Ao Cair Da Noite
1 Capítulo 1 - A Chegada
No centro da pacata e pequena cidade de Sotrom, uma casa tinha acabado de ser ocupada, a Mansão Helsonls. Era ali a nova casa de Annelise Gruwell, uma menina com uns 16 anos, alta, com grandes cabelos morenos, olhos escuros como a noite, e um sorriso branco a lua. Pelo menos era assim que todos a descreviam, além de ser muito bonita. A casa onde iria morar é uma das mais caras grandes, além de ser uma das mais desejadas.
Annelise estava feliz pela mudança, cansou da antiga cidade, agora que a empresa de seu pai cresceu, quer ter uma nova vida. Logo que o carro estacionou, ela saiu radiante, observando sua casa. Além de gigante, era muito bonita. Enquanto seus pais pegavam as malas, Anne ficava andando e observando o jardim da frente, após pegarem tudo, foram em direção à porta principal, ao entrarem, havia a sala de entrada. Na parede uma grande janela de frente ao jardim, a casa já esteva com os móveis, ao centro, um enorme tapete com flores saindo das outras deixava a sala mais alegre, a casa era feita totalmente de madeira, as escadas tinha lindos degraus muito bem limpados, o corrimão era bem desenhado, do começo ao final, formavam-se trepadeiras em cor dourada, subindo dá de cara com o quarto de seus pais, virando a esquerda era o de Annelise, abrindo a porta via um grande espaço, mais ou menos do tamanho de uma sala de aula, nas paredes tinham lindos papéis de paredes, camélias bem desenhas, riscos fundos deixando-as em alto relevo. Ao centro do quarto, se localizava a cama, grande por sinal, no lado esquerdo as estantes, já com o espelho, seus perfumes e maquiagens, no chão encontrava-se um grande urso de pelúcia branco. No lado direito, não havia muita coisa além do guarda-roupa e uma mesa onde Anne colocava seu computador, e no canto havia uma prateleira cheia de bonecas, e na frente da cama uma enorme televisão.
Annelise se encantou com o quarto, mas para ela, tinha que ser tudo do seu jeito, reorganizou o quarto. Mudou as bonecas de lugar – ela não ligava muito para elas, mas sempre que tinha vontade às reorganizava -, juntos mudou seus perfumes, colocou alguns enfeites. Ao olhar debaixo da cama, ela encontra uma caixa retangular, era vermelha com as bordas douradas, no meio tinha um desenho de uma estrela de cabeça para baixo e em volta um círculo de letras que ela não fazia ideia do que se dizia. Abrindo achava-se uma boneca totalmente de porcelana. A boneca ficava de totalmente de pé, tinha uns 30 cm, sua roupa era um vestido tradicionalmente de época e com um livro em sua mão, nele tinha um botão onde se clicava ouvia umas músicas apenas com instrumentos. Como Annelise não se importava com bonecas, apenas colocou na estante junto das outras e dirigiu a sua cama para assistir TV.
- Annelise, venha jantar. Chamou sua mãe.
Ela desceu correndo, pois na hora do jantar não é bom demorar, já que seu pai estava lá, e quando Anne demora ou desobedece a sua mãe perto dele, ele fica bravo e começa a comentar – alto – o que ela fez por horas, e até dias.
- Eaí, o que achou da sua nova? – Perguntou o pai.
- Eu gostei muito, obrigada pai, ainda bem que está dando tudo certo. Amanhã já começo minha escola, quero conhecer logo meus amigos de classe, por isso irei dormir cedo. – Respondeu Annelise.
- Ótimo, maravilhoso, mas antes, você irá lavar a louça do jantar. – Retrucou sua mãe.
A felicidade de Anne foi embora, a coisa que ela mais odeia é lavar a louça, e realmente não é legal. Após todos comerem, seus pais foram dormir e Anne ficou sozinha, era costumeiro já que sempre sobrava para ela lavar a louça da janta. Enquanto estava ela, lavando prato por prato, talher por talher e copo por copo, Annelise ouviu uma melodia bem baixa, não podia ser a vizinha, pois como sua nova casa era uma mansão seria impossível ouvir qualquer coisa a 100 metros. A música foi aumentando, até chegar num volume onde não se aguentava mais, o que mais Annelise achava estranho peque seus pais não estavam reclamando ou algo do tipo, porque, com certeza a música daria para ouvir pelo menos nos seus quartos. Enquanto a música aumentava, o jeito da música mudava, no começo era limpa e suave, mas foi aumentando, ficou com ruídos, e às vezes pareciam gritos e risadas. Com medo, Annelise correu para o quarto de seus pais, a música diminuiu rapidamente, mas mesmo acabando, Anne chamou sua mãe e contou o que aconteceu.
- Filha, não se preocupe, não aconteceu nada, foi só coisa da sua cabeça, aposto. Vá para o seu quarto, ligue a TV ou ouça música, mas vá dormir que amanhã você tem aula e eu não quero que você se atrase. Respondeu sua mãe.
Poderia até ter sido da cabeça de Anne, já que sempre que ela fica sozinha, pensa em espíritos ou algo do tipo, não me admira que um dia ela imagine ou ouça tal coisa. Mais calma, ela foi para o quarto descansar do “susto” que levou. Depois disso, a noite foi totalmente calma. Até que, quando acordou, encontrou uma de suas bonecas com o rosto quebrado e cheia de pregos pelo corpo, parecendo que alguém a jogou no chão e logo depois a furou com vários pregos formando uma estrela.
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