Antes dos Dezenove Anos depois

18 Capítulo 18- Distância


Notas iniciais
Não demorei... Obrigado a:sonhadora girl,johnsiqueira, Clara_Cullen,Polly_Polly, reebilly,Cinco recomendações... Vocês são demais.. Meu carinho especial a:45 usuários acompanham esta história e foram notificados por e-mail: Fernandaharumi, amanda2, 10111997, giselleangel, Marjory Black, Clara_Cullen, Milla_Black, kain20058, nanna, ohannaprottis, yny lyma, GahCullenPotter, Lala_Mama, chaimsohn, claramsouza, Mia_Cullen, Bros, Tina, B_05, Polly_Polly, clarawirda, Micheletonolli, Lulusprite, GODOY, juninjr, Marllinha, Fernandaharumi, Mila Pink, SecretsAlice, Micheletonolli, Puro_Sangue, IsabellaFT, ju_leitinho, Mione_Granger, Polly_Polly, Nez, ursulacalixto, DudinhaPotter, gii_kaulitz_, Lulusprite, danada166, Gabyzynha, joaodaniloXP, bibi_cullen, marianela
Pov. Harry

Como a vida às vezes parece injusta,... era isso que eu estava sentindo agora.

Nunca em toda minha vida eu imaginei que pudesse ser tão feliz, como fui até três meses atrás, eu e Ginna tínhamos praticamente uma vida pronta pra começar e de repente tudo desabou na minha cabeça, na noite daquele maldito baile.

Depois de uma briga, nada agradável, as coisas desandaram de vez, eu voltei pra casa e quebrei cada parte do meu quarto que me fazia lembrar-la, e depois disso saí sem destino, vagando por um mundo, que para mim não tinha mais a mínima graça.

E por isso aceitei uma missão aqui na Romênia, temos pistas de que Augustus Rookwood, comensal assassino de Fred, esteja escondido aqui, então faz três meses que estou no seu rastro, sei que não foi uma atitude muito adulta, afinal fugi de meus problemas, mas eu não aguentava mais, era pressão de todos os lados.

Carlinhos tem me deixado a par de tudo que acontece com sua família, principalmente com Ginna, ficar sabendo que ela também esta infeliz, não foi nada bom, mas acho que mais uma vez, precisamos desse tempo, e além do mais cumprir essa missão é uma das coisas que mais quero na vida, eu vou mostrar pra todos os comensais ainda foragidos, que ninguém que se mete com minha família, sai em pune.

_ Achou ele Harry?

Carlinhos se mostrava interessado, enquanto eu vasculhava um monte de pergaminhos estirados em cima da sua mesa da sala de jantar.

_ Não tenho certeza Carlinhos, mas todas as pistas me levam a crer que ele está, aqui.

Apontei para a região ao norte de Bucareste.

_ E vai pegá-lo sozinho?

Fitei meu cunhado...

_ Você acha que não sou capaz, Carlinhos?

Tentei soar odendido, mas na verdade estava me divertindo muito com sua preocupação.

_ Não,... não é isso Harry, eu sei do que você é capaz e honestamente, todos lá em casa estão torcendo pra você mandar aquele assassino pra Azkabam, mas tem uma coisa que me preocupa.

Continuei em silêncio, eu queria ver aonde sua converssa iria.

_ Se eu deixar alguma coisa de errado te acontecer, eu serei um bruxo morto, pelas mulheres lá de casa, Fleur, mamãe, Hermione e principalmente Ginna, me fizeram prometer que não deixaria nada acontecer ao queridinho delas.

_ Ahhh! Me poupe Carlinhos, eu sei me cuidar, e ninguém quer tanto como eu, pegar Augustus. E além do mais Ginna nem se importa com o que faço ou deixo de fazer, ela só pensa no quadribol agora.

Ele refletiu por um momento. Parecia em meio a um turbilhão de dúvidas.

_ Eu prometi a ela, que não ia contar, mas vendo você falar assim tão friamente de minha irmã, me dá nos nervos.

_ Você é um idiota Potter, você não tá vendo, o que você mesmo, está fazendo. Você acusou minha irmã de mudar os planos de vocês, mas veja o que está fazendo, se distanciou dela, como um menininho mimado, e pelo que eu me lembre, isso você não é. Minha irmã está sofrendo por sua causa de novo Harry, e eu sei que você também está sofrendo por ela, então eu me pergunto, porque você, ohh senhor todo poderoso que destruiu o pior bruxos da trevas de todos os tempos, não para de se esconder atrás de seu imponente emprego, e volta para os braços dela.

Eu não sabia o que falar, meu cunhado, que era um dos que mais impatava meu namoro, estava me aconsellhando a voltar com a irmã dele.

_ Não é tão simples assim Carlinhos.

Ele jogou as mãos pro ar em sinal de rendição e suspirou.

_ É,... é mesmo, eu me esqueci, que além de machista, você ainda é, um orgulhoso de marca maior.

_ Como assim, Carlinhos, eu não estou te entendendo.

_ A quem você acha que engana com esta história de que Ginna não pensou em você e que não era aquilo que vocês tinham combinado. Ah Harry tenha dó, eu sei que essa implicância toda é pelo fato de Ginna estar trabalhando, você é machista demais, o que eu acho uma idiotice sua, pois se fosse eu, eu teria aceitado ela trabalhar, e ainda tinha me casado com ela. Ginna sempre foi uma mulher independente, ela nunca foi à garotinha do papai, e não seria agora que as coisas mudariam, agora se você quer uma mulher pra ser submissa a todas as suas vontades e desejos,.. Aí eu te garanto,... Caia fora enquanto é tempo meu amigo, pois Ginna Weasley, minha irmãzinha querida, não é assim.

Eu estava boquiaberto, ele era meu cunhado, e estava praticamente me jogando na cara que eu tinha que deixar de ser burro e implorar para Ginna me perdoar.

_ Tá certo Carlinhos, eu vou pensar nisso, mas agora não. Ainda tenho um bruxo das trevas pra exterminar.

Juntei tudo que estava diante de mim, joguei na mochila, vesti minha capa e já ia saindo quando ele me chamou de novo.

_ Harry? Tenha cuidado e,... Só pra você saber o campeonato de quadribol, termina domingo, e acho que Ginna ficaria muito feliz em saber que estará lá.

Assenti para ele com a cabeça e saí. Tentei me desligar de tudo isso agora, eu precisava estar concentrado, eu tinha uma missão a cumprir.

Aparatei em uma região isolada de Bucareste, o ar da noite deixava a cena ainda mais temerosa que o normal.

Invisível a olhos humanos, caminhei em direção a única casa existente naquela região, se é posso chamar aquilo de casa, parecia mais uma choupana daquelas de filme de terror.

Aproximei o máximo que pude, empunhei minha varinha e fitei a janela minúscula e suja daquele lugar, era repugnante imaginar que alguém estava vivendo ali, tudo estava sujo e revirado e uma única vela iluminava a penumbra. Sentado no canto esquerdo de uma saleta, eu o vi, Augustus Rookwood, parecia um bicho acoado num canto.

Não que isso fosse possível, mas ele parecia estar prevendo que eu estaria ali, seu medo era claro em seus olhos.

Sem mais delongas, empurrei a portar e entrei...

_ Quem está aí? Apareça.

Ele deu uma salto da cadeira.

_ Revellum...

Firmei a capa entre meus dedos, mas nem foi preciso, ela nem se mexeu perante seu feitiço, afinal, ela não era uma capa comum, era a capa da morte.

_ Calma Augustus, calma. É só o vento.

Ele murmurou consigo mesmo e caminhou até a porta fechando-a. Depois disso aconteceu tudo muito rápido, ele virou-se para meu lado e lançou-me uma maldição.

_ Crucius....

Mas eu estava atento...

_ Estupefaça...

E com um aceno certeiro, sua varinha, soltou de sua mão e veio ao encontro da minha. Despi de minha capa, e o encarei...

_ Ora,... Ora,... Ora,... O que eu tenho aqui, você não sabe como estou contente em vê-lo, Augustus, que tal darmos uma voltinha.

Conjurei cordas e amarrei-lhe todo o corpo, em menos de cinco minutos depois estávamos nas portas de Azkabam, onde o entreguei aos bruxos- guardas, que foram contratados pelo ministério para substituir os dementadores.

Depois disso tudo passei no ministério, informei ao ministro sobre o sucesso da missão, preenchi alguns formulários e fui pra casa, meu corpo clamava pela comida de Monstro e minha cabeça latejava por minha cama.

Pov. Ginna

Estar infinitamente ansiosa, não era mais uma novidade em minha vida, e hoje não seria diferente, o último jogo da temporada não me causava medo, eu só estava louca pra que tudo desse certo e que acabasse logo.

Eu estava ansiando pra acabar de vez com essa loucura que me afastou de Harry, eu não me sinto culpada,... Não pelo contrário, desde que começamos a namorar, e entre idas e vindas, essa foi à primeira vez que não me senti culpada por isso,.. eu sei que tive a minha parcela de erros por essa separação, mas também sei que ele também errou, mas ele é Harry,... sempre troca os pés pelas mãos, e talvez,... só talvez, essa separação tenha sido boa para nós, dizer que eu não estou sofrendo pra caramba, por causa da distância, é mentira, tá me corroendo por dentro ficar longe dele.

Mas de acordo com meu irmão Carlinhos, que gentilmente recebeu Harry em sua casa, durante uma missão dele na Romênia, as coisas não estão muito diferente por lá. E juro,... assim que Hermione me contou que ele já estava de volta, tive uma vontade louca de invadir sua casa e me jogar nos braços dele,... Só não o fiz porque, ele chegou sexta a noite, e desde quinta a tarde eu já estava concentrada, para esse último jogo de hoje.

_ Hei,... terra chamando cunhada,.. alô câmbio,... Terra chamando Ginna Weasley.

Angelina tentava a todo custo me tirar de meus devaneios, e me trazer de volta a realidade, daquele vestiário.

_ Quer parar Angelina... Estou tentando me acalmar.

_ Tarde de mais cunhadinha, o jogo já vai começar...

Ela estendeu minha Firebolt 1000, e eu estremeci, era agora ou nunca. Droga... Como eu queria Harry aqui compartilhando esse momento comigo.

Sacudi minha cabeça, espantando todos os pensamentos, montei minha vassoura, esperei todas as jogadoras entrarem e segui por último, foi incrível,... O campo estava completamente lotado.

O jogo foi muito difícil, Angelina e as outras artilheiras, estavam tendo problemas, eu também não estava me saindo melhor, o pomo, parecia ter desaparecido.

E então tudo aconteceu,... Eu o vi, alando a uns duzentos metros à esquerda, da cabeça da goleira adversária, e sem, nem tomar consciência dos meus atos, voei para lá,.. Ainda pude sentir o bater de asas frenético entre meus dedos, a sensação era sempre inebriante, mas as emoções se misturaram nesse momento, um forte baque foi sentido por mim, e eu pude ouvir todos os ossos, da minha caixa torácica, do lado direito serem completamente esmagados, por um balaço, desgovernado.

E tudo se apagou...

Pov. Harry

_ Anda logo Harry. O irmão da apanhadora, não pode chegar no meio do jogo.

Ronny estava frenético, gritando no pé da escada.

_ Vamos, senhor apressadinho.

Por termos lugares cativos, devido ao nosso cargo no ministério, passamos direto, sem precisar enfrentar o tumulto que se formava nos portões.

Chegamos à cabine e nos acomodamos todos os Weasleys já estavam lá, inclusive Carlinhos, minha sogra sorria, como uma boba para mim, só então notei que ela tinha nos braços a minha encomenda,... Ted,... Meu afilhado se remexia em seus braços, e assim que me viu, estendeu seus bracinhos para mim.

_ Oi pequeno...

Seus grunidos eram prova clara que ele me respondia.

_ Oi filho,... Ele estava inquieto.

Ela acariciou meu rosto. Como eu senti falta desse carinho de mãe, de minha sogra.

_ Obrigado por tê-lo trazido para mim, senhora Weasley, eu estava morrendo de saudades dele.

Ela até que tentou responder minhas palavras, mas sua voz foi abafada, pelos gritos da multidão, na entrada dos times, e o mundo parou,... Eu só conseguia vê-la,...

Ginna estava perfeita, o uniforme verde escuro do Harpias Holyhead, era só um mero acessório, que delineava cada curva perfeita de seu corpo, os cabelos estavam presos, injustamente,... Eu sempre gostei deles soltos, mas eu gostei,... Afinal aquilo ali era uma final de campeonato e não um desfile de moda, eu me encarregaria de soltá-los mais tarde.

A partida estava empolgante, Ted se reclinava e batia palminhas em cada lance mais ousado do jogo, mas eu estava alheio a isso, eu só conseguia acompanhá-la, cada voou que ela fazia a procura do pomo, me deixava mais extasiado.

Era um jogo difícil, e num piscar de olhos tudo aconteceu,... No mesmo instante que Ginna pegou o pomo, foi atingida em cheio por um balaço. Ela estava caindo era quinze metros de altura, e ninguém fazia nada,...

Sem nem ver o que estava fazendo, passei Ted, para os braços de Hermione. Apontei minha varinha para uma batedora que estava próxima a nossa cabine.

_ Áccio Firebolt.

A vassoura com vida própria veio até mim, agarrei-a e com um movimento só, desci a jogadora ainda abobada pela minha atitude, e subi em sua vassoura. Ginna rodopiava e o chão era sua única parada e por incrível que pareça ninguém fazia nada.

Dei um forte impulso, e pude ver toda potência da vassoura, em menos de dez segundos eu já estava a 250 km por hora. A exatos três metros do chão alcancei Ginna, e com uma precisão invejável a acomodei em meus braços.

Desci da vassoura e coloquei-a no chão, ela gemeu, e eu me perdi.

Eu aceitaria tudo de ruim que a vida me revelasse, a dor, a perda, a mentira, o ódio, mas isso eu não podia aceitar, a pessoa que mais amo e valorizo nesse mundo estava sofrendo, e isso para mim é inaceitável.

Ele gemeu de novo, e abriu os olhos.

_ Ai.. Harry.

Ela me encarou e levou a mão as costelas, o mundo parecia ter parado.

_ Onde dói pequena?

_ Aqui.

Apontou-me o seu lado, suas costelas do lado direito.

_ Você confia em mim Ginna?

_ Lhe entregaria a minha vida se fosse preciso.

Abaixei-me, coloquei-me entre suas pernas, e lentamente levantei a blusa de seu uniforme. O ferimento era interno, graças a Merlin, pois se houvesse uma ferida, eu não sei se seria capaz de ajudá-la.

_ Vai doer um pouquinho.

Ela fechou os olhos, e eu empunhei minha varinha.

_ Episkey....

Ela gemeu um pouco mais alto, e eu pude ouvir instantaneamente o barulho dos ossos se regenerando.

Ginna abriu os olhos e sorriu pra mim.

_ Você poderia me ajudar a levantar, estou exausta, mas tenho que mostrar o pomo.

Abaixei ao seu lado, peguei-a no colo e a ergui, com muito cuidado coloquei-a de pé, mas continuei firmando com uma mão em sua cintura.

Ela calmamente levantou o braço, e estendeu o pequeno objeto para que todos o contemplassem. E a multidão de bruxos que até então estava presa em um silêncio mortal, se explodiu em gritos e comemorações.

Logo todas as jogadoras de seu time se juntaram a ela, e eu a soltei, com certeza ela estaria segura agora.

Subi de novo na Firebollt e voltei, para junto de meus amigos.

_ Obrigado!

Agradeci a menina que tinha sido obrigada a me emprestar a vassoura, ela me fuzilou com o olhar, mas não disse nada.

_ Ah querido!

Minha sogra me esmagou com seu abraço.

_ É Harry, você está mesmo se especializando em salvar a minha família.

O senhor Weasley disse sarcasticamente, mas eu pude notar o agradecimento em seu olhar.

_ Muito teatral Harry, você poderia tê-la salvado daqui.

_ E perder a chance de me exibir, como “o menino que sobreviveu”, Hermione? Aí não ia ter graça.

Ela me deu um tapa na cabeça, mas mesmo assim sorriu pra mim, como fizeram Ronny, Percy, Gui..., e Fleur, Carlinhos foi mais discreto ele apenas piscou.

Peguei Ted dos braços de Hermione, e fui pra casa, ele já reclamava de sono e eu já tinha cumprido a minha missão ali.

Pov. Ginna

Depois de quase duas horas de terminado o jogo, e todas as pompas e circunstâncias que a vitória mereceu, eu consegui me desvencilhar de minha família, eu queria descansar, e só tinha um lugar aonde eu poderia fazer isso direito.

_ Hermione.

Sussurrei, para ela enquanto puxava-a para me seguir até o jardim da Tôca.

_ O que foi Ginna?

Estudei minha amiga... É tinha que ser ela mesma.

_ Preciso ir a um lugar, será que você poderia me levar até lá, estou cansada e tenho medo de não conseguir.

Ela me encarou por um momento, e então saiu me arrastando até os limites da minha casa.

_ Aqui está bom...

Eu disse a ela assim que nos encontrávamos na porta do Largo Grimmauld.

_ Tem certeza que pode ficar de pé, eu posso te levar até lá dentro.

_ Estou bem, pode ir agora, e não tenha medo dos meus irmãos tá. Mamãe vai dar um jeito de justificar minha ausência, para eles.

Ela me olhou, mais uma vez e virou as costas para sair. A chamei de volta.

_ Hermione?? Obrigada.

Ela se virou e sorriu..

_ Só me faça um favor Ginna. Resolva isso de vez. Vocês se amam e essas brigas só desgastam essa química que só vocês têm.

Ela se afastou, eu suspirei mais algumas vezes, e só então bati.

A porta se abriu quase que de imediato, revelando- se, um Harry só de roupão atrás dela. Ele me olhou admirado, tocou com os dedos meu rosto, e num silêncio ensurdecedor, me pegou no colo. Seus passos pareciam cronometrados, a sutileza pareciam fluir dele, e eu agradeci por isso, pois meu corpo já clamava por um descanso.

Calmamente ele me levou para seu quarto, deitou- me em sua cama, ainda pude notar um pequeno berço ao canto, abrigando um pequeno ser de cabelos azuis.

Devocionalmente ele foi tirando minha roupa, cada peça que jazia ao chão eram substituídos por beijos amorosos e molhados, e o silêncio persistia.

Assim que me deixou nua, tirou seu roupão, revelando também sua nudez e surpreendentemente, me pegou de novo no colo.

Caminhou lentamente até o banheiro e de novo eu me emocionei. Harry era mesmo o meu príncipe do cavalo branco,... a sinuosa banheira ali existente estava quase que cheia e o ambiente estava levemente iluminado por poucas velas.

Ele entrou,... E devagar, quase que parando, foi se abaixando, eu me deliciei com as sensações,... o contato da água, com meu corpo cansado, mais o corpo delineado de Harry, era com certeza, uma combinação perfeita.

Ele apoiou-se na beirada e me colocou entre suas pernas, suas mãos foram para meus ombros, onde trabalharam delicadamente em uma massagem relaxante, puxei todo o meu cabelo para frente, liberando ainda mais meu pescoço e minha nuca.

Acho que ele gostou, pois depois disso sua boca passou a delinear, cada parte do meu corpo a mostra.

_ Harry,... Eu...

_ Amanhã Ginna... Agora só relaxe.

Tentei falar,... Eu precisava me desculpar com ele, mas ele não quis me ouvir, e eu agradeci a Merlin por isso, meu corpo clamava por um descanso e ele estava providenciando isso.

...

Depois do banho, ele me secou,... Carregou-me de volta para o quarto, deitou-me na cama, foi até o guarda- roupa apanhou uma de suas camisetas e me vestiu.

Ainda silencioso, deitou-se ao meu lado, me aninhou em seus braços, e beijou meu cabelo.

_ Durma, minha pequena. Você já passou por emoções demais por um dia.

Segui seu conselho e me entreguei a minha inconsciência.

Pov. Harry

Acordei com os resmungos de Ted. A presença de Ginna no meu quarto me trouxe a tão sonhada paz, de volta.

Deslizei bem devagar da cama, hoje o dia seria longo e eu sei que ela precisava descansar e então não queria acordá-la antes da hora.

_ Hei pinguinho. Shhiii. Não faz barulho, a tia Ginna ainda tá dormindo.

Peguei-o em meus braços, enquanto ele se esticava todo para olhar em minha cama.

_ “Numindo”. Titia tá “numindo”?

_ Tá meu anjo, ela ainda tá dormindo.

Saí silenciosamente e fui para a cozinha, eu precisava mais que tudo, colocar minhas idéias em ordem, eu iria me desculpar e pedir Ginna em casamento ao mesmo instante e ainda teria de convencê-la, de que eu não seria um tonto ciumento e que ela ainda poderia continuar jogando quadribol.

Notas finais
Desculpem se o capítulo ficou grande, eu acho que empolguei..

Fernanda, Mila, Clara, Godoy, B_5, senti falta de vcs..

Obrigada e pra quem acompanh a outra fic.. capítulo no final da semana.

Beijinhos.