Ante Mortem / Post Mortem - Interativa

21 Capítulo 21 - Planos Interrompidos III


Notas iniciais
Planos Interrompidos (03/06)...

O homem careca tinha as feições como a de um cachorro, um cachorro faminto salivando a beira de pedaço apetitoso de carne fresca. Ele olhava para Des com um desejo implícito, não só ele, como todos os outros comparsas já fantasiavam em suas mentes, mil e uma formas de abusar da advogada.

James não conseguia agir, ele sabia quais eram as intenções de tais homens, e por isso tentava rapidamente pensar em alguma solução para o problema. Se pudesse, ele entraria em seu próprio cérebro e vasculharia pessoalmente cada lóbulo em busca de uma solução, de uma fuga.

Matt ainda estava em choque, extremamente surpreso e frustrado por terem sido surpreendidos de forma tão estúpida, na verdade, eles próprios – sem saberem, é claro – foram atrás do perigo, praticamente voluntariando-se para a atual circunstância. Ele olhava para os lados, para o chão, assim como James ele também buscava algo que pudesse salvar a todos ali, porém assim como o outro, nenhuma solução surgira.

̶ De onde vocês vieram? – Pergunta o homem negro mais velho, seu sotaque é típico das regiões de fronteira com o México.

̶ Alaska! – Responde Matt rispidamente.

̶ Eu vou arrancar sua bolas, seu viadinho de merda! – Exclama novamente o homem.

̶ Responde ao Lary ou as mortes começarão a acontecer! – Exclama o homem careca ameaçando a todos com seu rifle.

̶ Estamos em uma fazenda... Passamos aqui para buscar mantimentos! – Responde James, fora preciso pensar rápido ou então o homem cumpriria sua ameaça.

O homem com o rifle exibiu uma feição de dúvida, olhou para o que estava a seu lado direito e voltou a falar:

̶ Fazenda? Tem fazendas nessa região Steve?

O homem de cabelo enrolado e gorro tentou puxar na memória e respondeu:

̶ Eu não conheço essa área direito... Mas, é, creio que sim! Tem fazendas aqui por perto!

Deschen nada dizia, ela entendia perfeitamente o que estava se sucedendo, além de conhecer bem os tipos de pessoas que ali se encontravam. Seu pai, por conta da profissão, já serviu de defensor para estupradores, pedófilos e maníacos de todas as espécies, é o que o mundo penal costuma chamar de “ossos do ofício”. Ela própria já havia estudado diversos casos dessa natureza, porém, o seu conhecimento era meramente teórico, e talvez a partir desse instante ela se tornasse uma das vítimas que tanto lera a respeito.

O homem mais intimidador que segurava a potente arma de fogo nas mãos demonstrava ser o líder daquele bando, era perceptível que os demais atendiam as suas ordens e não moveriam um músculo sem a sua autorização. Algumas pessoas costumam pregar sobre o anarquismo, todavia, é em um momento de caos que mais aparecem os déspotas e os tiranos.

̶ Vocês são quantos? – Manifesta-se o homem loiro de longos cabelos pela primeira vez.

̶ Só somos nós... Só nós três e mais ninguém! – Exclama Matt visivelmente nervoso.

James balançou a cabeça negativamente, era perceptível que Matt estava mentindo, qualquer frase mal dita poderia por tudo a perder, se é que tudo já não estava perdido.

̶ Somos um grupo grande! – Diz James tentando remediar – Estamos em uma fazenda a umas três milhas ao norte daqui... O inverno nos pegou em cheio, estávamos sem comida e saímos para buscar mais... A grande parte do nosso grupo é formada por militares, temos armas, muitas armas! – Ele começa a pensar bem rápido, tentando achar uma forma de intimidá-los – Nos deixem ir embora e tudo ficará resolvido...

Os outros três homens se mostraram um tanto espantados e crédulos com as afirmações bem colocadas por James, porém, um deles não seguiu a opinião dos demais. O chefe deles, que não abaixara sua arma uma vez sequer, disse após ouvir atentamente as palavras de James:

̶ Você é corajoso, tenho que admitir... Corajoso, mas mentiroso!

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̶ Droga! – Exclama Emily ao sentir mais uma forte contração – Querida... – Ela olha para Lisa, arranjando forças para falar – Chame o Benjamin aí fora meu bem, por favor!

Ela dá um grito, começa a respirar ininterruptamente, sente que sua bolsa fora estourada e que a hora de sua filha vir ao mundo já chegou. Emily toca a própria barriga, tenta respirar fundo e diz sussurrando:

̶ Calma meu bem, você já vai nascer... Vai dar tudo certo...

Kate ainda se encontrava ali dentro, suas feições eram de espanto, ela não sabia como agir ou se deveria agir, apenas observava as feições, gemidos e dor provenientes do início de trabalho de parto.

̶ Eu, eu... – Tenta dizer Kate – Eu vou atrás da Roxanne!

Em três pulos Kate deixa o trailer, exatamente o instante em que Benjamin o adentra espantado. Ele olha para Emily e diz:

̶ Chegou a hora?!

̶ Sim! – Responde ela.

̶ Merda e agora?! – Indaga Ben – A Deschen não está, nem a Roxanne... A Kate acabou de sair correndo, eu...

Emily o interrompe:

̶ Benjamin, me ajuda por favor! Me ajuda a fazer minha menina nascer...

Benjamin estava um tanto trêmulo, não sabia o que fazer, nunca se imaginou em situação como essa.

̶ Tudo bem... – Ele se centra e respira fundo – Me diz o que eu tenho que fazer!

Emily começa a lentamente deitar-se no chão, ela retira o seu casaco e bastante ofegante, começa a abrir o botão da calça que usava, tirando-a logo em seguida. Ela abre suas pernas e retira a calcinha, Benjamin virou o rosto brevemente de lado em sinal de respeito, porém isso era algo que precisava ser esquecido nesse atual momento.

̶ Benjamin, não se preocupe... – Diz ela entre um e outro gemido mais estridente – Não precisamos ter vergonha, eu só quero que minha menina nasça bem...

̶ Tudo bem! – Diz Benjamin com os olhos arregalados – O que eu faço?

Emily volta a respirar ininterruptamente, faz uma breve pausa, toma fôlego e responde:

̶ Precisa avaliar a minha dilatação... – Ela dá mais um gemido – Eu tenho que ter dilatação para que ela nasça normalmente...

̶ E se você não tiver?

Emily apenas balança a cabeça negativamente.

̶ Não... Não! Vai dar tudo certo! – Ele toca o rosto da moça – Vai dar tudo certo Emily!

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̶ Acha que eu vou cair nessa historinha de militares? Vão se fuder todos vocês! – O homem careca dá um sorriso, olha para o loiro e volta a dizer – Pega a gostosinha, vamos começar com a festa!

O homem loiro começou a caminhar na direção de Deschen, que tentou recuar, correr, porém o mesmo homem que se dirigia até ela, sacou um revólver .38 da cintura.

̶ Se qualquer um de vocês fizer alguma besteira, eu estouro a cabeça dela!

O homem empunhou sua arma e apontou na direção da testa de Des, que ficou estática no mesmo instante, seus lábios tremiam levemente enquanto o hálito do homem se aproximava cada vez mais de seu rosto.

̶ Eu juro que vou fazer com carinho... – Diz ele que em seguida olha para o braço dela e volta a dizer – Caralho! A puta só tem uma mão! – Ele se aproxima mais ainda – Como perdeu a outra, vadia?

Deschen respira fundo, exprime uma face que denota nojo e diz em seguida com firmeza na voz:

̶ Eu enfiei o meu braço tão fundo no rabo da sua mãe, que acabei perdendo a mão lá dentro!

Os demais bárbaros passam a rir, o loiro que sofrera a chacota dá um breve sorriso, olha para trás, fecha o punho direito e desfere um soco fortíssimo, no meio do rosto de Des, que cai ao chão. James dá um passo na direção da moça dizendo:

̶ Não precisamos disso cara! Ninguém aqui é um animal!

O careca se dirige rapidamente na direção de James, e com o rifle nas mãos, acerta-o com uma forte coronhada em sua face. James cai ao chão, por muito pouco ele não desmaiara instantaneamente tamanha a força da pancada.

̶ Eu falei mil vezes para não se mexer, seu filho da puta! Agora vai assistir a gente comer a putinha aqui e depois vai morrer! Otário!

Matt apenas olhou a tudo, preferiu seguir as ordens dos brutos homens que comandavam o terror daquela tarde. Além de inútil, Matt também se sentia um covarde, não queria aceitar o que estava prestes a acontecer, ao mesmo tempo em que não conseguia mover um átomo sequer de sua consistência.

O homem loiro passou a puxar Deschen pelos cabelos, arrastando-a para a parte central do bar, alguns metros distante da porta. Ela ainda tentava se recuperar do soco recebido, o sangue fluía pelo nariz e boca, provavelmente o soco quebrara um de seus ossos nasais e cortara sua boca por dentro. Apesar da dor externa, o pior era aguentar a humilhação pela qual estava passando, ela não sabia mais se teria forças para lutar contra o inevitável.

Além do loiro, o homem mais baixo também foi até ela, com um pervertido sorriso no rosto, ele já abria as suas calças, enquanto o loiro segurava os braços de Des para trás, imobilizando-a. O líder deles apenas deixava rolar, não parecia estar interessado em estupra-la naquele momento, ele seguia vigiando, observando James tentando juntar forças para se reerguer e Matt ainda impassível com sua guarda baixa. E foi até Matt que ele decidira se dirigir:

̶ E então bonitão... Diferente do outro aí – Ele sinaliza para onde James se encontra – Você não vai querer mentir pra mim, não é verdade?!

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̶ E então? – Pergunta Emily com os olhos fechados.

̶ Eu acho que... Eu... – Benjamin olha atentamente para o meio das pernas de Emily – Eu não faço ideia Emily! Caralho, eu não faço a mínima ideia! – Exclama ele frustrado.

̶ Tudo bem, não tem problema... – Ela olha para o alto – Eu vou começar a empurrar...

Benjamin balança a cabeça positivamente, olha para o lado esquerdo e se depara com Lisa, estática diante deles, com as duas mãos na boca e os olhinhos arregalados.

̶ Lisa, sai daqui! – Exclama ele – Vai para o fundo trailer e fica lá! – A garotinha sai correndo sem nada dizer, obedecendo aos gritos de Ben.

Emily começa a fazer força, seus olhos se fecham e ela passa a gemer bem alto, praticamente gritando. Benjamin começa a olhar ao redor, enxerga a janela e tenta ver do lado de fora, para certificar-se de que nenhum mordedor iria ser atraído pelos gritos. No mesmo instante em que ele fizera isso, o barulho de uma motocicleta é ouvido, provavelmente O’Donnell.

̶ Ele tá saindo?! – Indaga Benjamin assustado, ele tenta se levantar, mas é impedido por Emily que agarra o seu braço.

̶ Você vai ficar aqui comigo! – Exclama ela.

̶ Eu disse para aquele filho da puta ficar vigiando... Pra onde aquele motoqueiro de merda foi?! – Vocifera Benjamin, ele está com os nervos à flor da pele, talvez essa seja a situação mais estressante de sua vida.

A garota em trabalho de parto faz força mais uma vez, empurrando sua criança um pouco mais. Ben olha novamente para o meio das pernas de Emily e diz, sem convicção alguma:

̶ Você tá indo bem! Tá indo muito bem...

Ele tenta se concentrar em duas coisas ao mesmo tempo, o parto de Emily e a segurança do trailer. Não havia mais ninguém, Roxanne e Kate estavam fora, assim como Des, Matt e James, além disso, O’Donnell também abandonara o seu posto. A situação parecia se complicar a cada minuto. A noite já chegara e com ela o frio se ampliara, Ben sabia que não podia pedir para Emily gritar mais baixo, porém, sabia que o parto dela poderia colocar todos em risco.

Mais um grito é dado por ela, que aparenta sentir dores insuportáveis, e apesar do frio, sua testa encontra-se tomada pelo suor. Benjamin volta a olhar para a genitália de Emily e após arregalar os olhos, exclama:

̶ Eu acho que... Acho que a cabeça já tá aparecendo!

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Os dois homens que seguravam Deschen, começaram a tirar as roupas da moça, rasgando-as sem nenhuma compaixão. Começaram pelo casaco, seguiram pela blusa e em depois o sutiã, deixando os seus seios a mostra. Todas as peças retiradas, foras detonadas pelas fortes mãos dos maníacos. O mais baixo deles, passou a tocar seus seios e colocá-los em sua imunda boca, com brutos movimentos, inclusive mordendo-a. O loiro que a impedia de se mexer apenas ria e excitava-se ainda mais com a situação.

Deschen não gritava, apenas debatia-se tentando se livrar daquele horrendo destino. Ela aprendera com a vida e a profissão a ser forte, não seria de sua índole implorar a homens tão baixos, a verdadeiros vermes. Eles não mereciam nem sequer escutar ela dizer “por favor”.

A calça de Deschen fora arrancada com uma imensa rispidez, assim como sua calcinha fora puxada violentamente por entre as suas pernas, machucando-a. Matt que seguia apenas olhando, virou para o homem careca que a pouco o ameaçara e disse em um baixo tom de voz:

̶ Por favor, não façam nada com ela, por favor...

O careca entregou o rifle na mão do negro idoso, puxou uma pequena, mas bastante amolada, faca da cintura, direcionou para o rosto de Matt e disse:

̶ Me diz onde os outros estão e eu posso pensar no seu caso!

̶ Ele falou a verdade! – Disse Matt apontando para James que ainda se encontrava deitado no chão.

O carrasco balançou a cabeça negativamente, ergueu sua faquinha, segurou pelos cabelos de Matt e começou a passa-la em sua orelha direita. Matt começou a gritar e se debater, porém não conseguiu se livrar da tortura imposta pelo homem. A faca afiadíssima não encontrou dificuldades em ultrapassar a orelha do bombeiro, cortando-a facilmente ao meio.

Matt começou a gritar, colou a mão em sua orelha que passou a sangrar no mesmo instante, sangue esse que escorria por seu braço. O homem voltou a olhar para Matt.

̶ E agora filho da puta, vai me dizer onde o seu grupinho tá acampando? É nessa merda de condado, ou estão em outro lugar próximo?!

Matt ainda urrava de dor, havia acabado de perder metade de sua orelha, o sangue parecia incontrolável, além do inevitável sentimento de inutilidade ao ver James aparentemente desacordado e Deschen sendo brutalmente abusada por ratos covardes. Sem esperança alguma de solução ou milagre, ele abre a boca e diz:

̶ Nós estamos...

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̶ O que disse?! – Indaga Emily.

̶ Eu já posso ver a cabeça! Pelo menos acho que é isso... – Refuta Ben um pouco – Continua empurrando!

Emily repira fundo, junta uma quantidade razoável de ar em seus pulmões e faz uma enorme força mais uma vez, seguida por mais um agudo grito. Após isso, Benjamin pode enfim comprovar sua teoria, a cabeça da menina pode ser vista claramente saindo por seu canal vaginal, tudo caminha para um parto de sucesso.

̶ É a cabeça sim! Eu to vendo, ela tá saindo! Continua empurrando Emy, falta pouco!

Benjamin dirige as suas mãos até a cabeça da frágil criança que nasce, apoiando a mesma para tomá-la nas mãos assim que ela sair por completo. Emily continua fazendo o seu trabalho, se utilizando de sua última reserva de energia para conseguir forças para empurrar sua filha para fora si.

̶ Mais uma! – Exclama Benjamin.

Ele já apoia menina pela cabeça e pescoço, o seu tronco já começa a sair. Emily faz força mais uma vez, fazendo com que o seu grito ecoasse por toda a parte. A essa altura, nem mesmo Benjamin se importava se algum mordedor seria atraído, ele estava concentrado demais no parto.

̶ Ela nasceu! – Exclama Benjamin. Após o último grito de Emily, a garotinha deslizara por sua cavidade, repleta de sangue e nas mãos de Ben.

Um tanto trêmulo, ele ergue a criança um pouco, dá um leve tapa em suas costas, fazendo com que ela chorasse, um choro fino e inocente, uma nova vida acabara de surgir em meio ao fim do mundo. Emily praticamente desfalecida sorri, assim como Benjamin que olha fixamente para o rosto da menininha.

̶ Vou chamá-la de... Vou chamá-la de Lillyan... – Diz Emily ofegante.

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Um barulho interrompe a confissão de Matt, que estava prestes a contar a localização do restante de seu grupo, se isso realmente acontecesse, uma grande catástrofe cairia sobre todos.

̶ Que porra foi essa?! – Indagou o homem careca.

O barulho fora originário dos fundos do bar, que nesse momento se encontrava bastante escuro, a noite já havia pedido passagem há algum tempo e a visibilidade fora embora junto com o sol que os deixara. O líder olha para os lados, imaginando o que poderia ter ocorrido. Os homens que abusavam de Des pararam no mesmo instante, um deles, o mais baixo de gorro, passara a olhar para trás, tentado identificar se algum bicho provocara o estrondo ou se um mordedor se aproximava.

̶ Acho que não foi...

A fala do homem fora interrompida de súbito por um rápido e brutal movimento, algo inesperado, inesperado por todos ali. O’Donnell surge em meio à escuridão, em um pulo alcança os dois estupradores, e mais rápido que qualquer movimento de contra ataque, faz com que sua machete pare na cabeça do homem loiro, cravada na lateral de seu rosto. Em segundo movimento, tão veloz quanto o primeiro, a machete é retirada da cabeça de tal homem e um feroz golpe é desferido pelo motoqueiro no pênis do outro homem que nu, não teve reação alguma a chegada triunfal de Lance. O membro é decepado, o homem cai ao solo, chorando de dor, debatendo-se em meio ao rio de sangue que jorra de sua virilha.

Completamente pasmo, o negro idoso que empunhava o rifle, tenta em meio a uma tremedeira, posicionar a arma para disparo, porém, é impedido por Matt, que se lança em cima dele, derrubando-o ao solo, em um extremo ato de coragem. O careca que apenas segurava nas mãos uma faquinha, é dominado por James que levantara-se do chão, tomara o machado de Matt, que havia sido jogado ao solo, e acertara um forte golpe no peito do líder, cravando a arma entre sua caixa torácica.

James se dirigira rapidamente até Deschen, que encontrava-se agachada ao chão, os olhos arregalados e uma feição perdida. Ela soluçava como se estivesse chorando muito, porém, nenhuma lágrima escorria por seu rosto. Ele foi levantando-a aos poucos, tirou o seu casaco e sua camisa e deu a ela, para que a mesma se protegesse do frio. Ela aceitou nem nada dizer e passou a vestir as peças recebidas.

̶ Porque veio? – Perguntou James olhando para O’Donnell que segurava sua machete ensanguentada e procurava em seus bolsos um cigarro.

̶ Foi sorte... Eu resolvi sair, tomei esse caminho e acabei encontrando o bar... – Ele parece frustrado, segue procurando por um cigarro.

̶ Mentira! – Diz James – Veio atrás de nós porque estava preocupado... – Ele faz uma breve pausa – Obrigado...

̶ O último... – Sussurra Lance ao encontrar um único cigarro em meio as suas roupas, ele o acende e nada mais diz.

James olha para Matt, ele dominara o velho homem negro, está de pé com o .12 nas mãos, apontando para o monstro que se encontra deitado ao solo, com as mãos esticadas e espalmadas em sinal de rendição.

̶ Me dê a arma Matt... – Diz James, seu rosto está repleto de sangue por conta da coronhada que recebera. Matt, que também sangra bastante pela orelha cortada, obedece e entrega a arma a James.

̶ Levem a Des pra fora, me deixem a sós um pouco com esse homem, temos assuntos pendentes! – Diz James olhando fixamente nos olhos do homem rendido ao solo.

Notas finais
Olá a todos! Mais uma parte de Planos Interrompidos! Eu gostei de escrever esse capítulo, espero que tenham gostado de lê-lo! Queria, obviamente, agradecer a ddess pela recomendação! Muito obrigado pelas palavras de incentivo, como eu já disse antes, grande parte do “sucesso” (entre aspas violentas e negrito) dessa fic, é a participação de vocês... Muito obrigado! Nos vemos nos comentários, até!