Notas iniciais
Olá. Nunca pensei que ia conseguir um dia escrever para fandom de Kuroko no Basket. Há sempre primeira vez para tudo. ´ Esta fic é minha, ela se encontra noutra plataforma no spirit. A historia foi escrita por mim mas foi publicada na conta no projeto que eu participo como ficwritter no ImaginesLand, só quero avisar que não é plágio. Quero agradecer aos maralhiosos magos: @nightinwg por ter sido a minha helper, @Panxinha por avaliar, @Deum pela betagem e @xmooncake pela capa maravilhosa. Espero que gostem.

[Nome] encontrava-se a ler um livro na cama do seu namorado, enquanto ele jogava no computador. Aquela quarta-feira era a única tarde que Kiyoshi não tinha treino do clube de basquete.

O casal nem sempre estavam juntos, porque frequentam turmas e clubes diferentes, por isso que aquele dia era sempre sagrado para eles. Onde podiam estar sozinhos sem ter nenhum colega a interromper os seus momentos preciosos.

Kiyoshi decidiu parar de jogar para aproveitar o resto da tarde que tinha com [Nome]. Foi ao andar debaixo, pegar o lanche para eles, um bolo que preparou ontem à noite com todo o carinho para sua namorada.

— Minha linda, olha o que trouxe — o jovem falou ao entrar no quarto com a bandeja e colocou na sua mesa de estudo.

— Vou ficar mal habituada com tantos mimos que me dás. — [Nome] fechou o livro de história que estava lendo. Desde que começaram a namorar, dois anos atrás, ainda não tinha se habituando aos gestos amorosos que o seu namorado preparava com imenso carinho.

O jovem sorriu, amava ver como deixava a [Nome] tímida. Por isso que gostava sempre de surpreendê-la de diversas formas. Aceitou, de bom agrado, o abraço. Sentia-se feliz por ter [Nome] na sua vida.

Ficaram a conversar enquanto lanchavam, sobre as atividades escolares e das séries favoritas.

— Daqui a uns dias, vou ficar fora da cidade por causa de um jogo que vamos ter na cidade vizinha — contou Kiyoshi, que queria saber se namorada ia acompanhá-lo durante a viagem. Gostaria imenso que ela pudesse ir para o apoiar.

— Eu queria ir contigo, meu amor. Só que vou ter uma prova no dia do teu jogo. — [Nome] tentava não vacilar na sua pequena mentira. Sempre foi péssima a mentir para as pessoas mais importantes da sua vida. Desta vez queria ser ela a surpreender o seu namorado no dia do jogo.

— É mesmo uma pena, mas vou pedir a alguém para gravar. Queria dedicar o primeiro ponto que irei marcar para ti. — Kiyoshi tentou não ficar triste por saber que [Nome] não podia o acompanhar durante a viagem. Sabia como aquela prova era bastante importante para sua namorada que estava tentando realizar um dos sonhos dela para o futuro.

O resto da tarde, os pombinhos ficaram abraçados na cama aproveitando para verem um filme que queriam assistir no cinema já há bastante tempo, só que por vezes não tinha tempo de irem por causa dos seus horários, que não batiam certo um com outro.

(…)

Chegou o dia do clube de basquete partir de viagem para a cidade vizinha, [Nome] encontrava-se se despedindo do Kiyoshi e dos companheiros de equipe dele na escola.

— Sei que a viagem não vai ser longa, mas trouxe umas bolachas pelo caso se der te fome durante o caminho. — [Nome] ofereceu o pequeno pacote ao namorando.

— As minhas bolachas favoritas, obrigado. — Kiyoshi abraçou-a e deu um pequeno beijo próximo dos lábios de [Nome]. Os seus colegas começaram a zoar que deviam ir para um lugar mais fechado. O casal sempre levava aquela brincadeira na boa, porque sabiam que seus amigos se importavam com o bem-estar deles.

Enquanto esperavam pelo resto do povo que ainda não havia chegado à escola, [Nome] aproveitava os últimos momentos que tinha a sós com Kiyoshi. Só algumas pessoas da equipe, como a Riko, sabiam da surpresa que estava preparando para o jogador.

— Quando chegares, me liga. — [Nome] queria saber se o namorando tinha chegado em segurança.

— Não precisas de preocupar. — Kiyoshi entendia bem o receio que sua namorada estava tendo. Quando [Nome] era criança, sofreu um acidente de viação. O tempo que esteve à espera de ajuda, foi muito complicado para ela.

— Mesmo não estando assistindo ao jogo, vou torcer para que vocês ganhem — falou [Nome] ao se despedir do seu namorado que ia entrar no ônibus. A equipa tinha ficando agora completa com a chegada dos últimos companheiros que faltavam.

[Nome] ficou no passeio vendo Kiyoshi acenando do seu lugar, quando o ônibus começou a partir. Ao ver que o clube de basquete já se encontrava bem afastado, caminhou para o carro que encontrava ali estacionado.

— Desculpa pela demora e obrigada pela disponibilidade para me levar. — Entrou no carro e agradeceu ao pai de Riko pela carona.

— A espera vai valer a pena, quando eu ver a cara de surpresa do Air Head — Kagetora estava animado para ver a reação do jovem. Este jogo era muito importante para passarem à próxima fase e sabia que Kiyoshi iria jogar muito bem com a presença da sua amada, [Nome].

Durante a viagem, [Nome] ficou a escutar algumas histórias que o clube de basquete de Seirin passou ao longo dos anos em que Kagetora foi treinador.

(…)

Uma hora depois, a viagem até a cidade vizinha terminou. [Nome] chegou primeiro que o ônibus da equipe de basquete, quase não fizeram paradas. Os jogadores tinham o costume de parar no meio do caminho, havia sempre alguém que se sentia mal disposto durante as viagens que faziam ao longo do campeonato.

[Nome] separou-se do pai da Riko na entrada no ginásio, já que o mais velho encontrou alguns conhecidos e ficou ali a conversar. Decidiu esperar pelo namorando lá dentro, tirando da bolsa um boné para se disfarçar.

Conhecia bem o ritual do Kiyoshi quando entrava na quadra de basquete, antes que o jogo começasse. Observava se alguém dos seus amigos mais próximos ou queridos de si, vinham apoiar. Gostava de receber a boa disposição deles que dava imensa força para conseguir jogar.

Muita gente já estava dentro do ginásio, à espera que as equipas chegassem a quadra. [Nome] ficou olhando para a única porta que havia e para seu celular ao mesmo tempo, para ver se tinha alguma notícia da chegada de Kiyoshi.

Uns minutos depois, sentiu o celular a vibrar quando se distraiu um pouco com uma garota que meteu conversa com ela, enquanto esperavam. Desculpou-se com a moça e atendeu a chamada do namorando.

Ao atender a chamada, reparou que Kiyoshi entrara neste exato momento na quadra com os seus companheiros. Levantou-se do seu lugar e esperou para escutar o que o jovem tinha para dizer.

— Amor, quero dizer que cheguei bem à cidade vizinha. — Kiyoshi, como tinha prometido, ligou a [Nome] para avisar que chegou bem. Falava atentamente ao celular sem saber o que se passava ao redor dele.

— Espero que tudo corra bem no jogo e sem ferimentos, por favor. — [Nome] ainda se lembrava bem da lesão grave que ele teve e que ficou bastante tempo longe dos treinos para se recuperar.

— Vou tentar não me magoar, sempre fico a sério quando jogo. Onde estás? — O jogador estava com um sorriso bobo, enquanto escutava a namorada. Só que algo chamou sua atenção, o imenso barulho que estava no outro lado da linha.

— Olha para frente, meu fofo. — [Nome] havia saído da bancada desde que começou a falar com seu namorando.

Kiyoshi levantou o olhar para frente e viu [Nome] correndo na sua direção, só teve tempo de tirar o celular para as mãos do Junpei que estava mais perto naquele momento.

— Não devias estar aqui a esta hora. Vais perder a prova. — Recebeu de braços abertos a [Nome] que saltou para cima de si. Deu um abraço de urso, não estava acreditando que sua paixão estava ali.

— Achas que ia perder algum jogo teu, amor? — [Nome] sorriu para seu amado, que estava ainda surpreso pela chegada dela ao ginásio.

— Parece que tirastes as palavras da boca ao Teppei, [Nome]. Ele estava um pouco em baixo por não ter a tua companhia durante o jogo. — Revelou Junpei que devolveu o celular ao dono depois do casal ter se abraçado.

— Todos vocês sabiam que [Nome] vinha. Enganaram-me muito bem. — Kiyoshi reparou nos sorrisos dos seus companheiros e percebeu que todos sabiam da pequena mentira que [Nome] preparou para ele. No fim, tudo valeu a pena porque foi bem surpreendido.

— Estás sempre me cuidado tão bem que esta vez quis fazer algo por ti — confessou [Nome] com um sorriso tímido. Ao longo da semana custou imenso a mentir ao namorado sobre a prova que nunca teria, até pensou em desistir para não o magoar. Era sempre mimada por ele desde que começaram a namorar e desta vez quis fazer algo para retribuir o amor que sentem um pelo outro.

— Só estares ao meu lado já basta, sei que me amas só de olhar para teus olhos. — Apertou as bochechas de [Nome] que ficou envergonhada com o gesto. Era por isso que gostava dela, pela sua honestidade nos momentos que sentiam ao longo do dia.

Como o casal estava um pouco distraído, Riko decidiu tirar uma fotografia para registar aquele momento bobo deles com o resto da equipa. Mais tarde, ia dar a foto a [Nome] para colocar no seu álbum que tinha em casa.

[Nome] foi de mãos dadas com Kiyoshi buscar a sua mala que deixou no lugar onde ia ficar para assistir ao jogo. Em todos os jogos que ia, ficava junto a equipe de Seirin apoiando de diversas maneiras como assistente de Riko, que não conseguia gerir tudo por ser a treinadora.

Não sabiam o dia de amanhã, mas nunca esqueceriam dos momentos que viveram juntos como amigos e namorados. A adolescência foi uma das melhores etapas que a vida deu a eles, porque os fez crescerem e tornarem-se as boas pessoas que são hoje.

Notas finais
Derretir a escrever esta linda história de amor de Kiyoshi e [Nome]. Até próxima história. Tudo de bom, beijos.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!