Antes dos Dezenove Anos depois
15 Capítulo 15- Visita a Hogwarts
Notas iniciais
Pov. Harry
_ Pense bem Harry, se você for pego, vai dar o maior rolo pra você e pra ela.
Eu estava a ponto de explodir com Hermione falando em minha cabeça, eu já estava na porta pronto pra sair e ela segurava firmemente meu braço me impedindo.
_Não tem mais o que pensar Hermione, por favor, confie em mim. Eu te prometo que vou me cuidar e, além disso, estou levando a capa da invisibilidade e o mapa, ninguém vai me pegar, tudo vai dar certo, eu te prometo.
Ela amoleceu, me soltou, olhou-me calidamente e concordou com um aceno de cabeça.
_ Tenha cuidado.
Beijei ternamente a sua testa, e aparatei já do lado de fora de casa, chegando segundos depois a um lugar, onde milhões de lembranças boas e ruins me assolaram imediatamente: a casa dos gritos.
Eu nem de longe parecia eu,... Uma ansiedade louca tomava conta, de cada parte de mim, enquanto escorregava pela minúscula passagem, que me levaria direto ao Salgueiro Lutador, as sensações eram as mais diversas,.... Desde o pequeno desgosto da morte de Snape, ali naquela casa, até a imensa alegria da verdade relatada sobre o meu padrinho Sírius, tudo parecia vir de uma vez em minha mente, mas eu me forcei a me concentrar, eu não estava ali para isso, eu estava ali para reencontrar a razão de minha vida, e eu não ia de jeito nenhum deixar os fantasmas de meu passado me desfocarem de meu real propósito.
Alguns metros abaixo da passagem, as coisas melhoram um pouco, ela se alagou e eu pude agradecidamente ficar de pé, com um aceno rápido de varinha, iluminei a minha volta e continuei a passos largos, pelo meu conhecido percurso.
Quando avistei à frente um pequeno feixe de luz natural, deixei a nostalgia tomar conta de mim, eu estava perto,... Muito perto, de minha verdadeira casa,... Hogwarts,... Meu coração batia audivelmente, e uma enxurrada de emoções me dominava, era agora ou nunca, eu estava a menos de 10 minutos, de compensar todas as noites de insônia que tive nos últimos meses.
Conferi mais uma vez o mapa do Maroto, e tive a grata surpresa de ver que Ginna ainda se encontrava no refeitório, eu tinha que me apressar, se ela fosse para o dormitório da Grifinória, seria praticamente impossível de vê-la, pois sem uma senha, eu não seria nem um pouco bem vindo a meu antigo quarto.
Botei cuidadosamente a cabeça para fora da passagem, e estudei por um minuto os movimentos da velha árvore, se eu fosse rápido o bastante para evitar os galhos baixos, seria moleza, eu passaria por ele com facilidade. Coloquei a capa pelos ombros, e me deitei no chão, esperando pelo momento certo, quando senti os galhos baixos se contorcendo em um movimento que os levaria para cima, me joguei feito um gato para fora, e com muita maestria, engatinhei de lá para fora de seu alcance, ainda ofegante, sentei ao chão e admirei o Salgueiro, eu sabia que a volta seria muito mais fácil, que eu saberia muito bem como pará-lo.
Saí de meus devaneios, dei uma rápida espiada e conferi que a capa estava no seu devido lugar.
_ Alohomora.
Balbuciei e quase tive um ataque ao ver que a grande porta do castelo se abriu, onde estava a segurança daquele lugar, mas ao mesmo tempo uma onda de alegria tomou conta de mim, realmente não haveria perigo, ele tinha sido extinto naquele mesmo lugar há alguns meses atrás.
Empurrei devagar a porta, e sorrateiramente entrei me dirigi cuidadosamente para o refeitório, me senti completo ao entrar naquele lugar, estava tudo de volta ao seu lugar, nem parecia que da última vez que estive aqui, ele estava totalmente destruído, passei por alguns estudantes atrasados e desavisados e me dirigi em busca de meu coração, que estava com a minha pequena ruiva a poucos metros de mim.
E minhas lembranças não fizeram jus a ela, ao vê-la, ali,... Distraída e perdida em uma animada conversa Neville, senti todas as emoções que bravamente controlei por todos esses meses de separação, e foi naquele momento que tive a mais absoluta certeza de que Ginna era a mulher de minha vida e que eu nunca conseguiria sobreviver sem o calor de sua vida em minha volta.
Caminhei controladamente até ela, abaixei devagar à suas costas, fazendo o mínimo de movimento possível, para não assustá-la, aspirei seu perfume. Por Merlin, como eu senti saudades desse cheiro, aproximei-me, ainda sorrateiro, e sussurrei em seu ouvido.
Pov. Ginna
Conversar com Neville e o quadribol, era uma das poucas coisas que me distraiam um pouco, mas eu não sei por que,... Agora estava sendo tão difícil. Fiz um esforço danado pra estar aqui agora, eu não estava com fome, mas me obriguei a vir para o refeitório, eu não sei o que acontecia comigo, parecia que alguém me chamava para cá, eu não sei o que era, talvez fosse à saudade de Harry, ela era tanta que eu até podia sentir seu cheiro e sua presença ao meu lado. Será que eu estava ficando louca?
_ Ginna! Não grite amor, por favor.
Senti todos os meus músculos se retraírem, será que eu estava começando a ouvir coisas também. Virei lentamente para trás, e fitei o nada, na minha frente.
_ Eu estou aqui querida. Sou eu Harry, a capa está mês encobrindo, por favor, confie em mim, levante daí, e vamos para o dormitório.
Eu estava mesmo ficando louca, levantei calmamente, nem dei atenção às indagações de Neville e fui para o dormitório.
_ Senha?
_ Cabeça de javali.
Nem sei como me lembrei da senha, só sei que passei pelo retrato, e fiquei que nem uma louca segurando a porta por um tempo relativamente maior, como se esperasse outra pessoa entrar, fechei a porta e me virei para dentro do dormitório, fitei por segundos o vazio daquele lugar, é,... Eu estava realmente enlouquecendo.
E foi com uma surpresa estonteante que eu vi meu sonho se tornar realidade, eu vi uma mão conhecida levantar uma capa, e por ela sair o ser mais perfeito que eu já conheci em toda minha vida.
_ Harry...
Não contive a emoção, me joguei nos braços dele, e deixei todas as lágrimas contidas se derramarem em sua camisa azul, se era um sonho eu não queria acordar, parecia tão real, e a alegria que eu senti ao perceber que seus braços se estreitaram em minhas costas, era indescritível,... Não,... Não era um sonho,... O meu Harry estava ali, comigo.
_ Oi minha pequena.
Ele se afastou de meu abraço, e tocou meu rosto com os dedos, meus olhos, minha testa, meu queixo e por último meus lábios, por onde ele roçava os dedos, um rastro de sentimentos era deixado ali, ele parecia deliciado com esse carinho, parecia que ele tateava-me, esforçando-se ao máximo para memorizar cada parte de mim.
_ Quanta saudade Ginna, você não faz idéia, do quanto eu sonhei que estava te tocando assim, desculpa amor, eu não queria te assustar, mas eu precisava te ver, eu tinha que aplacar a dor da sua ausência.
Será que eu o merecia? Vê-lo tão entregue doeu minha alma, afastei a dolorosa distância entre nós, me aconcheguei em seus braços, que pareciam ter sidos moldados para mim, e beijei-o com toda a vontade que eu tinha. Eu precisava mostrá-lo que tudo que ele sentia, comigo era igual.
_ Eu amo você Harry.
Segurei-o pela mão e arrastei-o escada acima até o seu antigo quarto.
_ Vem,... O quarto de vocês está vazio, ninguém se atreveu a dormir nele, ele sempre será seu.
_ Tem certeza de que ninguém virá aqui, eu estou quebrando um monte de regras, se alguém me pega aqui, você pode ser expulsa.
_ Eu não me importaria de ser expulsa se fosse pra ficar com você, mas se eu bem te conheço,... pode ficar tranqüilo, ninguém virá aqui.
Peguei minha varinha, e aceneis para a porta.
_ Abaffiato. Pronto, agora estamos silenciosos para o restante do mundo.
Eu sem dúvidas falei as palavras mágicas, Harry ensandecido de saudades e luxúria me agarrou pela cintura, e colou seu corpo ao meu, capturando bruscamente meus lábios, eu não fiquei atrás, afinal era tanta vontade reprimida, que quando me dei por mim, já estava deitada sobre ele, em sua antiga cama.
Ele tateava todo o meu corpo, e suas mãos eram firmes, como se ele se certificasse que eu não escaparia por entre seus dedos.
O calor era palpável naquele quarto, sentei na sua barriga, e sem quebrar o contato visual, retirei calmamente minha blusa, senti Harry se retrair em baixo de mim, ainda olhando em seus olhos desabotoei, botão por botão de sua camisa, abaixei calmamente e beijei cada partezinha daquele corpo que era só meu.
Ele fechou os olhos e me puxou para mais perto dele, e com uma maestria até então desconhecida por mim, ele nos girou.
Com uma ternura exagerada, retirou o restante de minhas roupas e também as suas.
_ Tão linda,... como eu senti saudades suas, Ginn...
Sua boca traçava caminhos em todo o meu corpo e eu nem sabia como estava me controlando.
_ Vem Harry, eu preciso de você, por favor, me ame, eu preciso sentir você.
Ele perdeu o foco, quando eu disse isso, e sem esperar mais, se pós entre minhas pernas, preenchendo cada parte, que já pertencia a ele, dentro de mim.
Merlin... Como eu amava esse homem, cada movimento dele, era uma renovada de vida em mim, eu tinha certeza de que depois dessa visita dele, eu estaria pronta pra agüentar mais um tempo de separação necessária em nossas vidas.
_ Vai Ginna, me enlouquece, me domina, me faz seu como só você faz.
Sem esperar que ele pedisse duas vezes inverti nossas posições, me colocando em cima dele, me movi devagar até achar a posição confortável, que ele gentilmente me ajudou a encontrar e com as mãos em minha cintura, Harry me guiava para onde queria.
_ Assim amor,... Como você sabe Ginna.
Ele estava perdendo o controle, abaixei-me e suguei seus lábios, pelos movimentos de seu corpo, senti que eu e ele estávamos muito próximos de nos completar literalmente.
E foi fenomenal, muito melhor que a primeira vez, não que ela tivesse sido ruim, não,... Mas acho que agora o conhecimento e a busca da satisfação um do outro, era algo que sempre faria com que fosse cada vez melhor.
Deitei-me ao seu lado, e senti suas mãos acariciando minhas costas, sem dizer uma palavra, me entreguei ao cansaço e senti-o relaxar também, em menos de 10 minutos estávamos, dominados pelo sono e pelo cansaço de um momento único de amor.
Notas finais
Beijinhos à todos.
John cadê vc? Vc tá em falta na minha oute fic.
Saudades.
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