Notas iniciais
Obrigada pelos comentários meninas, ameei muito *-* Dedico esse capítulo para a gui, a Maay Donola e Chrys Monroe que favoritaram a fic. Quem quiser seguir o exemplo dessas lindas, fiquem à vontade :D

Vocês vão. Não estou pedindo”. Nick sorriu ao lembrar das palavras autoritárias do supervisor quando Catherine tentou se recusar à viajar para Los Angeles com o amigo, alegando ter uma vida pessoal para cuidar. Ela sabia que não adiantava argumentar com Grissom, então simplesmente assentiu, concordando em viajar com Nick.

Há alguns anos atrás, outra mulher havia morrido devido a negligência do Dr. Malaga, o cirurgião plástico do caso que os dois haviam investigado juntos duas semanas atrás. Quando a família ficou sabendo da repercussão do caso em Vegas e do processo judicial que o médico havia sofrido – e perdido –, eles decidiram processa-lo também. E para isso acontecer, precisariam do depoimento dos dois peritos que atuaram no caso. Catherine e Nick haviam sido essenciais no primeiro julgamento, mostrando toda a parte técnica e convencendo o júri da sua veracidade e culpa do réu. Grissom aceitou, sem pestanejar, o pedido do advogado da família em liberar os dois, por no máximo uma semana, até que a parte deles no julgamento estivesse cumprida.

Nick não podia negar que era perturbador ter que viajar sozinho com Catherine para Los Angeles. O alívio dele é que conseguiram reservar quartos separados. Deus sabe que ele não conseguiria se controlar se tivessem que ficar juntos, no mesmo quarto. Todos os sentimentos e sensações despertados durante o caso tiravam seu sono à noite, como há anos não acontecia – desde a primeira vez que a viu. Agora, os dois estavam sentados lado a lado no avião, indo diretamente para a Cidade dos Anjos. Ele não pode deixar de sorrir com esse pensamento, com certeza aquele era o lugar certo para Catherine estar. Ele a observou dormindo ao seu lado, ela não parecia muito confortável. A loira soltou um pequeno resmungo e apoiou a cabeça em sou ombro. Instantaneamente, Nick ficou tenso. Sentir sua respiração quente tão próxima do seu pescoço o fez trepidar. Cada pelo de sua nuca se eriçou e ele tentou controlar a respiração que começava a pesar. Nick respirou fundo e voltou a observa-la. Agora sim, ela parecia à vontade, com um sorriso meigo em seu rosto, a expressão serena e angelical. Seria difícil passar aquela semana tão próximo a ela, e como seria.

Catherine soltou um suspiro e abriu os olhos lentamente, levantando a cabeça para fitar o amigo e lhe presentear com um belo sorriso.

– Hei, Bela Adormecida – Nick sorriu para a loira. – Dormiu bem? – perguntou e a loira assentiu sorrindo.

– Seu ombro é muito confortável – respondeu.

Porém, sua frase é interrompida por um forte chacoalhar do avião, fazendo a loira perder o equilíbrio e se apoiar no braço da poltrona. “Estamos passando por uma área de turbulência, por favor apertem os cintos e mantenham a calma”, a voz da aeromoça ecoava por todo o avião. Nick não tinha medo de turbulências, mas se assustou um pouco ao sentir as mãos da loira segurarem seu braço com força. Ele nunca havia viajado com ela e não sabia desse seu medo. Por outro lado, não pôde negar que gostou de ter a amiga tão próxima de si e torceu para que o balanço do avião demorasse mais.

– Odeio aviões – a loira resmungou enquanto se aproximava ainda mais de Nick, que não conseguiu pensar em mais nada quando sentiu seus seios pressionarem contra seu braço. Catherine encostou sua cabeça em seu ombro e fechou os olhos.

– Vai ficar tudo bem – Nick disse beijando delicadamente sua testa. – Eu prometo – assegurou e a loira levantou o olhar para fita-lo.

– Está balançando muito – disse com a voz falhada.

– Apenas olhe pra mim e esqueça o resto ao nosso redor, ok?

A loira assentiu. Nick a olhava intensamente, e ela não conseguiu desviar o olhar de seus olhos castanhos. Catherine nem sentia mais a turbulência, parecia que eram apenas os dois no mundo e nada mais existia. Cada um perdido nos olhos do outro. Um imã invisível os puxava cada vez mais perto. Catherine ainda segurava seu braço quando Nick levou sua mão livre até seu queixo, o acariciando com o polegar. Ele trouxe seu rosto mais próximo ao seu até que cada um podia sentir a respiração do outro. Sem desviarem o olhar, em nenhum momento, ele levou o polegar até seus lábios, traçando as linhas perfeitas sobre eles.

– Acabamos de passar pela turbulência e estaremos pousando dentro de vinte minutos – a voz da aeromoça fez os dois perceberem que o balanço havia acabado.

Catherine lhe ofereceu um sorriso sincero e se aproximou mais do rapaz, depositando um beijo demorado no canto da sua boca. Nick fez um esforço enorme para não virar o rosto e tomar seus lábios. “Obrigada”, ela sussurrou ainda próxima ao seus lábios e se afastou, ajeitando-se no seu banco.

– Não sabia que tinha medo de turbulências – ele comentou.

– Não tenho – respondeu sem fita-lo. – Eu só fiz isso para me aproveitar de você – lhe deu uma piscadela travessa.

O rapaz a observou atônito tentando decifra-la, e descobrir se estava falando a verdade ou apenas brincando.

– Então você – hesitou ainda desconcertado com tal declaração.

– Eu tenho pavor de aviões, Nicky – disse se virando para ele. – Eu estava brincando – riu passando a mão em seu braço.

– Eu sabia – sorriu e se virou para fitar a cidade, que já podia ser vista da janela no avião. Já era noite, e tudo que se podia ver eram as luzes acessas da cidade.

Nick sentiu um arrepio percorrer todo seu corpo quando a mão de Catherine pousou sobre sua perna e seu peso foi depositado ali.

– Nossa – ela suspirou apoiando-se sobre o rapaz para olhar para fora do avião. – Los Angeles é uma cidade linda.

Ele tentou, mas não conseguiu evitar que seu olhar caísse sobre seu quadril. Nick se sentiu observado e olhou um pouco mais adiante. Ao lado da poltrona de Catherine, um rapaz de no máximo vinte anos, observava, não ele, e sim o quadril da loira. Ele praticamente a comia com o olhar, enquanto ela permanecia estonteada com a vista aérea da cidade. Nick rapidamente lançou um olhar ameaçador para o jovem e depositou sua mão sobre a base da coluna de Catherine, como se dissesse “Ela é minha, moleque. Caí fora”. O rapaz, intimidado, rapidamente desviou o olhar e fitou o chão.

– Hei – a loira protestou, se assustando com o arrepio que seu toque fizera percorrer sua espinha. Ela rapidamente voltou a se sentar no seu lugar e olhou o amigo esperando por um explicação.

– A criança ali – disse apontando para o rapaz na poltrona ao lado –, estava te engolindo com o olhar. Eu apenas protegi sua integridade – respondeu sério.

Catherine virou para fitar o rapaz que tentava disfarçar o olhar, ainda fitando o chão. “Que fofo”, falou baixinho e arrancou um sorriso do rapaz. Nick revirou os olhos e Catherine soltou uma gargalhada.

– Você também foi fofo me defendendo – disse sorrindo. – Nunca mais faça isso de novo, entendeu? – ordenou mudando para sua expressão séria e o amigo assentiu rapidamente.

Os poucos minutos que restavam do voo foram tranquilos, e logo o avião pousou. Os dois se dirigiram diretamente do aeroporto para o hotel onde ficariam. Precisavam descansar, já que a maratona no tribunal começaria na manhã do dia seguinte. Eles pegaram um táxi e observaram toda a cidade, conversando animadamente até a entrada do hotel. Os dois caminharam até a recepção, onde foram atendidos por uma moça muito simpática e que lançava alguns olhares sugestivos para Nick, deixando a loira com um resquício de ciúmes.

– Reservamos dois quarto – ele disse e a moça assentiu.

Seu olhar se voltou para a tela do computador enquanto procurava a reserva dos dois. O sorriso desapareceu de seu rosto quando voltou a fitar o casal.

– Sinto muito – ela disse um pouco constrangida. – Acho que houve um erro – completou e os dois amigos trocaram um olhar confuso. – Nós só temos mais um quarto sobrando, deve ter sido um engano. Eu sinto muito – pediu claramente perturbada pelo erro.

– Tudo bem – Catherine disse suavemente. – Você dorme no sofá – fitou Nick.

– O quarto tem cama de casal. Não se preocupem quanto a isso – a recepcionista lhes ofereceu um sorriso sincero.

“É exatamente com isso que eu me preocupo”, Nick pensou enquanto suspirava e esperava Catherine pegar o cartão-chave do quarto.

Notas finais
Eaí? Não decepcionei com a continuação, né? Espero que não. Se tiver algum erro podem falar. Tentei revisar (uma três vezes, *paranóiamodeon*), mas sempre tem alguma coisinha que foge do nosso olhar. Beijos!