Another Salvatore
2 Capitulo 1
Notas iniciais
Capitulo 01
Acordei assustada, mais uma vez. Eu continuava tendo aqueles pesadelos com o meu passado. O passado qual o lutei veemente para esquecer, mas que há muito tempo só voltava sempre que eu fechava meus olhos.
Passei por muita coisa ate chegar aqui. Ate conseguir me estabelecer em um lugar, confiar em pessoas de novo, começar a construir uma vida. Mas a noite tudo sempre ficava pior. O que é ridículo, já que minha espécie é conhecida como a espécie da escuridão. Somos predadores da noite. Mas muito da minha repulsa é porque eu nunca quis me tornar uma vampira. E as lembranças de como me tornei uma são os meus piores pesadelos.
Me levantei da cama, sabendo que não conseguiria mais dormir, e fui direto para a cozinha. Abrindo a geladeira, peguei uma das bolsas de sangue, depositei o liquido em uma caneca e me encostei-me ao balcão. Meu olhar percorreu toda a sala e parou na estante de livros, um pedaço de papel destacava-se no meio de tantos livros enfileirados tão perfeitamente. Fui ate a prateleira e peguei o papel que na verdade era uma foto. Uma foto minha e com meus irmãos. As duas pessoas que eu mais amava e acreditava no mundo inteiro. Mas que sinicamente, foram as pessoas que me abandonaram quando eu mais precisei. Stefan e Damon Salvatore. Costumávamos ser tão unidos, sempre fazendo tudo juntos, sempre rindo e felizes. Sempre ajudando um ao outro, como irmãos deveriam ser.
Aquela foto havia sido tirada no meu aniversario de 17 anos. Damon e Stefan me abraçavam, cada um de um lado, todos com um grande sorriso na boca. Aquela foto me trouxe tantas lembranças.
_Bom dia. Acordada já tão cedo ? — Sam perguntou ao entrar na sala. Não o respondi –Ta tudo bem Bree? O que você ta vendo ai ? — Ele veio a te mim e pegou a foto.
_Eu achei que tinha jogado isso fora há muito tempo atrás. – Falei pegando a foto de novo.
_Eu a guardei de novo. – Ele respondeu.
_Porque ?
_Porque isso me pareceu ser a única coisa do seu passado. Eu achei que um dia você seria capaz de encara-lo. Ou de me contar o que aconteceu. Ou de apenas relembra-lo.
_Eu não preciso de uma foto pra me lembrar do passado, porque eu não quero me lembrar. O passado é tudo que eu mais quero esquecer Sam.
_Me desculpa então Bree. Eu só achei que te ajudaria de alguma forma, algum dia. – Ele se desculpou mais não parecia realmente arrependido. – Eu vou tomar uma ducha e já estou indo pro bar. – Ele falou antes de me dar um breve abraço e ir em direção ao seu quarto.
Já passei por muitos autos e baixos na minha vida. E em uma dessas vezes eu encontrei o Sam. Ele tem mais de 200 anos e me ajudou muito sem nunca pedir nada em troca. Eu devo muito a ele. Ele se tornou meu melhor amigo, quase como um irmão.
Fui para o meu quarto e joguei a foto no fundo de uma gaveta qualquer. Me arrumei e acabei saindo primeiro que Sam. O Sam sempre dizia que quando mantemos a mente ocupada, não sobra espaço para pensamos besteiras ou no nosso caso seguir nossos extintos. Matar, matar e matar. Por isso há mais ou menos 4 anos ele abriu um bar em Manhattan, onde moramos e trabalhamos juntos. Nosso apartamento ficava em cima do bar, pra que assim o Sam pudesse ir para o bar sem ter que sair ao sol. Já que ele não tem um anel como o meu.
Sai do apartamento e comecei a andar. Ainda sem rumo, e com a cabeça cheia de lembranças.
Flashback on
Mystic Falls 1863
_Eu ainda não sei porque você insistem em jogar isso. Vocês são um droga nisso. – Falei e comecei a rir da cara que eles fizeram ao me escutar.
_Isso é inveja porque você não pode jogar. – Stefan falou sem me olhar.
_Ah ta bom. Tenho certeza de que eu com esse espartilho me matando e com esse vestido enorme com toda a certeza posso me sair melhor que vocês nisso ai. – Falei ficando de pé.
_Essa eu quero ver. – Damon falou segurando a bola entre suas mãos. – Vamos Bree. Quero ver o seu excelente desempenho no futebol americano. – Antes que ele tivesse terminado sua frase eu já estava ao lado de Stefan, alguns metros a frente de Damon.
_Pode mandar ! – Gritei. E Stefan começou a rir e eu o empurrei de lado. Damon fez uma contagem regressiva e jogou a bola. Ela veio mais rápido do que eu pensei que viria, mais certeira do que eu pensei que seria. Não consegui a amparar e ela me atingiu em cheio no rosto. Um grito escapou de meus lábios. Os dois caíram na gargalhada. Inevitavelmente eu também comecei a rir, com a mão pressionando onde a bola tinha me atingido e me provocava uma dor aguda.
_Machucou ? -Stefan tentando conter o riso, perguntou se aproximando.
_Realmente o seu desempenho foi excelente. — Damon veio logo atrás, falando em meio as risadas.
_O que você acha ? — Perguntei sínica, tirando a mão do rosto. Os dois se olharam assustados após olhar para o meu hematoma e dispararam a rir mais uma vez.
_Tem uma bola saindo de dentro da sua cabeça. – Damon falou mal se aguentando em pé.
Naquela época meu pai era bem rígido quanto a nós. Quanto a mim pra ser mais especifica. Para ele uma moça como eu não deveria ficar brincando de bola com os rapazes, mesmo que esse fossem meus irmãos. Resultado. Tive que ficar me escondendo do meu pai por quase uma semana ate que o hematoma sumisse do meu rosto.
Flashback off
O toque do celular me tirou de meus devaneios. Peguei a tempo de ver que era o Sam me ligando e atendi.
_Eu sei, eu sei que eu te deixei na mão ai no bar, mas eu já estou voltando ok? — Falei antes que ele pudesse me dar uma bronca.
_Breetany. –Sua voz saiu meio sufocada. – Breetany. – Ele falava em meio a tosse. Ao ouvir sua voz um arrepio percorreu todo o meu corpo.
_Sam ?? Sam o que esta acontecendo ? Sam ? — Perguntei começando a me desesperar.
_Socorro, Breetany. Socorro. – Ele suplicou.
_O que esta acontecendo ?? Onde você esta, Sam ? — Eu queria ir ate ele, mas eu não sabia pra onde correr. – Sam ?? Sam ?? — Ouvi seu grito de dor. – SAM ?
_Seu amigo esta um pouco impossibilitado de falar no momento. – Outra voz tomou conta do celular.
_Quem esta falando ?- Exigi.
_Eu tenho uma proposta irrecusável pra você pequena Salvatore. – Ao ouvir aquele nome paralisei.
_Quem esta falando ? — Repeti como se não tivesse escutado sua ultima frase.
_Isso você terá que ver com seus próprios olhos, pequena Salvatore. Se quiser ver seu querido amigo de novo, sugiro que faça tudo o que eu mandar. – Sua voz soava fria e me assustava.
_Não irei a lugar algum ate me dizer quem é você. – Falei firme.
_Meu nome é Klaus. Klaus Mikaelson. – Aquele nome não me era estranho.- E se não colaborar, posso ser o seu pior pesadelo.
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