Another Way
6 VI. The Chosen
Notas iniciais
Aurora já tinha quase acertado um chute em Castiel mais de cinco vezes. O anjo tentava de todas as maneiras convencê-la de que podia fazer uma lata de refrigerante vazia a pouco metros deles se mover com a força do pensamento, era uma das vantagens de ser metade anjo. Mas aparentemente não era muito fácil e além da frustração de não estar conseguindo fazer o que deveria ser simples para ela, o anjo tentava explicar todas as vezes que ela falhava, como se ele achasse que ela não havia entendido de verdade.
Já tinham passado quase duas horas e a próxima tentativa seria tentar levantar um latão de lixo cheio; mais uma vez deveria ser algo fácil.
– Acho que ela não é tão boa assim. — Dean riu das tentativas falhas de Aurora.
– Eu posso ouvir seu idiota — a ouviu responder não muito longe e quando se virou ela lhe mostrou do dedo do meio. Sam riu.
Os dois tinham aceitado ir junto porque não teriam muito o que fazer durante o dia e o quanto antes a garota começasse a aprender a lidar com os poderes que tinha, melhor seria para eles; claro que tinham algumas condições em irem junto: nada de distração para ela. O que obviamente eles, ou ao menos Dean, não estavam colaborando.
O sol do meio dia começava a irritar três, mas Castiel não parecia ligar. Aurora suava e parecia extremamente cansada.
– Cass, acho que por hoje já foi o suficiente.. Mais tarde temos um caso pra terminar e não acho que ela cansada vai ajudar muito. — Dean se aproximou dos dois sendo seguido pelo irmão.
Castiel apenas assentiu e desapareceu, deixando os três para voltarem para o motel. Uma caminhada de mais ou menos dez minutos; agora estavam escondidos em um beco bem escondido.
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Quando chegaram, Aurora foi direto para o banheiro; eles puderam ouvir o chuveiro ser ligado, mas não demorou para que ela saísse do banheiro, pronta para sair de novo.
– Eu vou terminar de buscar o que eu preciso e encontro vocês lá antes de abrirem. Ah! Preciso que afiem os facões de prata. Não se atrasem. — e antes que algum deles pudesse dizer algo sobre ela sair sozinha. Sam deu de ombros para a cara de confusão de Dean e continuou sua pesquisa, ainda tentando saber o que era aquela coisa a qual estavam caçando.
– Conseguiu alguma coisa? — Dean perguntou enquanto se levantava para pegar duas cervejas no frigobar do quarto.
– Difícil dizer. A maneira das mortes, a garganta cortada e os testículos arrancados parecem muito com um ritual.
– Bem nojento. — Sam riu da cara do irmão ao lembrar dos corpos encontrados.
– É e de acordo com o laudo médico os três tiveram relações sexuais antes de morrerem, o que põe a amante como maior suspeita.
– Deixa eu adivinhar. Ninguém sabe sobre a mulher?
– Nem sinal. A única pista que temos é o bar.
– Espero que aquela garota sabe o que está fazendo. — Dean olhou preocupado para o irmão enquanto tomava um gole de sua cerveja.
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O toque irritante do telefone tirou sua atenção do notebook, esticou a mão para pegá-lo, mas Dean foi mais rápido; olhou para o número sem reconhecer, mas atendeu um pouco desconfiado. Esperou que a pessoa falasse primeiro e reconheceu a voz da garota instantaneamente.
– Dean? Lembra que você se perguntou o que aconteceria quando os anjos começassem a me procurar? Acho que eu estou perto de descobrir.
– Onde você está? — perguntou já se levantando com a jaqueta que a chave do carro na mão, dando uma cutucada no irmão para que o seguisse.
– No momento andando. Estou perto da lanchonete onde almoçamos ontem, não consigo enxergar eles, mas sinto que estão perto e esse barulho que eles fazem é uma...
A ligação caiu e Dean tentou não imaginar o pior; entraram no carro e seguiram até onde ela deveria estar, mas não a enxergaram, até notarem uma movimentação estranha perto do beco onde tinham matado os demônios.
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Aurora se curvou por conta da dor que sentiu no estômago quando recebeu o terceiro soco. Já tinham sido dois no rosto, o sangue havia começado a escorrer e as marcas que ficariam ali não seriam nada bonitas. Seu supercílio estava cortado e ela não podia imaginar que a mão de um anjo pudesse ser tão pesada.
– Vocês batem igual mulherzinhas — tossiu cuspindo um pouco de sangue no rosto do anjo no corpo de mulher que estava lhe acertando, enquanto outros dois a seguravam.
– Não seja tão atrevida garota. Estamos prontos pra te matar a qualquer momento.
– É claro que estão, mas acho que ainda não podem. Aposto que o chefe de vocês me quer bem amaciada antes. — sentiu o quarto soco no rosto e pode sentir a cabeça girar e doer cada vez mais.
– Hei passarinhos? — os anjos olharam para trás a tempo de verem a marca feita de sangue na parede de concreto e quando Dean tocou o sinal os três desapareceram gritando de dor.
Sam correu até onde Aurora estava e a ajudou a ficar de pé enquanto tentava recuperar o equilíbrio.
– Temos que sair logo daqui antes que mais deles apareçam.
Sem ter que dizer mais nada, Sam puxou o braço da garota para colocá-lo em volta de seu pescoço a içando para o seu colo.
– Acho que está virando um hábito pra você me carregar. — ela riu fraca e sem humor.
– É bom que não se torne mesmo um hábito.
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Quando voltaram para o quarto, Sam a colocou com cuidado em cima da cama; Aurora ainda não tinha perdido a consciência, mas não demoraria muito para isso. Dean preparou os curativos enquanto o irmão limpava os machucados. O corte quase cicatrizado na barriga tinha sido aberto e retornava a sangrar.
– O que houve? — os dois se viraram assustados quando Castiel apareceu no quarto.
– Anjos. — a garota respondeu antes dos rapazes.
Castiel se aproximou, fazendo com que os dois se afastassem, se concentrou e colocou a mão sutilmente na testa da garota quase inconsciente. O processo de cura demorou mais que o normal e Aurora mostrava sentir dor enquanto o anjo a ajudava.
Quando finalmente terminou Cass caiu sentado no chão, exausto. Dean o ajudou a se levantar e o colocou em uma das cadeiras do quarto.
– Ela vai dormir um pouco, mas está totalmente curada.
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Sam e Dean já estavam prontos para sair quando Aurora parecia ter começado a acordar.
– Onde vocês pensam que vão?
– Tentar resolver o caso?
– Não vão sem mim, de maneira alguma.
– Você ainda precisa descansar e o Cass vai ficar aqui com você. — Sam parecia preocupado, mas quando apontou para o anjo notou que ele não estava mais ali.
– Acho que não. Vocês pegaram a sacola que estava comigo? — Dean assentiu um pouco constrangido e Sam pareceu corar, mesmo o quarto estando um pouco mais escuro.
– Sim..
– Vocês abriram, né? — nenhum deles respondeu e Aurora levantou e pegou a sacola que estava ao lado de sua cama. — Estarei pronta em trinta minutos, me esperem no carro. Peguem os facões de prata e arrumem um jeito de esconderem.
Bateu a porta do banheiro com força, fazendo com que fosse inevitável que os dois piscassem com o barulho. Sam olhou irritado pro irmão, se lembrando que a ideia de mexer nas coisas dela tinha sido ideia dele, por mais que ele também estivesse curioso, não deveria ser da conta deles. E quando abriram notaram que realmente não era.
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Trinta minutos depois eles ouviram a porta do quarto abrir e Aurora sair de lá totalmente diferente de como tinha entrado. O rosto estava maquiado sem ser de maneira extravagante, mas fazendo com que seus olhos parecesse maiores, o cabelo estava solto e enrolado, vestia um sobretudo preto, que cobria até os joelhos e uma meia calça preta. Os dois tentaram não imaginar o que ela estaria vestindo por baixo. Sentou no banco de trás e os dois se olharam antes de dar partida no Impala, indo em direção a boate.
– Que tal nos falar sobre o seu plano? — Dean perguntou quebrando o silêncio constrangedor e pesado que havia se instalado no carro.
– Eu tenho quase certeza que sei o que estamos caçando. E tenho uma suspeita que pode ser a amante dos três homens mortos. As garotas não vão entregar se elas souberem quem é, elas só tem umas as outras, precisam confiar no que tem. Só diriam pra uma garota que fosse do grupo.
– Espera um pouco — Dean ligou os pontos e soube o plano — Você vai fingir que é uma stripper?
– Você não vai conseguir entrar só porque está vestindo isso.
– Eles tinham uma vaga e eu me candidatei, como eles tiveram uma baixa pela quantidade dos assassinatos, me aceitaram.
– Claro que eles acrescentariam uma garota sem experiência assim.
– Quem disse que eu não tenho experiência?
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Dean quase passou o farol vermelho enquanto olhava para a garota no banco de trás ainda um pouco transtornado. Sam engasgou com o ar e nem ligou pelo fato deles quase terem batido.
– O que? Eu tive uma vida sabia? Eu era nova, sozinha e precisava de diversão.
– Mas isso?
– Espera.. vocês sabem que stripper é diferente de garota de programa, certo? — Dean pensou se já tinha conhecido alguma stripper que não tivesse ido pra cama com ele. — Os estabelecimentos tem as suas próprias regras e no meu caso não tínhamos a obrigação de nada. — voltou a se concentrar na rua, chegando perto do lugar. — Parem aqui, não posso chegar com vocês dois. — saiu do carro e bateu a porta devagar, tentando não chamar atenção. — Esse é o problema daqui; as garotas precisam escolher pelo menos um rapaz por noite. Por sorte eu tenho dois.
Os Winchester se olharam por um tempo tentando digerir o que tinham descoberto.
– Cara, ela foi uma stripper. — Dean ainda estava paralisado e Sam apenas assentiu — Você precisa casar com ela. — Sam revirou os olhos tentando ignorar o comentário do irmão.
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Quando entrou pela porta dos fundos se apresentando como a nova garota, achou o camarim muito rápido, era pequeno, mas bem organizado e foi bem recebida pelas garotas. Não precisou de muita conversa para descobrir que quase todas as garotas tinham visto a Madame E levando os caras que tinham sido assassinados para a sala dela, não era muito longe do camarim das garotas e não seria difícil de entrar lá, mas sozinha seria muito arriscado.
Não demorou para que os dois achassem Aurora e ela não vestia mais o sobretudo, mostrando a camisola preta rendada que vestia por baixo. Antes que eles pudessem pedir algo ela se aproximou com duas cervejas e sussurrou para que eles se separassem, pediu que tomassem cuidado para não serem escolhidos por outras garotas, ela subiria logo no palco. Dean foi para o bar e Sam o perdeu de vista rapidamente.
Tentou encontrar um lugar para que pudesse sentar e esperar que o plano da garota fosse colocado em prática. Tinha escolhido uma das mesas perto do corredor que deveria levar para os quartos, quanto mais rápido eles saíssem da visão de todos, melhor. Dean tinha pensado na mesma estratégia e estava em uma mesa atrás do irmão, quando uma mulher no bar chamou sua atenção.
Sam pôde ouvir tocar uma música mais lenta que as anteriores, as luzes do palco se apagaram e apenas um pequeno holofote brilhava no fundo do palco, iluminando os cabelos castanhos de uma das dançarinas; quando a música começou outras garotas entraram no palco, cada uma se espalhando para um dos cantos do palco. Ele avistou Aurora no canto direito, perto de onde ele estava. Sam não prestou muita atenção na música que tocava no momento, mas era algo que com certeza colaborava pra criar a atmosfera do show. Aquele grupo tinha as roupas combinando de maneiras sutis e em alguns momentos da música tiravam ou uma luva ou uma das perna da meia. Ele podia ouvir os homens em volta gritando algo incompreensível, Aurora o olhava fixamente, deixando claro desde que entrou quem ela tinha escolhido; Sam tomou um gole da cerveja gelada.
Não demorou para que todas elas descessem do palco e por mais que alguns dos homens no caminho tivessem tentando segurá-la, Aurora não mudou o percurso até onde ele estava. Assim que ficaram próximos ela acabou com a distância entre o corpos, ficando na ponta dos pés para poder alcançar a boca do rapaz a sua frente. Sam não correspondeu, ficou um tempo parado, até perceber que isso ficaria muito estranho aos que vissem de fora; envolveu a cintura da garota com o braço a ajudando a manter o equilíbrio, pode sentir uma das mãos em sua nuca e a outra segurando firmemente o seu braço.
Aurora quebrou o contato, aproximando a boca até sua orelha.
– Seu irmão é um idiota, segura minha mão e me segue. — e assim ele fez quando ela se virou, indo até os quartos. Sam olhou para trás e notou que Dean não estava mais ali, o que explicaria a reação da garota.
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Aurora vestiu a calça jeans e um casado que estava guardado no quarto enquanto eles esperavam o movimento no corredor acabar. Nenhum dos dois disse algo sobre o que tinha acabado de acontecer e os dois prefeririam assim.
– O que estamos atrás é uma deusa grega. Equidna, a mãe dos monstros gregos, metade ninfa, metade serpente, ela foi criada pra refletir os dois lados de toda mulher; a beleza e o perigo. Já tinha seguido o rastro dela antes, mas não tinha certeza se era mesmo ela dessa vez. O que ela fez com os corpos é parte do ritual, ela precisa arrancar e comer os testículos, são quatro vitímas em um mês, uma por semana. Os três primeiros precisam ser homens bons, que normalmente não cairiam na dela e o último precisa ser um cafajeste, pra que ela possa dar a luz a um novo monstro.
– Então o Dean foi o escolhido?
– Ao que parece, sim. Eu disse pra não irem com nenhum garota.
– Como vamos saber quem é ou pra onde eles foram?
– As garotas disseram que viram a Madame E. sair com os engomadinhos e ela não tem muito tempo, logo o dia vai virar, o ritual vai ter que ser feito aqui.
– O escritório dela.
– Sim, vamos antes que os corredores fiquem cheios de novo.
Os dois seguiram o mais silenciosos que puderam até a porta da sala da administradora do lugar, Sam estava com a faca de prata então entrou na frente, mas a sala estava vazia.
– Ótimo. — Sam resmungou sentindo uma certa raiva do irmão, por mais que ele pudesse estar em perigo.
– Ta ouvindo? — quando ela chamou atenção, ele percebeu ouvir algo ranger, mas a sala estava toda fechada. Aurora andou até a porta que deveria ser do armário dos casacos e encontrou uma escada. — Acho que achamos.
Os dois desceram devagar, a madeira rangia sob seus pés, fazendo um barulho angustiante, o corredor era longo e estreito; Sam continuava a frente com a faca empunhada, pronta para atacar quando fosse necessário.
Aurora notou uma luz estranha vinda de uma das curvas do corredor, mas antes que pudesse segurar o rapaz, Sam já estava no campo de visão da criatura que o jogou longe o prendendo em uma parede ao lado de Dean.
Ela conseguia ver a faca perto da mulher alta e magra que afiava uma lâmina grande e quando terminou andou calmamente até os garotos, imóveis na parede oposta.
– Acho que vou ter um prato duplo hoje. Ou talvez eu possa me alimentar de um e me divertir com o outro. O que você acha, Grandão? — riu enquanto passou a lâmina que carregava no peito de Sam, abrindo um rango na camiseta e um corte no peito.
– Só eu chamo ele assim, Minhoquinha. — Aurora chamou a atenção da deusa, a tirando de perto dos dois, mas a fazendo ir diretamente para ela.
Precisou apenas de um soco para que o corpo da garota caísse de costas no chão; Aurora tentou se arrastar até o facão afiado, mas a deusa agarrou a raiz de seu cabelo a fazendo se levantar desajeitadamente, quase sendo arrastada até a parede oposta a dos garotos. Acertou em cheio o joelho no estomago da garota a mantendo inclinada; Aurora podia sentir cada osso do seu corpo voltar a doer e sabia que algumas fraturas internas tinham sido feitas. Equidna virou seu corpo e a agarrou pelo pescoço, tirando seu corpo do chão, enquanto ela tentanva em vão tirar a mão da deusa de sua garganta.
– Concentre, Aurora. Você é mais forte que ela. Domine a dor e a transforme em força.– ouviu a voz de sua mãe em sua cabeça e tentou com todas as forças fazer o que ela pedia. Tentou puxar o ar para os pulmões doloridos, ocasionando apenas mais dor.
Sam e Dean esperavam que a garota caísse morta a qualquer hora, mas de repente os olhos castanhos se tornaram azuis e ela parou de lugar contra a mão no pescoço. Acertou um tapa forte no rosto da deusa a fazendo soltá-la e cambalear para trás.
– Ora, sua monstrinha! Como se atreve? — a deusa avançou para cima da garota que ainda tentava retomar o ar, mas antes que ela pudesse atacar, Aurora socou-lhe o rosto, a fazendo ir ainda mais para trás.
– Isso é pelos rapazes. — mais um soco — Isso é pelas garotas que você chantageia pra continuarem aqui. — outro tapa — E isso, é por mim, vadia.
A faca de prata fez o corte perfeito no pescoço e enquanto a cabeça rolava para longe do três, Sam e Dean caíram no chão, libertos do toque da víbora.
– Isso cansa, cara. — Aurora disse antes que sua visão escurecesse e ela desmaiasse.
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Os dois terminaram de guardar as mochila no carro enquanto a jovem tomava um banho e se preparava para partirem; Depois dela ter acordado e surtado por ter notado que alguém havia trocado sua roupas, decidiu que o melhor era se trocar e discutir sobre isso depois, ela ainda parecia muito cansada.
– Acho que o Bobby tinha razão. — Dean comentou distraidamente, enquanto fechava o capô do carro. Sam não respondeu — Sobre a garota. Ela é boa no que faz. — mais uma vez não teve resposta — Ainda ta pensando no que rolou ontem?
– Cala a boca, Dean. Ela não teria me escolhido se você não tivesse saído de lá.
– Ah qual é, Sammy? É claro que ela teria. Você ainda não entendeu? Desde o dia em que ela te conheceu ela de escolheu. Até a sogrinha já te deu a proteção dela.
Sam balançou a cabeça, tentando ignorar a infantilidade do irmão.
– Vamos então? — Aurora saiu do quarto, indo em direção da porta de trás, pronta pra dormir mais um pouco.
– Pensa no que eu te falei. — Dean sorriu maliciosamente e cutucou o irmão com o cotovelo, rindo da cara de Sam.
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