Another Undertale
8 A festa (parte 1) - Capítulo 7
Notas iniciais
Ao acordar Carlos, Frisk já desviou do braço do seu irmão que procurava bater em quem havia o acordado. Ao perceber que era seu irmão, ele se pôs sentado na cama olhando para o chão enquanto seu irmão o chamava para ir almoçar, -To indo já...
—Nada de tô indo, bora logo, já é meio dia garoto.
—Okay, tô me levantando... vou tomar banho.. já vou
—Rhm, tá
Frisk voltou pra sala e sua irmã o perguntou: -Acordou ele??
—Sim.. cadê mamãe e papai?
—Eles vão almoçar no trabalho hoje, aliás, eles só vão voltar umas dez da noite...
—Nossa, então nem vou os ver hoje...
—É... mas eles viram você pelo menos, quando ainda estava aos roncos haha...
—Ah, como você é engraçada!
—Beleza, pega teu prato aí...
Frisk então almoçou, logo depois de terminar seu almoço seu irmão chegou e almoçou também, então depois de todos almoçarem, Ariel lavou a louça de todos, até que se viram os três no sofá vendo televisão, apenas Carlos que mexia constantemente no celular, mas não que incomodasse muito. Passaram-se horas enquanto os três irmãos estavam descansando juntos na sala quando alguém bate na porta -Eu atendo! — disse Frisk enquanto se levantava e andava em direção a porta, — Ah, oi, resolveu vir mais cedo?
—Na verdade, eu vim na hora, você que tá perdido na hora...
—Sério Tina?
—Sim, espera um pouco que eu vou pegar a caixa que estão as paradas lá no meu carro...
—Não, pode deixar que eu pego pra você!
—Ah, muito obrigada...
Quando os dois entraram na casa, Carlos se levantou para cumprimentar a amiga: — E aí? Trouxe as paradas?
—Sim, está tudo nessa caixa que seu irmão está segurando...
—Hum, entendi...
—Oi, você é a amiga dos meus irmãos?
—Ah, oi! Eu sou Tina, eu estudo na mesma sala que eles.
—Eu sou Ariel, muito prazer!
—Prazer é meu... Frisk, eu começo a fantasiar quem?
—Por ele pelo amor de Deus, o Frisk não fica tão agoniado quanto eu!
—Verdade, Carlos não vai durar tanto e se agoniar rápido, comece por Frisk.
—Tudo bem então... Olha, coloca essa roupa aqui.
—Tá, já volto!
Frisk coloca a fantasia enquanto os seus irmãos viam sua amiga pegar as maquiagens e coisas no gênero, Frisk volta pra sala com uma camiseta branca meio rasgada e suja de tintas escuras, uma calça que ficava rasgada no calcanhar, um tênis bem gasto e sujo.
Tina o sinalizou para sentar na cadeira na frente dela que estava sentada em outra cadeira que estava na mesa de jantar, apoiando o braço esquerdo na mesa enquanto olhava para sua amiga a sua frente que pegava algumas coisas na maleta complexa cheia de gavetas que estava em cima da mesa, dentre as coisas em cima da mesa que ela tinha tirado, pegou um lápis de olho e começou a fazer a base da maquiagem que ela iria futuramente fazer no garoto.
Carlos se aproximou olhando para seu irmão e comentou: -Quando exatamente vai transformar meu irmão em um traveco? Hahaha
—Depois que você fizer sua cirurgia de mudança de sexo, então vou pensar na sua ideia maninho hehe...
—Garotos! Parem! Na frente da visita não!
—Eles são assim no colégio também.
—Que feio hein... O que mais eles fazem que eu não sei??
—Ari.. Não é necessário cara... Sério...
—Nah, Carlos é o pior, fica dando em cima de TODAS!! Frisk é bem de boa, sempre fica quieto no seu canto, só abre a boca quando vê algo injusto ou aquela garota chega do nada...
—Quem? Eu quero saber das garotinhas que estão com meu Friskizinho haha!
—Pelo amor de Deus... Ari, a Tina está sendo muito radical falando desse jeito, né Carlos?
—Hum? Ah, claro! É de mais falar desse jeito...
—Ah parem kkk... Desviando o assunto assim é até estranho, até porque ela é bem bonita...
—Verdade, ela é uma gata!
—Ainda não se quem é gente...
—Não é ninguém, eu juro, só uma conhecida! Nem da nossa sala ela não é!
—Claro! Ela está fazendo estágio lá!!
—A Sam??
—Como você sabe quem é?? Frisk você é louco? Contar pra Ari?
—Eu tô é morto... Tina só termina essa merda e Carlos só vai ver tevê...
—Ela é uma colega minha da universidade... Mas pelo menos agora sei bem quem é, Frisk, boa escolha, ela é bem legal mesmo, só meio sombria de mais... Na verdade ela sempre é sombria... Mas de qualquer forma...
—Tina já acabou? Pelo amor de Deus acaba logo
—Acabei de terminar.
—Nossa, que cara de morto cara...
—Era essa a intensão heh
—Okay, Carlos pega... Essa roupa e veste, enquanto eu começo a fazer minha maquiagem...
—Tá...
—Frisk vem cá, deixa sua irmã ver o que sua amiguinha consegue fazer com o poder da maquiagem...
—Tô indo... Viu?
—Nossa Tina, eu preciso fazer um curso contigo haha!
—Heh, não exagere... Eu aprendi com uma amiga de infância do meu tio, acho que ela é da minha idade.
—Hum, me apresente pra ela, eu realmente preciso aprender...
—Mas é estranho ela saber se maquiar...
—Por quê?
—Ela meio que é lésbica...
—O que? Como que?
—Exatamente, mas ela é bem bonita, até mais arrumada que eu, claro, com roupas bem masculinizadas...
—Hum, legal...
—Voltei, essa roupa é bem rasgada né?
—Acha que zumbi usa roupa nova gênio?
—Ah, verdade...
—Depois fala de mim fala!
—Cala boca Frisk!
Tina se arrumou e arrumou Carlos, ficou conversando com Ariel coisas de garotas que os irmãos presentes ficavam se olhando com cara de "alguém me salve daqui", quando os três ficaram prontos, estavam um pouco adiantados, tempo bastante para não precisarem se apressar para sair de casa. Ariel avaliou cuidadosamente os irmãos e elogiou muito Tina pela perfeição da maquiagem nos três. Depois Ariel falar tanto da maquiagem, Frisk percebeu que seu irmão se encontrava incomodado, não gostava de ser avaliado visualmente por sua irmã mais velha que sempre acabava desviando o assunto para o quão famoso é entre as garotas, Frisk interrompeu a conversa das duas dizendo que iriam se atrasar, sua irmã entendeu que ele queria ir logo pra festa, pegou a chave de seu carro e levou os três para a festa sendo guiada por Tina para a casa de Mettaton, que ela constantemente ia para brincar com tal quando seu tio precisava cuidar da pequena estrela quando seus pais viajavam a trabalho.
Chegando lá, as novas amigas se despediram enquanto os irmãos apenas acenaram para a mais velha, quando tocaram a campainha, uma garota mais ou menos dez centímetros mais alta que Carlos, que era o mais alto dentre os três, abriu a porta e com um grito abraçou Tina como se não a visse à anos, quando Tina fugiu dos braços da amiga apresentou seus amigos: -Ton-ton, esse é Frisk e esse Carlos, são meus amigos do colégio.
—Sejam bem vindos garotos, a festa tá pra começar... Vamos entrando.
Parando para avaliar a garota, Frisk viu que ela realmente parecia uma estrela, fazendo sinais com a mão enquanto falava para intensivar as frases que ela falava para Tina enquanto olhava desconfiada para os irmãos. Ela estava com um boné azul virado pra trás deixando apenas alguns fios pretos fugirem para a frente de seu rosto, cabelo que ia até os ombros, fantasiada de máquina, com braços e torço revestidos por roupa metálica, com uma camiseta azul que cobria apenas seu tórax, com um quadrado cinza com um coração azul dentro no meio da camiseta, um short preto meio folgado com meia cala preta por dentro, bota azul metálica também que ia até o joelho, luvas brancas e headphone azul, da mesma tonalidade da camiseta e da bota, no pescoço, jaqueta azul com detalhes brancos que não cobriam mais que sua camiseta, deixando a barriga e antebraços metálicos aparentes, maquiagem branca em seu rosto a deixando pálida demais deixando bem aparente seus olhos azuis claros, pouco mais escuros que de Samantha, que logo depois de Mettaton se sentir a vontade com a presença dos dois garotos chegou na casa dela, Frisk e Carlos ficaram conversando sobre o que cada um queria fazer naquele dia quando as três garotas chegaram na sala, Tina pulando do sofá para abraçar Sam enquanto Pamela correu para abraçar Frisk enquanto Carlos e Metta não entenderam nada, a garota envolvida pelos braços de Tina assustadoramente animada se soltou dos braços de Tina se teletransportando para o sofá ao lado entre Frisk e Carlos, se jogando no sofá colocando os braços atrás da cabeça cumprimentou o menor dos irmãos: -Heya kiddo, ainda nem começou a festa e você já está morto pelo que vejo heh..
—Mal chegou já está fazendo trocadilhos comediante?
—Ah admita, você gosta das minhas piadas... Aliás, você também já morreu igual seu irmão né?
—AH VAI SE F--
—Hey, minha irmã ainda é criança!
—Samy, eu não sou criança...
—Enfim isso não vem ao caso...
Frisk parou para olhar a garota que estava entre ele e seu irmão, ela estava mais assustadora que o normal, estava com uma bermuda preta com duas listras amarelas dos lados, uma de cada lado, blusa vermelha com as mangas puxadas deixando seus antebraços aparentes, com uma fantasia de esqueleto levemente elevada nos ossos dos braços e das pernas, meia amarela e tênis vermelho com detalhes brancos e cadarço preto, jaqueta preta enrolada na cintura com detalhes amarelos, cabelo preso em um longo rabo de cavalo que apenas uma mecha de seu branco cabelo escapava e caía no lado direito de seu rosto, com lentes de contato nos olhos transformando o delicado azul em um vermelho vivo aproximando-se do sangue, um dente no seu lado esquerdo revestido de metal dourado o deixando com aparência de ouro, ela se virou para Frisk que a olhava avaliando a roupa — O que foi kiddo? Nunca viu duas irmãs esqueleto?
—Hum? Não, to... Só vendo a fantasia...
—*Tsc*
A garota suspirou e desapareceu, se teletransportando para algum outro cômodo, Frisk desviou o olhar acusador de seu irmão e virou para Pap, ela dava voltas no cômodo avaliando cada detalhe, ela como sua irmã estava de esqueleto também, mas não estava assustadora igual sua irmã, estava com aparência meiga e calma, com botas azuis que iam até a metade da canela com duas listras douradas no meio, com um pequeno salto que a deixava pouco mais alta que Frisk, que naturalmente era da mesma altura dele, com um short azul com várias listras douradas e um cinto dourado o segurando, luvas azuis que brincavam com a tonalidade mais escura na mão que ficava mais claro até chegar o fim que era seu cotovelo, camiseta com mangas iguais duas bolas totalmente azul com brilhos dourados, cabelo solto com apenas algum creme que tinha glitter dourado que na luz reluziam, um cachecol azul que quase tocava o chão em ambas as pontas, igual sua irmã, estava com maquiagem no rosto ficando aparentemente como se fosse apenas o crânio, mas diferente da irmã, ela não colocou lentes de contato, deixou o natural dourado alaranjado de seus olhos.
Aos poucos foram chegando os convidados, cada um com fantasia diferente do outro, apenas alguns com algumas semelhanças por terem marcado antes de irem parecidos. No meio da festa enquanto Frisk se encontrou numa rodinha de conversa de amigos de Metta, ele se lembrou do irmão, olhou em volta e não viu ele, deu a desculpa para Tina que precisava tomar um ar fresco e foi a procura de seu irmão, foi primeiramente no bar perguntar dele, disseram que ele tinha ficado bêbado e sido expulso quando descobriram que ele era de menor, Frisk sentiu um frio na espinha ao saber disso, logo voltou ao mundo real quando sentiu alguém puxando sua camiseta, era Pap — Frisk, você viu a Sam?
—Não, na verdade to procurando meu irmão também, vai que no caminho eu encontro ela, daí eu já te ajudo.
—Obrigada
Frisk olhou para a mais nova e viu o desespero no olhar dela ao ver que estava sem sua irmã, decidiu ajudá-la por se sentir responsável por ela, ele foi andando apressadamente enquanto Pap segurava sua camiseta o seguindo, os olhos dos dois correndo de rosto em rosto, Frisk sem perceber parou de procurar seu irmão e começou a procurar Sam, talvez por se preocupar mais com a garota que segurava sua camiseta, olhou pela janela e viu uma garota do lado de fora sentada na mureta que dividia a parte alta da casa e o baixo jardim, uma altura de uns três metros, Frisk pegou a mão da garota que se segurava nele e a puxou pra fora, ela o perguntou o que havia acontecido mas ele não ouviu por ter acabado de achar a irmã dela.
—Acho que alguém está te procurando — Sam virou devagar a cabeça para o lado depois virou os olhos para os dois.
—Hey kiddo, tudo bem sis?
—Samy, eu quero ir pra casa...
—Tudo bem, eu te levo... — Sam apareceu do nada na frente dos dois abraçou sua irmã e sumiu, apareceu logo depois sentada na mureta novamente.
—Lindo né?
—O céu? É sim... Por quê?
—Tá procurando seu irmão?
—Como sabe?
—Só sei que vi ele através da janela ser expulso do bar...
—Sabe onde ele está agora?
—Se não estiver com nem uma garota ou fazendo um escândalo de bêbado pode estar na adega procurando algum álcool... Quer que eu veja?
—Se pudesse... — a garota se virou pra ele com um sorriso falso que sempre dava e sumiu, demorou um pouco, Frisk então sentou na mureta que a albina estava sentada antes, não no mesmo lugar que ela estava antes, mas um pouco mais para a esquerda, a garota apareceu do lado dele, se espantou ao vê-lo do seu lado e caiu, se teletransportou para o lugar de antes ainda em choque — Meu Deus, garoto! Que susto!
—Que susto digo eu, você apareceu do nada!
—Tá, tá... Ele tá na sala de televisão com uma garota lá, deixa ele se não vou ser obrigada a te tirar de outra briga e ele vai ficar muito puto contigo...
—Hum, okay...
—Mas e aí? O que ficou fazendo na festa? São duas da manhã, você já deve ter dado altos beijos...
—Nah, fiquei conversando com uns amigos... E você?
—Não aguento lugar com muitas pessoas, pra falar a verdade eu nem fiquei na festa direito, peguei alguns copos de refrigerantes e dei umas andadas na cidade, fiquei aqui olhando as estrelas a partir da meia noite, sabia que Papy não aquentaria muito sabe?
—Entendo... Se não gosta de lugar com muitas pessoas, por que veio?
—Minha irmã, ela iria me encher muito se não viesse...
—Então por que não vai pra casa agora que ela já está em casa?
—Você iria ficar sozinho aqui... E também eu gosto de ver os caras bêbados que saem daqui pra fumar ou por estar desnorteado, heh... Ficar me teletransportando enquanto tentam me agarrar, um ou outro acabam se teletransportando junto por ser jumper também mas nunca vão no lugar certo, por estar bêbado não sabe usar o poder direito, ou ainda não recebeu poder.
—Hum... Ainda bem que você é jumper...
—Por quê?
—Você é bem bonita sabe? É fácil um bêbado qualquer tentar te agarrar...
—Você tá me elogiando ou é impressão minha?
—N-não! Só to falando...
—Nah, tudo bem, você também não é nada mal.
—Hum?
—Qual é! Sabe muito bem disso, posso ser bruta como for, mas continuo sendo menina, e tenho esse senso de beleza...
—....
—O que?
—Não, nada...
—Okay, vou pegar refrigerante, quer o que?
—Guaraná...
—Tá.
Sam sumiu novamente, Frisk ficou olhando pra cima e pensando no rumo que a conversa tinha tomado, que aquela garota estava estranhamente sendo legal com ele, talvez tivesse bebido algo por engano ou estava sem o controle do que falava, ele... Nunca tinha sido elogiado por uma garota tão bonita como ela, apenas sua irmã mas família já é natural, ele estava... Ah não, estava ficando corado porque tinha percebido o que tinha falado e o que tinha ouvido, antes estava drogado pela vista do céu estrelado mas agora estava consciente e havia percebido o que tinha acontecido. A porta brilhou em um fogo azul e se abriu, saindo de lá Samantha, que com o mesmo fogo azul fechou a porta — Toma, teu refri.
—Hum? Obrigado, o que foi aquilo na porta?
—Eu, bem... Você não sabe muito bem o que cada classe de habilidades faz não é?
—Não.
—Bem, vamos começar com os magos, os magos podem usar materiais já existentes e os transformam, podem fazer o que quiser, menos criar e fazer sumir, tem os magos vermelhos que usam o sangue, verdes que usam as plantas, os amarelos que usam a luz e os azuis que usam a água.
—Tá...
—Os elementalistas produzem elementos da natureza, eles podem fazer aparecer e sumir, mesmo não sendo eles que produziram, ah, eles não podem fazer sumir o que não foi feito naturalmente pela natureza.
—Entendi...
—Os ilusionistas manipulam as imagens que aparecem no seu cérebro criando ilusões, mas as ilusões não podem matar, só se fizerem você se matar...
—Nossa, pesado...
—Metamorfos se transformam em animais, tem o primeiro, segundo e terceiro nível, o primeiro é se transformar em apenas um único animal, pra sempre, o segundo é qualquer animal que você já tenha visto, mas visto mesmo, sem ser por foto ou algo assim, o terceiro é se transformar em qualquer animal ou coisa que venha na imaginação, se alguém de terceiro nível virar algum animal que não exista, se um de segundo ver ele transformado pode se transformar também.
—O de terceiro e segundo nível podem virar outras pessoas?
—Sim, estranho não é?
—Muito, imagina você vê outro você na rua...
—Nossa... Eu ia perguntar qual a Samsação de ser eu heh.
—Haha... Só continua...
—Necromante revive qualquer coisa que um dia já teve vida, tem Thief que em inglês é ladrão, tem uma habilidade muito foda de roubar muito fácil, assassinos que podem matar só com as mãos, e pra matar um assassino é tenso, porque eles tem muita resistência à morte.
—Tem essas habilidades? A pessoa se receber está destinada ao mal não é mesmo?
—Na verdade pode usar como quiser, depende da sanidade do portador.
—Hum, okay continua.
—Daí tem os paladinos que eles tem grande habilidades com armas, fazem músculos mais fácil que o normal, tem percepção de espaço e essas coisas de gente que treinou avida toda pra ser guerreiro, então, são eles...
—Imagina que louco uma briga entre assassino e paladino!
—Eu já vi uma, ah sim, é bem legal, até que acabou sobrando pra mim e eu tive que me teletransportar para longe.
—Por que acabou sobrando pra você?
—Hum... Tem ciganos igual sua irmã, que veem o passado e futuro, tem jumpers igual eu que saltam alto com facilidade, se teletransportam, e não tomam tanto dano de queda...
—Rhm... Você ainda não respondeu...
—Não é algo que eu vou te contar tão cedo...
—.....
—Tem os clérigos, os clérigos brancos tem habilidade de cura, mas apenas cura, se morrer já era, e os clérigos negros que tem habilidade de tortura e morte, para algo com vida ou que um dia já teve vida...
—Hum, é isso?
—É, e então, quer ser o que?
—Ah, não sei... Como você conseguiu ser duas classes?
—Hum, é bem raro, mas se você não sabe, pra receber os poderes você faz um teste mental em uma máquina que define o que você vai ser, essa máquina te dá o poder logo depois do teste acabar, pra mim, veio dois poderes, não sei o porquê, mas deu algum erro e ficou como resultado jumper e clérigo negro...
—Ah, e como é que você se sente quando recebe o poder?
—Bem, sem poder que é o seu normal, é muito bom, quando você recebe um poder, segundo meus amigos é como se alguém estivesse injetando milhares de agulhas em todos os músculos possíveis, mas eu, que recebi dois e ao mesmo tempo, senti todos meus ossos se quebrarem em milhões de pedaços, acabei acordando três dias depois, e atualmente com poder, você pode sentir o poder dos outros, para os portadores de dois poderes ou mais, a magia é tanta que se manda mensagens e pensamentos, mesmo para aqueles que tem apenas um... E se você estiver em um nível de alto estresse, seu poder pode sair do seu controle, assim como se você estiver com sono ou bêbado, não sai direito ou nem sai, se estiver você estiver fraco fisicamente e/ou psicologicamente seu poder fica fraco também, então um clérigo branco não pode se curar se estiver lutando contra um clérigo negro e ele o estiver torturando...
—...Pareceu uma palestra, mas ficou muito bom!
—Ah pare...
A porta se abriu bruscamente, assustando os dois que estavam ali, saindo da casa um homem de uns vinte e poucos anos saindo e indo em direção os adolescentes — E aí princesa? Conversando com seu coleguinha?? Ahh... Que pena que ele não sabe como divertir você, mas pode ter certeza que eu sei... — O homem cambaleando em direção de Sam que olhou pra Frisk e pediu apenas com o movimento da boca: "Desculpa", Sam puxou Frisk pra perto dela e começou a provocar o bêbado: — O que? Ah, perdão, eu tava concentrada demais conversando com meu namorado... A gente já tava de saída, sabe se tem um quarto disponível já lá em cima?
—Ah, como é que você prefere esse pedaço de palito do que à mim?
—Sam, você tá maluca? — sussurrou Frisk para a garota ao seu lado que abraçava seu braço direito.
—Bem, ele pelo menos não fica bêbado e também não pretende transar com todas as garotas que vê na frente, bem, acho que você está fazendo os dois não é?
—Escuta aqui gracinha... — o homem falou pondo a mão no ombro direito da garota
—Saaam... — falou Frisk sem abrir direito a boca com desespero
—Calma kiddo, deixa comigo... — cochichou para Frisk, virou para o homem com olhar desafiador e começou a falar com olhar de assassina — Bem, vamos aprender como se comportar diante uma mulher!
—O que?
—Primeiro, — o homem começou a ficar com uma chama azul em volta dele e ficou distante de Sam — se ela não te der permissão, você tem que estar a uma certa distância dela.
—Mas que porra?
—Segundo, — ele caiu no chão sem conseguir se levantar — você tem que te respeitar.
—Ai caral--
—Terceiro e último, — a porta se abre com o mesmo fogo azul — bêbados não tem UMA chance de ficar com uma garota bonita e inteligente que não bebe.
—Acho que ele não vai mais esquecer disso... Ou vai né? Tá bêbado...
—Ah, eu poderia ter matado ele, sabe muito bem... — Ela levantou o braço que ela estava abraçando e deitou na mureta com a cabeça no colo do amigo.
—Você é mais sombria do que eu imaginava...
—A maioria diz isso...
Frisk olhou para o céu por cinco segundos e abaixou o olhar para a garota que estava com a cabeça apoiada em seu colo, para sua surpresa, ela já estava olhando pra ele, se encararam por uns três segundos e ela desviou o olhar para o céu, ela começou a corar ao perceber que ele ainda estava olhando pra ela — O que kiddo? Nunca viu uma garota antes? — ele estava em transe olhando pra ela quando ele abaixou a cabeça em tentativa de um beijo quando a porta de abriu, de novo, no susto Frisk levantou a cabeça e olhou pra porta.
—Frisk, o Carlos está brigando, vem lo... Que que tá acontecendo?
Tina olhou para os dois com uma cara de confusão esquecendo do recado que iria dar ao amigo, Sam se levantou e Frisk saiu de lá, correu para dentro da casa enquanto as duas garotas se encaravam, Tina com sorriso malicioso pra Sam enquanto ela se espreguiçava, Sam olhou para a amiga e soltou uma risada e Tina começou a rir também, — Eu juro que não aconteceu nada!
—Ah, claro, sei... Mas tava quase hein?
—Tava, haha!
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