Ao Hana
3 Moonlit Bear
Notas iniciais
Ela vagava pela floresta escura e densa, colhendo frutos vermelhos que Deus concedeu. Um presente maravilhoso.
Após a colheita ela seguiu seu rumo para casa. Queria levar as frutas para seu marido, para que os dois desfrutassem juntos desse presente de Deus.
Hoje a lua está muito bonita....
Tudo estava perfeito. Tinha colhido as mangas mais lindas e suculentas que já vira em toda sua vida, a noite estava linda e seu marido a esperava em casa.
Mas, devido à escuridão da noite, um urso assustador aparecera.
“Essas mangas são minhas!” a moça gritou à fera. “E eu não as entregarei a ninguém!”. E então ela correu, e correu. Segurando firmemente as frutas no peito. “Se eu voltar com elas pra casa”, pensou “definitivamente seremos felizes”.
Mas a Ursa ainda a seguia, com uma cara assustadora. “Por favor”, ela gritava, “deixe-me fugir!”.
E no fundo ela sabia. Sabia que aqueles lindos frutos fartos eram o divino tesouro daquela ursa.
E ela correu, e correu. Desesperada e chorando.
E então seu coração se encheu de medo, e ela perdeu toda a esperança quando, de uma raiz despercebida, acontece um tombo. Ela tropeçou, caiu no chão e ficou ali. Paralisada de medo.
Ela queria voltar pra casa e agradar seu amor. Ela queria desfrutar daqueles doces frutos de Deus com seu marido.
A lua criava a sobra da ursa sobre o corpo caído. E se aproximava mais.
Mas ela não iria entregar assim seu tesouro.
Rapidamente se recompôs, ganhando força do desespero e do amor. Continuou seguindo, mesmo estando perdida.
Ela chorava, a ursa chorava, os frutos choravam.
As duas queriam seu tesouro.
Com as pernas cansadas e pés doloridos, ela chegou a seu lar.
Entrou em casa e viu seu amado. Sorriu pra ele, ele sorriu pra ela. Mas sua felicidade logo foi trocada por um imenso receio.
“Querida. Você tem que entender, nossos bebês morreram. Você deve imediatamente devolver essas crianças a sua mãe.”
Mas era tarde.
E então a verdade se concretizou.
“Deus. Eu cometi um crime imperdoável. Perdoa-me. O senhor ainda pode reverter isso, eu sei que pode!”.
Mas ele não podia. “Agora é tarde.”.
Do lado de fora da casa estava o corpo caído de uma moça morta. Uma mãe que lutou pela vida de seus filhos.
Ao seu lado, uma garrafa de vidro, cheia de leite.
Mais duas crianças sem mãe...
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