Anything for you
1 Oneshot
Notas iniciais
CAPA: http://cvlcitra.tumblr.com/ - Modifiquei levemente.
COUPLE (CASAL): SEBASTIAN X CIEL, SEBACIEL UNILATERAL
Essa é a minha primeira fanfiction.
Inicialmente era para ser uma longfic que era completamente diferente do que acabou se tornando.
Não está betada.
Espero que apreciem!
ANYTHING FOR YOU
Ciel, que antes encarava as ações de Sebastian apenas como uma afronta, agora já se questionava sobre o porquê dos atos do mesmo.
O dito “Jovem Mestre” agora se via confuso, há muito já havia aceitado sua paixão pelo mordomo, mas não entendia as ações dele, às vezes o adulando, o tratando com seu típico papel de mordomo perfeito, — Claro que Ciel sabia que mesmo quando vivo, essas ações eram apenas parte do contrato, mas mesmo assim agradavam-no – outras o esquecia para aproveitar os prazeres carnais que as diversas boates ofereciam aos homens e mulheres da grande Londres, mesmo que não precisasse de coisas como sexo.
Depois que o Phantomhive virara um demônio, sentia que todo o interesse que Sebastian outrora dispensava a si, tinha desaparecido e que agora todos os gestos que pareciam no máximo afetivos, eram apenas robóticos e ensaiados, — o que fora treinado durante séculos de experiência, diga-se de passagem — Sebastian apenas estava cumprindo com a única parte do contrato que não fora desfeita em anos.
E agora, sozinho na enorme mansão, em sua cama de dossel, se perguntava quando seu mordomo voltaria, e se novamente estaria com o cheiro da mais asquerosa – Em sua opinião – prostituta de East End.
Um barulho se fez presente no primeiro andar da enorme mansão e em poucos segundos, o esguio homem de negro batia à porta de seu amo.
- Entre, Sebastian – Disse Ciel revirando os olhos, sentira o cheiro do seu mordomo antes mesmo que o mesmo adentrasse o quarto. “Ele não tem nem a decência de limpar-se antes.” – Andou procurando a companhia de meretrizes novamente? Logo irei achar que tenho uma cadela no cio e não um mordomo.
- Ora, Jovem Mestre, caso eu não vá à procura delas, o senhor ficará com fome, afinal, meu amo não sabe nem se vestir sozinho, quanto mais capturar uma alma. – Dizia com seu habitual sorriso sarcástico enquanto Ciel o observava com um olhar duro – Oh! Sinto muito, Jovem Mestre, não tinha a intenção de ofendê-lo.
- Imagino que não, afinal, você nunca tem. Não é mesmo?! – Suspirando e tentando se acalmar, lançou um breve olhar para Sebastian que ainda estava com seu habitual sorriso forçado – Me entregue logo o que veio me trazer e saia.
O mordomo o entregou o pequeno frasco de vidro. Contido nele havia uma pequena luz azul e reluzente – “Mentiroso...” – Ciel sabia que aquela alma não provinha da meretriz com quem o mordomo se encontrara antes de vir até ele, pois a essência dela era diferente, sempre era...
Sebastian lhe fez uma reverência antes de sair e fechar a porta.
O garoto suspirou e baixou o olhar novamente para o frasco, apertando-o levemente. Os lindos olhos safira já desferiam pequenas lágrimas. “Você é um idiota, Sebastian...”.
S & C
Agora essa era a existência de Ciel.
Estava fadado à eternidade sofrendo por alguém que nem ao menos o olhava mais e que nas menores ações e falas conseguia expressar a repulsa por ele agora sentida.
Claro que Ciel não esperava que seu amor fosse correspondido, ele era completamente unilateral, mas queria se agarrar a possibilidade, mesmo que ínfima, de que depois de anos de contrato, o demônio lhe olharia com outros olhos e que – ironicamente, já que sempre fora tão amargo – viveriam felizes para sempre.
Nem de longe aconteceu como o jovem ex-conde sonhava e agora ele sabia que nunca seria assim.
Agora ele tinha certeza do que deveria fazer, mas apenas queria vê-lo mais uma vez, queria que a última chama de esperança, que ele tanto recusava a apagar, estivesse certa.
S & C
- Querido Jovem Mestre – Despejou com sarcasmo – Vim para lhe servir a alma desse mês.
- Entre, Sebastian.
O esguio mordomo fez como lhe foi dito. O quarto do conde estava banhado pelos raios do elegante pôr do sol e o garoto se encontrava sentado sobre a poltrona próxima à janela.
- Me entregue o frasco.
O mordomo andou calmamente, se ajoelhou frente ao garoto e lhe entregou o pequeno recipiente de vidro. Preparava-se para levantar, quando Ciel segurou sua mão, fazendo-o permanecer ali, ajoelhado.
- Deseja algo mais, Jovem mestre? – Indagou, dirigindo-lhe uma leve expressão de tédio.
- Por que, Sebastian?! – Disse com um fio de voz quase imperceptível, enquanto olhava para seus próprios pés.
- Não entendo o que quer dizer, Amo.
- Por que você não olha mais pra mim?! Por que não me trata como antes?! – Disse o garoto gritando e rapidamente se levantando, sem soltar a mão do mordomo — Por que não me despeja mais toda aquela atenção e carinho, mesmo que falsos?!
O frasco jazia no chão e o garoto olhava para seu mordomo com os olhos cheios de lágrimas.
- Por que não tem mais interesse em mim?! É por que agora eu não tenho mais a alma que você tanto desejava, seu demônio cretino?! Diga-me... Diga-me o que tem de errado comigo! Agora!– Ciel despejava repleto de fúria em meio a um choro compulsivo, voltando agora a observar seus pés – Me olhe ao menos!
Após uma longa pausa onde apenas os gemidos de choro do garoto eram ouvidos, o homem de preto se levantou e olhou para o rosto de seu mestre.
- Vocês humanos são realmente estúpidos – Disse seriamente. Levantou o rosto do garoto com uma mão e o fez encarar-lhe novamente – O que você queria que acontecesse, Phantomhive?
Os olhos do demônio mais alto brilhavam em um forte carmesim. O aperto de sua mão na bochecha do mais novo agora era mais forte.
- Achou que eu iria continuar com minha falsa devoção mesmo depois do que aconteceu?! – O jovem lhe rendeu uma expressão de surpresa, mas a desfez rapidamente, o que não impediu que o mais experiente a visse.
- Ah! Então quer dizer que o pobre garotinho achou que eu poderia ser sincero em minhas ações?! – Exclamava com um tom divertido – Você nunca foi idiota, Ciel, não comece a ser agora.
-Eu sabia, eu sabia que não eram verdadeiras, mas no fundo eu queria acreditar que eram – Soluçava enquanto mais lágrimas escorriam por sua delicada face – Eu queria acreditar que eram... Porque... Eu te amo, Sebastian. Eu te amo tanto que mesmo que soubesse que tudo era apenas uma farsa, que você apenas estava cumprindo o seu papel nesse teatro, eu me fazia acreditar que você poderia sentir alguma coisa por mim, que talvez houvesse um fundo de verdade.
O mordomo soltou o rosto do garoto, abaixou a cabeça e deu alguns passos para trás. Uma gargalhada estrondosa soou pelo quarto, que agora já era inundado pelas diversas nuances da noite.
- Você nunca foi bom com piadas, mas vejo que com o tempo o seu humor se desenvolveu – Disse limpando lágrimas imaginárias de seus olhos – Nunca imaginei que aquele garoto arrogante admitiria amor, ainda por cima para um demônio. Você é tão ridículo, Ciel. Acreditar que eu poderia me apaixonar por você, aliás, imaginar que eu poderia sequer sentir algo...
O jovem Phantomhive tentava controlar seu choro e seu tremor, ele sentia que não aguentaria mais o peso de seu corpo, sentia que logo suas pernas cederiam.
E ele estava certo, as próximas palavras de Sebastian fizeram com que Ciel caísse o chão, ao mesmo tempo em que seu mundo despedaçava.
- Eu nunca sentiria algo por um ínfimo humano, ainda mais por um pirralho mimado e insuportável como você. Saiba que você foi o pior mestre que eu tive que servir em todos os séculos da minha maldita existência. Eu queria tomar sua alma com tanta ânsia, não apenas por ela ser envolta em escuridão, mas também para poder quebrar esse contrato néscio que me prende a você – Disse aumentando seu tom de voz. Sua expressão se tornava assustadora e ele se aproximava da figura do pequeno garoto – Mas agora, Phantomhive, eu tenho mais asco de você do que tive por toda sua vida humana, eu tenho repulsa por você e ironicamente estou preso por toda eternidade com a coisa que eu mais detesto.
- Sebastian, por favor, por favor, por favor... – Repetia insistentemente. Ciel se humilharia se necessário, ele amava Sebastian com todas as suas forças e faria qualquer coisa que o maior quisesse apenas por um pouco do seu amor – Não diga isso, por favor. Eu te amo, eu te amo tanto! Faria qualquer coisa por você – Proferiu entre soluços enquanto se agarrava a perna do maior. Segurava-o com força – Qualquer coisa! Me diga, o que eu preciso fazer para que você me ame, Sebastian?! O que?!
- Te amar?! Não seja absurdo, fedelho. Não tem nenhum jeito de que eu te ame. – Usava agora um tom de deboche – Eu prefiro todas aquelas prostitutas sujas com quem me deitei do que um garoto que me aprisionou como a um cão por toda eternidade.
Agora Sebastian puxava as lindas mechas azuis de Ciel, tentando fazer com que o mesmo parasse de manchar sua calça com aquelas estúpidas lágrimas.
Ciel resistia, não deixaria que Sebastian o tirasse de perto dele naquele momento, se aquele era o único tipo de contato que poderia ter com seu mordomo, assim seria.
- Eu te imploro, Sebastian. Dê-me uma chance par fazer você me amar, me diga o que tenho que fazer para que me ame, para que ao menos não me considere um verme. Diga-me como conseguir sua afeição, como me tornar mais aprazível para você. – O garoto parecia estar a ponto de uma convulsão, (Se ainda fosse humano, com toda certeza isso já teria ocorrido) suas lágrimas ainda saiam, seu corpo todo tremia, fazia um enorme esforço para conseguir falar. – Eu faço qualquer coisa por você, eu viveria por você, seria seu escravo... Qualquer coisa... Eu te amo, Sebastian!
Sebastian puxou seus cabelos com mais força, conseguindo tirá-lo de cima de si e jogando-o com força, fazendo com que batesse com força suas pequenas costas na parede.
O demônio mais velho caminhava em direção a saída. Virou sua cabeça e olhou o garoto com desprezo.
- Se quiser fazer alguma coisa por mim, me liberte desse maldito contrato. Me livre de você!
S & C
Ciel realmente havia se tornado um verme, se humilhou para o demônio que amava e foi cruelmente rejeitado.
Não, não fora apenas rejeitado. Sebastian havia deixado claro sua repulsa pelo pequeno lorde, e não apenas isso, também deixara claro como fazer para que ele começasse a “amar” Ciel.
O jovem Phantomhive havia enlouquecido, ele que antes achava ridícula a simples menção do amor, agora se via completamente ensandecido pelo mesmo. E como dissera, exclamara e gritara muitas vezes dias antes, faria qualquer coisa pelo amado.
-Sebastian... – Sussurrou dificultosamente e o mordomo não tardou a aparecer nas costas de seu amo.
- O que deseja, Jovem Mestre? – O demônio agia como se nada houvesse acontecido. Ciel sorriu tristemente, ele nem ao menos era digno de se fazer lembrar para o servente.
- O seu amor, Sebastian. É tudo o que eu quero!
- Jovem Mestre, não se mostre estúpido novam...
- Eu quero que você me ame, Sebastian! Quero que você me ame como eu te amo! – Disse com um sorriso distorcido nos lábios – Eu farei o que você pediu, Sebastian... Assim você vai me amar profunda e incondicionalmente – Disse Ciel ofegando e virando-se para o mordomo.
O Sangue escorria pelas finas vestes do garoto, um grande buraco em seu peito era o que se via agora que estava virado para o mais velho. Ciel segurava seu coração com umas das mãos, ainda o mantendo dentro de seu corpo.
- Eu te amo, Sebastian. Fico tão feliz por saber que você vai me amar também! – Disse sorrindo, enquanto puxava o órgão com toda força que possuía. – Obrigado por aceitar meu amor e por agora me amar! – Ofereceu seu coração ao mordomo pouco antes de cair ao chão.
Ciel estava morto.
O coração que fora oferecido ao mais velho se encontrava no chão e era observado com desprezo.
- Finalmente eu estou livre desse pirralho. Não imaginei que seria tão estúpido a ponto de se matar. Realmente era um humano ridículo.
Sebastian pisou fortemente sobre o coração do garoto, agora já sem vida.
- Eu nunca aceitaria essa porcaria.
Virou-se de costas e partiu, procurando alguma nova alma, alguém que satisfizesse sua fome.
Notas finais
Esse Sebastian é um monstro. Como tem coragem de fazer isso com o nosso pequeno Ciel?!
Sinto muito pelo Ciel, realmente, mas a história tinha que seguir um fluxo... Infelizmente foi esse!
Obrigada por lerem até aqui.
Se quiserem me digam o que acharam, se não, também não! KKKKKK
Leitores fantasmas, um salve pra vocês! Tamô junto! ♥
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