Antes que seja tarde
8 Isto só mostra o quanto você não me conhece
Notas iniciais
Piper POV’s
Assim que ele me soltou eu me virei em direção a porta e a abri, era doloroso dizer o que diria mas era o melhor a fazer. Se ele esta pensando que pode pisar em mim e depois voltar correndo e dizer que me ama sem mais nem menos vai concertar as coisas ele esta muito enganado.
– Pois eu não te amo mais! – gritei – E se você acha que dizer “eu te amo” me conquista você esta errado! Porque você vai precisar de muito mais que isto pra me conquistar novamente! – dito isto bati a porta deixando-o sozinho.
Desci as escadas com os olhos marejados voltados para a pista de dança a procura de Mason, logo o achei então enxuguei as lagrimas e fui até ele. Que sorriu ao meu ver e veio ao meu encontro.
– O que foi pequena? O que ele queria? – disse acariciando meus cabelos
– Nada não. Ele só me deu uma notícia ruim, só isso – disse sorrindo pra ele enquanto me acomodava em seus braços.
– Vamos nos sentar um pouco? – perguntou Mason sorrindo
– Claro.
Conversamos o resto da festa sobre vários assuntos diferentes, compartilhamos histórias engraçadas e trágicas, durante todo o tempo eu me sentia observada, mas deixei de lado, pois eu sabia quem era. Até que ele disse que iria embora e perguntou se eu queria carona.
– Claro deixa só eu dizer thau para o meus amigos já volto – corri até onde Thalia estava e disse que já iria embora de carona com um menino super legal que havia conhecido. Quando estava indo em direção a porta, onde Mason me esperava, me permiti olhar pra trás. E o vi do alto da escada me observando como esteve fazendo desde a nossa conversa. Finalmente cheguei perto de Mason.
– Vamos? – perguntou
– Claro – disse. E então fiz uma coisa que surpreendeu a mim mesma, beijei Mason e depois virei-me pra trás e mandei um beijo irônico a Jason, deixando-o totalmente paralisado e sem fala enquanto Mason olhava para o vazio feito um bobo. Eu ri e puxei para fora.
A volta para casa foi calma, conversamos e ele me convidou para ir no cinema no dia seguinte, eu aceitei lógico! Antes de descer do carro dei um selinho nele.
– Boa noite – sussurrei em seu ouvido fazendo-o arrepiar todinho.
– Boa noite – ele respondeu com um sorriso bobo no rosto.
Entrei em casa e fui direto para o meu quarto. Troquei de roupa, me deitei na cama e fiquei olhando para o teto relembrando os acontecimentos de hoje.
Percy POV’s
Assim que cheguei a colina corri até a pedra onde ela sempre sentava e ficava olhando o mar, a floresta e o céu enquanto pensava em sua vida e seus problemas, mas ao chegar nela não encontrei uma garota loira de olhos cinzentos chorando e sim um bilhete.
Se você está lendo este bilhete é porque tentou me procurar e veio aqui nesta colina onde sempre estive, mas isto só mostra o quanto você já não me conhece mais.
Depois que você começou a namorar a Rachel eu fiquei tão decepcionada que nem mesmo vir aqui me ajudava, para falar a verdade só piorava, pois vir aqui me trazia lembranças de você e das noites que passou aqui me consolando e agora eu já não tinha mais você.
Por isso procurei consolo em outra coisa, e é com ela que estou me consolando agora.
Annabeth
Neste momento em pensei que só havia uma coisa com a qual ela poderia consolada no momento, já que seus amigos estavam na festa e sua mãe viajando: a bebida!
Corri até o carro e resolvi procura-la pelos bares ali perto, afinal ela não poderia estar longe. A cada bar em que eu passava mais meu coração se apertava ao ver aqueles homens bêbados agarrando as mulheres que também estavam bêbadas e quase tirando suas roupas ali mesmo no bar. Olhei no relógio e vi que eram 3:40 e comecei a ficar mais preocupado ainda. Até que nos sétimo bar que entrei lá estava ela quase sendo atacada por um homem bêbado.
Desci do carro sem me dar o trabalho de tirá-lo do meio da rua, corri para dentro do bar com as mãos e dentes cerrados. A adrenalina tomou conta de mim e meu extinto protetor dominou meu corpo. Fiquei entre o cara e ela. Ele devia ter o dobro do meu tamanho mas não me importei.
– Sai de perto dela! – gritei
– E o que você vai fazer eim? – perguntou me desafiando. Cerrei ainda mais os punhos, se é que fosse possível – Ai que medo!!! Ele vai me bater!! – disse me provocando.
– Pois você deveria ter medo. – disse. Ele avançou sobre mim e eu lhe dei um soco na cara e depois um chute na barriga. Ele caiu no chão com a rasteira que eu dei. Com a pancada ele ficou inconsciente e eu me virei para Annie que olhava a cena com um misto de medo e horror. Peguei sua mao e disse – Vamos Annie
Arrastei-a para dentro do carro e tranquei a portas, só então suspirei e pensei no que eu não faria por ela?
Nada
Respondeu meu subconsciente. Eu ainda estava meio tomado pela adrenalina, por isso resolvi esperar um pouco antes de dar a partida no carro. Olhei para o lado e vi uma Annie muito emburrada sentada no banco ao meu lado.
– O que foi? – perguntei
– Eu podia muito bem ter cuidado dele sozinha! – ele olho incrédulo para mim — Esqueceu que agora eu tenho experiência com estas situações?! Passei mais de um ano em bares, muitos tentaram tocar em mim! Eu te disse isto no bilhete! – disse ela pegando o bilhete no porta luvas que eu havia deixado aberto.
– Annie, desculpa por não ter sido um bom amigo pra você durante este um ano que estive namorando a Rachel, desculpa por te abandonar, por brigar com você por todo este tempo! Eu estava cego, não via o quanto precisava de você em minha vida! Desde aquele dia no Times Square, depois de tirarmos aquelas fotos juntos – disse tirando do bolso e dando a ela as fotos, ela pareceu surpresa ao vê-las e olhou para mim em busca de explicações – Desde que te contei o que iria fazer e você saiu correndo minha vida ficou vazia, eu sabia que faltava algo mas não sabia o que! Hoje eu descobri – disse olhando em seus olhos – Me perdoa?
Annabeth POV’s
Depois de ouvir tudo o que ele havia dito e ver novamente aquelas fotos, pensei em como ele as conseguiu, me virei para a janela deixando uma lágrima escapar e disse:
– Dirige logo Cabeça de Algas! To a fim de chegar em casa antes das 04:00. – disse friamente, pode ser que eu o tenha magoado, mas eu não me virei para ver e ele também já me magoou demais! Magoá-lo um pouco não lhe faria mal.
Assim ele ligou o carro e suspirou. Não falamos mais nada durante todo o trajeto de volta para casa. Ao chegarmos ao estacionamento eu desci do carro e fui para o elevador. A “viagem” de elevador até o andar de Percy parecia mais demorada do que realmente era.
Assim que as portas do elevador se abriram eu corri sala a dentro, subi as escadas que levam aos quartos e me tranquei no banheiro do quarto de Percy. Chorei muito, em silencio, tirei minha maquiagem que já estava toda borrada e dei graças por ter deixado meu pijama no banheiro quando me troquei para ir para a festa. Fiquei lá dentro até ter certeza de que ele já havia ido dormir. Sai de fininho e quando ia me deitar...
– AAAAAAAH!!!!!!!! — gritei e dei um pulo para trás acordando Percy
– O que aconteceu Annie?!?! – perguntou ele assustado.
– UMA... UM... UMA... A... ARAN... ARANHA! – disse gaguejando e me enroscando nas cobertas de sua cama – TEM UMA ARANHA NA MINHA CAMA! – disse por fim.
– Pode deixar comigo – disse sorrindo – Sou matador profissional de aranhas
– Para de brincadeiras Jackson e mata logo!
– Ta,ta!! Mas primeiro a palavrinha mágica – disse ele irônico, olhando para mim e se assustando ao ver meu estado de pânico.
– POR FAVOR PERCY! PELO AMOR DE ZEUS! POR FAVOR MATA – disse choramingando. Ao ver o quanto eu estava apavorada ele a matou e depois olhou pra mim.
– Lembrei! você tem trauma de aranhas né?
– Aham – disse enxugando as lágrimas enquanto ele jogava a aranha pela janela. – E você não devia se aproveitar disso como fez!! –disse muito brava.
– Desculpa! Eu tinha esquecido do seu trauma – disse coçando a cabeça – Agora eu já matei e você pode ir para sua cama.
– E se tiver mais alguma? – perguntei temerosa
Ele pensou um pouco e viu que eu estava realmente desesperada e com medo, entao disse:
– Se sentiria melhor se eu dormisse com você? Como nos velhos tempos?
– Aham – disse depois de hesitar um pouco.
– Ok. Você pode dormir na minha cama comigo. Agora chegue para lá.
Ele se deitou e eu puxei seus braços para poder me alinhar neles. Ele ficou surpreso por eu ter me aninhado em seus braços, mas não disse nada sobre isso, apenas depositou um beijo no topo de minha cabeça e sussurrou em meu ouvido:
– Boa noite minha Corujinha.
– Boa noite meu Cabeça de Algas.
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