Another Undertale

10 Efeitos da festa - Capítulo 9


Notas iniciais
Aqui mais um capítulo novinho, bem, não tem tanta coisa, mas já coloca no ar aí questões que eu quis colocar para em um futuro não muito distante eu dar um porquê. Boa fanfic!

Ao acordar, Frisk cobriu os olhos por causa da luz, tinha dormido pouco mas não conseguia mais voltar a dormir, ficava se remexendo para ver se conseguia estar em alguma posição que o daria de volta o sono, até que a porta de seu quarto abriu, sua irmã o viu se virando de bruços com o rosto enterrado no travesseiro e cobrindo a cabeça com o lençol, ela rio e colocou um pedaço de torta, que seu pai tinha acabado de fazer, no criado mudo ao lado da cama do garoto.

—Já acordado irmãozinho?

—Tentando não estar... — Respondeu Frisk com a voz rouca e baixa por ter acabado de acordar.

—Sabe ao menos que horas são?

—Hum... Não...

—São dez horas, você dormiu só quatro horas, por que não come um pouco de torta e volta a dormir? — o garoto virou para a irmã que estava sentada no pé de sua cama, sentou ainda coçando os olhos e pegou o pedaço de torta.

—Huum... Papai consegue fazer uma torta muito boa não é?

—Sim, é bom que você coma, parece que não comeu nada desde que almoçamos ontem...

—...É... lá na festa, eu só tomei refrigerante.

—Hum, okay, vou te deixar dormir, quer que eu feixe direito as cortinas?

—Não, tudo bem, não consigo mais dormir, eu já vou me levantar pra tomar banho, também preciso buscar Carlos.

—Quer que eu vá contigo?

—Agradeceria se fosse.

—Então tá, vou tirar meus livros do carro.

—Você foi pra aula hoje?

—Fui estudar na casa de um colega.

—Quem?

—Vai tomar teu banho garoto, haha.

—Hum, tá.

Frisk se levantou e deixou o prato no criado mudo novamente, pegou uma roupa para vestir, foi para o banheiro e tomou um banho, dessa vez com mais calma e podendo tirar direito a maquiagem do corpo que não tinha conseguido tirar de manhã quando chegou em casa, se vestiu e foi para a cozinha para tomar uma xícara de café, que ele teve que esquentar no micro-ondas por já estar gelado por ele ter acordado bem depois de seus familiares. Ele foi até o carro de sua irmã que o esperava no banco do motorista mexendo no celular, ela deu partida no carro, foram até a casa que tinha sido a festa, ninguém os recepcionou, Frisk já foi entrando na casa cheia de adolescentes e jovens desmaiados por bebida ou sono por ter passado a madrugada acordado, foi em cada cômodo procurando seu irmão, vendo que ele não estava no primeiro andar ficou com medo de procurar no segundo, o achou deitado sozinho na sala que tinha a escada-caracol que ele tinha encontrado de madrugada. Estranhou Frisk quando viu que seu irmão estava coberto e com travesseiro, ele sabia muito bem que seu irmão não faria aquilo, sentou-se perto de seu irmão quando ouviu barulho de passos, Tina estava descendo pela escada com um saco de gelo, que deu um leve sorriso para Frisk quando viu seu amigo.

—Você veio procurar mesmo seu irmão? — ela se aproximou dele e sentou do lado de Frisk.

—Claro, pra que é esse gelo?

—Ele se meteu em uma briga pouco antes do sol nascer, não pude evitar, mas pude o arrastar até aqui, ele acordou com dor, daí eu to cuidando dele, tipo agora, ele acabou de dormir novamente, mas ele que me acordou gritando de dor de cabeça.

—Você cuida dele melhor do que eu dele.

—Ah, to acostumada com a Metta, ela já fez isso e acabou sobrando pra eu cuidar dela, pelo menos dessa vez a prima dela que cuidou dela por mim enquanto eu cuidava do seu irmão.

—Hum, você é gente boa...

—Hah, não fui eu que te salvei de um assédio, foi você que me salvou.

—Não, eu só dei um tempo, quem te salvou foi... A Sam...

—Já tá com saudade dela?

—P-por que estaria? E-eu n-não tenho nada a ver c-com ela!

—Você não disfarça, relaxa, eu sei o que aconteceu ontem, como amiga de vocês vou apoiar, e cuidar do seu irmão enquanto você se preocupa com a sua misteriosa e sombria garota.

—Ah, pare! Tá pior que a Ari... Haha!

—Haha, obrigada!

Carlos se revirou e colocou a mão na cabeça coçando seu cabelo, Tina o acordou e fez ele se sentar apoiado na parede do seu lado, ele sem se importar de pelo menos abrir o olho apenas pegou o saco de gelo e colocou na cabeça.

—Olha quem veio atrás de você.

—Frisk...? Que que você tá, ai... Que tá fazendo aqui?

—Vim te buscar, a Ari tá lá embaixo esperando a gente, na volta podemos ir em algum lugar para você comer.

—Tá, tá...

—Bem, até amanhã eu acho...

—Até, valeu por cuidar dele!

—Nah, você mesmo que me pediu.

—Hum, bora Carlos, antes que a Ari chegue correndo aqui atrás da gente.

Carlos se apoiou no ombro do irmão e ambos foram para o carro da irmã mais velha, que perguntou como Carlos estava que recebeu um grunhido da parte dele e uma pequena explicação de Frisk, que se sentou no banco de passageiro enquanto Carlos se deitou nos bancos de trás.

Pararam em uma lanchonete perto da casa de Mettaton, aparentemente era da família dele, além da fama na televisão tem uma lanchonete e ao lado um hotel com restaurante. Explicava-se de onde vinha tanta riqueza daquela garota. Pediram um lanche para Carlos que ainda estava se recompondo da madrugada passada, chegando em casa o garoto ainda zonzo foi acudido pelo pai que viu os roxos nos braços, mesmo com a maquiagem, ele logo foi empurrado para o banho, e foi cuidado pelo pai, teve desculpa para Frisk fazer as tarefas dele para o dia seguinte, não que não fosse normal parra Frisk, seu irmão sempre fez isso com ele, o que fazia Frisk sempre saber mais por treinar seu cérebro duplamente para a maioria das lições.

Depois de Carlos estar enfaixado e limpo da maquiagem, ele foi para sua cama ter um sono direito, Frisk logo depois de almoçar e saber que seu irmão estava sendo cuidado, pôde jogar na cama e parar para pensar o que tinha acontecido na noite passada, uma garota que ele definia bonita demais para ele e estranhamente sombria demais para onde se encontrava havia beijado ele, o 'principezinho' da cidade que era antissocial e não sabia falar direito com as pessoas em sua volta. Mal sabia ele que ao mesmo tempo em outro bairro, uma garota albina pensava a mesma coisa enquanto arrancava folhas do seu caderno de desenho que agora, estava cheio de esboços do que estava pensando. -Samy, tudo bem?

—Papy, acho que eu preciso dormir...

—Você precisa parar de sair de noite, não está mais dormindo, eu vou no seu trabalho e universidade falar que você tá doente e--

—Não, eu.. Só vou dormir essa tarde, pode deixar, amanhã de manhã vou estar no trabalho, e de tarde na universidade.

—E depois da universidade em casa, não fique até de madrugada me preocupando.

—Hum, você parece com mamãe... Ou no caso parecia...

—Para de pensar coisa triste Samy, vai dormir, quer que eu te faça algo?

—...Não, muito obrigada, apenas não sai de casa nem deixa ninguém entrar, e não coloca fogo na cozinha.

—Haha, isso já faz três meses, relaxa, eu não vou fazer de novo.

—Não quero que se machuque meu feijãozinho...

—Já sou maior que você, pare de me chamar de feijãozinho.

—Tá little bean, vou dormir agora...

—No meio dessas folhas todas?

—Não se preocupe, vai lá brincar com a Tem...

—Tudo bem.

Notas finais
Bem, quem manja, manja e sabe do que eu to falando... Espero que tenham gostado do capítulo, até o próximo! —Meh