Notas iniciais
Esse último, vai em agradecimento a todos que me acompanharam, me deram força, e sinceramente me ajudaram a chegar até aqui, desculpa se eu decepsionei alguém, mas tudo foi feito de coração.
Obrigada aa treze pessoas lindas que indicaram minha fic, eu nunca imaginei, que minha primeira história seria tão bem aceita...

Nós vemos lá em baixo, tem surpresa...

(Eu nunca pedi isso, mas eu queria mesmo que vocês lessem esse ouvindo essa música.)

http://www.youtube.com/watch?v=lJHO4DJd2AI&feature=related

Pdv Gina

_ Você tem certeza de que não vai ser incômodo Andrômeda, nós não queremos atrapalhar.

_ Deixe de ser boba filha, Tiago nunca dá trabalho e, além disso, você sabe que Ted o adora.

Eu ainda não estava convencida de que estávamos fazendo a coisa certa, tínhamos acabado de deixar Alvo, com Ronny e Hermione, e Lilian com mamãe e papai, era a primeira vez que eu saía sem meus filhos, e posso afirmar, a sensação de perda era imensa, mas eu sabia que não era assim.

Essa era a primeira vez que eu iria com Harry visitar o túmulo dos pais em Godric’s Hollow, foi um custo convencê- lo a me deixar ir, e agora não era hora de fraquejar.

_ Seja bonzinho com a vovó, tá filho, nós não vamos demorar.

Acariciei de novo o rostinho sedoso de meu menino.

_ Eu sempre sou mamãe.

Coloquei-o no chão, enquanto Harry que também estava com Ted no colo, fazia o mesmo.

_ Arrume suas coisas Ted, quando voltarmos, você vai lá pra casa, pra passar o final de semana.

O rosto de nosso afilhado ganhou um brilho intenso de felicidade que sempre adquire, quando o levamos lá pra casa, ou seja, todo final de semana.

_ Vamos Gina?

Dei minha mão a ele, e ainda ousei a olhar para trás vendo Tiago esticar a mãozinha e acenar dando adeus.

_ Vai ficar tudo bem, são só algumas horas.

Descansei minha cabeça no ombro de meu marido enquanto caminhávamos até os limites mágicos da propriedade, que era fortemente protegida por todos os métodos de magia já existente, Harry amava Ted demais, pra deixar que qualquer perigo eminente se aproximasse dele.

Aparatamos, e logo já estávamos na pequena vila.

O lugar seria perfeito, se tantas tragédias não o assolassem, pequeno, aconchegante, parecia àquelas vilas de contos de fadas.

Senti meu marido estremecer um pouco ao passarmos por três estátuas de tamanho real existente no meio da praça, eu não sei o que ou trouxas viam, mas eu via um homem alto, possessivamente com a mão na cintura da mulher, que lindamente segurava um belo bebê em seus braços, e eu juro que se não fosse pela diferença na aparência da mulher, eu podia afirmar que aquele homem era meu marido, e aquele bebê, meu filho Tiago, mas não eram...

O olhar vago de Harry me comprovava isso.

Continuamos caminhando e logo chegamos a um chalé em ruínas, eu não precisava perguntar pra saber que aquela era a casa, onde tudo começara.

Harry contemplava calado. Eu sei que as lembranças daquele lugar não eram muitas, mas era o bastante para fazê-lo viver um pesadelo.

Abracei-o e ele descansou a cabeça em meu pescoço.

Andamos mais um pouco, passamos por uma linda igrejinha, que devia ser do início do século XV.

_ Um dia, quando já estivermos bem velhinhos, e que nossos filhos nem precisem mais da gente, nós podíamos vir morar aqui. O que você me diz?

Olhei pra ele procurando algum resquício de brincadeira, mas ele parecia estar falando muito sério.

_ Não me olhe assim. Eu só acho que aqui é o lugar pra um tranqüilo final de vida, talvez de descanso eterno.

_ Tudo bem amor, contanto que estejamos juntos, o lugar não importa.

E isso eu tinha certeza, quando se ama uma pessoa, não tem isso de lugar bom ou ruim, você faz o lugar, e se dependesse de mim, eu e ele seríamos felizes até no inferno, se preciso fosse.

Chegamos ao cemitério,... ele me conduziu até a sepultura dos pais, depositou uma linda rosa branca ali, e se abaixou tocando com as pontas dos dedos a pequena lápide.

Ele suspirou, e ficou cerca de dez minutos naquela posição, e em silêncio.

Eu queria poder fazer alguma coisa, mas sei que nada que eu fizesse, aliviaria sua dor, então eu fiz a única coisa que sempre fui capaz de fazer por ele desde que nos conhecemos, me pus silenciosamente ao seu lado, deixando-o saber que eu sempre estaria ali por ele.

Ele calmamente me pegou pela mão, e suspirou...

_ Eles não estão aqui Gina.

Disse ele apontando para o jazigo.

_isso é nada mais do que uma forma de nunca deixar que as pessoas esqueçam-se do que o mal é capaz, mas eles definitivamente não estão aqui.

Harry contemplou o céu.

_ Eu não sei como isso é possível, mas eu sei e sinto que eles sempre olham por mim de um lugar muito melhor, que esse em que vivemos...

E com a certeza de que um dia todos nos reencontraremos, partimos de volta para nossa vida, onde agora três pequeninos complementos nossos, nos esperavam impacientes.

Pdv Harry

Três filhos, três vidas, três personalidades.

Tiago, o mais velho, o mais apegado, o homenzinho da casa, apesar de herdar o bom humor de Fred e Jorge, sempre demonstrava responsabilidade, e respeito em cada ordem minha ou de Gina. Eu me derretia com cada descoberta dele.

Alvo, meu pequeno inseguro, o do meio, o mais carinhoso, o mais compenetrado, ele era uma graça, sempre tentando se superar em tudo o que fazia o meu pequeno anjo, eu tinha uma necessidade em protegê-lo, mas apesar da aparência frágil, uma fortaleza se escondia ali, sempre atento e pronto para obedecer. Era fascinante ver como ele entendia as coisas.

Lilian, minha caçula, minha menininha, a florzinha do papai, se Tiago parecia com os tios, Alvo comigo, Lilian era Gina, sem tirar nem pôr. Não só pela aparência, mas pela personalidade, meiga, inteligente, rápida, linda, eu já me via sendo dominado por ela, sempre como a mãe, cheia de suas opiniões, sabia conseguir o que queria com um único olhar. Era gratificante vê-la

Desafiar os irmãos, apesar de ainda ser um bebê.

Meus filhos, meu mundo, minha continuação.

Juntamente com Gina eles formavam o meu tesouro, e tudo sempre estaria perfeito, se eu estivesse com eles.

_ Tudo bem? Você nem parece estar nesse mundo...

Estávamos dentro do carro já com as crianças, bem aconchegadas no banco de trás, eu as admirava pelo retrovisor interno, Ted era o único atento a tudo o que se passava, enquanto Lilian, sobre o colo da mãe, se deliciava com o seu mais adorado alimento, o leite materno.

_ Estou bem aqui amor, do seu lado, para sempre.

Toquei sua mão, e sorri pra ela.

_ Só fiquei um pouco desatento, pensando em como eu sou agraciado por ter vocês comigo.

Ela sorriu pra mim, e eu mais uma vez admirei minhas crias no banco de trás. O sorriso de Ted me alcançou, e eu lhe devolvi o presente, ele podia não ter meu sangue, mas para mim isso não significava nada, ele era meu do mesmo jeito.

Chegamos em casa.

Destravei as portas e como por mágica Tiago despertou, e rapidamente pulou para fora, correndo portão adentro, Ted o acompanhou. Peguei Alvo nos braços, dei a volta no carro e abri a porta para Gina, que carregava minha menininha adormecida, em seus braços.

Alvo se remexeu em meus braços quando o segurei com uma só mão, para fechar a porta do carro.

_ Mãe?

Ele choramingou. Puxei-o para cima, para que ele pudesse sentir meu cheiro, e saber que estava seguro.

_ É o papai filho, pode dormir, nós já chegamos.

Ele franziu a testa, e reclamou umas palavras indecifráveis, sua preferência pela mãe era visível.

Levei-o até o quarto e depositei-o na cama, cobrindo-o logo em seguida.

Saí do quarto, encontrando com Gina no corredor, ela sorriu lindamente e me estendeu a mão.

Peguei-a e desci com ela para a sala.

_ Vou preparar o jantar, você poderia ficar de olho nos meninos pra mim.

Como que para me alertar de que eles precisavam mesmo de supervisão, Tiago passou por mim como um balaço, carregando duas Nimbus, maiores que ele.

_ Onde pensa que vai rapazinho.

Ele parou já no beiral da porta e me encarou sorrindo.

_ Ora pai! Isso é meio óbvio, não é? Eu e Ted vamos jogar quadribol.

Eu me perdi nesse pequeno diálogo com ele, Tiago era hiperativo demais.

_ São todos seus, meu amor...

Minha esposa linda foi para a cozinha, e eu fui pra o quintal vistoria meus pequenos.

Acompanhei-os de perto, e sempre que achava que estavam voando alto demais, eu disfarçadamente os forçava a descer.

Eu não quero privá-los de nada, eu conheço a vida, desde as coisas boas até as ruins, e com o passar dos tempos aprendi, que a única maneira de se vencer, é enfrentando tudo.

Mas eu podia ajudá-los a enfrentar, assim como Dumbledore, Sírius, Remo, Olho Tonto, Tonks, e Snape, me ensinaram.

Eu sempre estaria para meus filhos, como eles estiveram para mim.

E uma certeza eu tinha, mesmo que um dia o mal voltasse e o perigo seja constante, eu estaria com eles, e daria a minha vida para protegê-los, assim como meus pais fizeram.

Contemplei mais uma vez, “meus mais velhos”, voando baixo, perto do Azevinho, olhei em direção aos quartos onde meus caçulas ressonavam, e por último virei-me para a janela da cozinha, e sorri ao ver que Monstro e Gina, como sempre discutindo, e tenho certeza que o motivo dessa vez, era o nosso jantar. Sorri para mim mesmo.

Tudo estava em seu devido lugar...

Notas finais
E para terminar..... pra quem tanto pediu. essa fic tem continuação, então não me abandonem, aí vai o link:

http://fanfiction.nyah.com.br/historia/108120/Dia_A_Dia_Com_Os_Potter
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!