Another Sky
6 Capítulo 5 - Pós-Morte
Notas iniciais
Capitulo 5 ~
O inferno na terra.
O que é aquilo? Está tudo destruído?
Minha casa, minha cidade, minha dignidade, minha fé...
Não posso mais, eu tenho que lutar, meu corpo está fraco, mas é pelo bem.
Levantei-me, com toda a minha força que ainda restava e sai pra buscar minha dignidade.
Estavam tudo destruído, os prédios, o céu estava vermelho e havia nuvens pretas e demônios perambulando por ai.
De longe avisto a pior criatura já vista, junto com ela havia alguém, os dois zombavam de mim, apontavam pra mim e riam. Mas não dava pra ver claramente, apenas uma sombra delas.
Fechos os olhos e parto para o ataque, segurando minha foice, eu preciso de força. Quando eu abro meus olhos, uma criatura estava em minha frente, tirando minha dignidade.
AH!...
Um sonho.
Uffa ~ apenas um sonho.
Acordei em minha cama e estava todo soado, aquele pesadelo foi horrível, parecia tão real, todo aquele papo de ter morrido e depois sonhar que tudo estava destruído, sonhos realmente são tão irreais, isso não era pra mim. Mas eu ainda estava com a roupa do colégio, não me lembro de nada da noite passada, já é de noite, há algo errado, muito errado.
Levantei-me e percebo que meu quarto estava arrumado, até onde lembro estava tudo bagunçado e eu iria arrumar logo que chegasse da escola, MEU DEUS! Só podem ter me dado alguma droga ou algo do tipo, estou perdido no tempo, que dia é hoje?
Eu me troquei e continuei jogado na cama, eu estava com preguiça e cansado, estou sentindo dores no meu corpo inteiro, como se algo tivesse batido em mim, ou que algum caminhão tivesse me atropelado, dei risadas do meu próprio pensamento agora, eu estaria morto se algo desses tivesse ocorrido, liguei minha TV e fiquei assistindo qualquer coisa que estivesse dando. Não demorou muito e eu peguei no sono de novo.
~ TRIM ~ TRIM ~
- WOOOOOOOAAAAH — Me espreguicei.
Era de manha e tudo parecia estar normal agora, apenas levantei-me e abri a janela para ver como estava a temperatura hoje. E TCHARAM, estava nublado, um dia lindo e a temperatura agradável e fechei a janela e fui em direção ao banheiro para poder tomar um banho. Comecei a tirar a roupa e escuto algo no meu quarto, como se alguém estivesse lá, sai correndo para ver o que era. Apenas um gatinho muito fofo que estava mexendo na minha mochila, tinha deixado cair meu estojo, mas, eu tinha fechado minha janela quando sai do quarto, uma corrente de ar vinha ferozmente da janela, peguei o gatinho e larguei nas arvores pela janela e voltei para tomar meu banho
Sai do banheiro, me vesti e arrumei minha cama, desci para o segundo andar pra ver o que minha irmã tinha deixado de café para mim, WAFFLES com mel. AAAAH o meu preferido, fazia um tempo já que ela não fazia isso para mim, eu amei.
Comi rápido e fui para a escola, estava um dia bem animado hoje, espero que continue assim. Mas algo estava estranho, por onde eu passava todos ficavam me olhando, parecia que eu era um fantasma, assim foi também na escola, todos me olhavam. Olhei o meu relógio e eu estava atrasado para a aula de geografia, sai correndo e cheguei na sala logo fui pedindo desculpas. O silencio ecoou, todos olhavam pra mim como se eu tivesse matado ou sido morto por alguém, fiquei espantado e todos cochicharam e me dirigi a minha classe, ainda todos me espiando, inclusive o professor, ele continuou a aula, Felicia estava lá e parecia ser a mais assustada de todos os alunos ali presentes.
Enfim chegou o intervalo e eu resolvi ficar na sala hoje, apenas admirando o tempo pela janela da minha sala, apoiei minha cabeça sobre minhas mãos e fiquei observando, olhei para o lado e Felicia estava se aproximando de mim, isso lembrou que ela estava no sonho também, eu teria salvado ela no sonho.
Ela estava carregando um bento, que parecia ser pra mim.
- Ka-Ka-Keru, está tudo bem com vc? – Ela falou com aquele tom suave de timidez.
-Ah, claro que sim, e com você? – Dei um sorriso.
-Comigo está tudo bem, e-eu fiquei tão preocupada com você, eu fico eternamente agradecida pelo que você fez comigo – Ela estava com o ar de preocupada ainda.
- HÃ? COMO? O que eu fiz? – Realmente, eu não entendi nada.
- Você não se lembra? – ela estava espantada.
- Err... não – Neste mesmo momento, me questionei se aquilo tudo que eu havia passado era mesmo um sonho.
Talvez a realidade daquele sonho, era mesmo real. Eu realmente...
MORRI?!
Não devo ficar mais preocupado, porque minha vida estava ali comigo e fico feliz por ter salvado Felicia.
- Kakeru, ontem você me salvou de sofrer um acidente, jogou seu corpo na frente para que não me atingisse, é um milagre você estar vivo ainda e bem do jeito que você está. Por isso sou eternamente agradecida, e vim lhe trazer este bento como agradecimento, mesmo não sendo nada de tão grande quanto você fez por mim. – Ela falou com um ar de desabafamento.
- Não há de que Felicia, eu realmente precisei fazer aquilo, eu sabia que sairia bem. – Não, não sabia.
-Bom, espero que goste, fiz com muito carinho e amor – Ela virou as costas e sentou-se.
Eu estava em estado de choque, realmente tudo aquilo foi verdade, eu acho que já sabia, mas minha mente queria que não fosse e acabei acreditando nela.
Chegou o diretor em minha sala.
- Kakeru poderia se dirigir em minha sala? – Apesar das palavras, ele falou com um tom de que não fosse encrenca.
Fui até a sala dele e me sentei em uma cadeira.
-Fiquei sabendo sobre os acontecimentos de ontem Kakeru, você realmente está bem?
-Claro que estou, não foi nada de mais. – Na verdade foi, mas sabe como é.
-Bom, eu como diretor fiquei responsável por tua saída da escola ontem no almoço, acho que o mínimo que eu poderia fazer era deixar você ir descansar um tempo, não?
- Não precisa, eu realmente estou bem.
-Mas eu insisto, não gostaria de saber que você está aqui por obrigação, eu já falei com os professores do turno da tarde, e você poderá ir para casa, amanha se quiser também nem precisa comparecer, talvez não precise mesmo, mas um descanso a mais seria bom para você.
Eu sai dali e fui até a sala para pegar minhas coisas, o diretor me acompanhou e apontou para Felicia.
-Felicia tem como levar o Kakeru até a casa dele? Ele precisa de cuidados.
Eu achava desnecessário aquilo tudo, pois eu estava bem mesmo, mas ela fez questão de ir me levar, ainda sentia culpa por eu ter me jogado na frente dela.
Eu mostrei o caminho da minha casa para ela, pelo caminho viemos conversando muito, percebi que temos muitas coisas em comum, ela parecia ser uma pessoa ideal, ai para, nossa, tenso, eu não posso gostar de alguém.
- Obrigado por me trazer Felicia, realmente, não era preciso.
-Precisava sim, eu te dou a minha vida Kakeru. – Neste momento ela se aproximou a mim e me deu um abraço apertado e bom.
Fiquei sem reação, apenas rolou um clima ali, ela me largou e saiu correndo, fiquei sem palavras.
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