Ao Cair da Noite

1 A mentira e o lobo (parte 1)


Notas iniciais
Bem, espero que vocês gostem. Não se esqueçam das opiniões!

"No sistema judiciário criminal, crimes de caráter sexual são considerados especialmente hediondos. Na cidade de Nova Iorque, os dedicados detetives que investigam esses terríveis delitos são membros de um esquadrão de elite, conhecido como a Unidade de Vítimas Especiais. Estas são suas histórias."

***

- Heyy – A voz embriagada ecoava por toda rua mal iluminada. – Eu te conheço, não adianta se esconder. – A garota parecia não se importar com a chuva e a sujeira úmida da rua infiltrando em seus pés.

- Vá embora garota! Eu já disse que não quero mais brincar! – A escuridão não deixava totalmente o rosto do jovem a mostra, mas a sua feição era de raiva.

- Vamos lá Eric. – A voz de Karina se encontrava mais melosa. – Eu sei que você gosta dessas coisas – E ela levou seu rosto em direção do mesmo.

Ele desviou, mas abriu a porta de entrada do prédio que um dia já tinha sido um grande casino e residência de muitos mafiosos – Só mais vez. – Ele sorriu e os dois adentraram no prédio antigo.

***

- Nina! – Os gritos com um sotaque espanhol quase imperceptível ecoaram pelas paredes do flat em uma das ruas mais movimentadas de New York – Esse é seu primeiro dia de emprego e eu não acredito que você já vai se atrasar! – Christina foi checar mais uma vez a caixa de mensagem do seu celular.

Onde vocês está? – Barba

Me desculpe, eu tive uma noite um pouco confusa, mas já estou indo para o escritório. – Connely

Não me venha com suas desculpas, não agora. Preciso de você urgentemente aqui. – Barba

Ok, já estou chegando, mas custa pedir com educação? – Connely

Custa. E venha logo para a delegacia. E aproveite deixe a sua amiga Stella no meu escritório. – Barba

O nome dela é Nina, Rafael! E é o nosso escritório até você me tirar desse estágio maldito! – Connely

Não me chame de Rafael, não sei porque você insiste em sermos amigos. E aproposito, ontem deve ter sido bem divertido não é? Carisi tentou mais não conseguiu esconder todas as marcas. Esse seu lado eu não conhecia – Barba

Tchau Barba – Connely

Chris Connely já estava vestida com sua habitual saia cintura alta e uma blusa branca com um tecido mais ou menos transparente, que ela adorava usar para mexer com a imaginação de um dos detetives do seu estágio e seu companheiro de outras coisas nas horas vagas. Sonny Carisi.

- Já vai! – Nina Farmiga conhecia Chris desde o colégio, e de lá até agora tinha construindo uma amizade bastante solida. Então quando começou a ter problemas financeiros para pagar sua faculdade, a primeira pessoa a quem recorreu foi a Connely, que em menos de horas já tinha arrumado um emprego como secretária de Rafael Barba, um dos promotores mais conhecidos daquela região. – Já estrou pronta! Não se preocupe, eu quero causar uma boa impressão ao meu novo chefe.

- Aham, sei. – E Chris soltou um sorriso malicioso que já era da sua própria natureza.

- Não vá pensando besteira! – A outra soltou um grito de reprovação.

- Não tem como! Você ainda não o viu pessoalmente. – Deu uma pausa para fechar a porta do lar – Porque quando você ver ele a primeira coisa que você vai querer é transar loucamente com ele na sala da promotoria. – E Christina soltou um alto gemido falso e uma risada estridente.

Nina congelou por alguns segundos, as vezes ainda se assustava com a liberdade sexual que Chris possuía, mas no fundo invejava toda a confiança que sua amiga tinha. – Por favor diga que você não dormiu com o seu chefe Chris! Já não bastou ...

- Não mencione ele ok! – O semblante da jovem estagiária mudou totalmente, sua voz calma e melosa virou um agudo de um tom só. Dessa vez ela não queria se lembrar do passado. – Eu não transei com ele ok? Ele só me ver como um tipo de protegida, as vezes acho que ele só me ver como uma criança inocente. Então nuca rolaria ok? Somos só amigos de uma maneira estranha. Definiria nos dois como House e Wilson.

Nina assentiu com a cabeça. E escondeu uma pequena risada.

- E outra coisa, eu já estou bastante grandinha para decidir por mim mesma com quem eu devo ou não dormi. E não vejo nenhum problema ele sendo meu chefe, já que eu estou lá por competência minha, mas, como já disse, não rola, somos só amigos.

- Ok, ok, eu entendi, não preciso de um sermão enorme logo no meu primeiro dia de emprego.

- Desculpa tá? – E as duas se abraçaram – Você sabe como eu fico nervosa quando mencionam você sabe quem. Mas Barba não tem nada a ver com ele. Rafael é um homem extremante honesto, competente e respeitoso. Nunca compare os dois. E além do mais – O bom humor tinha voltado com tudo para Chris — eu estou de olho em um dos detetives. – Deu outro sorriso malicioso e apertou o botão do elevador.

***

- Não Olivia! Não posso expedir um mandato de prisão com essas provas! A defesa vai refutar em segundos! – Barba estava só de colete e blusa branca, o que significa que estava nervoso, e também significava que não seria um bom dia para Chris. – Mesmo do lado de fora da delegacia dava para escutar tudo que o promotor falava.

- Bom dia! – E ela foi recebida por um copo de café quente e algum tipo de pãozinho italiano dado por Sonny.

- Hoje é seu dia de sorte Connely. – Ele sorriu para ela. – Ele já gritou seu nome umas 5 vezes. – Ele se aproximou e roubou um selinho rápido, para que ninguém percebesse.

- Aqui não Carisi! – E Christina se afastou um pouco – Mas enfim obrigada. – Ela pegou o seu café da manhã improvisado.

- Eu aceito mais uma das suas aulas noturnas de constitucional como pagamento. – Ele já estava tão perto que praticamente tinha sussurrado no ouvido de Chris. Que como resposta teve um arrepio tomando todo o seu corpo.

– É por isso que eu adoro meu emprego. – Ela fez questão de usar a sua voz em um tom parecido como a de uma sirena. Afinal os dois poderiam jogar.

- Estágio. – E se despediu dela, mas ainda a acompanhou com o olhar.

Connely recuperou sua energia e bateu duas vezes na porta tentando equilibrar a comida. Adentrou a sala e colocou seus pertences do lado de Barba. – O que eu perdi?

- O caso está indo de mal a pior. Não encontramos sêmen na vítima, nem escoriações.

- Nenhum tipo de DNA embaixo da unha?

- Ela está limpa. – Olivia respondeu e pelo seu rosto não dormia desde ontem.

- Assim vai ficar difícil provar que ela foi mesmo abusada. – A jovem assistente falou.

- Se ela foi mesmo abusada. – Foi a vez de Barba falar algo como o seu tom matutino habitual.

- Vamos lá Barba! Ela foi encontrada nua e desacorda na casa do Eric Lamar! E afirma que nunca viu a vítima antes! Então o que ela estava fazendo na casa dele?

- É! Mas não se esqueça a nossa vitima já fez várias denúncias alegando abuso e todas foram falsas. Ela já vai ficar bem desacreditada perante o júri, e vocês ainda querem manda-la para o tribunal sem nenhuma prova conducente?

- E se ela não estiver mentindo dessa vez? – Sonny entrou na sala, e Chris não conseguiu esconder um pequeno sorriso.

- Bem cabe a você investigar isso agora – Benson se levantou com alguns papeis na mão. – Leve a Amanda com você e mande Nick conversar com a vítima de novo.

- Com prazer. – Pronto, o sorriso de Connely tinha se dissipado

- E não se esqueça de pedir o laudo do teste psiquiátrico. – Chris lembrou a Carisi, a mesma já não estava mais tão animada com o flerte, odiava admitir, mas sentia que Sonny e Amanda já tiveram algo, mas isso não era da sua conta, ela era só a garota nova.

O detetive saiu da sala e Barba não tardou a dizer:

- Você poderia pelo menos esconder? – Barba entregou alguns papeis do processo.

- Esconder a minha indignação do caso? Pode esquecer Barba, isso é impossível.

- Não Christina! – O mau humor do promotor já estava de volta. – Esconder que você e o Carisi estão tento alguma coisa!

Chris abriu a boca em um perfeito o. – Eu não estou tendo nada com ele Rafael! Não sei de onde você tirou isso. – A sua voz estava ficando falha devido o nervosismo. – E e isso não é da sua conta.

- Vou fingir que acredito. Mas vou te dar um concelho, um conselho de amigo mesmo, não se envolva com ninguém do trabalho, não até você conseguir o emprego como promotora, e eu não recomendaria nem assim.

- E se eu já estiver envolvida? – Ela falou em um sussurro.

- Sinto muito.

Por sua vez Connely só assentiu com a cabeça e acompanhou o chefe até a saída.

- Fin – Connely chamou o detetive que estava muito entretido com alguma coisa no seu computador. – Boas novas.

- Vindo de você nunca é coisa boa.

- Vamos até a casa do acusado. – Tenho outro mantado aqui.

- Para que outra busca? Ontem mesmo não encontramos nada.

- Por isso mesmo, ele já estava esperando alguma coisa ontem, mas não hoje. – Chris sorriu vitoriosa.

- Eu criei um mostro – Barba falou.

- Por falar em mostro, Nina sua nova secretária já está te esperando no seu escritório.

- E quem deu a chave a ela para ela mesmo?

- Eu! Esqueci que tecnicamente o seu escritório é o meu escritório? – Os três já estavam do lado de fora da delegacia.

- E temos que mudar isso o mais breve possível.

- Fácil, me promova de estagiária a ...

- Não. – Barba sorriu e foi em direção ao seu escritório, ele tinha um caso nada fácil na mão, e a última coisa que queria era perde-lo.

- Já te falei que eu adoro quando ele me deixa falando sozinha?

Os dois riram e entraram no carro de

- Você sabe que não precisa ficar preocupada né?

- Eu sei ... Eu sei que vamos conseguir provas para acursamos ...

- Não Christina! Estou falando de Sonny e Amanda, não rola nada entre eles.

Connely deu uma leve corada, será que é tão obvio assim que ela e Carisi? – Eu não me importo com isso! – Ela respondeu em um tom um agressivo. – A única coisa que eu quero agora e descobrir o que realmente aconteceu com a nossa vítima.

Fin apenas levantou os braços demostrando rendição e ligou o carro.

***

- É Christina, tenho que admitir, esse nosso chefe não é de se jogar fora. – Nina falava enquanto olhava para um retrato de Barba.

- Falou alguma coisa? – Ela congelou, droga! Ele tinha chegado, e o pior de tudo, ele tinha escutado. Calma Nina, apenas haja naturalmente.

- Eu tenho que ir no banheiro, eu tenho intolerância a lactose. – E saiu correndo na direção do banheiro mais próximo, aquele seria um longo dia.

Rafael por sua vez apenas riu e sentou na sua cadeira, aquele seria um longo dia.

Notas finais
Olá! E ai, ficou boa? Podem colocar o que vocês acharam aqui. Pois só assim poderá me ajudar.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.