Anti-Heróis
30 De Tanto Amar, Virou Loucura
Notas iniciais
Edward Cullen
— OK, eu aceito o acordo. Diga à ela que eu assinarei os papéis do divórcio. — Falei ao meu advogado antes de desligar o telefone.
Irina havia aceitado o nosso novo acordo de divórcio e eu estaria livre dela até o fim daquele mês. Era uma ótima notícia e eu com certeza havia me animado.
Estava atrasado para acompanhar as gravações. Além do mais, precisaria conversar com Isabella ainda naquele dia.
Desde o jantar, nós havíamos ficado distantes. No dia seguinte, quando ela apareceu com Tanya, uma atriz e sua amiga, eu não fiquei feliz. Não trazia ninguém para as filmagens, nem mesmo minha família, e não me lembro de tê-la autorizado a fazer isso. No entanto, continuei a fazer o meu trabalho de manter tudo em harmonia.
No dia anterior, no intervalo entre as filmagens, fui até o seu camarim para que pudesse esclarecer as coisas. Ainda do lado de fora, pude ouvir barulhos estranhos vindo de dentro do camarim e tomei cuidado ao abrir a porta, tentando não fazer barulho. A cena que encontrei foi de Isabella em cima da suposta amiga, que tinha os dedos enfiado em sua buceta enquanto a garota gemia, contraindo o seu corpo.
Não fiquei por muito tempo, apenas recostando a porta e saindo dali furioso. Eu não podia acreditar que Isabella havia levado a namorada para transar ali, no ambiente de trabalho. Eu com certeza não deixaria aquilo passar, proibiria terminantemente qualquer pessoa que não fizesse parte do filme.
Se todos começassem a fazer sexo entre as filmagens, o que aquilo viraria?
Quando coloquei os pés no estúdio onde filmaríamos aquele dia, encontrei Aro inquieto, a equipe conversando ou mexendo no celular, Marcus conversando com Paul enquanto o ator assentia com o cenho franzido. Mas Isabella não estava em nenhum lugar por ali.
— Onde está Isabella? — Perguntei para Aro.
— Bom dia, Edward. — Ele sorriu e eu revirei os olhos. — Está doente, não virá hoje. Filmaremos as cenas de Paul.
— Doente? — Franzi o cenho. — O que ela tem?
— Não sei. Parece que está enjoada e resolveu ficar em casa. Mas não se preocupe, isso não atrasará as filmagens. — Aro deu dois tapas no meu ombro e se afastou.
Isabella não estava doente. Provavelmente estava com Tanya, transando em todos os cantos da casa e deixando os seus compromissos importantes para trás.
Saí dali sem dizer uma só palavra. Eu visitaria a mulher, queria apenas ter certeza de que ela estava tão ruim quanto dizia que estava. Não permitiria que ela mentisse e faltasse ao trabalho apenas para ficar com sua nova namorada.
Fui em completo silêncio durante todo o caminho até a casa dela, mas tentei não pensar muito. Não queria desistir, não queria deixar que a dúvida me corroesse. Eu queria colocá-la contra a parede, perguntar o que estava acontecendo, perguntar quem era Tanya de verdade, ver se ela realmente estava doente, perguntar o que aconteceu em nosso jantar.
Desliguei meu celular quando Aro me ligou pela décima vez e estacionei na frente da casa de Isabella. Eu sabia onde ela morava, é claro que sabia. Não era nenhum segredo o seu endereço de Nova York ou qualquer outro ao redor dos Estados Unidos. Mas imaginava se não seria estranho chegar ali de supetão. Merda, eu era um otário! Talvez ela estivesse na casa de Tanya!
Saí do carro, disposto a arriscar e toquei o interfone. Demorou um pouco, mas a voz sonolenta de Isabella me atendeu do outro lado.
— Sou eu, Isabella. Edward Cullen.
— Edward? O que está fazendo aqui? — Seu tom era confuso.
— Abra. Precisamos conversar.
A mulher ponderou por um momento antes de permitir a minha entrada. Era possível ver alguns seguranças espalhados pela propriedade, nada muito exagerado, apenas o suficiente para controlar o assédio que ela sofria vez ou outra.
Ao chegar na porta da sua casa, ela apareceu ali enrolada em um roupão branquíssimo. Tinha os cabelos presos em um coque alto, mas bagunçado. Os seus olhos estavam vermelhos e ela tinha olheiras. Além disso parecia muito pálida, completando a expressão de cansaço.
— O que foi? Eu achei que havia dito para Aro que estava doente. — Ela disse, a voz rouca.
Engoli em seco, me sentindo um completo idiota por ter desconfiado dela quando parecia estar bem debilitada.
— Eu sei... É que... Posso entrar? — Apontei para o interior da casa.
Ela pensou por um momento e suspirou em derrota, dando espaço para que eu entrasse.
A casa parecia um tanto bagunçada e a televisão estava pausada em uma série. Não tinha certeza se conhecia aquela, mas não fiquei prestando muita atenção já que Isabella passou por mim e se sentou no sofá, me olhando sugestivamente. Fui até ela, me sentando na outra extremidade do sofá, apoiando os braços nos joelhos e entrelaçando os dedos.
— Então? O que era tão importante? — Perguntou e eu a olhei, vendo a raiva em sua expressão.
Respirei fundo e passei as mãos pelos cabelos.
— Isabella, o que aconteceu? Desde o jantar você ficou estranha, se afastou, não falou comigo e...
— Meu Deus! — Ela se livrou do roupão e revelou estar apenas de camisola. Perdi alguns minutos observando o seu corpo um pouco descoberto, mas logo me recompus quando ela se virou para mim. — Você é burro?
— Não entendi. — Franzi o cenho. — Por que está dizendo isso?
Ela balançou a cabeça em negação, coçando os cabelos agora soltos em nervosismo antes de se virar para mim.
— Você literalmente disse pra mim que só quis se resolver depois que Aro ameaçou acabar com o seu precioso filme. — A mulher juntou as mãos como em uma prece e se curvou na minha direção. — Se fosse em qualquer outro cenário, nós estaríamos na mesma merda, com você continuando a ser um escroto. Como foi ontem, por exemplo. — Ela voltou à posição original, colocando as mãos na cintura. — O que mudou? Quer acabar com toda a merda de filme? Então acabe logo para que eu aceite um projeto melhor.
Eu estava enfurecido, tanto comigo por ter sido um idiota sem intenção quanto por ela estar falando daquele jeito comigo. Me levantei, me aproximando dela e deixando as mãos fechadas em punhos ao lado do corpo. Não tinha intenção alguma de acertá-la, apenas estava tentando conter a raiva acumulada dentro do meu peito.
— Sabe o que mudou? Eu vi você e sua amiguinha fodendo no seu camarim! — Apontei na sua direção, aproximando nossos rostos e vendo a sua expressão surpresa. — É isso mesmo. Eu vi ela te fodendo, metendo os dedos em você enquanto você gozava como... Como...
— Como o quê? — Isabella sibilou, encostando os seios em meu peito, sem medo algum da minha fúria. Estava tão irritada quanto eu. — Fala! Fala se você for homem!
— Você quer que eu te mostre como eu sou homem? Quer que eu te mostre que sou o único homem na sua vida? — Provoquei e vi a mulher gargalhar, jogando a cabeça para trás. Em um impulso, embrenhei os dedos em seus fios de cabelos e a vi ser pega de surpresa, gemendo. Não era um gemido de dor, não era o que o som e seus olhos demonstravam. — Diz para eu parar e eu paro.
A mulher me olhou por um momento, os lábios entreabertos enquanto parecia travar uma luta interna.
— Foda-se. — Rosnou e ficou nas pontas dos pés antes de tomar os meus lábios nos seus.
Nosso beijo era intenso, cheio de saudade, de tesão e eu esperava que aquilo durasse por horas antes que o ar faltasse em nossos pulmões. Suas mãos estavam em meus cabelos, fazendo uma bagunça infinita enquanto escorreguei as minhas pela lateral do seu corpo e trouxe o seu corpo para mais perto do meu.
Bella se agarrou à minha blusa com uma mão, puxando-me pela nuca e pelo tecido, tentando me fazer se mover. Rompi o beijo a olhei em confusão.
— Vem logo. — Pediu, indicando a escada com a cabeça.
— Porra... É sério? — Ofeguei, momentaneamente apavorado.
Eu ia mesmo transar com Isabella depois de todos esses anos? Não podia surtar agora, não agora, só depois, mas agora estava proibido.
— Não é isso o que você quer? Vamos logo, merda. Eu quero que você me foda. — Choramingou, voltando a me beijar e puxar em direção às escadas.
Nós subimos com alguma dificuldade e não demoramos a estar em seu quarto. A cama também estava desarrumada e tinham algumas roupas jogadas pelo ambiente.
— Belo quarto.
— Cala a boca. — Reclamou, puxando a minha camiseta e jogando longe.
— OK. — Murmurei e a puxei pela cintura, voltando a beijar os seus lábios com ferocidade.
Bella nos guiou até a cama, me fazendo deitar para que ela pudesse ficar por cima. Nós continuamos a nos beijar, nossas línguas explorando lugares antes já conhecidos, nossas bocas se encaixando como anos atrás, nossos corpos se correspondendo aos movimentos que fazíamos.
— Porra. — Gemi, descolando nossos lábios quando ela rebolou em cima do meu pau.
— O que foi, Cullen? — Perguntou, se sentando em cima do meu pau e tirando a camisola, expondo o seu corpo completamente nu. — O adolescente que ainda habita em você vai gozar nas calças?
— Você não pode me culpar. — Ofeguei, acariciando os seus seios. — Merda, como você ficou ainda mais gostosa?
Ela riu, balançando a cabeça em negação e se afastando o mínimo para abrir a minha calça com habilidade, passando a tirar o resto das minhas roupas enquanto eu a ajudava. Bella tocou em meu pau, acariciando em movimentos circulares e sorriu para mim com malícia. Essa mulher me enlouqueceria!
Fechei os olhos quando ela colocou o meu pau em sua boca por completo, fazendo com que eu soltasse um gemido longo quando passou a me chupar com força. Era melhor eu pensar em algo bem broxante ou eu gozaria em meio segundo.
Bella decidiu não se demorar ali, para o meu alívio, e foi me beijar. Acariciei os seus mamilos entre o polegar e o indicador, escorregando minha mão por entre suas pernas enquanto com a outras dava um tapa em sua bunda. Passei a massagear seu clítoris, ouvindo a garota gemer contra os meus lábios e sentindo rebolar em meus dedos.
Nossos lábios foram descolados e Bella alcançou uma camisinha em seu criado mudo, tocou em meu membro duro como pedra, o vestiu com a camisinha com habilidade e foi direcionando para a sua entrada. Enfiou primeiro a cabeça do meu pau na sua entrada, sendo o bastante para que eu gemesse e visse o seu sorriso vitorioso. Pouco a pouco, a garota tinha o meu pau dentro dela por completo e aquela era a visão mais bonita que eu tinha em muito tempo.
— Gosta? — Perguntou quando começou a rebolar, as mãos em minha barriga enquanto mantinha os lábios entreabertos e os olhos em mim.
— Muito. — Confessei, mordendo o lábio inferior e apertando as suas coxas.
— Safado.
Bella se debruçou sobre mim, beijando os meus lábios enquanto se movimentava. Ajudei a garota com os movimentos enquanto mantinha uma das mãos em sua cintura e a outra apertava e dava tapas em sua bunda, arrancando gemidos de prazer da mulher.
Nossos lábios foram descolados e ela apoiou as mãos em meu peito, aumentando a velocidade dos movimentos enquanto gemia em alto e bom som, com a cabeça jogada para trás e habilidosa como eu nunca havia visto antes.
— Seu filho da puta, desgraçado, eu te odeio tanto. — Ela disse em meio aos gemidos, acertando um tapa em meu rosto e voltando a me beijar.
Eu fiquei impressionado e sem reação, apenas continuando a fodê-la e me sentindo cada vez mais perto de gozar. O poder que aquela mulher exercia sobre mim era inacreditável. Nos virei na cama, ficando por cima dela e voltando a meter com força dentro da sua buceta. A mulher contraiu o corpo, revirando os olhos e apertando o meu pau.
— É assim que você gosta, safada? — Perguntei, apertando seus seios, acariciando seus mamilos entre os dedos indicador e médio.
— Sim. — Ela disse entre gemidos. — Me fode, me come com força.
Rosnei ao ouvir aquilo, me sentindo mais tentado a continuar a meter nela. Segurei em suas coxas, deixando-na bem aberta, com uma visão privilegiada daquela mulher. Coloquei suas pernas em meus ombros e me curvei sobre ela, ouvindo os seus gemidos altos e sentindo suas unhas arranhando minhas costas.
Apoiei a testa no vale entre seus seios, sentindo seus dedos puxando os meus cabelos enquanto ela chamava o meu nome enquanto gozava. Continuei a meter nela, segurando com força na cabeceira da cama até gozar dentro da camisinha em uma última estocada.
Demorei um pouco para me recuperar, ofegante e fisicamente cansado. Absolutamente todos os meus músculos doíam. Saí de dentro dela e me desfiz da camisinha, deixando na mesa de cabeceira, enquanto estava deitado ao lado dela. Ao me virar, encontrei Bella mirando o teto, ainda ofegante e parecendo assustada.
— Bella?
Ela me olhou e engoliu em seco.
— Fodeu, não é mesmo?
Eu sabia o que ela queria dizer com aquilo: não tinha mais volta. Depois de todos esses anos separados, a sensação de estarmos de volta com certeza não nos deixaria e seria difícil nos manter afastado. No entanto nossas vidas estavam muito mais complicadas agora.
Não disse nada. O meu silêncio era resposta o suficiente.
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