Anti-social

32 Piscina refrescante


Notas iniciais
NÃO PERA PERA. PARA TUDO.
Antes de eu explicar o porque de eu não ter postado nos últimos 4 dias, eu só queria agradecer, de coração, pelas 2 recomendações que eu recebi.
Gente, vocês não sabem como eu fiquei feliz com isso. Sério, eu estava super mega ultra estressada hoje com um trabalho que ninguém fazia nada e sobrou tudo pra mim, mas daí eu vim aqui escrever e pimba! 2 recomendações novas. Fez meu dia/semana/mês, de verdade.
Obrigada à Konata e Yuki Usamay pelas recomendações, e não podemos esquecer do Ral Eph pela primeira recomendação dessa história ;D Cês são foda, gente.
Agora vou explicar o porquê do atraso.
Minha escola super legal deu para nós 2 trabalhos enormes, para serem entregues em datas super parecias, também. Tivemos que fazer encontros em grupos durante 3 dias inteiros para poder fazer isso, além dos dias anteriores em que já estávamos o fazendo. Domingo eu "descansei", se bem que continuamos a fazê-los pelo computador.
Então, vocês me perdoam? Sério mesmo, dessa vez o motivo não foi por preguiça(eu juro!(mesmo que seja difícil de acreditar)).
Sem mais delongas... Aqui está, hope you enjoy it ;P

Já era noite. Para ser mais preciso, duas da manhã. Eu deveria estar dormindo, mas eu simplesmente não estava com sono. Pelo jeito, Sarah também, já que não viera dormir durante todo aquele tempo.

Dei uma espiada pela porta. Ela estava vendo televisão com o volume baixo, na sala, enrolada em um cobertor. No quarto do meu pai, uma luz fraca também estava acesa, provavelmente a do abajur. Somente as luzes do quarto em que Isabel estava dormindo estavam totalmente apagadas. “Pelo jeito, ninguém está com sono hoje”.

Desci as escadas para preparar um chá, e a garota que estava sentada no sofá nem se mexeu. Passei ao seu lado e vi que estava de olhos fechados.

─ Está dormindo sentada? Sério mesmo? ─ Perguntei, passando a mão em frente a seu rosto, para checar se ela estava bem.

─ Uh... Que horas são? ─ Ela me olhou, sonolenta, e checou seu relógio. ─ 02:13? Já?

─ É, ta meio tarde. ─ Comentei, me espreguiçando e olhando a televisão. ─ Eu vou subir, quando quiser ir dormir é só ir pro quarto, ok?

─ Tá... Vou ir daqui a pouco. ─ Ela avisou e eu fui embora, mas mesmo com o chá de camomila o sono não vinha. Deitei-me na cama e fiquei tendo pensamentos aleatórios. Por aleatórios, eu digo, de assuntos diferentes (não os assuntos dos meus sonhos, por exemplo). Não demorou muito e alguém bateu na porta, que se abriu, e uma garota morena entrou, com uma face tímida.

─ Ah, oi. ─ Acordei de meus devaneios ─ Tem um travesseiro no seu colchão, mas meu pai pediu para avisar que se você quiser mais um pode pegar no armário. O mesmo com o cobertor. ─ Avisei, e fiquei brincando com um lápis que encontrei.

sobre a cômoda.

─ Ah... Obrigada. ─ Ela se deitou no colchão e esfregou os olhos. ─ Mas não precisa.

─ Então acho que vou apagar a luz, então. ─ Ela assentiu com a cabeça e eu desliguei o abajur ao meu lado.

Ficamos em silêncio por um bom tempo, e eu achei que ela estava dormindo, mas me chamou.

─ Ei, ainda está acordado? ─ Sussurrou, olhando para o teto (a pouca luz que entrava pela fresta da janela me permitia enxergar limitadamente algumas coisas)

─ Sim... ─ Murmurei, com pouca vontade. Manti-me olhando para a parede.

─ Não consigo dormir... ─ Ela falou, provavelmente usando aquilo como desculpa para puxar assunto.

─ Nem eu. Bom, não tem muito problema. Não temos horário para acordar amanhã, mesmo. ─ Sorri. Pena que as férias acabariam tão rápido...

─ É... ─ O silêncio reinou mais uma vez. ─ David, posso te fazer uma pergunta?

─ Claro.

─ Com exceção do seu pai, claro... ─ Ela fez uma pausa. ─ Você já amou alguém de verdade? Amor de familiar, ou algo assim? Você sempre foi tão fechado...

Fiquei sem responder por um tempo. Aquilo me atingira em cheio, mas... ─ Sim, teve alguém. ─ Respondi, por fim, tentando eliminar o assunto.

─ Quem? ─ Ela insistia em querer saber mais, então fui obrigado a responder.

─ ... A minha mãe. ─ Mais uma vez, nenhum som foi ouvido. Ela percebeu que era a hora de parar, e não comentou mais nada. Acabei dormindo não muito tempo depois e, por um bom tempo, aquele assunto não foi retomado.


...


─ Calor, muito calor! ─ Exclamei, “derretendo” no sofá, enquanto me deliciava com um ventilador.

─ Nojento. ─ A pirralha irritante reclamava mais uma vez. A culpa é minha se eu estava pingando de suor?

─ Paaaai, me diz que já terminou de limpar a piscina! ─ Supliquei, não suportando mais.

─ Ainda não. Só mais um pouco, preciso terminar de limpar essa borda. ─ Ele avisou do fundo da casa, e, dava para perceber pela sua voz, também mal podia esperar para o grande momento.

Quando finalmente foi liberado, o dito cujo não pensou duas vezes e se atirou, livrando-se de todo o calor que nos encobria. Isabel passava do lado da piscina, e meu pai a convidou para entrar.

─ Está calor, não quer dar um mergulho? ─ A garota olhou para a água.

─ O cloro faz mal para o meu cabelo. ─ Falou com sua voz irritante, e virou-se de costas. Eu não podia perder a chance.

─ OLHA A BOMBAAAAAA ─ Fiz uma “bala de canhão” na água, que molhou todos os lados. Inclusive a garota.

Fiz um “hi-five” com o meu pai. ─ Clássico. ─ Exclamamos juntos.

Sarah, que vira tudo, riu também. ─ Como está a água?

─ Maravilhosa. Entra aí! ─ Meu pai a convidou, e ela sorriu.

─ Vou colocar o biquíni então! ─ Saiu correndo para dentro de casa e, alguns instantes depois, o homem pegou uma toalha e saiu, recebendo um olhar estranho de minha parte.

─ Já vai sair? ─ Perguntei, confuso.

─ É, tenho que terminar uma tabela ainda. ─ E entrou em casa, sumindo de vista. “Maldito seja, com segundas intenções de me deixar sozinho com a Sarah!

Um rosto totalmente corado surgiu na porta de vidro.

─ Chega mais. ─ Deitei-me na água de barriga para cima, observando as nuvens. Ela saiu de lá de trás com vergonha, e sentou-se com os pés na água. Usava um biquíni azul, que combinava com sua pele. Acabou escorregando, e eu tive que segurá-la.

─ Eca, vocês estão namorando na piscina! ─ A Isabel surgiu literalmente do nada com a sua cara de nojo corriqueira. Senti meu rosto esquentar e o de Sarah corou mais do que já estava, se é que isso é possível.

Fui o mais rápido que pude até a borda da piscina, para subir e correr atrás dela. ─ Volta aqui, pirralha!

Mas, inteligente do jeito que sou, escorreguei e caí de maneira exata, com as pernas abertas. ─ ...Meus... Tesouros...

─ Ai! Essa doeu em mim! ─ Sarah fazia cara de dor, ao me ver espatifado na água, imóvel.


Notas finais
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