Anti-Heróis

54 Extra 1: Já Armei O Nosso Altar


Notas iniciais
Capítulo dedicado à hbiweasley por ter emprestado um pouquinho do que aconteceu em casamento para me inspirar em Beward. Obrigada e que vocês sejam muito felizes! Olá Crepusculetes! Queri começar agradecendo à Lana Cullen pela reocmendação linda que escreveu. Obrigada pelo carinho! Além disso, obrigada à mahcerqueira por ter marcado que está acompanhando a fic. Todos as interações são muito importantes para mim. Cheguei com o primeiro extra para vocês. Fico muito feliz por vocês terem gostado do final e espero que continuem gostando desses últimos capítulos. Vamos à leitura?

Bella Swan

Estava sentada em frente à um enorme espelho vestindo apenas um roupão de seda enquanto a equipe da beleza que Alice havia contratado cuidava de mim em um dia tão importante: meu casamento com Edward Cullen.

Muito havia se passado desde que ele havia me pedido em casamento. Nós havíamos decidido a data para a primavera, no dia cinco de março de dois mil e vinte e sete, a mesma data em que havíamos nos conhecido sete anos atrás.

Alice se dispôs a nos ajudar e, mesmo com a bebê recém nascida e muito chorona, ela conseguiu tantas parcerias que quase não gastamos com o evento. Queríamos uma cerimônia mais reservada, com pessoas que tínhamos certeza que nos amavam de verdade. Por isso haviam apenas os nossos familiares e amigos mais próximos como James, Royal, Tanya e a pequena Lucy de apenas um ano.

Ainda estava dando tempo na minha vida profissional, mas sempre era convidada para uma entrevista. Não fugia das perguntas sobre o meu passado, encarava de perto os meus monstros e tentava demonstrar para as pessoas que aquela não era uma vida que eu havia escolhido. Com o tempo, o assunto foi sumindo até se tornar uma mera lembrança distante na mente das pessoas. O momento mais difícil era chegar em casa, mas sempre tinha os braços de Edward esperando para me acalmar.

Edward continuava a escrever o seu novo romance e eu estava adorando acompanhar cada linha daquilo. Desejava que pudesse virar um filme e, quem sabe, ajudá-lo a produzir. Estar por trás das câmeras seria interessante.

Havia me desvinculado de James e deixei claro que era muito grata por tudo o que ele havia feito por mim durante todos aqueles anos. Mesmo sem a sua ajuda profissional, o homem demonstrou que sempre seríamos amigos e que eu poderia contar com ele para absolutamente tudo. E eu não tinha dúvidas de que ele havia sido verdadeiro.

Nós havíamos decidido casar na minha casa em Los Angeles. Os jardins dos fundos, próximo da da piscina, seria perfeito para abrigar os nossos poucos convidados especiais. A decoração, vista da janela do meu quarto, estava perfeita e simplista: as cadeiras de madeira, o caminho de pétalas brancas, a tenda montada para abrigar à mim, Edward e Royal. Tudo estava perfeito.

O choro da bebê Nettie me despertou e eu notei que Esme ajudava Alice a colocar o vestido de madrinha, bem como Tanya estava dando o peito para Lucy. Me desvencilhei das profissionais, pedindo que me dessem licença, e fui até a bebê, pegando no colo e a chacoalhando.

— Está tudo bem, Nettie. — Sibilei e beijei os seus cabelos pretos como os da mãe. — A tia Bella está aqui. Você é uma bebê muito chorona, mocinha. — A bebê de nove meses se acalmou, se agarrando em meu robe e gostando do movimento do meu corpo.

— Alice era assim. — Esme comentou. — Só sossegava com colo.

— Essa criança vai me enlouquecer. — Alice rosnou e eu ri.

— Não fale assim. — Me sentei na cadeira e pedi mais um minuto para as profissionais. Ajeitei Nettie em meu colo e a olhei, abrindo um pequeno sorriso enquanto acariciava os seus cabelos e rosto. — Sua bebê danada, não tem uma lágrima nesse rostinho lindo. — Toquei a ponta do seu nariz e ela riu. — É sim, você é muito danada.

— Você é muito boa. — Alice apareceu ao meu lado, tocando o meu ombro e eu a olhei.

— Obrigada. — Sorri, mordendo o lábio inferior e sentindo um frio na barriga. Será que eu era tão boa assim?

A bebê voltou a chorar quando viu a mãe e eu entreguei a pequena. Como era de fácil acesso, Alice colocou o peito para fora para que a bebê pudesse se alimentar. As profissionais estavam conversando e, como eu havia orientado mais cedo para que fizessem, comendo um pouco do que tínhamos para forrar o estômago naquela manhã.

— Daqui a pouco eu não vou mais te aguentar, sua esfomeada. — Alice murmurou e se sentou ao lado de Tanya.

Esme veio para perto de mim e analisou o meu penteado bem preso, bem como a minha maquiagem e unhas bem feitas.

— Capricharam na depilação? — Ela sussurrou e piscou.

— Esme! — Corei e desviei o olhar, ouvindo a sua risada. — Sim. — Murmurei.

— Vai dar tudo certo, está bem? — Esme perguntou, se agachando em minha frente e tocando as minhas mãos com cuidado. — Eu estou aqui com você. Não chore. — Pediu, ao ver os meus olhos marejados.

— Sinto falta dela. — Sussurrei, sabendo que ela entenderia sobre quem eu estava falando.

Apesar de tanto sofrimento, eu ainda sentia falta de ter pais naquele momento. Principalmente de uma mãe, que deveria estar me acompanhando naquele dia tão importante.

— Você a queria aqui, certo? — Assenti à sua pergunta. — Ela está aqui, Bella. Sempre esteve bem aqui. — Apontou para o lado esquerdo do meu peito. — Tenho certeza que ela nunca deixou de te amar, nem mesmo após a vida.

Engoli em seco e assenti, abraçando Esme com cuidado para não estragar nossas superproduções.

— Obrigada por tudo. — Sussurrei e ela acariciou as minhas costas, apertando os seus braços à minha volta.

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Meu vestido era de seda, simples e sem muitos detalhes espalhafatosos: algo novo. Esme havia colocado em meu pescoço um colar de prata que havia usado em seu casamento: algo emprestado. Estando na família Cullen há gerações, Alice me deu o véu que usou em seu casamento e eu o coloquei bem abaixo do meu penteado: algo antigo. O meu buquê era de flores azuis claras e escuras, mesclando com outras brancas: algo azul. O meu casamento estava completo de um jeito que nunca havia imaginado sonhar algum dia.

Os violinistas começaram a tocar a música Flightless Bird, American Mouth de Iron & Wine quando eu apontei na porta da varanda. Ao fazermos a escolha, percebemos o quanto a letra abstrata fazia tanto sentido para nós. Apenas a melodia já estava deixando os meus olhos marejados e, se não fosse por Esme segurando em meu braço com firmeza, eu teria desabado ali mesmo.

— Vai ficar tudo bem. — Garantiu e eu assenti.

Quando paramos no breve corredor de cadeiras, sorri para todas aquelas pessoas que tanto amava e que tanto torciam pela minha união com Edward. Ao olhar para frente, encontrei o meu noivo embaixo da tenda branca limpando as lágrimas e não fui mais capaz de esconder as minhas, abrindo um enorme sorriso. Bem ao lado dele, pronto para nos casar, estava Royal, também limpando as lágrimas.

Tentei não correr para os seus braços, marchando com calma até chegar perto de Edward. A sua mãe beijou os meus cabelos e fez o mesmo com o filho, unindo as nossas mãos com um enorme sorriso.

— Sejam felizes. — Sussurrou antes de se afastar para o lado de Carlisle, com quem ainda vivia uma história complicada.

Toquei as mãos de Edward e me virei de frente para ele, incapaz de desviar os meus olhos daquele homem vestido em um terno branco e com uma gravata borboleta azul marinho.

— Eu te amo. — Sussurrou e eu ri baixo, feito uma boba.

— Estamos aqui hoje, nesta cerimônia intimista, para celebrar a união de duas almas que se amam incondicionalmente. Por terem sido escolhidos aqui hoje, acompanharam de perto a história complicada entre os dois e como foi difícil para eles estarem aqui sete anos depois. Tão jovens e propensos a cometer erros, foram impedidos de se amarem por longos anos até o destino tratar de reuni-los em definitivo. Era para acontecer, Bella e Edward. Vocês nunca foram um só até se encontrarem no início da década de forma inusitada. Desde que Bella entrou na vida de Edward, eu soube que algo nele havia mudado. Desde que conheci Bella, que vi a sua luta interna para deixar de amá-lo, para inibir este amor, soube que ele era a sua metade. Vocês sempre foram metades que precisavam estar juntas. Duas pessoas que precisam uma da outra para lidar com os seus demônios. Duas pessoas que possuem uma ligação tão forte que eu presenciei apenas uma única vez na vida até encontrá-los. — Royal suspirou e eu sabia que ele estava falando dele e de Emmett. O meu noivo limpou uma lágrima e eu ouvi alguém fungar, mas fui incapaz de desviar o meu olhar. Só tinha olhos para ele. — Hoje foi o dia escolhido para que estes dois unissem esse amor perante todos nós. Edward, é de livre e espontânea vontade que você aceita Isabella como seu anjo pelo resto de sua vida? — Perguntou, olhando para Edward.

— Sim. — Assentiu, abrindo um enorme sorriso.

— Isabella, é de livre e espontânea vontade que você aceita Edward como seu herói pelo resto de sua vida? — Se virou para mim, mas eu não desviei o olhar dos olhos verdes que me encaravam.

— Sim. — Sorri imensamente, vendo o meu homem fazer o mesmo.

— Gostaria agora de ceder a palavra aos noivos para que digam os seus votos.

Eu respirei fundo e apertei as mãos de Edward fortemente, tentando me lembrar de tudo o que havia treinado para dizer.

— Estou longe de fazer algo melhor que o escritor de sucesso Edward Cullen, mas eu vou dar o meu melhor. — Edward revirou os olhos e eu ouvi algumas risadas. — Antes de você, eu jamais imaginava que poderia existir amor em qualquer forma. Eu nunca havia conhecido o amor, ou pelo menos era isso o que pensava. Quando te encontrei, fiquei com medo dos sentimentos que você despertou em mim. Eu tentei negar por um longo tempo até aceitar o nosso amor e não me arrependo nenhum segundo de me sentir frágil ao sentir amor. Serei eternamente grata por você ter sido o meu herói, por nunca ter desistido de mim e por me tratar sempre com tanto carinho. Sua mãe criou um homem perfeito. — Ele gargalhou e eu o acompanhei em um riso baixo. — Eu te amo, Edward. Obrigada por ter insistido em mim mesmo quando eu não merecia.

— Você está errada quando menospreza as suas palavras. Nunca ouvi ou li palavras mais belas do que essas. As minhas lágrimas respondem por você. — Eu ri e ouvi todos me acompanharem. — Eu sempre fui um homem sensível e pouco valorizado quando tratava o amor com tanto zelo, mas nunca me envergonhei disso. Sabia que um dia encontraria alguém como você, que soubesse dar e receber o amor que sempre tive guardado dentro de mim. — Edward tocou o meu rosto e eu funguei, sentindo algumas lágrimas caírem. — Jamais imaginei que a encontraria naquele dia e naquele lugar. Temos que agradecer à insistência do Jasper, porque eu não tinha intenções de sair naquele dia. — Algumas pessoas voltaram a rir e eu toquei sua mão em meu rosto. — Não me arrependo nenhum segundo de ter perseguido você durante toda a vida, mesmo isso soando totalmente esquisito neste momento e talvez você devesse correr. — Eu ri e beijei a palma da sua mão, voltando a uni-las. — Eu te amo, Bella. Te amo desde o segundo em que coloquei os olhos em você. Nunca deixei de te amar nem por um segundo da minha existência nesses últimos sete anos. Obrigado por ser o meu anjo. — Edward se aproximou e beijou a minha testa, levando consigo uma salva de palmas.

Quando nos afastamos, Royal anunciou:

— Que entrem as alianças.

Olhei para o lado e vi a enorme Sweet correr em nossa direção com uma almofada no pescoço. Jasper a agarrou antes que ela arruinasse nossas roupas enquanto James, que provavelmente deveria estar a segurando, chegou ofegante e limpou o suor da testa bem atrás deles.

— OK, garota. — Ela lambeu Jasper e ele riu, tirando a almofada da sua coleira e nos entregando enquanto puxava a cadela para longe, com James em seu encalço.

Royal pegou a almofada de minhas mãos e sorriu para nós.

— Essas alianças são o maior símbolo do amor de vocês: sem início e fim. Uma história que não sabemos quando exatamente começou, mas eterna em todos os nossos corações. — Esticou em nossa direção e eu fui a primeira a pegar.

— Edward, te concedo esta aliança como símbolo do nosso amor. Te amarei até o fim da minha vida. — Falei enquanto colocava o objeto em seu dedo anelar, dando um beijo por fim.

— Isabella, te concedo esta aliança como símbolo do nosso amor. Te amarei até depois do fim da minha vida. — Repetiu, modificando o final e beijando a aliança em meu dedo anelar, próxima a de noivado.

— "Em vão tenho lutado comigo mesmo; nada consegui. Meus sentimentos não podem ser reprimidos e preciso que me permita dizer-lhe que eu a admiro e amo ardentemente." — Orgulho e Preconceito, eu me lembrava bem de um dos muitos livros que Edward me emprestara. — Não existe uma frase melhor que os represente do que esta citação de Jane Austen. Só vocês saberão tudo o que passaram e só vocês sabem o quanto estavam certos sobre esta união quando decidiram consumá-la. Eu e todos aqui presentes desejamos que vocês possam finalmente ser felizes, enfrentando todos os obstáculos que essa vida possa oferecer. Vos declaro casados!

— Pode beijar? — Edward perguntou Royal, apontando para mim e fazendo todos rirem.

Não esperei pela resposta, tocando o seu rosto e o beijando apaixonadamente enquanto ouvia as palmas, gritos e assovios, bem como seguido pelo choro da pequena Nettie.

— Casados. — Soprei com as testas coladas.

— Finalmente. — Assentiu e voltou a me beijar.

Notas finais
O que acharam do casamento desses dois? Fofos, não? Ainda teremos dois extras. Sobre o que acha que serão? Não esqueça de deixar seu comentário e até sexta! ;)