Anything Could Happen

2 The time has come


Notas iniciais
Me desculpem se demorei para postar, mas enfim, esta ai o segundo capitulo. Espero que vocês gostem. Se estão gostando da Fic, acompanhe-a :) E me desculpem qualquer erro ou algo assim ^^

–Alicy –grita Cler vindo em minha direção e para do meu lado.- Uau –exclama ela olhando para Philipe.- Quem é esse?

–Ninguém, Cler. Vamos sai daqui.

–Sou Philipe- diz o garoto se apresentando para Cler.

–Você é bonito Philipe, quer meu número? Quem sabe podemos nos conhecer melhor.-diz Cler entregando um papel ao Philipe.

–Cler! Serio isso? –falo envergonhada.

Na verdade, não era só vergonha. Não sei, acho que eu estava fascinada pelo garoto. Ele era tão lindo. Mas com certeza não iria querer nada com uma garota tímida e meio desajeitada como eu. Se fosse para ele ficar com alguém, escolheria a Cler, ele tem jeito de ficar com garotas fáceis( sim Cler é uma garota fácil e super atirada).

–Ah, obrigada –diz Philipe- mas, antes de pegar seu número, acho que seria melhor te conhecer primeiro.

–Hã? Por que? –Diz Cler como se estivesse espantada.

–É... agora tenho que ir.-Philipe me olha e da um sorriso- Tchau, foi bom , ah...trombar com você.- ele ri

–Ah, é... tchau-respondo e não me contentando dou um sorriso.

Caramba, aquele sorriso. Philipe, Philipe Jones. Nunca mais vou me esquece desse nome, nem dos olhos, sorriso, boca, enfim, dele. Será que ele me achou uma tonta por ter esbarrado nele? Espero que não. Mas enquanto eu to aqui que nem uma trouxa pensando nele, ele deve estar com alguma outra garota...Bom, melhor não ficar pensando nele, antes que eu me ‘’apaixone’’ por um garoto que só vi uma vez na vida e nem sei se vou vê-lo novamente.

–Não fui com a cara dele.-diz Cler

–Só porque não quis seu número? Ele parece ser legal.-digo eu num tom meio sonhador.

–Acorda garota! –exclamou ela.- Se ele não me quis, é melhor tirar o cavalinho da chuva.

–Cler, nem sempre o mundo gira em torno de você, você não é melhor do que ninguém aqui.- digo saindo de perto dela indo em direção a minha sala.

–Alicy! –grita ela vindo atrás de mim, mas finjo que não a ouço e entro na sala.

E caramba, adivinha quem estava lá? Sim, Philipe.

–Hey, você de novo. –ele da um sorriso de canto.

–Pois é.- também sorrio.-

–Quer se sentar comigo? –pergunta o garoto.

E é claro que aceitei, não quero me sentar com a Cler, ela não é lá muito inteligente, tanto que já repetiu 2 vezes, se me sentasse com ela, ela pegaria minhas respostas. E também, não iria recusar um pedido desses, isso provavelmente não aconteceria novamente.

–Ah, claro. –digo me sentando ao seu lado.

–Então, acho que nos conhecemos direito.-provavelmente ele estava tentando puxar assunto, mas eu estava meio ocupada olhando Cler se sentar no único lugar vazio ao lado de um garoto estranho e um pouco nojento. Enquanto se sentava, me encarava provavelmente me xingando mentalmente.

–Hã? Ah, é...-falo me voltando a ele.

–Mora aqui em Nova York a muito tempo?

–Sim, nasci aqui. E você, é de onde?

–Aqui mesmo, Long Island.

–Aquela garota loira é sua irmã? –ele me pergunta, não estava com muito animo em responder aquilo, mas o responde.

–Ah, Cler? Não, ou quer dizer, sim. Ela é minha meia irmã. Moramos com meu pai e a mãe dela. –o respondi esperando que ele não perguntasse sobre minha mãe.

–E sua mãe? – ele pergunta parecendo curioso, até demais.

–Minha mãe? Ela... – o professor me interrompe, assim me deixando aliviada. Não queria falar sobre aquilo.

–Atrapalho os dois? –pergunta em um som rude o professor.

–Não! – Philipe e eu falamos juntos, o que me deixou constrangida.

–Bom classe, sou o professor de Historia, me chamo Richard Hills, mas me chamem de Sr Hills.-Ele se apresentou como se não estivesse nem ai para o que achássemos dele.

Ele não me parecia nada legal. Ele começou a falar e falar varias coisas sobre ele, o que ele mais odeia que os alunos façam, e parece que ele não devia ter falado. Porque? Por que é claro que os iriam fazer o que ele citou, só para deixa-lo irritado, o que seria legal.

Em quanto ele falava, eu estava quase dormindo, ele me dava sono com tanta baboseira, mas felizmente o sinal bateu, ele ficou conosco por três aulas, e agora era a hora do intervalo. Peguei meu material e me levantei da cadeira e sai da sala, estava louca para encontrar Kyllie e Trevor. Eles eram da minha sala mas hoje chegariam depois da terceira aula. Avistei Kyllie falando com Philipe, o que era estranho, eles não conversavam como desconhecidos e sim como amigos.

Quando eu ia em direção a Kyllie Collins, Trevor seu irmão gêmeo me puxou e me deu um abraço, no momento me assustei, mas depois retribui.

–Aly, meu deus, que saudades.- diz ele ainda me abraçando.

–Também estava com saudades Trevor, mas você esta me sufocando.- digo com a voz um pouco falhada por que estava ficando ser ar.

–Ah, me desculpe. –ele sorrio, o que me deixou feliz, pois a ultima vez que nós vimos , tínhamos brigado. Ele tinha pedido para namorar comigo por que gostava de mim, mas eu meio que fiz um discurso falando que éramos apenas amigos e não daria certo.

–Tudo bem. Como você esta? Ainda está bravo comigo?- perguntei meio frustrada.

–Estou bem. E não, não estou bravo com você, eu te pedi para que esquecesse, não é?

–Sim, você pediu.

–Bom...então, já falou com Kyllie? –ele pergunta me levando ate ela que ainda estava conversando com Philipe.

–Não, quando eu estava indo, você me puxou.

Trevor riu, ele estava mais bonito e mais alto desde a ultima vez que o vi, e ainda parecia ser fofo e gentil como sempre. Quando Kyllie nós viu indo em direção a ela, ela nem nós esperou chegar, já veio correndo me abraçar, assim deixando Philipe falando sozinho.

–Alicy, que saudades,- ela fala me abraçando.

–Também estava com saudades Kyllie. –falo retribuindo o abraço.

–Quase um ano sem nos vermos. –ela fala me soltando e ajeitando meu cabelo que ela tinha deixado um pouco bagunçado. –Hey, esse é Philipe, ah meu amigo... Bom ele esta de passagem e está em nossa sala.- ela diz quando o garoto se aproxima.

–Já nós conhecemos, Kyllie. –Philipe fala e depois solta um leve sorriso.

–É...- digo um pouquinho perplexa. Nunca imaginei que eles se conheciam.

Depois de conversarmos um pouco, fomos ate a cantina do colégio para comprar algo para comermos. Logo nós alimentamos e fomos dar uma volta no jardim e conversar mais.

Philipe e Kyllie pediram licença para conversarem em particular e saíram de perto de nós (Trevor e eu).

–Philipe, sim, pode ser ela a procurada. Alicy sempre vê monstros, por isso muda tanto de escola. –diz Kyllie parecendo preocupada

–Não sei Kyllie, ela parece ter uma vida normal.

–Normal? Ah claro, ver monstros é super normal. –diz ela ironicamente.

Eles conversaram por uns dez minutos, ate que se viraram para olhar para onde Trevor e eu estávamos sentados conversando. A hora que vi Kyllie nós olhando, ela parecia um pouco pálida e seus olhos azuis brilhavam assustados. Ela gritou para Trevor virar para trás e me tirar dali. Ele se virou e sua aparência era de medo, fiz o mesmo que ele,me virei e de primeiro vi um cachorro, mas depois vi um bicho estranho, tinha um corpo de leão e a cabeça de mulher. Fiquei horrorizada.

Trevor me puxou pelo braço e saiu correndo, eu estava logo atrás dele, sendo arrastada pelo mesmo. Kyllie e Philipe também saíram correndo. Fomos ate um lugar vazio do jardim, cheio de árvores.

–Uma Esfinge.- sussuraram os três.

–O que era aquilo? É... era um cachorro né? Por favor falem que sim... –falo perplexa

–Alicy, não, aquilo não era um cachorro. –Fala Philipe tentando parecer calmo.

–Temos de sair daqui. Acho que ela não pode mais ficar aqui, já passou do tempo de ela ir para o acampamento. –diz Trevor preocupado.

–Vamos levá-la para a casa dela e avisar ao pai dela que estamos indo.- diz Kyllie

–Gente, ir pra onde? Eu não vou a lugar nenhum ate vocês me explicarem. –falo tentando não perder o controle, pois eu achava que estava paranóica.

–Alicy, vamos, não temos tempo! Te explicaremos tudo quando chegarmos ao acampamento. – fala Trevor ainda mais preocupado que antes.

Kyllie sai correndo do nada, e todos fazer o mesmo, ate eu. Não sabia o por que dela sair assim do nada, sem nem se quer pensar para onde iria.

–Corram mais rápido, ela esta vindo atrás de nós. –grita Philipe.

Fizemos o que ele pediu. Mas não por muito tempo a monstro que tínhamos visto no jardim, pulou em nossa frente, nos fazendo parar. Trevor pegou uma espada e me empurrou para trás dele. Philipe fez o mesmo e atacou a ‘’Esfinge’’.

–Kyllie, tire ela daqui, e leve-a para casa. Rápido! –fala Trevor indo em direção ao monstro.

Kyllie me puxou, me levando com ela. Saímos do jardim, e logo depois da escola. Fomos em direção a Times Square. O apartamento em que eu morava com minha família, era a umas duas quadras dali.

Quando chegamos ao meu apartamento, demos de cara com o meu pai, e Kyllie foi logo falar com ele. Mas antes mesmo de ela começar a falar, ele já estava com uma cara preocupada.

–Sr Bermanelly, ela tem de ir. Agora! –Kyllie fala recuperando o fôlego.

–Alicy, vá para o seu quarto, e pegue algumas roupas. –diz meu pai tentando não parecer tão preocupado quanto de primeiro, mas ele não conseguiu disfarçar muito.

Fiz o que ele mandou. Acho que aquele não seria um bom momento para desobedecer. Peguei uma mochila e coloquei as roupas que mais achava confortável. Depois de pegar as roupas, desci ate onde meu pai e Kyllie estava, mas lá não estava só os dois, Trevor, Philipe, Lyra e minha avó Beatrice também estavam lá.

–Que pena que ela vai ter de ir já. –Lyra fala em um tom irônico, mas forçado. Acho que no fundo, ela gostava de mim, mas não de minha mãe.

–Alicy, minha filha vamos, não temos mas tempo. – pede meu pai em um tom doce, o que ele não era comigo normalmente. Ele realmente estava preocupado, e eu ainda sem entender nada.

Fiz o que ele mandou, e Trevor, Kyllie e Philipe fizeram o mesmo, todos nos entramos dentro do Sonata de meu pai.

Christopher dirigiu por uns cinqüenta minutos ate um lugar cheio de árvores e uma placa enorme escrito ‘’Acampamento Meio Sangue’’.

–Chegamos. –disse meu pai em um som de tristeza em sua voz, mas tentando fazer uma cara feliz. Pelo menos agora ele não parecia tão preocupado.

–Obrigada Sr Bermanelly. – Kyllie o agradeceu saindo do carro e me levando com ela.

Todos desceram do carro, ate meu pai.

–Por favor, cuidem bem da minha filha. –ele pediu, o que não era o que ele mais gostava de fazer, na maioria das vezes, ele dava ordens e não fazia pedidos, muito menos os com ‘’por favor’’.

–Tentaremos. –responderam os três.

–Alicy, aqui é onde você vai ter de passar a maior parte do seu tempo. Lembre-se, não estou te abandonando, isso é para o seu próprio bem minha filha. Eu te amo querida. –disse meu pai por fim dando um beijo em minha testa.

–Mas...que lugar é esse? –eu perguntei, mas ele não podia mas responder, já ouvia montando em seu carro e dado partida, então sussurrei para mim mesma.- Eu também te amo, papai.

Notas finais
Gostou? Então não se esqueçam de comentar o que acharam. Coloquem também em ''acompanhar historia''. E se quiserem recomendar, serei grata ^^ haha
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.