Antes que seja tarde
12 Caminhada no Central Park
Notas iniciais
Percy POV’s
Depois que ela subiu, eu ainda fiquei sentado por um bom tempo pensando em como eu provaria aquilo para ela. Não consegui encontrar nenhuma resposta. De repente me veio uma ideia muito louca, mas antes eu teria que programar tudo com a Silena.
Subi para o quarto e lá estava Annie deitada na minha cama, lendo Harry Potter com fones de ouvido. Eu estava de camiseta e bermuda, arranquei a camiseta, pude escutar um suspiro e sorri para Annie que corou violentamente, e fui até o armário pegar uma regata.
– Melhor assim – ela disse em relação a camiseta – Onde você vai? – perguntou curiosa.
– Vou ao Central Park levar a Srta. O’Leary para passear um pouco – disse distraído até que me toquei e perguntei – Gostaria de ir comigo?
– Pode ser – ela respondeu – Bom que eu já dou uma corrida, faz tempo que não corro.
– Ok. Troca de roupa que eu vou buscar a Srta. O’Leary.
– Ta
Fui até o jardim e peguei a coleira e um brinquedo que ela adora numa casinha de ferramentas de jardinagem, ao ouvir o barulho do sininho da coleira Srta. O’Leary já veio correndo até mim toda alegrinha.
– Calma garota! – disse rindo – Chega de agitação! Nós já vamos. – disse terminando de prender a coleira nela e afagando sua cabeça.
Desci as escadas correndo atrás de Srta. O’Leary, quando chegamos na sala, ela parou em frente a porta e ficou chorando e pulando como uma doida. Eu e Annabeth rimos da cena e foi então que eu a vi, ela havia colocado um short azul marinho super curto, uma regata branca e um tênis de corrida. Ela também havia prendido os cabelos loiros e cacheados em um rabo de cavalo.
– Você não vai assim! – disse me exaltando.
– Lógico que vou! – disse ela sorrindo inocentemente.
– Não vai mesmo! Olha o tamanho deste short! Todos vão ficar te olhando! – disse exasperado.
– Que olhem – ela disse – E este short é muito confortável para correr, sempre corro com ele – ela retrucou com um sorriso vitorioso.
– Aff você vai assim mesmo?
– Claro! – ela disse rindo da minha cara.
– Então vamos logo- disse abrindo a porta.
O caminho até o Central Park foi tranquilo, não conversamos, apenas corremos até lá. Quando chegamos à entrada minha cadela começou a dar uma de louca e correr para todo lado. Peguei o brinquedo e atirei o mais longe que pude para ela pegar. E ela saiu correndo pela grama do parque. Virei-me para Annabeth e disse:
– Vamos correr?
– Mas e Srta. O’Leary?
– Ela sempre me acha, tem um ótimo faro e conhece muito bem meu cheiro. Ela me acharia mesmo que eu estivesse dentro de um bueiro a cinco quilômetros – disse rindo, Pois sabia que era verdade e já havia passado por algumas situações parecidas.
– Eca – disse ela pensativa, aposto que estava imaginando eu num bueiro, por isso eu comecei a rir.
– Vamos logo.
Depois de quinze minutos de corrida lá veio minha cadela correndo como uma louca com o brinquedo na boca. Começamos a rir de seu desespero. Ela chegou aos meus pés e despejou o brinquedo no chão. Peguei- o e me virei para Annie:
– Não disse que ela nos achava?! – ela riu e então eu me virei para Srta. O’Leary e afaguei sua cabeça – Boa garota!! Quer que eu jogue de novo?? – ela começou a pular de agitação na expectativa de que jogasse o bichinho novamente. Ri – Lá vai! – disse e assim joguei-o novamente e voltei a correr.
– Ela é muito fofa – comentou Annie com os olhos brilhando ao virar-se para vê-la sumir correndo atrás do brinquedo.
– Puxou pro papai aqui! – disse fazendo pose. O que causou um ataque de risos em Annie – Do que você esta rindo?! – perguntei fazendo cara de indignado
– Eu estava pensando se ela também herdou seu ego enorme e sua lerdeza natural – disse rindo
– Eiii...- disse fingindo estar irritado.
– Iiiii melhor eu correr – disse ela rindo e começando a correrem mais rápido.
Comecei a correr atrás dela e me aproximei facilmente já que ela estava tendo outro ataque de risos o que fez com que ela reduzisse a velocidade um pouco. Fiquei maravilhado com sua risada, tão natural e contagiante que comecei a rir junto. Quando ela percebeu que eu estava perto dela ela saiu da pista de corrida e se dirigiu a grama.
Parei de rir e comecei a correr de verdade, o estranho é que ela não parava de rir. O que era engraçado, mas me concentrei e me forcei a correr mais rápido para alcança-la. Quando ia agarrá-la ela deu uma virada brusca me fazendo cair de cara na grama. Dessa vez ela quase caiu no chão de tanto rir da minha cara. Ri junto e me levantei rindo, ela nem percebeu que eu estava me aproximando e quando percebeu já era tarde demais.
– Te peguei – disse derrubando-a no chão – Agora é hora da vingança! – disse com um sorriso diabólico.
Comecei a fazer cosquinha nela enquanto ela gaguejava e me implorava pra parar. Então eu disse sorrindo maliciosamente:
– Só paro se me der um beijo
– Ta! – disse ela depois de pensar um pouco. Então eu me aproximei dela e quando nossos lábios estavam quase se tocando ela virou me rosto e me deu um beijo na bochecha – Você pediu um beijo, não especificou onde queria nem como queria. – disse sorrindo vitoriosa – Agora saia de cima de mim.
– Não mesmo! Quer um beijo de verdade, na boca – disse autoritário.
– Que pena! – disse ela irônica – Isso você não vai ter!
– Você que pediu – disse pronto para fazer cosquinha nela de novo quando sou empurrado.
– Já disse o quanto te amo Srta. O’Leary?? – perguntou ela para minha cadela que havia me tirado de cima da Annie e agora estava em cima dela, lambendo seu rosto. Ela se levantou e voltou a correr. Deixando eu e minha traidora cadelinha sozinhos. Atirei o bichinho para ela novamente e dei uma volta no parque no sentido contrário ao de Annie assim mais tarde nos encontraríamos frente a frente.
Quando nos encontramos eu disse:
– Trégua!
– Ok – ela disse um pouco aliviada.
– Vamos para casa?
– Ok
Chamamos Srta. O’Leary e fomos andando para casa falando besteiras durante todo o trajeto. Ao chegar lá Annie foi para o banho e eu fui dar agua e comida a minha cadela. Depois eu tomei banho e fui para a cozinha, onde meu pai e Annie me esperavam para jantar.
Depois de comermos, eu e Annabeth subimos para o nosso quarto. Lá eu me deitei em minha cama e perguntei:
– Vai dormir comigo hoje?
– Até parece Perseus! Você não pode estar falando sério! – disse rindo
– Lógico que estou falando sério – disse fixando meu olharem seus olhos confusos – Se você quiser fazer como nos velhos tempos lógico. Quando dormíamos juntos todas as noites, fazemos isto desde quando você perdeu seu pai. E ontem a noite eu percebi o quanto sentia falta de ter você por perto.
– Ah – disse ela corando e eu sorri, pois ela ficava muito fofa corada – Tudo bem
E assim ela se deitou ao meu lado e eu a envolvi em meus braços. Adormecemos rapidamente, não sei o que ela pensava quando adormeceu, mas eu pensava na manha seguinte, mais precisamente em nosso primeiro dia de aula.
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