Notas iniciais
Oiiiiie!!! Desculpem-me pela terrível demora, sinto muito mesmo :( E Obrigada de Coração pelos comentários ♥ Amei-os ♥ Eu sempre gosto de falar dos meus capítulos, e eu tenho que dizer sobre esse título: Realmente, eu não sei que de onde veio, apenas está ai Rsrs Eu pensava que esse capítulo seria um pouco "tenso", mas não está muito. Ah, ele não tem muito do nosso casal favorito, mas tem Emily e Jack, eu queria mostrar para vocês um pouco do relacionamento deles :3 E tem um "flashback" da história anterior U.ú Espero que gostem desse capítulo!! Boa leitura!!

A porta da casa se abriu, um sorriso se formou no rosto do menino que estava na sala com sua babá quando ele vira quem estava na porta, seu sorriso foi tão grande que mostrou suas lindas covinhas no rosto, assim como as de seu pai. O casal que acabara de chegar em casa sorriu ao ver o filho entusiasmado, entraram em casa e foram recebidos pelo um caloroso abraço do menor, Emily quase deixou umas lágrimas escaparem, mas não queria chorar na frente de seu menino ou até mesmo de seu marido. Quando o menino se afastou do pais os olhou com os olhinhos brilhando, mas o seu olhar caiu em sua mãe, foi igual ao do seu pai quando estava preocupado, o que tirou um sorriso de Emily e até mesmo uma risada abafada.

— Papai disse que você estava no hospital.- Falou o menininho em um tom que fez a morena rir, mas quando o pequeno Hotchner lhe deu um olhar de reprovação (assim como o do seu pai) a morena segurou a risada e olhou atentamente para o garoto por quem era apaixonada. – Algum cara mal lhe feriu?- Perguntou preocupado e analisando a mulher para ver se encontrava algum ferimento, o que não aconteceu já que ela não tinha nenhuma.

— Oh, bebê, eu me sinto ótima!- Se convenceu ela. – Olha –curvou-se para frente para encara-lo frente à frente-, nenhum cara mal tocou em mim, sabe por que?- Perguntou para ele que balançou a cabeça negando. Ela sorrir para o menino. – Porque o papai estava lá e ele não deixaria que nada acontecesse com a mamãe, porque ele é o super-herói da mamãe também!- Tocou no nariz dele com um dedo o que o fez sorrir.

Hotch fechou a porta atrás dele e sorriu com a imagem do seu filho e sua esposa conversando. Mas a preocupação veio à tona, sua mulher estava doente, e ele queria saber se era por causa do tumor. Parecia que um filme ruim estava passando pela sua mente, repetidamente, e era torturante assistir tudo aquilo sem poder fazer nada para mudar. Fez até uma lista mental para ligar para a doutora de sua esposa, a mulher que tratou do câncer da esposa na primeira vez, ele queria que não fosse aquilo novamente, mas foi avisado das chances do tumor voltar. Ele só não queria aceitar isso.

— Então porque você estava no hospital?- Questionou o garoto com os braços cruzados, determinado a tirar algo da mãe.

Ela amava como seu filho era o espelho do pai, todo jeitinho dele protetor com ela, exatamente igual a Aaron. Sempre que o marido estava fora para alguma reunião e ela estava sozinha junto com o filho, quando sentia saudades do marido bastava apenas olhar para o menino que a saudade passava um pouco, era assim com Hotch também, quando estavam longe de Jack em um caso.

— Porque a mamãe não comeu nada!- Mentiu ela, um pouco convincente, apenas Hotch sabia que não era a verdade. Ela levantou-se para ficar reta pois a posição estava deixando-a cansada.

Sorrindo para a mãe, o garotinho a puxou pela mão e a levou para cozinha. Hotch sorriu ficando de fora, mesmo assim não ficou chateado com o filho por não ter lhe chamado junto com a mãe. O homem tirou o terno colocando-o no cabide (foi uma regra de Emily: ele não podia estar dentro de casa com o terno), depois andou até a sala e cumprimentou a babá que a esposa contratou e que era amiga deles também, passou pela sala e foi levar as malas para lavanderia, após isso voltou para sala mas não ficou lá, subiu as escadas para ir até o seu escritório conversar com a doutora de Emily pelo telefone, lá era onde ninguém iria lhe perturbar e nem sua esposa ouviria a conversa que ele teria com a médica.

Na cozinha Emily e Jack pegavam os ingredientes para o jantar divertidamente, a mulher colocou o menino em cima do balcão e começou a pergunta-lo como tinha sido o dia dele enquanto os pais estavam fora, e claro ele contou tudinho, enquanto isso ela fazia o jantar deles. Jack as vezes ajudava a mãe com alguma coisa, mas não saiu de cima do balcão onde sua mãe o colocara, ela o convenceu de ficar para não estar perto da quentura do fogão, ela realmente não queria que o filho levasse uma queimadura. Depois de ter colocado o macarrão no forno, ela apoiou o braço no balcão e ficou em frente ao filho ouvindo atentamente o que ele tinha para falar. Foram muitas coisas que ela perdeu do filho enquanto esteve em outro estado.

— Então, o tio Will trouxe Henry para irmos até o parque e depois tomamos sorvete.- Contava ele. – Ah, o tio Sean ligou, disse que viria para cá no final de semana!- Avisou isso com empolgação, Emily sorriu. Ela gostava quando o irmão do marido vinha para ficar com eles no final de semana, ele era um ótimo babá para o seu filho. – A tia Pen prometeu nos levar para a convenção de quadrinhos na sexta.- Não foi um aviso, foi um pedido e Emily percebeu isso assim que o filho terminou de falar.

— E vocês vão para aquele restaurante nerd?- Perguntou Emily. Ela adorava o restaurante “nerd” que abrira a alguns anos atrás e era para onde ela sempre levava o filho e o marido nas sextas à noite, o nome do restaurante era “Parallel Universes”, era um restaurante divertido e bem familiar, era onde tinha as maiorias das convenções de quadrinhos.

Jack deu um sorriso maroto sabendo o que a mãe queria falar.

— Vamos!- Exclamou ele ainda como o sorriso maroto no rosto.

— Tudo bem então, eu vou com vocês!- Avisou empolgada e Jack ficou com uma carranca no rosto.

Era uma péssima ideia sua mãe ir, todos os seus amigos iriam e ele só queria estar lá com sua tia Penelope e se divertir com os amigos, sem a presença da mãe é claro. Mas ele sabia que sua mãe iria demorar para deixa-lo ir, nem sempre deixava ele sair sem ela ou o pai, ela era muito ciumenta com ele e com o pai também.

— Hey boy, você não quer que eu vá?- Pergunta Emily fazendo um biquinho triste.

Jack rir.

— Não é isso mãe, é que você fica muito no meu pé, não dá para se divertir.- Explicou o menino. Emily ficou com uma carranca no rosto e cruzou os braços. – Por favor mãe, só um dia, por favor, deixa eu sair com a tia Pen sozinho.- Implorou o menino juntando suas duas mãos na esperança que sua mãe deixasse ele ir.

Emily sorrir olhando para o garoto, quando ele queria uma coisa ele era insistente sobre ela, foi uma das coisas que ela sempre admirava no seu filho.

— É claro que você pode ir meu amor.- Cedeu Emily. O menino pulou nos braços dela animado com a ideia de ir sem a mãe para o Parallel Universes e ficar com os seus amigos em uma sexta divertida. Emily não conseguia dizer não para esse menino, e também queria ficar a sós com o marido na sexta-feira (sem pensamentos maldosos), ela queria ter uma conversa franca com ele, depois de tudo que aconteceu sabia que ele estava preocupado. – Mas você tem que me prometer que vai vim antes das 21h?- Pediu ela com uma cara séria agora.

O menino concordou com a cabeça com empolgação encarando o rosto sério da mãe.

— Claro mãe!- Concordou ele.

A mulher sorriu orgulhosa do menino e bagunçou seus cabelos com a mão, nessa hora ela ver seu marido descendo as escadas ainda com a roupa do trabalho, sorriu para ele que parou no meio das escadas para observa-los e ele sorriu de volta para ela.

Com o jantar pronto, Emily retirou o macarrão do forno e pôs na mesa para eles jantarem. A mulher que estava cuidando do pequeno Hotchner havia ido embora depois de ter se despedido de Emily e Jack, nessa hora Hotch ainda estava no escritório. Então os três jantaram a sós, como uma família, Emily observou que Hotch estava distante enquanto o seu filho empolgadamente contava-lhe sobre o seu dia, estranhou ainda mais quando o celular do marido tocou e ele desligou, parecia nervoso e ficou todo atrapalhado, ignorou o olhar dela enquanto “fingia” estar interessado no que Jack falava.

*****

Ela está sentada em um banco na praça, a espera de sua amiga, a demora fez com que Emily pensasse no que diria para Aaron.

Uma loira se aproxima de Emily, mas a morena não percebe, até ela falar. “Em...”

Emily a olha com lágrimas nos olhos, mas não se põe a chorar. “Eu vou morrer, JJ.” Nessa hora JJ sentiu um aperto no peito, e permitiu-se a chorar.

“Tem que ter algo que possamos fazer.” Sentou-se ao lado da amiga.

Emily se põe a chorar, e soluçando, diz: “Eu estou com câncer JJ, não tem nada que podemos fazer.” Afirmou.

A loira persiste. “Vamos fazer algo, vamos superar isso juntas.”

“Como eu vou olhar para o Aaron?” Questionou-se. “ Quer dizer; O que eu faço para não machuca-lo?”

“Conte a verdade.” Disse a loira.

“Ele me pediu em casamento.” Contou a morena sorrindo, um sorriso fraco.

“Vocês estão juntos?” Questionou surpresa, já que ninguém sabia do relacionamento de Aaron e Emily.

“Há dois anos.” Respondeu a morena.

“Que bom, Em, estou feliz que tenha me contado.” Afirmou a loira.

Elas ficaram em um silêncio desconfortante, Emily resolve quebra-lo. “Vou contar para ele, depois contarei para equipe.” Disse decidida.

Emily fechou os olhos mais forte quanto pôde, as lembranças de um dia ruim estava passando tudo pela sua mente, foi como um filme ruim que ela desejava nunca ter acontecido. Tinha medo de que se repetisse, pois agora seria diferente para ela, estava casada agora, e a primeira pessoa que teria que contar seria o seu marido, não JJ como fez da primeira vez. Deus, ela agradecia tanto a JJ por ter sido uma boa amiga para ela quando ela mais precisou, por ter-lhe dado ótimos conselhos desde que ela descobrira sobre o tumor cerebral, e quando ela ficou fraca na primeira quimioterapia JJ estava lá para ajuda-la, e ela sabia que foi uma barra em tanto que a loira passou, não só ela como todos os seus amigos e principalmente o seu noivo e o filho dele. Mas agora, Aaron não era apenas o noivo dela e Jack não era só o filho dele, eles eram sua família, seu marido e seu filho, eles eram as únicas pessoas que ela menos queria machucar.

E se ela estivesse passando por isso de novo, não saberia se iria conseguir lidar. Enquanto esperava ser chamada para ser atendida pela mesma doutora que lhe ajudou pela primeira vez, alguns flashes passavam pela sua cabeça; E se dessa vez o tratamento fosse pior que da primeira, não era dela que iria ser exigido demais, não era só do corpo dela. Ela sabia que se seu pesadelo estivesse voltando de novo, toda sua família iria sofrer, seu filho e seu marido principalmente, e isso era tudo que ela menos queria. Mesmo assim ela queria viver, por eles. Nossa, se David ao menos estivesse ali iria encoraja-la a fazer o certo, ou Derek, eles iriam lutar com ela para continuar a viver. Veio então Spencer em sua mente, esse iria mostra-lha estatísticas e as probabilidades da volta do tumor e as chances de voltar de novo; Ele era a pessoa que ela menos queria perto dela para fazer isso. Sorriu com suas lembranças do “momento bom” do câncer, quando Garcia foi ao seu quarto brigar com ela porque ela estava cansada de todo mundo a trata-la tão bem só porque estava doente. Penelope foi um “doce” com ela, realmente, ela precisava daquilo, nunca imaginou que fosse logo Penelope que gritasse com ela daquele jeito, mas gostou que foi ela. E JJ, bom, era JJ. Se as meninas estivessem ali agora iria dizer-lha que tudo ficaria bem e que não era o câncer voltando, como disseram outro dia “Emily estava com um bebê na barriga”, essa lembrança fazia com que a morena se entristecesse, só em saber que nunca poderia gerar uma criança... Argh! Jack sempre pedira para um irmãozinho, mas como ela fez a quimio ela não podia ter mais filhos, eles até tentaram adoção, mas Emily e Aaron conversaram das possibilidades de ter mais um filho...

Ela queria tanto que o marido estivesse ali com ela, esse sim ela queria perto, queria que ele segurasse sua mão e sorrisse para ela mostrando suas covinhas, que lhe desse a segurança que sempre dava quando estava perto dela, mas preferia fazer isso sozinha. Enfrentar por contra própria um problema que era dela. Aliás, Hotch já estava preocupado demais, então ela pedira que ele passasse a tarde com Jack enquanto ela passaria a tarde com sua mãe. Não foi uma mentira em tudo, ela ainda iria na casa de sua mãe, mas antes precisava saber se o maldito tumor havia voltado, esperava por Deus que não, mas sabia das chances disso acontecer.

— Emily Prentiss-Hotchner?- A voz da secretária da médica chamou-a tirando-a de seu devaneio.

As mãos de Emily gelaram ao ouvir ser chamada, ela estava indo para fazer aquilo tudo de novo, mais uma vez uma tortura, mas essa pareceu ser bem pior que antes. Ela não estava pronta para entrar lá, mas queria descobrir o que realmente tinha e se tinha um jeito de não morrer. Respirou fundo e levantou-se pegando sua bolsa e a pendurou em seu ombro, deu alguns passos até a mulher que lhe chamara e a mesma apontou para a sala da doutora que iria ver Emily, a morena não disse nada, apenas seguiu em frente até o consultório da mulher e entrou lá. Seu coração parecia que iria pular de seu peito, estava muito nervosa, não queria descobrir a verdade, mas necessitava dela. Ela só queria viver um pouco mais.

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Notas finais
"I'm giving you up I've forgiven it all You set me free, oh" "Estou desistindo de você Estou perdoando tudo Você me libertou, oh" Quem não ama as músicas de Adele?? A bixa é top, eu choro imaginando algumas coisas enquanto ouço a música dela... Imagine Hotchniss? Qual a música da DivAdele combina mais com eles? hihihi Voltando para a história: Quem aí ficou nervosa junto com a Em? Enquanto eu revisa o cap me bateu um desespero, fiquei nervosa como se fosse eu quem estava esperando ali naquela sala! hihihi Espero que tenham gostado :D Comentem, Curtam, 'Shippem', 'Crushem', faça uma autora feliz! Rsrsrs Beijus =^,^= até o próximo cap! "Send my love to your new lover Treat her better We've gotta let go of all of our ghosts We both know we ain't kids no more" "Envie meu amor para sua nova amada Trate-a melhor Temos que nos libertar de todos os nossos fantasmas Nós dois sabemos que não somos mais crianças"