Antes dos Dezenove Anos depois
2 Capítulo 2- Reencontro
Notas iniciais
Pov Ginna
Eu já estava ficando louca!
Ele dormia a um dia e meio. E nada.
Ele não acordava. E essa história de Rony e Hermione servindo de babás para meu ex-futuro namorado, estava, de verdade, me dando nos nervos. Eu queria vê-lo, mas eles teimavam em dizer que ele precisava descansar. Eu entendia isso, no entanto meu coração saudoso não levava essa afirmação em conta.
Então, depois de muitas, e quando digo muitas, quer dizer muitas mesmo, súplicas a Hermione e ameaças horrendas a Rony, eles cederam e me deixaram entrar.
E agora eu estava com ele.
E ele?
Nada!
Nem parecia que estava ali, seu sono estava tão tranquilo, e ao mesmo tempo tão pesado que parecia que ele podia dormir meses, sem nem ao menos virar na cama.
E eu?
Bem, eu, apesar dessa sonolência toda, estava feliz, porque mesmo que ele não pudesse me garantir, neste exato momento, eu sentia, que logo, logo estaríamos juntos e desta vez, para sempre.
Pov Harry
Eu não sabia onde estava.
Parecia que eu vagava por uma campina longa, quase infinita, estava tudo tão calmo e claro, nem parecia que eu estava vivo. Um contraste com minha vida nos últimos tempos, tão conturbada.
Aquela paz toda chegava a ser irritante. Os pássaros teimavam em cantar uma melodia doce demais, um riacho azul descia sereno, seguindo seu caminho.
Tudo parecia perfeito naquele cenário, lindamente, planejado.
E foi então que como num passe de mágica, eu a vi ali bem perto. Ela acompanhava minha aproximação com os olhos marejados e anciosos, e eu não contive minha emoção também. Aproximei-me, sorrateiramente, dela e joguei-me em seus braços.
– Mãe? Eu estou? Morto?
Ela não disse nada, mas eu senti, ainda mais, seus braços se apertando em minha volta.
– Onde estou?
Insisti. E com muita relutância em me soltar, ela se afastou, me olhou nos olhos e respondeu:
– Vocês está sonhando querido. Isso é somente um sonho muito bom.
Por um momento fiquei feliz e infeliz ao mesmo tempo.
Por um momento, pensei que tudo que eu tinha passado havia sido um pesadelo e que eu tinha acordado, mas era exatamente o contrário, agora é que eu estava sonhando, e a realidade era dura demais.
– Todavia, ser um sonho não impede de ser real, meu amor.
Ela me disse com um olhar consolador.
– Eu precisava ter certeza de que você estava mesmo bem. Seu pai, Sírius, e Remo disseram que eu não precisava vir ou me preocupar. Eles confiam em você, eles sabiam que você seria forte e que conseguiria vencer, mas eu precisava te ver, tinha que ter certeza.
– Mãe?
Ela me olhava como se essa fosse a palavra mais linda que ela já ouviu na vida.
– Eu queria tanto estar com vocês.
– Mas vocês está, meu amor, nunca duvide disso. Nós sempre estaremos com você, e quando você precisar é só fechar os olhos e deixar-se sentir o amor que brota de seu coração e então, você saberá, que sempre estaremos com você...
– Não assim mãe. Eu queria realmente estar com vocês.
– Mas você não pode, filho, ainda não. Esse mundo precisa de você, e agora, nesse exato minuto, têm pessoas esperando por você e pela sua volta.
Ela comentou já separando-se de meu abraço. Doeu tanto, eu sempre precisaria do aconchego de minha mãe.
– Volte Harry. Acorde.
Ela me beijou na testa, olhou-me profundo, acariciou meu rosto e sussurrou delicadamente:
– Eu te amo filho, sempre te amarei.
Senti uma lágrima escorrer por meu rosto.
– Também te amo mamãe. Pra sempre e sempre.
Ela pegou a lágrima com um dedo, fechou-a em sua mão e então levou-a até o coração.Depois me olhou mais uma vez e então desapareceu.
E logo, no instante seguinte eu começava a acordar, ainda meio extasiado e chateado por acordar do sonho doce com minha mãe.
No entanto, um cheiro delicioso que preenchia meus pulmões e que ao mesmo fez meu estômago dar voltas e voltas, fazendo uns barulhos que assustaria até o próprio Valdemort, tomou meu ser. Eu reconheceria aquele cheiro em qualquer lugar do mundo.
Minha consciência estava vacilando ainda, quando outra vez, o cheiro delicioso me invadiu completamente, e eu voltei. Eu precisava acordar. Como minha mãe disse, eu precisava abrir os olhos e ver a razão de minha vida. Precisava olhar aqueles intensos olhos castanhos e tê- la de novo em meus braços.
E então, com esse maravilhoso incentivo, eu acordei.
Abri meus olhos, ainda meio embaçados. Pequei meus óculos na mesinha de cabeceira, levantei minha cabeça e a vi, minhas lembranças não fizeram jús a ela.
Ginna estava ainda mais linda. Seus cabelos estavam maiores, ela tinha crescido mais um pouco e o corpo?
Ai o corpo, arfei um pouquinho, admirando-o. Ele estava perfeito, o rosto um pouco mais rosado, os olhos distantes, vagos, admirando não sei o que, pela janela.
Eu poderia ficar horas e mais horas, uma vida inteira, somente contemplando e me lembrando o quanto eu era feliz por Ginna ser minha, só minha.
– Ginna?
Não resisti.
– Minha vida por seus pensamentos, pequena.
Ela se assustou e me assustou.
– Ah Harry! Eu estava tão preocupada.
Seus olhos marejaram. Não resistindo, ela correu e se atirou em meus braços, me agarrando com uma intensidade, parecendo que eu ia fugir.
– Desculpe-me? Eu não queria te preocupar, eu só estava...
E num movimento rápido demais, pra uma consciência ainda vacilante como a minha, ela agarrou meu pescoço e me beijou e eu como estava sedento por aquela aproximação, devolvi o beijo com a mesma intensidade.
No entanto, com o mesmo movimento rápido de antes, ela nos separou, agarrou minha mão e começou a me puxar da cama.
– Vem Harry, vamos descer. Você deve estar faminto e já vão servir o almoço., aliás todos estão ansiosos por sua presença.
Relutantemente a puxei delicadamente, fazendo assim com ele parasse e me encarasse.
– Me dê 15 minutos. Eu preciso de um banho.
Eu implorei isso a ela.
– Tudo bem. Mamãe mandou mesmo, buscarem algumas coisas pra você. Têm roupas e sapatos limpos no seu armário. Vou descer e te espero na sala comunal, pra gente ir junto.
– Tem certeza? Se quiser pode ir descendo te ancontro lá daqui a pouco.
– Nem sonhe que vou te deixar sozinho de novo. Se já era difícil namorar o "menino que sobreviveu", imagine agora que você virou o "menino que derrotou Valdemort". Certeza! Te espero lá em baixo para descermos junto.
_ Se você prefere assim, não vou demorar.
Concordantemente Ginna me deu um selinho rápido e desceu.
Aprecei-me no banho, eu estava mesmo com fome, logo depois, descemos para o salão principal.
O castelo estava bastante arruinado, mas o salão principal parecia majestoso, como sempre. A única diferença era que ele estava mais apinhado de gente do que de costume.
A medida em que íamos passando, as pessoas viravam seus pescoços para nos olhar. Eu não sabia se era só curiosodade mesmo, por eu estar de volta ou se era pelo fato, do braço de Ginna estar em minha cintura e o meu em seu ombro.
Ginna parecia nem se incomodar com isso, ela estava terrivelmente demais.
Acredita que quando passamos por Cho Chang ela me agarrou de novo e fez questão de beijar meu pescoço?
Ela estava mesmo, impossível.
– Vem Harry? Vamos sentar ali. Meus pais estão já estão lá.
Disse ela apontando para uma mesa cheia de ruivos.
– Ginna, querida, acredito que não seja uma boa ideia. Eu queria tanto viver mais uns dias, ainda não estou preparado e recuperado o bastante para morrer pelas mãos de 6 "Weasleys" zangados.
– Ah! O que é isso? Estou vendo medo nos olhos do bruxo mais temido de todos os tempos???
Debochou sorridente.
– Claro! O que? Valdemort foi fichinha, perto do que seus irmãos vão fazer comigo.
Ela gargalhou, e eu suspirei, quanta saudades eu senti daquela risada.
– Vem Harry, deixe comigo que eu te protejo. Cuido deles pra você.
Fale com o autor