Notas iniciais
Say you'll remember me [...] Acho que esse foi o título mais fácil de criar. Desculpe a demora!

– Ele parece um idiota para mim – Oliver disse saindo do esconderijo.

Ele estava atrás de algumas cortinas grossas que cobriam parcialmente as janelas.

– Não, normalmente ele é mais educado – Greta o defendeu.

Ela também saia de onde estivera escondida, atrás de uma grande mesa, provavelmente ela estivera embaixo dela para se esconder melhor.

– Se você quer saber como alguém é de verdade observe como esse alguém trata os empregados.

Luci sorriu. Ótima dica, ela pensou.

Greta pareceu pensar um pouco sobre o que Oliver havia dito, como se estivesse fazendo uma anotação mental.

– Talvez ele só esteja em um mau dia – ela ainda o defendia.

Oliver lançou um olhar pra ela que parecia perguntar algo como “sério?”.

– Mas o que eu estou fazendo aqui? Deveria estar na porta – Luci falou.

– Não – Greta disse antes que Luci desse o primeiro passo até a porta – não precisa, já pensamos em tudo.

– Tudo? – a criada perguntou.

– Tudo – Oliver e Greta falaram ao mesmo tempo, olharam um para o outro e sorriram e Luci não pôde deixar de sorrir também, ela estava feliz pela felicidade dos seus amigos.

– O que é tudo? – e curiosa também.

– Você logo saberá – Greta a abraçou enquanto dizia essas palavras.

– Eu preciso ir – Oliver anunciou – nos veremos em breve.

As duas se soltaram do abraço e Greta apressou-se para abraça-lo.

– Sim, logo, logo – ela disse.

A criada estava encantada com o carinho que os dois tinham um pelo outro. Oliver deu um beijo na testa de Greta e em seguida foi até Luci e deu-lhe um beijo nas costas de sua mão, ele fez com que a garota lembrasse de um amigo que tinha um comportamento parecido.

– Ele a deixa feliz – Luci disse quando o garota já havia saído.

– Sim – Greta corou – vê-lo me alegra.

– Estou feliz pela senhorita.

– Poderá ficar ainda mais quando eu tiver certeza de que não irei me casar com Hugo.

– Como a senhorita pretende fazer isso?

Greta riu com a curiosidade da amiga.

– Oliver e eu tivemos algumas ideias, mas desculpe, Luci, você não precisa participar do plano A.

– E existe mais de um plano?

– Sim – Greta parou para respirar fundo e manter os pensamentos distantes por um segundo – na verdade, eu preciso tentar uma coisa antes do plano de verdade, ou o plano B, como quiser chamar – a voz dela não trazia mais tanta felicidade, mas uma tristeza.

– Tudo bem, avise-me quando eu puder ajudar.

– Avisarei sim, talvez eu precise de sua ajuda depois – ela disse sorrindo.

Já era tarde da noite quando Luci acompanhou Greta até o seu quarto para que ela não tivesse que vagar sozinha à noite. Luci não quis perguntar mais sobre os planos, pois as perguntas pareciam não trazer bons pensamentos para amiga, então, elas se despediram rápido e a criada logo foi para o seu quarto. Sem dificuldades, chegou ao quarto, trocou de roupa e deitou-se, em pouco tempo Luci foi domada pelo sono e por sonhos.

Ela estava deitada no chão, ou melhor, no gramado, Luci não sabia exatamente onde estava, mas tudo o que ela podia ver era isso, grama. Ela sentiu uma textura estranha em suas mãos e quando olhou para descobrir o que era, viu o mais lindo dos vestidos e o melhor de tudo, ela estava vestindo-o, ainda por cima era azul, a sua cor preferida.

Luci estava encantada. O clima estava agradável, conseguia ouvir passarinhos não muito longe dali, tudo estava perfeito e ela apenas fechou os olhos e aproveitou a tranquilidade do lugar.

De repente, ela pôde sentir um perfume que ela reconheceria em qualquer lugar. Abriu os olhos e deparou-se com um par de olhos difícil de esquecer, os de Cameron Briel. Ele estava sobre Luci, segurando-se pelos braços para não pôr todo o seu peso sobre a garota, os dois corpos estavam tão próximos, suas pernas estavam meio entrelaçadas e Luci podia sentir a respiração dele batendo em seu rosto, era provavelmente o mais perto que os dois já haviam estado e iriam estar em toda a vida.

– Está aproveitando o dia? – ele perguntou.

A criada – que a essa altura não lembrava mais que aquilo era um sonho – deu um sorriso enorme.

– Muito – respondeu.

– Eu tenho um presente – ele anunciou.

– O que é?

– É uma surpresa – ele sorriu, deixando ela ainda mais encantada – feche os olhos – o sorriso dele ganhou um toque de malicia.

Ela o obedeceu. A garota não viu – mas sentiu – quando Cam aproximou-se ainda mais dela e estava prestes a lher dar um beijo. Mas, sem que ela entendesse como, o peso dele sumiu de cima dela, ela abriu os olhos e pôde testemunhar que ele realmente não estava ali, sentou-se rapidamente e procurou por Cam.

Ao virar o rosto, ela viu Cam caído ao chão, não muito longe dela, o garoto que ela havia conhecido aquela noite estava por cima dele socando-o. Assustada, Luci correu para próximo da ação e gritou:

– Pare! – o pedido não parecia fazer efeito – Pare! – ela repetiu, batendo nas costas do loiro.

O loiro virou para ela com um olhar de raiva no rosto, ele levantou e só então ela percebeu que Cam não estava mais lá. O medo cresceu dentro dela e tudo que ela pensou foi em correr para longe dali, longe daquela cena.

– Volte – o loiro gritou quando ela começou a correr.

Percebendo que nada que ele falasse a faria voltar, ele decidiu ir atrás dela. Luci gritava por socorro e ele permanecia correndo atrás dela, dizendo que não queria machuca-la. Ela queria acreditas, porém o medo que sentia era maior do que qualquer outra vontade que pudesse se manifestar dentro dela.

Ele chegava cada vez mais perto dela e a única defesa que ela tinha – os gritos – aumentavam. Então, ele finalmente a alcançou e os dois caíram sobre o gramado. Ela fechou os olhos com força com medo de encará-lo.

– Luci – ela ouviu alguém chamando-a, mas essa não era a voz dele.

A garota abriu os olhos e percebeu que não estava mais naquele campo, estava de volta ao seu quarto e a única pessoa ali era Milene.

– Você está bem? – Milene perguntou, aparentemente bastante assustada.

– Sim – Luci se espreguiçou e passou a mão nos olhos.

Tudo havia sido um sonho, ela pensou e se permitiu rir um pouco de si mesma. Até lembrar de seu quase beijo com Cameron e ficou um pouco desapontada que pelo menos aquela parte não fosse real.

– Teve um pesadelo? – Milene questionou enquanto arrumava algumas coisas no quarto.

– Sim – ela pensou de novo no loiro e, logo em seguida, em Cameron – mas também foi meio que um sonho.

Milene sorriu.

– Espero que pelo menos a parte boa se realize.

Com essas palavras, Milene saiu do quarto, estava pronta para o trabalho.

Luci pensou um pouco e depois disse para si mesma:

– É, acho que eu também.

Notas finais
Não sei se ficou meio maluco, mas eu queria que ficasse claro que a Luci tem sim interesse no Cam, que ela também é romântica e tal, espero que não tenha ficado ruim. Opiniões e sugestões são sempre aceitas. [...] In your wildest dreams, oh.