Notas iniciais
Após a batalha, uma nova saga está prestes a começar. Mas antes um pouco de explicações precisam ser feitas.

Todos alí fica surpresos pela a presença repentina de Moonsand. E assim que o nome de Kenta é citado, onde o jovem estava ainda dentro do armazém, se apresenta diante dele. Andou calmamente en direção aos dois e diz:

— Eu sou Kenta. O que querem comigo?

Moonsand toma a frente de Diana, que balança a cabeça em resposta, andando em direção a Kenta, olhando-o nos olhos. Foi quando Fhor entrou em seu caminho e lhe perguntou:

— Porque está atrás deste humano?

— Não lhe interessa, felino.

— Como não me interessa? Você aparece aqui e não nos dá nenhuma satisfação... Sabia que haviam pessoas dormindo?

— E daí?

— Acabamos de sairmos de uma batalha!

— Isso não é importante agora. Saia!

— Não. Me diga o que...

E mesmo antes de Fhor terminar suas palavras, é atacado por uma pequena onda de areia, que o faz parar longe dali. O golpe foi tão repentino que o fez ficar um pouco tonto. Anuon manifesta-se e vai ao encalço de Moonsand. E Ethan, percebendo o movimento dela, a impede, dizendo a Moonsand:

— Lobo, acaba de machucar inocentes!

— Inocentes? Isso não existe no meio Anis. Em breve não existiremos, se isso o conforta...

Diana, que estava calada até então, andou em direção a Ethan e, mostrando sinceridade em suas palavras, pergunta a Moonsand:

— É verdade, Moonsand?

— Diana, eu só me defendi.

— Se defender?! Você simplesmente tirou a força as pessoas que estão em seu caminho! — Disse Ethan, irritado.

— Humano, não se intrometa!

— Moonsand, você deve controlar seus instintos. Dê a eles as devidas explicações. Já não estamos sozinhos... e muito menos eles são nossos Inimigos.

E com Moonsand nervoso mostrando os dentes, o lobo se viu obrigado a atender ao pedido da humana, dizendo:

— Grr... Tudo bem, Diana. Mas só farei isso por você.

Depois de conseguir convencer o lobo, Ethan vai até Fhor para ver se estava bem. Constatado nenhum problema, todos juntam-se dentro do armazém e a fim de conseguirem explicações do lobo. Kenta faz a gentileza de servir um copo d'água para Diana, que aparentava estar cansada. Agora que Moonsand havia se controlado, aproximou-se de todos e disse:

— Muito bem. Irei lhes contar nosso objetivo. V iemos aqui atrás deste humano chamado Kenta pois somente ele sabe onde se encontra o doutor Raphael Gomez.

— E porque acham que Kenta sabe algo sobre ele? — Perguntou Ethan.

E Kenta, abaixando sua cabeça e fechando seus olhos, vira-se para todos e diz:

— Porque ele é meu pai.

E todos se surpreendem com o que ele acabara de contar. Ethan era o mais impressionado. E sem perder tempo, Fhor perguntou a Kenta:

— Então seu pai foi um dos respnsáveis pelo projeto?

— Sim mas...

— Não há mais nada a dizer... — Disse Moonsand — Este humano acaba de lhes dar o motivo de nossa estada aqui. Deixem-lo conosco e podem seguir suas vidas.

Irritado com a atitude do lobo, Ethan vira-se para onde estava e mostrando indignação, diz:

— Será que não percebe que todos aqui estão envolvidos? Temos o direito de saber mais sobre o assunto. Porque está sendo egoísta?

Ethan estava se arriscando muito a falar dessa forma com o lobo, que logo tratou de começar a caminhar em sua direção e, o olhando nos olhos, diz:

— Grr... Já estou farto de suas intromissões, humano. Não responderei por mim caso venha me desafiar.

— Deixe de ser insolente — Disse Anuon, se colocando a frente de Ethan — Estamos aqui dispostos a ajudá-los.

— Não precisamos de ajuda... Todos vocês, Anis e Humis... Deveriam dar fim a suas próprias vidas em respeito ao que representamos ao mundo.

— Porque está dizendo isso?!

— Somos um erro, uma anomalia... Não há lugar para nós nesse mundo. Humanos são humanos e animais são animais. Essa é a natureza e é assim que deve ser...

E Diana, entendendo bem o tom de melancolia que as palavras de Moonsand tinha, toma-lhe a frente, acariciando sua cabeça, dizendo em seguida:

— Moonsand, acho que devemos aceitar a ajuda deles. Como disse, não estamos sozinhos nessa.

— Mas Diana, eles nada tem a ver conosco. Suas vidas são motivadas por vingança a um tal de Piece 1. Só estão nos ajudando por interesses pessoais!

E Ethan mais uma vez ficou indignado com o comportamento de Moonsand. Tanta insolência não podia ficar impune e veio a falar:

— Lobo, sinto dizer mas Kenta não irá com você.

— Grr... O que está dizendo?

Kenta logo entrou na conversa, dizendo a Ethan:

— Garoto, cuide de sua vida! Não me lembro de ter dado a você o direito do que eu faço ou deixo de fazer!

— Esse lobo quer te levar. Eu não aceito isso... e eu sei que você não!

— Humano, eu não vou tolerar mais que se intrometa, seja aliado ou não!

— Cansei de seus modos, lobo! Quando nos tratar como se deve, aí sim voltamos a conversar!

Moonsand irrita-se com Ethan, pulando para trás de onde estava. E agora com uma distância sehura de Erhan, ataca-o com uma onda de areia. O jovem, por sua vez, não se move. Fica parado a frente dele, olhando-o nos olhos. Ethan não dava sinais de que iria sair do raio de ação do golpe e continuava a olhá-lo fixamente. Fhor e os outros gritavam para que Ethan se esquivasse do golpe, mas mesmo assim preferiu ficar. E assim que iria ser golpeado, a onda se desfaz. Moonsand havia impedido seu golpe e agora olhava-o da mesma forma para o hiberno e começou a andar em direção a ele, dizendo:

— Hm... Grr... Você é diferente dos outros humanos. Diana é protegida por mim por ser indefesa e não ter o bilho em seus olhos... Mas você apresenta algo que ninguém é capaz de ter... Já vi este olhar... E pertence aos que já não temem mais a morte...

— Sim, você está certo. Eu deixei de ter medo de morrer... A muito tempo...

— Mas porque? Você tem tanto a perder...

— Por isso mesmo. Tenho tanto a perder que já não me importo em morrer para salvar vidas.

Diana vai até Ethan e coloca uma de suas mão sobre seu peito na direção de seu coração. E ela diz:

— Feliz sejam seus amigos, pois você mostra valentia e devoção ao que busca, como nós, se assim dizer. Moonsand, acho que lhe deve desculpas.

— Sim, Diana. Desculpe-me, humano.

— Pode me chamar de Ethan — Disse o jovem.

Depois de se entenderem, Moonsand e Diana ouvem todos os acontecimentos ocorridos nas últimas horas. Tudo é devendado com relação a Piece 1, o que pretende fazer e seus planos.

O tempo passou e a madrugada logo veio...

Com todos dentro do armazém conversando e traçando estratégias, haviam pessoas que estavam dormindo. Alisia ainda dormia profundamente, com Ryoga cuidando-a. Claro, com a supervisão de Kaede, para eventuais ajudas dela. Anuon estava deitada junto a Ethan e Fhor também, por mais incrível que isso possa parecer. Diana estava deitada usando Moonsand como apoio a sua cabeça em uma cama de palha. Kenta estava deitado em seu "escritório" e Lupa era como Alisia: não havia acordado desde que havia sido resgatada da mansão de Son.

Porém, no meio da madrugada, Moonsand sentiu algo estranho. Cheirava o ar, como se estivesse farejando alguma coisa diferente. Levanta-se cuidadosamente, colocando Diana confortavelmente no chão. E segue sua procura. Fhor que havia percebido seus movimentos, levanta-se também e segue Moonsand de forma que não percebesse. O lobo, orientado pelo seu faro, se aproxima de Lupa. O felino que o seguia, antes invisível, aproxima-se de Moonsand e diz:

— O que foi, lobo?

— Esta humana... Sinto algo nela... Algo familiar...

— Sei. Entendo. Quer saber porque?

— O que poderia saber? E o que esta humana teria de mais?

— Bem, seus sentidos são realmente aguçados, mais do que qualquer Anis que havia conhecido.

— Pare de dizer tolices. O que ela tem de mais?

— O nome dela é Lupa, uma das subordinadas de Piece 1. Piece a adotou quando saimos do centro. Sua genitora havia morrido em seus braços e ele a doutrinou. É extremamente poderosa.

— Espere... Ela... Essa... Ela é uma Humis?!

— Sim... Curioso?

— Hm... Isso não interessa...

— Lobo, interessa sim.

— O que interessa? Já me disse que este tal Piece 1 a adotou.

— Não havia dito que a genitora dela era uma loba.

— Hã?! Como assim?

— Sim, esta Humis é uma loba. Foi mudada geneticamente pelos humanos do centro. Estava segurando sua genitora quando aconteceu o genocídio naquele lugar repugnante.

— Mas então...

E o lobo, nutrindo um sentimento que lhe era entendido como anormal por ser um Anis, começou a refletir de tudo que aconteceu naquele centro. Desde a sua chegada à sua saída. Custava a acreditar o que Fhor insinuou desde então. Passou então a olhar a todo instante. Lágrimas já minavam de seus olhos, as não de tristeza e sim alegria. Ele se virou para o felino e diz, já com sua voz trêmula:

— Ela... é minha... filhote?

— Sim. Sua história bate de plena igualdade com a de Lupa.

— Isso... Ela é... Minha filhote... Minha filhote, viva! Felino, não tem noção de como estou... Eu mesmo não sei descrever o que sinto, mas é algo bom...

— Lobo, segure sua ansiedade pois Lupa está convalecente. Não se sabe quando irá acordar e outra coisa: ela não o conhece.

— Sim, eu sei mas... a mim já vale muito em saber que a minha filhote está viva.

— Bem, de momento, voltemos a dormir. Amanhã falemos sobre isso. E a propósito, Anuon e Ethan já sabiam disso.

— Então foi por isso que o humano não pestanejou perante meu ataque...

— Sim... Ethan faria de tudo para mantê-lo aqui. Amanhã converse com ele.

—Tudo bem. Nunca havia sentido isso em minha vida.

— O que?

— Em estar com pessoas em que posso confiar. é uma sensação diferente...

— Isso é estar entre amigos. Ethan me ensinou este sentimento.

— Ele é um humano especial... Eu sei... Eu sinto...

— Sim... É até impressionante eu reconhecer isso.

Foi um acontecimento único na vida de Moonsand. Sua procura havia de fato terminado, mas tinham outras pendências a serem resolvidas. De qualquer modo, o lobo se deitou ao lado de sua filha durante toda a noite, zelando por sua segurança.

E no dia seguinte...

Todos já estavam acordados, com os humanos sentados a mesa para tomar um café da manhã improvisdo por Kenta. Ryoga era o mais satisfeito, repetindo várias vezes.

— Hoje eu enchi o bucho! Tá bondimais!

— Ryoga, olha os modos! — Disse Kaede.

— Não enche, Kaede. Tá muito bom isso aqui...

— Tem muita coragem em falar assim comigo, sabia?

— A tia não bate mais! Sei que agora é boazinha.

— Boazinha pra quem me trata bem.

— Putz, o Ethan se deu bem outra vez. Cara de sorte...

— Porque diz isso?!

— Porque ele tem você... — Disse, tentando vomitar atrás no que disse — Ih, falei demais...

— Hã? Mas do que você está falando?!

— É que... Bem... Ele tem você sã e salva, dava? Lalala... Já foi!

E Kaede logo olha para Ethan rapidamente. Ele conversava com Diana, que estava sendo ajudada por ele para colocar seu lanche. Kaede, deslumbrada pelo carinho que Ethan estava fazendo a jovem, diz:

— É, ele é bel... digo, legal mesmo!

— Kaede, o que iria dizer antes? — Perguntou Ryoga, incisivo.

— Antes do que? — Disse, tentando disfarçar.

— De se corrigir! Fala!

— Nada não! Esquece Ryoga. Não enche o saco!

— Só eu posso fazer isso. Você não. Fala logo!

E logo a conversá é interrompida pela presença repentina de alguém. Mal deu tempo de todos postagem atenção, com Ryoga jogando tudo que estava em mãos de qualquer forma, sujando todo o rosto de Kaede, dizendo:

— Gothic?! Mas...O que tá fazendo aqui?!

Continua

Notas finais
E Moonsand enfim encontrou sua filha. Mas a aparição repentina de Gothic parece que irá colocar um fim na repentina paz que estava no lugar. Não percam o próximo capítulo!