Anything Goes
1 Capítulo 1 (editado)
Joguei as peças de roupa que me interessavam em cima da cama. Acabei vestindo uma camiseta do Aerosmith , jaqueta de couro, All Star e jeans.
Peguei meu celular e minha carteira , coloquei-os no bolso de trás da calça.
Ouvi alguém buzinar, olhei pela janela. Era James.
Desci as escadas correndo, murmei um "tchau" a minha mãe que estava na sala .
–Que demora em Cherrie! — gritou James, enquanto eu fechava a porta de casa.
–Ah , nem vem Jay! — respondi no mesmo tom.
Entrei no carro , estava tocando AC/DC.
James estava com um muffin na mão , que tinha uma velinha acesa em cima. Lancei um olhar a ele meio que "Você ta zoando com a minha cara, né?".
–Parabéns ! — E ele me deu o muffin.
–Ér , ham , obrigada.
–Relaxa, seu presente não é esse — riu.
–Aleluia — estendi os braços para o céu.
Ele riu. Passou para o banco de trás para pegar algo, tentei espiar mais ele não deixou.
Ele trouxe para frente um embrulho preto, meio comprido.
Olhei pra ele.
–É o que eu to pensando? — ergui as sobrancelhas.
–Abra — riu.
Rasguei o embrulho anciosamente. Era sim o que eu estava pensando.
Uma Les Paul novinha em folha.
Lhe dei um abraço muito forte.
–Bom, também tem isso — ele abriu sua mão e havia uma pulseirinha em sua palma — dizem que você tem coloca-lá e fazer um desejo. Ele irá se realizar o mais breve possível.
–James, você sabe que eu não acredito nessas coisas.
–Faz o pedido logo.
–Eu gostaria de ir a um show da formação original do Guns N' Roses. Satisfeito?
–Dá pro gasto — brincou.
–Vamos logo ! Não era você que tava com pressa? E a onde a gente vai?
–Não sei...
–Bar?
–É pra já.
{...}
Acordei com a cabeça explodindo. Abri os olhos lentamente.
Eu estava deitada em cima de uma mesa (?).
Mais que porra eu fiz ontem?
Me levantei , e procurei James. Ele não estava em nenhum lugar do bar.
Cutuquei uma garota , que estava sentada perto do balcão bebendo.
–Hey, você viu um cara de cabelos pretos, pircing no nariz e cheio de tatuagens nos braços?
–Não — respondeu seca.
–Valeu.
–Você gosta do Aerosmith? — perguntou apontando pra minha camiseta.
–Uhum. Uma das minhas bandas preferidas.
–Também gosto.
–Qual é o seu nome?
–Pode me chamar de Serpentine.
Como eu posso ser tão esquecida?
Apalpei meus bolsos , peguei meu celular. Disquei o número de James.
Este número de celular está incorreto ou não existe. Por favor , tente novamente.
Joguei o celular no chão ao escutar isso.
–Ei porque você jogou iss... Que porra é essa?
–É meu Xperia Arc.
–Hã?
–Nunca viu um?
–Não.
–Estamos em pleno século 21 — murmei.
–Eu ouvi isso , e estamos em 1987.
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