Another Life

6 Revirando o passado.


Notas iniciais
Olá, voltei com um capítulo um pouquinho maior do que o costume. Confesso que já está pronto desde segunda, mas quando eu ia atualizar a Titia liberou "It's too late" com Klaine e eu simplesmente enlouqueci e só consegui escutá-la num replay infinito! Glee também voltou e eu ainda tô depressiva... :'( Bem, chega de papo e boa leitura!

Já completava dois dias desde que Blaine teve aquele sonho, e depois disso ele não quis sair de casa. Ele ficou traumatizado, pois a lembrança havia sido muito forte e real.

– Blaine, você precisa sair dessa cama! Brittany trouxe um lanche para o moreno — Foi apenas um sonho!

– Não Britt, foi uma lembrança como você disse naquele dia!

– Mas você mesmo disse que não acreditava nessas coisas e mandou-me esquecer!

– Eu preciso saber se Kurt tem alguma marca nas costas. Se ele tiver, aquilo realmente foi uma lembrança de outra vida!

– Bom, Sant me disse que Kurt desmaiou naquele dia depois de sentir uma dor estranha numa marca que ele tem nas costas.

– É isso! Kurt levava um tiro exatamente nas costas no meu sonho. E como você disse, pessoas que carregam essas marcas é porque tiveram suas vidas interrompidas de forma brusca e inesperada!

– Pensando por esse lado faz sentido...

– Britt, eu preciso achar um especialista nesse assunto! E vou precisar da sua ajuda!

Blaine tomou o lanche que sua amiga fez e enfim saiu da cama. Enquanto o moreno tomava um banho, Brittany fez uma breve pesquisa na internet e achou alguns médiuns próximos a sua rua. Anotou os endereços e saiu com Blaine em busca dos locais.

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– Kurt... Kurt. KURT!

– O-oi Rach...

– Eu estou falando com você um tempão e você parece que está em outro mundo! O que você tem?

– Desculpe, é porque eu estou com umas coisas na cabeça, mas não é nada demais...

– Kurt, eu te conheço. O que está havendo?

– Depois eu te conto, agora eu tenho que atender aquele casal ali me chamando...

Kurt patinou até o casal para atendê-los e deixou uma Rachel curiosa pra trás.
Quando a noite caiu, Kurt e Rachel voltaram para casa sozinhos já que Santana estava visitando sua mãe em Ohio.

– E então Kurtie, porque você estava aéreo mais cedo? — disse Rachel puxando assunto enquanto Kurt destrancava a porta do apartamento.

– Tudo bem... o castanho se jogou no sofá — Promete que não vai me chamar de louco?

– Prometo...

– Eu acho que essa minha marca de nascença é uma cicatriz...

– Cicatriz? Mas você nunca me contou sobre ter se machucado!

– E eu nunca me machuquei... — Rachel levantou uma sobrancelha — E-eu acho que essa marca é uma cicatriz de outra vida.

– Outra vida? Como assim Kurt?

– Naquele dia antes de desmaiar, eu senti uma dor horrível nessa marca e logo em seguida cai no chão. E enquanto eu estava apagado, eu ouvi como se fosse eu fazendo um tipo de juramento pra alguém que eu não sei quem era.

– Que tipo de juramento?

– Não era bem só um juramento, era um pacto! Eu jurava amor eterno pra pessoa. Mesmo que fosse em outras vidas eu seria pra sempre dele ou dela. E nós tínhamos nossos dedos cortados e unidos. Foi tudo o que consegui ver!

– Olha Kurt...

– Okay, você vai me mandar procurar um psicólogo, um psiquiatra ou sei lá!

– Não! Olhe, eu sou judia, e nós acreditamos que quando a alma de uma pessoa não termina seus "deveres" — Rachel fez aspas no ar — Ela fica com a necessidade de voltar e terminar qualquer coisa que tenha ficado pendente. Porém no judaísmo, em alguns casos você só tem a chance de reencarnar três vezes. Então eu não sei como funciona o Guilgul* em outras religiões. Você vai ter que pesquisar mais sobre isso.

– Okay. Obrigado por não me achar louco...

– Nunca Kurtie! Se quiser eu lhe ajudo com essa pesquisa, só me chamar!

– Obrigado!

– Agora vou tratar de me arrumar porque hoje eu tenho um encontro... — Rachel lançou uma piscadela para o amigo correndo para o seu quarto.

– Rachel Berry, depois a senhorita vai ter que me contar quem é o felizardo! — Kurt gritou.

– Pode deixar que depois te dou todos os detalhes! — gritou a judia de volta gargalhando em seguida.

Kurt ficou rindo no sofá da sala antes de se afundar outra vez em seus pensamentos. Se antes ele já estava impressionado com tudo isso, agora com a explicação de Rachel só agravou. Hummel levantou e foi até seu quarto para tomar um banho e colocar uma roupa bem confortável pra poder pesquisar sobre tudo o que a amiga havia lhe dito.

– Rachel! — gritou Kurt do quarto — Qual é o nome do negócio que você me explicou mesmo?!

– Guilgul! — respondeu Rachel num grito.

Kurt digitou o termo no buscador e iniciou sua longa pesquisa.

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O relógio já marcava oito na noite e Blaine e Brittany ainda estavam em um dos centros que eles haviam pesquisado na internet. Os dois passaram em dois deles e estavam fechados e só conseguiram ser atendidos no terceiro endereço. Desde então, estavam numa longa conversa com o médium Raphael.

– ...então quer dizer que esses sonhos que eu venho tendo realmente podem ser algum tipo de lembrança? — questionou Blaine surpreso com toda a explicação que Raphael havia lhe dado.

– Sim, claro! Se todas as informações que você me deu procedem, há sim grandes chances de você estar recordando esta sua vida. Mesmo assim se me permite, eu gostaria muito de acompanhar este seu caso de perto, pois ele é muito raro! Nem nos médiuns, somos capazes de ver nossas próprias reencarnações...

Blaine olhou pra Brittany que acenou positivamente com a cabeça dando um sorriso encorajador.

– Tudo bem... — Blaine disse.

– Perfeito! Quando o senhor se sentir preparado e confortável consigo mesmo, volte aqui para podermos iniciar as sessões de regressão...

– E o que seria isso? — perguntou Brittany curiosa sendo mais rápida que o amigo.

– A regressão consiste em pequenas sessões em que fazemos a pessoa voltar as suas vidas passadas adormecendo-as através da hipnose. Mas este procedimento só pode ser feito em certos intervalos de tempo, todo dia pode lhe fazer mal.

– Então há riscos?! — quis saber Blaine.

– Há se você fizer o procedimento todos os dias... Sua mente pode entrar em um tipo de conflito e você não saber mais quem é. Vale lembrar como lhe disse antes que sua alma pode ter tido várias outras vidas entre essa que você tem lapsos de memória e esta em que está vivendo...

– Tudo bem. Eu posso voltar amanhã então para começarmos? — Raphael assentiu.

– Posso vir com ele? — Brittany perguntou.

– Claro! É até bom para ampará-lo após a sessão. Ele pode ficar um pouco tonto.

Com todas as informações esclarecidas, Blaine e Brittany agradeceram a atenção de Raphael. Trocaram um aperto de mão e o casal de amigos retornou ao seu apartamento.

– Britt, você acha mesmo que eu devo começar essas sessões? — disse Blaine adentrando o apartamento.

– Eu acho que sim Blainey, você não quer saber sobre esses seus sonhos com Kurt? — Blaine assentiu — Então, não custa nada tentar!

Blaine agradeceu mais uma vez o apoio da amiga e foi se recolher. Brittany fez o mesmo após responder uma mensagem carinhosa de Santana.

–------------------------------------- Algumas semanas depois...-----------------------------------

Kurt, como nunca foi muito de acreditar nesses tipos de coisa resolveu deixar tudo pra lá. Só não esqueceu completamente do assunto porque Rachel frequentemente perguntava sobre o que ele havia decidido até que um dia ela própria se esqueceu.

Enquanto o Hummel fazia questão de esquecer, Blaine queria mesmo era lembrar. O moreno ainda estava na tentativa de entrar a resposta sobre suas lembranças disfarçadas de sonhos. Depois de tantas sessões, o moreno já estava começando a desacreditar que aquilo podia realmente ser lembranças como Raphael lhe disse, mas não desistia de tudo completamente, pois Brittany, o médium e sua curiosidade não o deixavam.
Em algumas dessas regressões, Anderson conseguiu descobrir outras de suas vidas e todas elas tinham algo que lhe intrigava. Todas o mostravam em diferentes formas se apaixonando perdidamente por alguém e a partir dali ele só vivia em função da pessoa.
Uma ele era um jardineiro que se apaixonada inexplicavelmente por uma mera flor de seu jardim e seu maior desejo era que aquela planta de tornasse uma pessoa para poder beijá-la. Outra ele era uma formosa mulher camponesa que se apaixonava perdidamente pelo dono das terras em que trabalhava. Homem esse que ela havia visto uma única vez e depois nunca mais ele voltou àquele pedaço de terra. Em todos os casos eram amores impossíveis e ele sempre sofria por amor não correspondido.

– Raphael, você acha que essas coincidências entre essas minhas vidas significam alguma coisa?

– Sim! — Raphael se ajeitou na cadeira — Vejamos, você disse que esse rapaz do seu sonho falece em seus braços com um tiro nas costas de repente, certo? — Blaine assentiu — Então, pessoas que têm suas vidas interrompidas desse jeito, geralmente não se lembram de suas vidas anteriores como está acontecendo com você... Bem, lembrar até lembram, mas é muito difícil. A pessoa meio que sofre um tipo de amnésia e carrega apenas uma marca de sua morte traumática, achando ser um simples sinal no corpo. Deve ser por isso que sempre sofre por amor não correspondido. A pessoa com quem você fez este pacto faleceu de forma brusca e não se lembra de você.

– Certo, mais uma vez obrigado Raphael por me ajudar a entender essas coisas.

– Disponha, esta é a minha missão por aqui. Não precisa agradecer.

Os dois homens trocaram um aperto de mão amigável e Blaine partiu com mais algumas coisas em sua cabeça.
Dessa vez, Brittany não veio com o moreno, pois Santana a chamou para jantar. Por isso Blaine andava sozinho de cabeça baixa pelas ruas desertas afundado em seus pensamentos.
De repente, Anderson distraído esbarrou em uma pessoa e caiu por cima dela. Envergonhado, ele tratou de se levantar rapidamente para se desculpar e estender a mão para a outra pessoa.

– Me perd- Kurt?! Ai meu Deus, tá tudo bem? Te machuquei?

– Não, tá tudo bem... Kurt se levantou com a ajuda do moreno E você?

– Eu estou bem... Blaine corou Me perdoe, okay?

– Tudo bem. Kurt se virou pra ir embora B-bem eu vou indo... Cuidado por aí!

– K-kurt! Espera! o castanho se virou Quer ir tomar um café comigo? Sabe, pra me desculpar pelo pequeno acidente...

– Hm, tá...

Blaine e Kurt foram então até a cafeteria mais próxima e pediu dois mocha e dois generosos pedaços de bolo de nozes.
Eles não sabiam bem o que conversar, pois nunca saíram sozinhos e por isso não tinham muitos assuntos, mas depois de algum tempo de silencio Blaine decidiu puxar algum assunto.

– Então... Como foi seu dia hoje?

– Normal, nada demais. A coisa mais emocionante que me aconteceu hoje foi o tombo que tivemos... Blaine assentiu um pouco envergonhado Ei! Estamos sem assunto não é? mais uma vez o moreno confirmou Tive uma ideia, vamos fazer um pequeno jogo de perguntas e respostas para não ficarmos em silencio. Pode começar!

Com isso os dois meninos ficaram cerca de meia hora se conhecendo e descobriram várias coisas em comum como filmes preferidos, séries e músicas.
Ao sair da cafeteria os dois caminharam para o mesmo lado.

– Sua casa também e pra lá? — quis saber Kurt e Blaine assentiu.

– Na verdade nós somos praticamente vizinhos, eu moro na rua de trás da sua! Por isso, vou te levar em casa para garantir que nenhum outro idiota te de um encontrão e te derrube no chão.

Kurt começou a rir junto com Blaine e foram caminhando até a casa de Kurt jogando conversa fora.

– Pronto! Tá entregue!

– Bem, então boa noite! Obrigado pelo convite!

Kurt e Blaine ficaram um tempo se encarando até o castanho tomar a iniciativa e dar um abraço no moreno. Hummel se sentiu estranhamente confortável nos braços de Blaine e Anderson tinha a sensação de estar abraçando alguém que ele não via há muito tempo.

– B-boa noite... — Blaine disse corando após o abraço — Durma bem.

– Boa noite!

Kurt ficou com um sorriso bobo no rosto vendo Blaine se afastando e virando a esquina. O moreno também não conseguia parar de sorrir no caminho pra casa.

– Blaine! Eu já estava preocupada com você!

– Por quê?

– Eu cheguei agora e não te encontrei em casa! Já está tarde! — Brittany olhou bem o amigo — B, porque você tá sorrindo?

– Nada...

– B, você está sorrindo do mesmo jeito que eu quando vejo a Sant! Blaine, você está apaixonado!

– O que? Não!

– Tá, e onde você estava até essa hora? Porque eu sei que Raphael dorme cedo.

– Eu fiquei com fome e passei numa cafeteria...

– E demorou tanto pra lanchar assim, ou encontrou alguém? — Brittany sorria maliciosamente.

– Você está passando muito tempo com Santana! Tá sorrindo igual a ela...

– Não desconversa Anderson!

– Tá eu estava com Kurt!

– Ahá! Por isso você está com esse sorrisinho bobo no rosto!

Brittany abraçou o moreno e puxou ele para o sofá.

– Você também está bem feliz, o que aconteceu no jantar?

– Santana me pediu em namoro! Eu estou tão feliz!

– Que ótimo Britt!

– E como eu estou feliz por estar com Sant, quero que você também seja feliz com o Kurtie!

– Brittany...

A loira sorriu brincalhona e foi pulando para o quarto cuidar de sua mascote.

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– Rach? — Kurt chamou a amiga que estava ao seu lado vendo TV, ambos sem sono.

– Sim?

– Hoje eu encontrei o Blaine na rua...

– E...? — Rachel se virou mais interessada que antes no amigo.

– Ele esbarrou em mim e nós caímos no meio da rua — o castanho sorriu um pouco ao lembrar-se da cena — Aí pra se desculpar ele me chamou pra tomar um café...

– Não me diga que...

– Não Rach! Não aconteceu nada! Quer dizer... — Rachel o olhou esperançosa — Quando ele me deixou aqui, nós nos abraçamos.

– E o que tem?

– Não sei me senti tão bem quando o abracei...

– Bem como?

– Ah, me senti protegido, feliz. Como se eu estivesse no melhor lugar do mundo!

– Isso é coisa de gente apaixonada...

– Será?

– Lembra-se daquele encontro que eu fui naquele dia?

– Com Finn, certo?

– Sim! Eu me sinto mais ou menos do mesmo jeito quando estou com ele!

– Rach, mas eu quase não falo com Blaine! Como eu posso me apaixonar por ele?

– Aí entra aquela questão da vida passada que você disse antes...

– Rachel...

– Eu não esqueci Kurtie...

– Pois deveria! Aquilo tudo foi porque eu estava impressionado com o filme que Elliot trouxe naquele dia e as coisas que li na internet. Sá isso, Rach...

– Se você está dizendo... — deu de ombros — Mas se um dia você quiser voltar a esse assunto, saiba que estou aqui!

– Okay, boa noite! Vou tentar dormir! Droga, não deveria ter tomado aquele monte de café com Blaine...

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– Britt? — Santana sorriu ao ouvir a voz da namorada pelo telefone.

– Sant? Bom dia!

– Bom dia pra você também meu amor! Te acordei?

– Não! Eu estou indo dar aula!

– Hm, que bom! Amor, Rachel tá querendo apresentar o namorado dela pra gente e por isso marcou um jantar hoje lá em casa! Você pode vir?

– Claro! Posso levar o Blainey?

– Pode! É bom que Lady Hummel não fica sozinho pelos cantos! Aliás, esses dias ele tem trocado muitas mensagens misteriosas pelo celular, nem eu nem Rachel conseguiu descobrir quem era... Será que ele tá com alguém e não nos contou?

– Oh, eu acho que sei quem é essa pessoa com quem Kurtie está trocando mensagens. Blaine esta semana também andou muito grudado no celular dele!

– Parece que temos mais um casal então...

– Veremos hoje à noite!

– Okay! Te vejo mais tarde então! Te amo!

– Também te amo! Estou com saudades, mal posso esperar!

Brittany desligou o telefone com ideias em mente, logo em seguida ligou para Blaine para convidá-lo!

– Temos um compromisso hoje à noite gatinho!

– O que é?

– Jantar na casa da Rach, para nos apresentar seu novo namorado!

– Oh sim! Kurt acabou de me chamar pra ir!

– Hm, rápido ele hein! Okay! Tenho que ir, te ligo mais tarde!

Blaine desligou o telefone e voltou ao que estava fazendo. Revirando seu armário atrás de sua melhor roupa, afinal ele iria ver Kurt outra vez e tinha que estar perfeito para encontrar o castanho.

Notas finais
O próximo capítulo já está pela metade (eu acho), e vou ver se não demoro tanto dessa vez... Desculpe se o texto ficou sem os detalhes que sempre coloco como o negrito dos diálogos, é que sumiu essas opções da caixinha de texto do Nyah! :/ Antes de ir, quero agradecer e MUITO os comentários de vocês! Foi lindo! Beijos e até breve!