Anthony Adams & The Olympians - Livro 1

2 Capítulo 2 - Conhecendo um novo mundo


Notas iniciais
Me desculpem, queridos leitores, mas eu tava em período de provas e não deu tempo de escrever. Prometo postar mais em menos tempo. Esse capítulo é um pouco pequeno, devido ao fato de os próximos capítulos serem enormes.

Eu tava acostumado a um ou outro sonho esquisito, mas normalmente eu acordava e esquecia eles. Mas aquele sonho tinha parecido real até demais: o avião caindo, eu e minha mãe num deserto, eu incendiando uma cobra gigantesca de duas cabeças apenas com a força da minha raiva. Mas ok, aquilo não tinha passado dum sonho. Logo eu taria acordando e me encontraria no meu quarto dentro do nosso apartamento em Boston. E então seguiria minha vida normal.
Mas não, eu tava errado. Oh, meus deuses, COMO eu tava errado! Eu acordei, mas não abri meus olhos nem me movi. Dei um tempo pra minha mente se organizar.
Será que aquilo realmente tinha sido um sonho? Ou REALMENTE tinha acontecido? Era o que eu ia descobrir agora.
Abri os olhos.
Eu vi algumas nuvens brancas no céu azulado. Olhei ao meu redor e vi minha mãe virada de costas pra mim, observando a paisagem sob nossos pés.
Eu tava deitando dentro de um daqueles balões de passeio. O chão era de madeira. Madeira um pouco desgastada pelo uso ou pelo tempo.
Num canto vi alguns hambúrgueres embrulhados numa caixa do (seria o McLanche Feliz?) e uns 10 ou 15 copos de Coca-Cola (que acho que também era do McDonald's).
Fiz um ruído gutural pra que minha mãe percebesse que eu havia acordado, mas acho que ela tava tão concentrada na paisagem que nem ouviu. Resolvi me levantar lentamente. Meus pés e mãos ainda doíam. Quase todo o meu corpo ainda doía. Enfim, fiquei de pé. Andei até onde minha mãe tava e fiquei ao lado dela, olhando o mar sob nossos pés. Eu acho que ainda levou um tempinho pra ela perceber a minha presença.
– Finalmente você acordou... — ela disse calmamente e tranquilamente, olhando pra além do horizonte.
– Tá com fome? — ela perguntou tão repentinamente que me assustei.
– Viu os hambúrgueres e a Coca — Cola? — ela falou, andando em direção a eles, ajoelhando — se, pegando um copo de Coca — Cola e um hambúrguer embrulhado.
– Vi... Só queria saber como você os conseguiu? Como conseguiu esse balão também? Pra onde tamos indo? — eu perguntei, quase atropelando as palavras.
– Wow, wow, calma! — ela disse, rindo. — Vai comendo que eu preciso te contar umas coisas...
Sim, aquilo me assustou. Desembrulhei o hambúrguer e coloquei um canudo no copo de Coca — Cola.
– Então, como eu posso começar a explicar sem você querer me matar depois? — ela perguntou, ponderando.
– Explicar o que sem eu querer te matar? — eu perguntei, erguendo uma das minhas sobrancelhas.
– Bom, vou começar. — ela disse.


(Flashback) Era um típico verão americano, as praias litorâneas tavam cheias de surfistas querendo pegar as melhores ondas, pessoas querendo pegar um bronzeado e quiosques lotados. Eu tinha 22 anos. Tava acabando a minha faculdade de jornalismo. Lembro que naquele dia tava muito calor e resolvir ir à Miami Beach pegar um sol e tomar um bom banho de mar. Cheguei na areia da praia, coloquei a minha canga no chão, tirei as minhas roupas e fiquei só de biquíni. Passei o filtro solar pelo meu corpo todo, coloquei meus óculos escuros e comecei a ler uma revista sobre moda. Uns 10 ou 15 minutos um surfista chegou em mim, me cumprimentou, perguntou se podia sentar comigo e nós começamos a conversar. Ele era MUITO gato! O cabelo dele era loiro e encaracolado, os olhos dele eram azuis, ele era forte, alto e tinha o abdômen completamente definido. Ele me deu o número do telefone dele e pediu pra eu ligar qualquer dia pra gente se encontrar e se conhecer. E aí, num dia de folga que eu tive, liguei pra ele e jantamos juntos. Desde então começamos a namorar. E então você nasceu. Ah, como foi alegre o dia em que você nasceu! Você tinha que ter visto o sorrisão no rosto dele! Mas ele teve que ir embora, não podia ficar mais, tinha ficado tempo demais. E daí ele viajou num cruzeiro pro Havaí e nunca mais voltou. Um pouco depois eu descobri que ele era Apolo, o deus grego do Sol.
– Fim. — ela disse, com uma risada leve.
Mas é claro que, a essa altura do campeonato, eu já tava completamente boquiaberto por descobrir que o meu pai biológico era um deus grego e o meu pai que eu julgava ser biológico era meu pai adotivo.
– Que maneiro, cara! — foi a única coisa que eu consegui dizer. — Então quer dizer que eu tenho superpoderes?
– Na verdade, eu não diria que são superpoderes, e sim dons, mas sim, você tem. — ela disse. — Mas pelo amor dos deuses, não incendeie esse balão! Foi sofrido conseguir esse balão com o deus do vento.
– Ah, então quer dizer que você conseguiu esse balão com um deus também! — eu disse, muito animado. — Que irado, cara!
Parei pra pensar um pouco e perguntei:
– Mas peraí, seu meu pai biológico é o deus Apolo, por que você é casada com meu pai adotivo?
– Vixi, essa é uma longa história... Te conto isso depois, você ainda precisa aprender muita coisa sobre essa sua nova realidade...
Nesse mesmo instante, o aeroporto pelo qual tínhamos ido pro Oriente Médio apareceu à nossa frente.
– Seja bem-vindo de volta!

Notas finais
E então, o que será que vai acontecer quando eles voltarem pra casa? Se quiser saber, volte aqui amanhã às 18:30. Ah, não esqueça de comentar o que você tá achando da história até agora! Pode criticar e elogiar! Obrigado pela atenção!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.