Antigo novo amor
17 Capítulo 17 - As capivaras
Guarda seu celular no bolso e vai para o interior da casa, mais precisamente para o quarto de Paula. Bate na porta algumas vezes e como não tem resposta, acaba desistindo. No instante em que vai saindo, ela abre.
— Oi… Estava no banho! — fecha o roupão.
— Oi…
— Vai entrar?
— Vou! — entra.
— Tem roupas suas naquela gaveta — aponta — toma um banho e se deita, tenta descansar.
— Me desculpa pelo que…
— Vitor, para! Você não se arrependeu do que disse e nem pensa diferente… A gente pede desculpas quando se arrepende do que falou.
— Não me arrependo, mas não sou só responsável pelo que falo, sou também responsável pela forma que isso chega a você! Não quis te chatear, por isso estou me desculpando.
— Ok! Vamos encerrar esse assunto, estou cansada. — solta o cabelo. E você deve estar também, vamos dormir!
— Vou me deitar no outro quarto.
— Por que? Aqui é mais confortável, sua mãe já está lá ocupando a cama maior. Eu te acordo antes das 6. Agora vá tomar banho e se deite.
Paula vai até sua penteadeira para arrumar o cabelo e fazer sua rotina noturna. Sente ele se aproximar e o encara pelo espelho quando as mãos dele pousam em seus ombros.
— Vitor… — se vira para ele. Você tem pouco tempo para dormir…
— Sorri para mim! — segura o queixo dela.
— O que?
— Me dê um sorriso! — passa os dedos sobre os lábios dela.
— Vitor! — começa rir. Que besteira! — afasta a mão dele. Vai tomar um banho, por favor…
— Vou… Quer vir?
— Não, eu já tomei… Vou fazer um chá para você! Já venho. — sai.
Ao retornar ao quarto ele está na cama, dormindo e sem tomar banho. Ela coloca a xícara de chá na cômoda e desliga as luzes, deitando-se. Na madrugada ele sai de fininho e ela só se dá conta quando o dia amanhece e o vê pela janela na casa da árvore. Arruma-se e logo se junta a eles.
— Bom dia! — sorri.
— Bom dia! — os observa. Estão todos bem?
— Estamos ótimos! — se senta no degrau da escada da casa na árvore.
— Onde está sua mãe?
— Acho que ia ver a horta.
— Que horas saiu do quarto?
— Na madrugada! Peguei minha roupa, tomei um banho e sai… Não quis te atrapalhar.
— Você parece estar pisando em ovos.
— Com você, não.
— Não é o que parece…
— Esse é o efeito de Poliana. Ela consegue pesar qualquer clima entre qualquer pessoa em qualquer lugar. Era isso que eu estava tentando evitar a todo momento!
— Eu não estou nem aí para Poliana! — se senta do lado dele.
— Ótimo! — a encara. Podemos sair para jantar hoje novamente, se você quiser… Me leva para conhecer seu apartamento novo. Depois passamos no que você está…
— E o que mais? — ri.
— Nada… — ri. Só isso mesmo…
— Ah, que pena! — deita a cabeça no ombro dele.
— Ou podemos conferir o chuveiro do Zezé!
— Que tal o banheiro do meu apartamento?
— A coisa agora melhorou! — riem.
— Bom dia! — Marisa se aproxima.
— Oi… Bom dia! — sorri.
— Vitor, vou visitar suas tias. Você me leva?
— Levo!
— Pensei em levar as crianças também e dormirmos lá.
— Não quero ir! — aparece na janela da casa da árvore.
— Nem eu! — coloca a cabeça junto. Podemos ficar aqui, tia Paula?
— Crianças… — Vitor olha para eles. Lá tem outras crianças também para vocês brincarem.
— Podem ficar aqui sim! — ri. Vou pegar umas coisas para fazermos! — se levanta. Você pode ir levar sua mãe, eles ficam aqui comigo.
O dia passa em completa diversão. Pintam, jogam, andam a cavalo, cantam, jantam e se deitam para ver um filme até que Vitor os leva para o quarto já capotados, seguindo para o da Paula depois.
— Pulinha? — entra.
— Oi… — vem ao encontro dele.
— O que foi? — a vê tensa. Aconteceu algo?
— Não…
— Paula, o que aconteceu? — insiste.
— Recebi uma ligação estranha.
— Que ligação?
— Um marido de uma colega minha, me telefonou a essa hora e falou umas coisas esquisitas.
— Que colega? Que coisas esquisitas?
— É uma colega de SP. Conheci enquanto morava lá… eles são casados há muito tempo, mas já tem meses que não os vejo. Agora me ligou, disse que está em BH, que queria me ver.
— Ué… Por que isso é esquisito?
— Porque ele está sozinho. Não é esquisito?
— É muito esquisito! Você não vai, certo?
— Não! Mas agora estou curiosa… O que ele quer?
— Você.
— Ah, Vitor! Que loucura. — vai até a penteadeira.
— O que faz um homem te ligar a essa hora querendo que você o encontre?
— Não sei! Talvez problemas com a esposa? Quer desabafar?
— Você é tão íntima assim dele?
— Não! Claro que não.
— Então ele não quer desabafar!
— É… — penteia o cabelo.
— Alguma vez ele deu algum sinal?
— Não.
— Você é tão boba ás vezes que nem deve ter percebido.
— Você está me chamando de boba mesmo?
— Não é no sentido ruim, meu amor. É só no sentido de ser inocente… Você não enxerga certas coisas. Ele já te elogiou, ficou sorrindo demais, puxando assunto?
— É… — pensa. Já…
— Pois é!
— Será que deixei essa impressão? De dar abertura? — fica preocupada.
— Não acredito nisso. Se você nem sequer percebeu as investidas dele… — se aproxima dela. Como é que ia dar abertura? Loucura isso. Tem homem que é safado mesmo.
— Hum… — vira-se e o encara. Falou de homem safado você entende, né?
— Que isso, Paula!?
— Estou brincando! — ri. Mas eu entendo de mulher safada… e vi umas coisas hoje que não gostei!
— Lá vem…
— Você já teve alguma coisa com a Liah?
— Não!
— Como sabe qual Liah estou falando?
— Não é a Soares?
— Pois é, soube rápido demais! — ele ri. Não ria… Você não está enxergando ela se jogar pra você?
— Estou.
— Assim? Fala isso nessa naturalidade?
— O que vou fazer?
— Cortar!
— Cortar como?
— Para de ser educado demais!
— Paula… Você não está falando sério, né?
— Não sei! — volta-se pro espelho. Só não gostei daqueles comentários dela… e ela ainda vai no seu show no sábado.
— Vamos comigo ao show!
— Vou pensar… — guarda a escova de cabelo.
— Estou pedindo, vamos comigo! — vai até ela. As crianças vão ficar com minha mãe e minha madrinha. Nós vamos, faço o show e retornamos.
— Ela vai estar na área vip?
— Não sei onde ela vai estar… Nem sei porque ela vai, é um show corporativo! — coloca as mãos sobre os ombros dela. Eu sei que você vai estar comigo.
— Não quero cantar… Só me deixa lá no cantinho do palco.
— Tudo bem! Precisamos avisar ao Leo, para ele não te chamar. Quer levar alguém? A Isabella?
— Não sei… Amanhã vejo.
— Tudo bem. Só me avisa, por conta dos lugares no jato.
— Ok!
— Já tomou banho?
— Já! — continua mexendo em sua penteadeira.
— Vou tomar o meu então… — beija a cabeça dela e sai.
Ela organiza suas coisas atenta ao instante que ele liga o chuveiro, momento em que resolve se juntar a ele. Em silêncio entra no banheiro, retira o roupão e o surpreende, abraçando-o pelas costas.
— Pensei que não viria! — vira-se de frente para ela.
— Então você já estava sentindo que eu me juntaria a você? — sorri.
— Certamente! — a observa. Os dias tem sido cheios, né? As crianças ocupam quase todo nosso tempo e quando não são elas, é minha mãe atrás de nós…
— Não me importo! — ri. São momentos só… Temos tantos outros a sós! — o acaricia. As crianças logo deixam de ser crianças, criar essas memórias com eles está sendo ótimo pra mim. Só tenho sentido João mais contido…
— É por conta da mãe! — coloca o cabelo dela para trás. Sinto que ele sente medo de magoar a mãe se estiver se aproximando demais de você…
— Eu senti isso também. Pensei em fazer algo só com ele amanhã, o que acha?
— Maria não vai gostar muito! — riem. Não se preocupa com isso, Pulinha. Ele está assim porque ela ligou e envenenou ele com as maluquices dela… Não consigo ter controle sobre isso, ao menos não da forma que eu gostaria! Mas, logo ele volta ao normal. Ele adora você, principalmente pelo fato de brincar tanto com eles dois. Não encuca com isso!
— Não estou… Só quero que se sintam bem aqui.
— Eles estão bem!
— Eu me preocupo de…
— Paula… — interrompe — podemos falar das preocupações depois?
— Depende… Como você vai me fazer esquecer delas agora? — o encara.
— Tenho uma boa ideia!
Acaricia as costas dela, a trazendo para mais perto, deixando a água escorrer entre os corpos no momento que a inspira profundamente, colando seus lábios ao dela e sentindo seu corpo inteiro reagir ao ouvir os gemidos dela em sua boca.
Paula se enlaça ao pescoço dele e se deixa inteira nas mãos dele ao sentir ele deslizar por seu pescoço e colo. Prende-se no momento a tal ponto que é surpreendida quando ele a coloca em seu colo, usando a parede de apoio.
Quando os olhos dele se prendem aos seus, não resiste a ardência que inunda seu corpo e o ao fogo que começa queimar sem piedade quando a mão dele escorrega na sua pele e se concentra em sua intimidade, implorando que ele não pare enquanto reluta para se manter o mais próxima possível do corpo dele.
Vitor avança nas carícias, se certificando que ela estaria pronta para o que ainda viria. É movido pela respiração dela, entrecortada com a sua, pela água do corpo dela se misturando ao seu suor, pelo cheiro adocicado que invade seu cérebro e o faz lembrar de todas as noites que desejou ter ela assim, entrelaçada a seu corpo e a sua alma. A espera atingir o clímax e se curvar ao seu corpo para então a retirar dali, seguindo até a cama entre beijos e carícias.
— Prometo organizar tudo depois! — sorri, colocando-a sobre a cama.
— A última coisa que eu estou preocupada agora é com a bagunça! — se vira sobre ele, sentando-se sobre seu colo. Você não deveria fazer isso… — o observa, ofegante. Não posso ficar me apaixonando por você ainda mais, vai beirar a loucura… — segura as mãos dele e coloca-as sobre seus seios.
— Está com saudades disso? — sorri, acariciando os seios dela, observando ela aproveitar cada carícia.
— Muita saudade! — ri, movimentando o quadril sobre ele, buscando se encaixar sobre sua intimidade.
— Vai com calma! — a segura. Estamos só começando…
Vitor se coloca sobre ela novamente, a surpreendendo. Pressiona seu corpo sobre o dela, ouvindo os seus gemidos quando se afastava, pedindo que ela ficasse calma e aproveitasse o momento. Desliza os lábios por seu pescoço e as mãos apalpam a perna dela, colocando sobre seu quadril. Sente o corpo dela estremecer sob o seu toque. Seus lábios deslizam do pescoço até o ombro, onde deposita beijos lentos, quase reverentes. A respiração dela acelera, os olhos semicerrados em entrega. Ele sussurra algo inaudível contra sua pele, como se as palavras fossem apenas para ela — ou para a atmosfera que os envolve.
Suas mãos, agora mais seguras do desejo que ali pulsa, percorrem as curvas dela com intenção e cuidado. Ele guia sua perna mais uma vez, firmando-a contra seu quadril, fazendo com que os corpos se encaixem com mais intimidade. Paula então envolve os braços ao redor de seu pescoço, puxando-o para mais perto, os olhos se encontrando brevemente num silêncio cheio de significado. E, nesse instante, nada mais importa além da conexão entre eles — intensa, inevitável, profundamente real.
Adentram a madrugada emaranhados, suados e exaustos da intensidade que compartilharam.
Vitor desperta com o alarme do celular, desliga o toque e se alinha como uma concha envolvendo Paula novamente
— Bom dia! — beija o pescoço dela.
— Bom dia… — sorri, ainda de olhos fechados. Que horas são?
— Madrugada ainda… preciso levantar porque as crianças vão acordar. — beija-a novamente. Mas, antes… — aconchega-se ainda mais nela, beijando seu corpo.
— Que animação toda é essa logo cedo? — ri, sentindo-o.
— Porque eu tive uma ideia genial… — desliza a mão sobre o corpo dela. E eu já estou me imaginando vivendo-a com você! — beija-a.
— Não fala difícil logo de manhã… — se delicia com as carícias dele. Qual é sua ideia? — sente a mão dele deslizar por sua intimidade.
— Você vai gostar… Nós dois vamos!
Iniciam o dia da mesma forma que finalizaram, com a intensidade necessária para garantir que nada atrapalharia os planos.
Enquanto Paula permanece na cama, Vitor se organiza e logo segue para o quarto onde estão os filhos, encontrando-os acordados.
— Bom dia! — sorri. Cadê a vovó?
— Já saiu! — se senta na cama. A tia Paula já acordou?
— Ainda não…
— Ah… Queria ver com ela se poderíamos andar a cavalo pelo condomínio hoje. — levanta. Vamos, João… Precisamos ver se o coelho de ontem está bem.
— Primeiro…
— Vou tomar banho e me arrumar, já sei! — interrompe Vitor, já a caminho do banheiro.
— Tudo bem, filho? — vai até a cama dele.
— Aham… — levanta. Vamos demorar ir embora?
— João, vamos demorar uns dias ainda… Como combinamos, eu vou fazer um show amanhã e vocês ficarão com a vovó Marisa na casa da tia Léia até que eu volte. O que está acontecendo para que você já queira ir embora? Você não está se divertindo?
— Minha mãe está sozinha, precisamos ir.
— Sua mãe … — respira fundo e pensa em como falar — Filho, sua mãe não está sozinha e estamos curtindo uns dias aqui, não está sendo legal?
— Está… Mas, minha mãe não pode saber que gosto de ficar aqui. Não quero deixar ela triste.
Vitor o observa por um tempo, sem saber o que responder.
— Está tudo bem você gostar de ficar aqui. Você se diverte com o namorado da sua mãe?
— Sim.
— Eu não me sinto mal por você se sentir bem com ele. Sua mãe também não ficará mal se você se sentir bem com a Paula.
— Ela vai ficar. Ela já está.
— Então não precisamos dizer que você está se divertindo. Apenas se divirta, ok?
João sai rumo ao banheiro, atrás da irmã e deixa o pai digerindo toda a situação.
Pouco tempo depois já estão na mesa de café da manhã preparado por Dulce com a ajuda de Marisa e por lá ficam tempo suficiente para que Paula chegue e se junte também.
— Bom dia! — sorri. Como estão? — se senta.
— Bem! Podemos andar de cavalo no condomínio?
— Podemos! — pisca pra ela. Você também quer ir, João?
— Não.
— Ok… — fica sem graça. Podemos fazer algo que você queira também. O que pensou?
— Não quero nada com você hoje… — diz de cabeça baixa.
— João… — Vitor intervém, mas Paula sinaliza para que ele não diga nada.
— Tudo bem… — sorri para ele.
Após o café, Paula segue com Maria pelo condomínio, andando a cavalo enquanto João pede ao pai se poderiam andar na chácara mesmo e Vitor atende ao pedido do filho. Enquanto cavalga aproveita para conversar com ele, tentando descobrir se Poliana falou algo diretamente sobre Paula, mas percebe que a criança está com receio de contar e só por isso já confirma o que temia.
— João… — grita de cima do cavalo. Eu vi várias capivaras, você ia amar! — ri.
— Sério?
— Sim! — sorri. Tinha uma bebê, super fofinha…
Vitor ajuda Maria descer do cavalo e Paula desce em seguida.
— Elas são muito fofas mesmo! — acaricia Sereno.
— Eu queria tanto ver, eu amo capivaras.
— Posso te levar, João… Você quer? — Paula se oferece.
— Acho que não posso… — olha pro Vitor.
— Pode sim, filho… Se você quiser ir, pode ir… — senta o coração apertar.
— Seu pai pode ir no cavalo com você. — Paula propõe — Eu vou no outro com a Maria… — sorri. O que acha? Vamos?
— Ok, vamos… — sorri.
Retornam a cavalgada pelo condomínio, parando no lago para verem as capivaras, registrando o momento.
A manhã passa em uma clima complicado, com Paula se aproximando aos poucos de João, enquanto Maria negocia com o pai durante o café da tarde para poderem ir no show.
— Já conversamos! — pega uma xícara com café.
— Não quero ficar com na tia Léia! — diz brava.
— O que é isso, Maria Vitória? — a encara.
— Eu não vim para ficar na casa da tia Léia.
— Vamos para o quarto e conversamos… — vai se levantando quando Dulce o interrompe.
— E se vocês ficarem aqui? Depois de amanhã o pai de vocês já chega, vai ser super rápido… a gente pode ver capivaras, cuidar dos coelhos.
— Dulce, não precisa se incomodar… — se senta novamente. Nós já conversamos! — olha para a filha.
— Eu sei que não preciso me incomodar, mas eles vem tão pouco para cá e a gente está se divertindo aqui, né? Tem mais espaço. Sua tia pode vir aqui ver eles.
— Eu acho uma ideia ótima… — Marisa olha para Vitor — eles não querem ficar em apartamento, Vitor… com tudo isso aqui para eles andarem e eu estou aqui, vou cuidar deles. João, o que você acha?
— A gente pode ir nas capivaras de novo?
— Podemos!
— Então por mim, ok!
— Cadê a tia Paula, hein? — come um pedaço de pão. Ela ficou de terminar de pintar meu desenho.
— Bem lembrado… Preciso falar com ela! Se comportem! — se retira até o quarto da Paula, a encontrando secando o cabelo — Veio tomar banho? E nem me chamou… — se aproxima dela, cheirando seu pescoço.
— Pode parar! — se afasta rindo. Você me avisou que íamos sair a noite, vim aproveitar para arrumar algumas coisas e já tomar banho… O que você está aprontando? Qual é sua grande ideia?
— Só reservei uma pousada para ficarmos em Campos e aproveitarmos sozinhos algumas poucas horas… Nossa saída de hoje é para lá já.
— Vitor, você está maluco? Me avisa assim? — o encara — Eu estava achando que íamos jantar…
— Nós vamos… Reservei um restaurante também, muito bom.
— Você já comprou as passagens? Te passo a minha… Quanto ficou? — pega o celular.
— Passagem?
— De avião, Vitor… a pousada eu não vou pagar, você já vai usufruir o suficiente pelo pagamento, nem a comida do restaurante… Isso aí é com você mesmo!
— Paula! — riem. Primeiro, seria um maluco se te cobrasse por isso… principalmente se minha pretensão é receber outro tipo de pagamento — pisca para ela. Segundo, não tem passagem, vamos no meu jato!
— Ah… — coloca o celular sobre a bancada — Eu esqueço que você tem um jato! — sorri. Não é comum eu namorar pessoas que tem jato! — ri. Você não vai querer me cobrar pelo jato, né? Porque se for, aí é preocupante…
— Não… Fica tranquila! Ao menos não em dinheiro… — riem. Vamos sair às 18h do hangar…
— Qual é a programação?
— Vamos chegar lá e ir jantar, depois seguimos pra pousada e espero sair de lá só para o show.
— Uma boa programação!
— Excelente, né? Não precisa se preocupar com roupa. Leve só a do show.
— Tudo bem. Qual é o evento que você vai cantar?
— Uma renovação de votos… Não sei quem é o casal. Sei que ele contratou o show para fazer uma surpresa para a esposa que é fã da dupla.
— Ah… Isso é lindo! Especial demais ele ter essa sensibilidade em contratar quem ela gosta.
— Isso é alguma indireta?
— Jamais! — sorri.
Ele aguarda ela se arrumar enquanto conta que Dulce propôs as crianças ficarem na chácara. A auxilia montar a mala e seguem para cozinha, onde estão todos ainda reunidos. Maria conta a Paula sobre a permanência deles na casa dela enquanto João observa em silêncio.
O fim da tarde pousa sobre a chácara e eles se despedem das mães e das crianças, seguindo caminho para o hangar onde o jato já os aguarda.
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