.
Rodrigo – Não Duda, não são só dentes, são dentes de Troll.
Eduarda – Impossível.
Goblin – Isso mesmo Milord e eu vos entrego pela pulseira.
Rodrigo – Sinto muito Goblin, mas não posso tirar essa pulseira realmente, pago-lhe vinte moedas de ouro é o que posso te pagar pelos dentes.
Eduarda – E a pedra do humor e dois olhos mágicos.
Disse enquanto se retiravam para fazerem o goblin pensar rápido.
Goblin – Tudo bem, tudo bem pode levar.
Rodrigo – Isso inclui o livro mágico também.
Goblin – sim... disse derrotado.
Rodrigo tudo bem vinte moedas de ouro e cinco de prata pelos itens de minha lista.
Goblin – deseja que eu lhe entregue?
Rodrigo – Não eu mesmo levarei. Disse entregando três moedas de prata nas mãos de Duda.
Eduarda – Tio o que quer que eu faça?
Rodrigo – Duda vá até os estábulos e compre um burro de carga.
A menina correu até os estábulos e em alguns minutos já estava de volta com o animal enquanto Rodrigo colocava os materiais no animal, Duda brincava com o olho mágico.
Rodrigo – Duda você pode entregar isso no castelo pra mim?
Carol – Tudo bem manda-la sozinha na estrada?
Duda – Eu já sou uma guerreira de Thanos!
Rodrigo – É bem por ai! Disse sorrindo.
A menina fora embora levando as compras de Rodrigo, levou um pouco mais de meia hora para chegar até o castelo, e entregar a essência de dragão a Sadi e guardas os itens de Rodrigo no quarto.
Rodrigo – Onde está Glauber?
Carol — *fazendo cara feia* deve estar em algum bordel. Fazendo Rodrigo sorrir.
Rodrigo – Entendi e então como foi com o Lorde. Enquanto caminhava em direção a taverna.
Carol – Então enquanto a isso teremos que resgatar o alquimista para o Lorde.
Rodrigo – Verdade ouvi falar sobre o desaparecimento.
Carol – É então, parece que os militantes temem entrar na caverna do sussurro.
Neste momento um homem passou voando entre os dois os espantando, a gritaria vindo da taverna os chamou a atenção e lá estava Guilherme, caminhando nervosamente indo em direção ao homem que havia atirado para longe. Carol cerrara os punhos e começou a caminhar em direção do gigante. Com a agitação Rodrigo fora para um lugar mais calmo entre algumas casas e viu uma cena estranha, uma garota de túnica azul deitada em uma carroça de palha apoiando um livro sobre os seios um pouco avantajados e usando óculos arredondados deixando seu chapéu de lado. Rodrigo aproximou-se sorrateiramente pegou o chapéu e correu para a praça, a menina levantou vagarosamente, mas ao perceber que seu chapéu sumiu correu mais rápido que o vento em direção de Rodrigo, fez alguns movimentos com seu cajado e seu corpo foi cercado por escrituras mágicas, Rodrigo desapareceu em fumaça e quando se dissipou havia somente o chapéu no chão. Ela se aproximou pegou o chapéu e o colocou na cabeça e voltou a caminhar em direção a carroça quando um gato apareceu sobre sua cabeça saindo do chapéu, ela o retirou dali e o segurou no colo.
Karina – Quem mandou pegar meu chapéu agora ficará como gato de castigo Haourin. O bicho apenas miou satisfeito e se ajeitou nos braços da garota.
Guilherme discutia com Carol no meio da rua próxima a taverna, mas subitamente parou de falar e corou.
Karina – Oi Carol. Disse calmamente, mas aparecendo de súbito.
Carol soltou um grito de susto e correu para trás de Guilherme com o corpo tremulo e as pernas bambas.
Carol – ah é só a Karina.
Karina – Não vai me cumprimentar Gui?
Guilherme – Oi Karina. *disse envergonhado*
O gato apenas balançava as caudas no ar e mexia as orelhas enquanto observava os dois.
Carol se aproximou acariciando o animal no colo da garota.
Carol – Não sabia que você gostava de animais Karina.
Karina – Eu sempre gostei. *brilho nós olhos, mas ainda calma o que dava um ar psicótico a tudo*
Carol – Não sabia, o Rodrigo ia gostar de saber disso ele adora animais também.
Karina – ah.. esse é o Haourin.
Carol – hã?... *Carol parou de sorri e arregalou os olhos* AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH... o que você fez com o Rodrigo?
Karina — *ódio no olhar, mas ainda calma* ele roubou meu chapéu e eu o castiguei.
Carol – ah.. deixando isso de lado, nós temos que resgatar o alquimista da cidade para o lorde nos ajudar.
Karina – Não. Disse saindo e colocado o gato debaixo do chapéu que miou agradecido.
Carol – Ei espera Karina, por favor. Gui faça alguma coisa ao invés de ficar babando.
Guilherme – Hã? Por que eu ?
Carol – Porque se for você a Karina escuta. Agora vai. Disse empurrando o gigante.
Guilherme – Ah... Ka... Karina será que você pode nos ajudar a resgatar o alquimista, você transformou o Rodrigo então precisamos de mais alguém.
Karina parou de andar e olhou para Guilherme.
Karina – Já que não tem jeito. Disse voltando.
Carol – Isso. Disse comemorando.
Karina – E então o que vamos fazer?
Carol – Ah... primeiro precisamos ir a caverna do Sussurro.
O grupo caminhou até os limites da Vila, atravessaram uma pequena floresta até chegarem à caverna, uma leve brisa saia de lá. O grupo entrou Guilherme a frente já com a espada em mãos pronto para qualquer coisa Karina e Carol juntas atrás, conforme entravam na caverna a escuridão começava a reinar, Karina levantou o cajado iluminando o lugar. Eles pararam a beira de uma pedra o que teria sido uma bela queda se Karina não tivesse iluminado o lugar, algumas vozes começaram a sussurrar nos ouvidos do grupo palavras como morte, vocês vão morrer, aterrorizando Carol. Karina não mostrou qualquer reação apenas se aproximou retirou o gato do chapéu o lançou na queda.
Karina – Opa. Disse enquanto derrubava o animal.
No meio da queda ela desfez a magia fazendo Rodrigo voltar ao normal.
Rodrigo – Karina sua louca o que você queria dizer com opa?
Karina – Ah.. cuidado *disse calmamente apontando para o animal correndo em direção de Rodrigo*
Rodrigo faz uma serie de mortais para trás escapando do Minotauro que deu uma cabeçada na rocha derrubando Karina e os outros. Guilherme se virou no ar e pegou Karina e Carol as protegendo da queda, as colocou de lado e foi em direção ao Minotauro.
Rodrigo – *Essa menina queria me matar*
Rodrigo aproveitou que Guilherme começou uma batalha de força com o Minotauro e correu para o fundo da caverna, o garoto se dava bem no escuro seguiu seu instinto até chegar onde o alquimista era mantido refém, lembrou-se do olho mágico que conseguira na loja do goblin e o usou para ver todo o local da caverna. Adicionou um pouco de magia sobe o olho e este voou até a parte mais alta da caverna revelando tudo.
Karina — e ai? Disse chegando de súbito, mas não assustou Rodrigo a decepcionando.
Karina resolver ficar cutucando o garoto até eles esboçar uma reação, o garoto começou a se irritar com o ritmo que ela cutucava suas costas até explodir em raiva.
Rodrigo – CHEGAAAAAAAAAA!
O ritual no centro da caverna parou imediatamente e os ladrões que na verdade eram bruxos de sangue dispararam magias de fogo no local onde estava Karina e Rodrigo, a menina apenas abriu um sorriso antes da explosão. Rodrigo havia entrado a frente da menina a cobrindo com seu manto, mas Karina havia criado um escudo mágico e os levou até o centro do ritual. Enquanto isso Guilherme estava detonando com o Minotauro o garoto havia decidido lutar somente com as mãos para segurá-lo, Gui o levantou do chão pelos braços girou e o lançou no chão e o chutou para longe, a criatura se levantou e disparou em direção ao garoto o empurrando até a parede, Guilherme conseguiu para-lo e o empurrou juntou as duas mãos e o acertou diretamente na cabeça o derrubando. O Minotauro mesmo assim se pôs de pé novamente e tentou chifrar o garoto que quebrou um dos chifres, mas fora atingido pelo o outro no ombro Guilherme urrara de dor e quando o animal tentou usar o chifre para uma nova investida o garoto o retirou e usou os dois para mata-lo. Cinco bruxos caíram aos pés de Karina após serem atingidos por flechas em suas nucas, era Carol da parte mais alta disparando freneticamente Rodrigo havia deixado o arco no castelo então atacava com suas espadas encantadas queimando os inimigos. A luta perduraria por muito tempo se Karina não tivesse decidido parar o tempo deixando Rodrigo e Carol terminarem o serviço com mais facilidade. Rodrigo retirou o homem do altar ainda desacordado e algo na boca de uma estatua chamou sua atenção, uma esfera com brilho esverdeado parecia a encantar Karina, Rodrigo se aproximou da garota para tira-la do transe, mas a menina disse que tudo bem com a cabeça. Ela se aproximou da estatua e retirou à esfera, o Alquimista despertou.
Alquimista – Milayd, isso é uma pedra da sabedoria.
A menina lhe ofereceu.
Alquimista – Não, pode ficar para você! Sabe como usa-la não é?
A menina fez que sim com a cabeça e a fundiu em seu corpo, alguns minutos depois com tudo resolvido o grupo decidiu sair da caverna, Guilherme levou o corpo do Minotauro consigo poderia valer algum dinheiro na guilda. Carol foi à frente conversar com o Lorde deixando Karina e Rodrigo sozinhos.
Rodrigo – Ei, desculpa ter roubado seu chapéu.
Karina – Tudo bem, mas se contar a alguém o que viu quando o pegou eu te mato. *disse totalmente corada*
Rodrigo – tudo bem!
Depois de todo ocorrido Carol esbarrou com Glauber saindo do bordel com duas garotas e ficou possessa, não pensou duas vezes e se aproximou do garoto já o socando.
Carol – Você sabe o perrengue que passamos na caverna do sussurro? E você ai se divertindo com as mulheres.
Uma das meninas tentou ajudar o garoto a se levantar e Carol quase a matou só com o olhar.
Carol – Não toque nele piranha!
Fale com o autor