Anti-Heróis
47 Daqueles Que Se Desfaz
Notas iniciais
Edward Cullen
Nós estávamos beijando, agora ajeitados devidamente na cama, Bella me alojando entre suas pernas enquanto os meus dedos trabalhavam em sua buceta, ora penetrando, ora massageando o seu clítoris. A mulher acariciava as minhas bolas com uma mão enquanto com a outra me masturbava, e eu estava duro como pedra, pronto para estar dentro dela.
— OK. — Bella descolou os nossos lábios, como se tivesse ouvido os meus pensamentos, e me empurrou pelo peito. — Estou pronta.
Ajoelhei na cama e me afastei para dar espaço para ela. Observei enquanto a mulher ficava de quatro, sua cabeça recostada nos travesseiros e sua bunda bem empinada na minha direção. Porra, ela era tão gostosa.
Me aproximei dela e abaixei o rosto, beijando sua bunda e acariciando as suas coxas. Comecei a descer os beijos, vendo a mulher erguer mais a bunda de modo que sua buceta estivesse completamente exposta para mim. Passei a língua por toda a sua extensão, ouvindo o seu gemido e passei a penetrar a minha língua na sua buceta, massageando o seu clítoris com o polegar.
Bella colocou uma mão para trás, mantendo a minha cabeça ali e eu não pude evitar abrir um sorriso. Estava claro que ela estava gostando e eu ainda decidi me aventurar, passando a língua por seu buraco tão apertado e a pegando de surpresa.
— Aí não... — Avisou em meio aos gemidos e eu não consegui evitar uma risada.
— Eu sei que você gosta. — Dei um tapa na sua bunda e ouvi o seu gemido.
— Adoro, mas isso a gente deixa pra depois. — Falou e me olhou. — Vai tentar agora? — Perguntou enquanto me via ajoelhar atrás dela.
— Sim. Está pronta? — Perguntei e a vi assentir.
Me posicionei atrás dela, uma mão em meu pau enquanto direcionava para a sua entrada. Fui penetrando pouco a pouco, nunca tirando os olhos dela. A mulher parecia um pouco tensa e eu me permiti ficar atento às respostas do seu corpo caso ela não pedisse para parar. Me debrucei sobre ela e passei a beijar as suas costas, acariciando a lateral do seu corpo e seios.
— Posso? — Perguntei, olhando para ela e a vendo assentir. — Mesmo?
— Mesmo. — Murmurou e eu selei os nossos lábios.
Voltei a ficar ajoelhado atrás dela, tocando o seu quadril e passando a me movimentar calmamente. Bella de apoiou os antebraços e eu já não podia mais ver a expressão em seu rosto. Temia por aquilo, queria saber o que ela sentia, queria olhar em seus olhos e ter certeza de que estava tudo bem. Toquei o seu clítoris com uma das mãos, nunca aumentando a velocidade dos movimentos.
A mulher já não estava úmida como antes e não haviam gemidos, por isso decidi parar com os movimentos e perguntar:
— Bella, está tudo bem? — Ela assentiu, mas não me olhou. — Anjo, olha pra mim. — Pedi, mas não obtive resposta.
Aquilo foi o bastante para que eu saísse de dentro dela e pegasse em meu colo com alguma dificuldade. Bella estava chorando copiosamente, mas se encolhia em meu colo.
— Me desculpa, Bella. — Pedi, tirando o seu cabelo do rosto e vendo como ela estava devastada. — Por favor, anjo. Me perdoa.
Bella continuou a chorar e balançou a cabeça em negação, não conseguindo falar. Eu a abracei com mais força e senti sua mão empurrar o meu peito. Em agonia, voltei a olhá-la.
— Quer falar com Zafrina? — Perguntei e a vi negar. — Quer que eu te dê um banho? — Ela negou e saiu de cima do eu colo, se deitando na cama. — Anjo? O que eu posso fazer por você?
— Por favor, me deixa sozinha. — Ela sussurrou, se cobrindo com os edredons.
Eu me levantei, vestindo uma bermuda e me aproximando dela. Bella estava com o olhar perdido na parede à sua frente e encolhida embaixo das cobertas. Toquei os seus cabelos e o seu olhar vazio encontrou o meu.
— Eu te amo. — Falei e ela continuou a me olhar, sem esboçar nenhuma reação. — Se precisar de mim, pode chamar.
Beijei os seus cabelos e vi algumas lágrimas escorrerem por seu rosto.
Porra, porra, porra. Eu era um idiota por ter aceitado aquilo, por não ter negado o seu desejo, por ter deixado aquilo ir adiante. Eu deveria protegê-la, deveria cuidar de Bella e não trazer os seus traumas à tona.
Eu me lembrava como ela era traumatizada com aquela posição, lembrava por tudo o que Caius havia feito com a minha garota, sobre como ele tinha arruinado o prazer para ela, como todos os homens haviam sido horríveis com ela. Queria ser capaz de tirar toda essa dor dela, queria ser capaz de fazê-la plenamente feliz, mas entendia que não era assim que funcionava.
Decidi ir até a cozinha para fazer algo para ela comer. Sabia que ela não ia querer sair do torpor da dor tão cedo e eu a ajudaria, faria com que ela se sentisse melhor, tentaria reerguê-la. Bella era a mulher que eu amava e em hipótese alguma eu a deixaria em um momento como aquele.
Preparei uma sopa de legumes para nós dois e acrescentei uma proteína. Fiz um suco e preparei uma bandeja com as nossas tigelas e copos. Com cuidado, fui até o quarto onde ela havia ficado e, ao chegar lá, não a encontrei na cama. Ouvi o barulho do chuveiro, coloquei a bandeja na cama e fui até lá, vendo a mulher completamente embaixo do chuveiro e abraçando o seu próprio corpo.
— Anjo? — Chamei e notei que ela chorava pelo movimento do seu corpo.
Me aproximei e abri a porta do box, entrando ali com ela mesmo vestido. Abracei a mulher para mim e deixei que ela chorasse. Ela havia aceitado o meu peito daquela vez e eu a acariciei, sibilando.
— Vai ficar tudo bem. Eu estou aqui. — Eu repetia, beijando o seu cabelo molhado. — Vamos sair e ligar para Zafrina? — Perguntei e a olhei. — Meu anjo?
Bella assentiu, sem me olhar e eu tratei de desligar o registro de água, alcançando uma toalha e a envolvendo. Coloquei um braço atrás do seu joelho e outro apoiando em suas costas, a levando até a cama onde a coloquei sentada.
Fui até a sua mala, escolhendo um pijama confortável e uma calcinha. Sequei a mulher com cuidado e a ajudei a se vestir enquanto ela me auxiliava no processo. Passei a toalha por seus cabelos, tentando deixar os fios o mais secos possível e a penteei.
— Quer que eu seque o seu cabelo? — Perguntei, a olhando e vendo um brilho ali.
Ela balançou a cabeça em negação em resposta. Fui até a minha própria mala, me desfazendo da bermuda molhada e colocando um short de dormir confortável, limpo e seco.
— Então vamos comer antes de você ligar para Zafrina?
— Não estou com fome. — Murmurou.
— Resposta errada.
Eu contornei a cama e trouxe a bandeja para mais perto dela. Ajeitei os travesseiros na cama e vi o seu olhar relutante antes de ceder, recostando as costas ali.
— Boa menina. — Pisquei para ela e vi um resquício de sorriso querer nascer em seus lábios. — Agora venha, vamos comer.
Comecei dando a sopa em sua boca, mas logo ela decidiu que queria comer sozinha e seguiu assim até o fim, então eu pude comer também. Terminamos de comer juntos, eu estava com muita fome e devorei a sopa e o suco.
— Estava bom. — Ela sussurrou.
— Que bom que gostou. — Sorri e me levantei, amontoando a louça na bandeja. — Vou pegar o seu celular, está bem?
Bella assentiu e eu peguei o aparelho para ela, entregando em suas mãos. Quando ia me afastar, ela segurou o meu braço e eu a olhei, vendo o brilho de admiração em suas íris cor de chocolate.
— Obrigada. — Abriu um pequeno sorriso e engoliu em seco. — E saiba que não é sua culpa.
— Está tudo bem, Bella. — Toquei a sua mão e beijei os nós de seus dedos. — Eu te amo, está bem? Estarei aqui assim que finalizar a sessão.
— Também te amo.
Com muita relutância, eu saí do quarto levando a bandeja, deixando a minha garota ter o seu momento de desabafo com a terapeuta.
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Quando Bella desceu as escadas com o rosto inchado e os olhos vermelhos, eu fui ao seu encontro.
— Tudo bem? — Perguntei, tendo o cuidado de tocá-la apenas no rosto.
— Sim. — Assenti. — Foi ótimo conversar com Zafrina.
— Que bom, meu anjo. Posso te abraçar?
— Claro, meu herói. — Falou com um pequeno sorriso nos lábios e me puxou para os seus braços. — Não precisa ficar com receio. Eu estou bem.
— Eu quero cuidar de você. — Beijei os seus cabelos e a olhei. — Não te fazer mal.
— Não me fez. — Ela me olhou e tocou o meu rosto. — Você fez exatamente o que eu pedi.
— Eu deveria saber que não era a hora...
— Não tinha como você saber. — Balançou a cabeça em negação. — Zafrina disse que vai tratar isso novamente nas sessões.
— Bella, não quero que se sinta pressionada. Eu estou feliz com as nossas posições...
— Eu sei. — Ela me cortou. — Isso tem a ver comigo, com a minha libido. Eu quero transar com você em outras posições.
Respirei fundo e beijei a sua testa.
— Tudo bem, mas nunca se sinta pressionada. Eu estou muito satisfeito, juro. — Beijei os seus lábios brevemente. — O que acha de eu ler um livro para você antes de irmos dormir?
Bella assentiu e abriu um sorriso, se esticando para selar os nossos lábios antes de pegar em minha mão e nos guiar até o sofá da sala de estar.
— OK. Podemos dormir em outro quarto hoje? — Perguntou assim que nos sentamos.
Talvez ela estivesse um pouco traumatizada com o que havia acontecido no quarto mais cedo e eu a respeitaria.
— Claro, meu amor. — Sorri e beijei os seus cabelos. — Tudo bem. Antes de você aparecer, eu estava folheando Hamlet.
— Do início. — Pediu e atendi ao seu pedido.
Bella se ajeitou com a cabeça em meu peito, as pernas em cima do sofá, e eu passei a acariciar a lateral do seu corpo. Lendo aquele livro, naquela sala, naquele sofá e com aquela mulher em meus braços, eu imaginei uma vida longa ao seu lado. Imaginei filhos à nossa volta, se ela os quisesse. Imaginei netos, imaginei mais cachorros adotados, imaginei os nossos amigos e família, imaginei a vida que ela merecia que eu desse.
Eu só tinha certeza de que aquela mulher merecia ser feliz do jeito que ela quisesse e estava disposto a fazer tudo para tornar aquilo todos os dias mais real.
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Nós passamos os dias seguintes apenas trocando carícias inocentes. Estava respeitando o momento de Bella e me sentia bem com aquilo. Eu a amava incondicionalmente e nenhum sexo definia o nosso relacionamento. Fiz jus ao que acreditava e, quando ela sequer pensava que estava triste pela falta de sexo, deixava claro que não havia nada de errado.
Mantivemos os nossos familiares e amigos atualizados sobre a nossa saúde, ocultando a nossa intimidade. Minha mãe voltou a falar sobre a mídia, agora estavam inventando uma possível gravidez de Bella.
Ainda sobre gravidez: os abutres já haviam descoberto a gravidez de Irina e a possibilidade da minha fuga de uma gravidez indesejada havia sido colocada em questão, que prontamente foi desmentida pela mulher. Sabia que deveria ter algum dedo do doutor Crowley nessa história e eu o agradeceria quando tivesse oportunidade.
Já estávamos no meio da semana seguinte e não tínhamos pretensões de voltar para a casa tão cedo. Havíamos ido dormir cedo na noite anterior, exaustos de um dia todo na praia. Confesso que estávamos até mesmo ficando bronzeados com todo aquele sol e calor, e adorávamos a chuva que caía ao fim da tarde para refrescar um dia tão quente.
Estava na fase do sono meio acordado e meio dormindo, o sol que adentrava pelas janelas do quarto ameaçava me despertar. Senti uma movimentação dentro das cobertas e então algo dentro das minhas calças.
Arregalei os olhos de imediato e procurei por Bella ao meu lado, não encontrando. Ao levantar os lençóis, vi a mulher com o meu pau duro na sua boca e parecendo concentrada nos movimentos que fazia.
— Bella? — Perguntei e atrai o seu olhar para o meu. — O que está fazendo?
— Um boquete. — Respondeu casualmente.
— OK. E por que está pagando um boquete para mim enquanto eu durmo? — Ergui as sobrancelhas.
— Porque eu fiquei com vontade. — Deu de ombros e pausou o movimento da mão, unido as sobrancelhas. — Fiz mal?
— O quê? Não, não mesmo. — Me sentei e ela recostou a bunda em seus tornozelos. — Eu estava meio acordado. Só fiquei... Surpreso.
— Então você gostou? — Perguntou com um sorriso malicioso nos lábios.
— Sim. — Assenti e sorri também. — Muito.
— OK, então deita aí e deixa eu continuar. — Empurrou o meu peito e voltou a atenção para o meu pau.
Voltei a me deitar, olhando para o teto e mordendo o lábio inferior, sentindo sua mão trabalhar com habilidade.
— Mas você não está se sentindo pressionada, certo? — Decidi perguntar, me poiando nos antebraços.
Bella me olhou com uma expressão brava no rosto e eu quis beijá-la apaixonadamente naquele instante.
— É claro que não, Edward. Deita aí e deixa eu chupar esse pau gostoso. — Pediu com um gemido e voltou a colocar o meu pau na boca.
OK, eu havia me dado por vencido, não tinha nada de errado com a mulher, ela só queria me surpreender e eu aceitaria o carinho.
Decidi continuar apoiado nos antebraços, olhando enquanto a sua boca e mão subiam e desciam por toda a minha extensão. Bella usava a sucção e então apenas a língua, sugava apenas a glande, usava a mão livre para massagear as minhas bolas e eu estava indo a loucura.
— Porra, tão bom, tão bom, anjo. — Gemi.
Segurei os seus cabelos para que ela tivesse mais facilidade em me chupar e para que eu conseguisse vê-la. Eu sentia o meu orgasmo se aproximando cada vez mais, meus grunhidos ficando mais altos e agarrei em seus cabelos, fechando os olhos com força.
— Vou gozar. — Avisei e a mulher não parou os movimentos, fazendo com que eu gozasse dentro de sua boca.
Bella limpou o canto dos lábios depois de movimentar um pouco mais a boca em meu pau e olhou para mim, abrindo um pequeno sorriso. Me sentei na cama e tomei o seu rosto entre minhas mãos, beijando os seus lábios com ferocidade.
— Bom dia, meu anjo. — Desejei, selando os nossos lábios.
— Bom dia, meu herói. — Ela sorriu largamente, pulando em meus braços, fazendo com que deitássemos na cama, e voltando a me beijar entre risos.
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