Antes de ir embora (Em revisão)

6 Capítulo 6 – Eu estou morrendo


Notas iniciais
Olá gente! Eu sei que demorei, parece séculos desde a última vez em que postei, e por isso eu peço minhas sinceras desculpas. Espero que não deixem a fanfic! ♥ Obrigada pelo acompanhamento, eu irei fazer de tudo para ser mais presente, mas as coisas andam tão agitadas ultimamente que eu meio que se desliguei da escrita. Pretendo postar o próximo capítulo no domingo, ou talvez amanhã caso eu esteja livre. Espero que gostem desse! Boa leitura ♥

O dia estava ótimo em Virginia, não estava úmido nem tão quente, o sol deixou que as crianças brincassem livremente nos parques, algumas até faziam piquenique, alimentavam os patos na lagoa ou aproveitavam o dia seco para sentar embaixo de uma árvore e ler um livro.

— Cuidado, Aaron!- Emily gritou para o marido quando o viu jogando Jack para cima e o pegando de volta.

A família Hotchner acabara de chegar no parque, estava no meio da manhã e eles levaram um tempo até tudo ficar pronto para terem um dia agradável fora de casa. A semana tinha sido difícil para todos eles, exceto para o mini Hotchner que não tinha ideia do que estava acontecendo com sua mãe. Hotch decidiu que esse seria um ótimo dia para esquecer o câncer, apesar das palavras irônicas de sua esposa enquanto ele a convencia de vim ao parque, ainda, para ele, seria um bom dia.

Rindo para a mulher, Hotch deixou Jack no chão (ele também pedira dizendo que não era mais criança para o pai fazer isso) e acompanhou a mulher até o ponto que ela escolheu para eles ficarem no gramado verde. Colocando uma grande toalha xadrez sob o gramado, Emily também colocara sua bolsa e sexta que trouxera com comidas e bebidas, uma parte dela queria que aquele dia fosse apenas um dia normal, já não brigava com Aaron há 2 dias, seu filho estava muito bem sem saber que ela poderia morrer, seu marido parecia estar levando melhor que antes...–Mas ela sabia que iria discutir com ele por alguma coisa boba, eles iriam falar do maldito tumor dela e ela acabaria dizendo coisas que não queria...– Mesmo assim, ela queria que esse dia fosse perfeito, que terminasse bem, e que nada de “tumor” viesse à tona.

Os três sentaram sobre o gramado ao redor das coisas que Emily deixara no meio; Jack sentara de frente para o lago enquanto seus pais sentavam ao seu lado, mas estavam distantes um do outro, o que foi estranho para ele. Na verdade, a última semana estava sendo muito estranha para o menino, sua mãe parecia mais cansada que antes, estava tomando remédio que ele nunca viu, e seu pai estava um pouco distante, não sorria tanto como antes, estava mais no escritório do que com ele e sua mãe na sala. Ele não sabia porque eles estavam estranhos.

E houve mesmo uma “distância” entre Emily e Aaron, desde que ela o pediu para se separarem – mesmo não usando exatamente a palavra “separar” – e ela mentira para ele. O fato de Aaron viver enfurnado dentro do escritório era porque ele estava pesquisando sobre o câncer da mulher, conversando com doutores e até mesmos ligando para o grupo de apoio que Emily costumava frequentar – fazia 1 ano que ela deixou o grupo –, especialistas, uma cura. Ele queria encontrar uma solução para manter a mulher de sua vida viva.

— Jack, você trouxe sua bola?- Aaron perguntou para o filho.

O menino virou para olhar o pai e sorriu. Balançando a cabeça positivamente, ele percorreu a mão até sua mochila e retirou de lá uma bola oval de football e junto um par de luvas que eram para o seu pai. Jogou a luva para o seu pai e levantou-se com a bola já correndo para trás.

— Mãe, vê essa!- Gritou Jack para Emily que sorriu enquanto olhava em direção a ele.

Emily tinha um largo sorriso no rosto olhando para o garoto que era dela, ela não queria perder esse menino. Olhou para o marido que sorria correndo para trás para pegar a bola que Jack iria arremessar, e também não queria perder seu marido, não queria que eles sofressem. Mas ela também não queria sofrer, não queria fazer uma cirurgia que, assim como pode salvar sua vida também pode tira-la, ou poderia sair viva mas com graves sequelas. Seus olhos brilhavam, as lágrimas estavam invadindo seus olhos, mas ela não iria chorar, não na frente do seu menininho.

— Vai lá garoto!- Emily gritou para o menino.

E então ele jogou a bola, e tudo ficou branco, como se um flash forte tivesse sobre o parque, e ela não podia ver nada...

— Aaron...- Ela chamou, sua voz saiu em um eco e um pouco fraca, como se estivesse perdendo a respiração. – Jack...- Chamou novamente.

Mas ninguém podia ouvi-la, ela não estava em lugar nenhum. Demorou alguns segundos até se dar conta de que tudo não passa de um sonho. Levantou-se do chão, ainda estava tudo branco, como se estivesse em lugar de “paz”. Ela se lembra que, toda vez que caía desmaiada, tudo ficava escuro, era apenas a escuridão e ela.

Já de pé, ela sente algo em seu nariz, antes de tira-lo de lá, percebe que é uma borboleta. Uma borboleta azul. Essa borboleta já tinha voado longe dela, mais à frente ela encontra várias borboletas, de várias cores, como se estivesse formando um arco-íris. Caminhou até as borboletas coloridas e sentiu um cheiro doce logo quando estava perto, mais à frente encontrou um arco-íris e andou até ele... Era só um sonho. Ela pensou.

Quando estava muito próxima ao arco-íris caiu em um tipo de “lago”.

...Acordou assustada.

Sua visão estava turva, mas podia ouvir a voz doce do seu garotinho do outro lado, não sabia o que ele estava falando, mas sabia que era ele. A voz de seu marido também entrou em seus ouvidos, sentiu um aperto em sua mão bem conhecida e uma mão quente afastando o cabelo de sua testa. Piscou os olhos três vezes, e então despertou finalmente. Um pouco incoerente ela conseguiu balbuciar algumas palavras incompreensíveis até para ela mesma, mas logo sua voz fora voltando, assim como sua cor.

— Deus, Emily, você me assustou...- Sussurrou um preocupado Aaron. Ele apoiava a cabeça de sua mulher em seu colo enquanto tentava reanima-la. Emily não passara muito tempo desacordada, fora apenas 3 minutos, mas que fizeram o coração do homem parar.

Ela parecia assustada, não falara nada por muito tempo. Aaron ajudou-a a levantar, e quando estava em pé ela pareceu fraca então ele não a soltou, apenas a envolveu ainda mais contra seu peito a abraçando fortemente para manter o corpo dela em pé. Jack parecia assustado, sem saber o que estava acontecendo, ele estava de pé ao lado do pai com o olhar curioso sobre a mãe, não sabia o que fazer.

— Você está bem?- Aaron perguntou para a esposa que continuava sem falar nada. Parecia que ela não estava ali. – Jack, junte essas coisas, vamos pôr no carro.- Pediu para o filho.

O menino balançou a cabeça e fez o que o pai pedira, assim que Aaron tirara Emily do parque, o menino já estava com as coisas que a mãe trouxera pendurado nos braços, deixou apenas sua bola de futebol, que não foi de muita importância nesse momento. Se aproximando do carro do pai, Jack observou como Aaron colocara Emily no banco de passageiro perguntando se ela estava bem e ela o respondendo quase sem voz que estava, depois ele fechou a porta do lado em que Emily estava e deu a volta pela frente para ajudar o filho a pôr as coisas no porta-malas do carro.

— Pai, o que houve com a mamãe?- Perguntou o menino para o pai que colocava as bolsas dentro do porta-malas do carro.

Aaron suspirou, olhou para o filho e desviou logo o olhar voltando a fazer o que estava fazendo, fechou o porta-malas e olhou para o filho novamente.

— Pai?- Pediu o menino de 10 anos.

— Sim, amigo.- Disse ele. – Sua mãe está tendo um mal dia.- Respondeu finalmente à pergunta do filho. – Por isso vamos para casa agora, ok?

Jack apenas balançou a cabeça positivamente e entrou no carro. Aaron demorou uns segundos fora do carro e então logo entrou. Olhou para trás para ver o filho já ajustado com o cinto de segurança e com olhar para fora da janela, olhou para Emily ao seu lado, ela estava com a cabeça virada para a janela, mas ele podia ver o olhar dela em lugar nenhum. Com um suspiro, ele ligou o carro, engatou a macha e deu a partida.

*****

Já era fim de tarde e Hotch preparava o jantar para a família, Jack estava em seu quarto vestindo-se para descer e Emily já descia as escadas para encontrar-se com o marido. Ao ouvir os passos vindo da escada, Aaron logo identificou que era sua esposa e levantou a cabeça para vê-la descer os últimos degraus da escada e logo voltou para terminar de cortar a tomate que colocaria em sua massa. Emily aproximou-se da cozinha e foi até a bancada, mas não sentou nos bancos, apenas ficou imóvel observando o marido com as mãos enterradas em seus bolsos de trás. Percebendo que estava sendo observado, Hotch levantou a cabeça novamente e encarou sua esposa, deixou a faca de lado e apoio suas mãos no balcão, suspirou olhando para baixo, mas logo voltando o olhar atento para sua esposa.

— Aaron...- Ela tentou.

— Não, Emily!- Ele a cortou com um pouco de agressividade em sua voz. A assustou um pouco, ele nunca usou tanta agressividade para ela como agora o fez. – Você pode pensar pelo menos um pouco na sua família?- Gritou ele. – Droga Emily!- Com seus punhos fechados ele batera forte no balcão a assustando-a.

— Por que eu tenho que ser a egoísta?- Questionou como se estivesse incrédula, e realmente estava, ele não estava respeitando uma decisão que foi sua.

Quando eles saíram do parque, a primeira coisa que fizeram foram ir ao hospital onde a médica de Emily avisou que o tumor era maligno e que ela era terminal. Levou um tempo até ela aceitar isso, pediu uma semana de folga do trabalho para clarear a mente, mal falava com o filho e os amigos, o relacionamento com o marido estava frio, ela estava se fechando completamente. Faziam 2 dias que ela recebera o prognóstico, mas pareciam anos para ela, foi como se sua vida toda tivesse passado por sua frente a fazendo-a perceber o que perdera dela, a fez querer tirar sua própria vida já que para ela não haveria mais dela quando começasse o tratamento novamente.

— Porque você está sendo!- Aaron gritou logicamente. Seu sangue fervia, há 2 dias que ela falara para ele que não iria fazer nenhum tratamento e depois disso eles não conversaram mais nada desde então. – Você sabe que eu morreria se você morresse.- Sua voz saiu mais suave, um pouco rachada. – E como Jack ficaria se...- Ele não conseguiu terminar sua sentença, foi muito para ele, não conseguia cogitar a ideia de perder outra mulher que ama.

— Ele tem você.- Disse ela. – Eu não sou a mãe dele Hotch, ele nem iria me querer já que a droga do tumor estar no meu cérebro novamente. Eu vou morrer!- Falou gritando na última parte.

Hotch estava visivelmente enfurecido com ela.

Eles não tinham percebido que Jack estava parado no meio da escada ouvindo tudo o que eles estavam falando, por isso continuaram a discutir um com o outro.

— Eu sou uma moribunda, não tem mais jeito para mim. Por isso tenho que preparar vocês, droga, irão me perder. Essa é a realidade.- Jorrou ela, sem consciência da presença de Jack.

— Em...- Ele tentou dizer alguma coisa, mas nada saiu, então resolveu ir até ela.

— Aaron, eu estou morrendo.- Disse ela, como se ele já não soubesse.

Quando estava mais próxima a ela e iria falar alguma coisa, seu olhar foi para Jack na escada, ficou o olhando até Emily perceber e virar para trás para vê-lo também. Ela arregalou os olhos, estava nervosa demais com Aaron para ouvi-lo chegar, e completamente arrependida por ter dito uma coisa pelo calor do momento, não era o que ela sentia.
Hotch observou o filho descer as escadas até estar no térreo, viu Emily andando em passos rápidos até ele e como ela segurou os braços do pequeno e assustado Hotchner.

— Querido, o que escutou?- Perguntou ela olhando para o pequeno com os olhos marejados assim como ela.

— Você vai morrer?- Questiona o menino com a voz de choro, foi de quebrar o coração de Emily.

— Não é bem assim.- Foi o que disse e o abraçou. – Eu te amo!- Disse-lhe. – Farei de tudo para não deixar você e seu pai, eu prometo.- Prometeu ela com ele em seus braços. – Eu prometo...

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Notas finais
O capítulo foi revisado, porém pode conter alguns erros, e se tiver é minha culpa! O que estão achando? A parte do sonho da Em foi bem surreal, hun?! Eu tenho esse capítulo há algum tempo, e essa parte foi a única me fez querer largar tudo. Mas, já mencionei que gosto de arco-íris? Seria o meu sonho haha; Enfim, o próximo terá o envolvimento da equipe. Qualquer pergunta estou aqui para responder! Desde já, obrigada pela sua leitura! ♥ Desculpa por qualquer coisa, beijos =^,^=
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.