Ao Cair Das Penas
1 Ao Cair Das Penas
É uma manhã calma e fria na cidade de Himmelsund. Estudantes com roupas quentes que cobrem quase seus corpos inteiros lutam contra o mal tempo para chegarem em suas escolas.
Uma dessas estudantes é Natasha Borzenkova, uma jovem estudante do segundo ano do colegial. Seu cabelo preto como Ônix e olhos profundos e azuis a fazem se destacar.Natasha é uma jovem normal como todas as outras. Sua mãe é muito conhecida na vizinhança por ajudar com as preparações para o natal todos os anos. Seu pai trabalha como eletricista para a prefeitura da cidade, e mantém uma boa amizade com seus companheiros de trabalho. Natasha também tem uma irmã mais velha, Angela, que está sempre viajando devido ás suas ótimas notas na faculdade.Ding.. Dong.. Deng.. Dong.. ..Dong.. Deng.. Deng.. Ding..– Waah! O portão já está fechando!Diz Natasha olhando desesperadamente para sua amiga Roselle, enquanto corre em direção ao portão do colégio. Felizmente, as duas conseguem entrar á tempo.*Uff uff*– Essa foi por pouco! — Diz Roselle.– Esse tempo frio deixa minha percepção de tempo horrível.. Espero não me atrasar amanhã também.. — Resmunga– Vamos logo para a sala de aula, não quero ouvir sermão do Professor Rowan...As duas sobem as escadas do colégio, ainda um pouco sem fôlego, até a sala 212-A.As horas se passam e nada acontece.. O mundo gira mas sinto como se tudo ainda estivesse no mesmo lugar.. Por quê não consigo sair.. Por quê não consigo me levantar.. Me sinto fraco.. Preciso de mais.. Força..Os alunos do colégio Hunnurgrind sentem um tremor,vindo próximo da piscina.– Mas o que foi isso?! Um terremoto??E com pouco tempo,os tremores se intensificam,e também parecem que se movem,agora para próximo do edifício do colégio.– É um terremoto! — Grita um dos alunosO terror começa a tomar conta de todo o colégio. Gritos e passos rápidos são ouvidos por todos os lados,quando finalmente, o tremor pára.– Parece que acabou.. — Diz Natasha, enquanto segura o braço de Roselle, que está em total desespero.O professor Rowan olha para a quadra de esportes, da sua janela, e vê algo que o choca.. Um corpo coberto de sangue.– Oh meu deus! Alguém se feriu durante os tremores! Alguém chame a enfermeira!Rapidamente vários alunos agrupam-se em volta das janelas da sala, pra ver o que aconteceu, o que gera ainda mais confusão.– Um corpo! Acho que alguém morreu.. É horrível!Enquanto um dos alunos ia chamar a enfermeira, algo extremamente inesperado acontece. O corpo,ainda banhado em sangue,começa a se mecher. Ainda cambaleante, aquele "ser" começa a tomar forma em meio à poça de sangue ao seu redor.– ... For..ça.. – MurmuraLogo após murmurar uma única palavra,ele pára,quase como se tivesse sido desligado,e assim permanece até as enfermeiras do colégio chegarem.– Você está bem? pergunta uma das enfermeiras, sem obter resposta.– Ele pode ter sofrido algum dano cerebral.. -Diz a segunda enfermeira- Olhe para seus olhos.. estão brancos como mármore! E ele está coberto de sangue.. Mas.. não parece ter nenhum ferimento..-Diz isso enquanto checa o corpo do garoto- ... O que seráque isso quer dizer?Mais tarde, com os alunos já mais calmos, as atividades do colégio são retomadas. Alguns funcionários checam a quadra por buracos ou algo do tipo, o que não seria estranho de se encontrar, já que sofreram um terremoto.– Ei,você não acha estranho? — Diz um dos funcionários — Não havia ninguém na quadra na hora dos tremores, e também, não há nenhum buraco ou rachadura no chão.. Como será que aquele jovem se feriu?– Vai saber.. Talvez ele já estivesse machucado,e na hora dos tremores, seu ferimento piorou.– Mas isso não faz sentido.. Um simples ferimento não causaria uma perda de sangue tão grande..– Bom, o que você acha? Que por acaso ele caiu do céu? Hahahah!O outro funcionário mantém um olhar preocupado no rosto.– Já está melhor? Pergunta a enfermeira.– ...– Ora, não precisa ter medo! Estou aqui para te ajudar. Me chamo Anna. Qual o seu nome?– ...– Bom, se você não quer falar, não vou te forçar. Sente dor em algum lugar?– ..Dor..– Me diga aonde dói.O garoto então levou as mãos aos olhos e sussurrou:- ..Dor..Quando afastou-as de seus olhos,estes estavam sangrando novamente. A enfermeira ficou paralisada momentâneamente.Afinal, Não é todo dia que se vê alguém sangrar pelos olhos.– Mas o quê.. Sem saber o que fazer,ela apenas segurou suas mãos. Uma péssima ideia. Ao fazer isso, ela pôde sentir todas as emoções que o garoto trancava em si. Dor,sofrimento,caos,solidão,perdas e desespero habitavam,mesmo que por apenas um instante, o seu pensamento.Após o breve toque em sua palma,a enfermeira fica paralisada,com os olhos e boca abertos, completamente em choque. O garoto e então toca-lhe levemente os ombros,e com seus olhos,ainda ensanguentados, olha fixamente para os dela. Uma brisa entra na
sala da enfermaria, e de repente, a enfermeira sente-se mais leve.Já com a consciência recuperada,ela pergunta:– O-O-O quê aconteceu? Ela pergunta com a voz tremula– ...O silêncio toma conta da enfermaria,naquela bela e fria manhã em Himmelsund.
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