Another Life

8 Levantando


Notas iniciais
Sexta-feira! Iupi! hahahahahahaa Mais um capítulo de Another Life prontinho para ser saboreado pelos meus lindos leitores! Leiam ouvindo: https://www.youtube.com/watch?v=z6ZV_pZZ_V8 Espero que gostem!

Durante o meu sono, eu oscilei em momentos entre estar acordada e completamente esquecida. Em alguns desses momentos em que eu acordei, eu simplesmente ignorei o que ouvi e voltei ao sono, mas um deles me marcou profundamente.

As palavras ainda martelavam em minha mente.

— Susi pode até não ter percebido, mas eu sei quando você mente, Sunny — cochichou Kyle, com medo de que eu acordasse.

— Sobre o que você está falando, Kyle? — questionou Sunny, fingindo inocência.

Perdi a algumas falas, provavelmente cochilando por alguns segundos, mas a segunda parte da conversa me manteve acordada. As informações me interessavam.

— Você sabe que Susi é impulsiva como você, não sabe? — Sunny comentou, provavelmente querendo iniciar um assunto.

Franzi o cenho, ainda sonolenta.

— O que quer dizer com isso? — Kyle perguntou, revezando o seu olhar entre o volante e Sunny. Imediatamente, fechei meus olhos e fingi que estava dormindo, com medo de ser flagrada.

— Quero dizer que, caso Jamie estivesse vivo, ela rapidamente correria atrás dele sem pensar em nada, não é? — ela murmurou cautelosamente. Meu coração disparou de esperança. Onde ela queria chegar?

— Sim.

Por um longo tempo, nada foi dito. Não havia perigo de eu voltar a dormir, não com a insinuação de que, se Jamie estivesse vivo, eu imediatamente correria atrás dele. É claro que sim! A verdade de que ele estava morto me abalou de tal forma que qualquer mínima chance colocaria o meu corpo para trabalhar.

— Onde ele está? — Kyle finalmente disse e a princípio eu não entendi o que ele quis dizer. Ele? Quem era ele?

Sunny lançou uma explicação detalhada daquilo que tinha dito mais cedo em poucas sentenças. Ela queria esconder alguma coisa de mim.

— Enquanto eles eram perseguidos pelos Buscadores, a única solução que encontraram foi lançar o carro para a floresta. O problema é que havia um barranco, o que fez o carro capotar inúmeras vezes floresta adentro. Ele parou de encontro a uma grande árvore. Meio zonza, Peg percebeu que estava presa. Ian tinha batido sua cabeça e desmaiado. A única chance real estava em Jamie. Ela disse para ele: “Vá, Jamie. Entre na floresta. Fuja. Quando eu puder, encontrarei algum humano para ir encontrá-lo. Por ora, apenas fuja. Apenas fuja, Jamie”. E ele se foi. Deram-no como morto porque não encontraram seu corpo.

As palavras demoraram a serem absorvidas por minha mente entorpecida de sono. “Sobre o que eles estão falando?”, pensei, meio perdida no meio de todo assunto, “simplesmente não faz sentido...”

Mas então, como se uma luz surgisse em minha mente, eu entendi. Eu entendi tudo, cada detalhe. Ele, a quem Kyle tinha se referido, era Jamie. E todas aquelas insinuações na verdade eram reais. Quis arregalar meus olhos e talvez abraçar alguém, mas eu tinha que permanecer com o meu teatro. Precisava escutar o resto, precisava saber mais informações. Era importante.

Era real.

O meu coração iria explodir.

Jamie estava vivo!

Deus do céu.

— Mas eles não analisariam o corpo de Peg? Dessa forma, não descobririam sobre a floresta, a caverna e tudo o que tem relação a nós? — Kyle indagou cautelosamente, pensando em detalhes minuciosos. Seu modo questionador me fez recordar de Jamie, mas a maneira como analisou a situação cuidadosamente o fez ter um quê de Ian.

Tive de cuidar para a minha respiração não acelerar. Calma, Susan. Calma.

— Na verdade, as únicas lembranças que permanecem no corpo são as lembranças humanas. O que nós, almas, pensamos fica somente conosco — Sunny esclareceu com um tom quase orgulhoso.

— Mas Candy sabia das lembranças da alieníg... alma — ele rapidamente se corrigiu — que ela carregava na cabeça.

— Ela demorou um tempo para se recordar, não é? O corpo fica muito traumatizado — Sunny retrucou e pude imaginar suas sobrancelhas arqueadas de segurança. — E, além do mais, pensando dessa forma, o corpo temporário de Peg nos entregaria em algum espaço de tempo, certo? Porque haveria tempo do corpo se “recuperar”. Foi por isso que ela fez questão de manter uma barreira e esconder todas as coisas que ela sabia sobre a caverna e o fato de Jamie ter fugido. Desse modo, estamos seguros.

Kyle permaneceu em um silêncio pensativo por algum tempo. Quase exigi que ele falasse; queria mais informações.

— Certo — ele murmurou cautelosamente. — Então por que eles analisariam o corpo de Peg se não poderiam descobrir nada?

— Às vezes, eles podem descobrir muitas coisas. No caso de Mel, por exemplo. Suas lembranças humanas eram comprometedoras e poderiam levar qualquer um até a caverna. Eles querem descobrir se houve alguma coisa traumatizante na vida da hospedeira de Peg que possa tê-la levado para a atitude impensável de se relacionar com um humano. Mas eles nunca poderão descobrir a verdade sobre nós e sobre a vida de Peg em si.

— Eles não a interrogarão?

— É claro que sim! E ela dirá que suas lembranças estão muito afetadas por causa do acidente e que a troca de corpos pode ter afetado ainda mais a sua memória. Diante desse argumento, a transferirão novamente para o corpo onde ela estava. Ela alegará as lembranças que vieram à sua mente: que encontrou Ian em um dia qualquer junto com Jamie e que imediatamente eles se aproximaram e constituíram uma “família”. Pareciam ter sido feitos um para o outro. Romântico, não? — imaginei um sorriso sarcástico (o qual de forma alguma se encaixava no rosto de Sunny) em seus lábios. — Nem mesmo quando ela percebeu que ele era humano, a paixão conseguiu ser refreada. Já era tarde demais. Eles passaram a viver perigosamente desde então, como verdadeiros parceiros.

— Convincente — Kyle comentou.

— Sim. E então eles inserirão uma alma em Ian e os dois irão morar juntos na mesma casa. Ela desfará a inserção. E ambos voltarão para a caverna seguros.

A genialidade do plano me deixou arrepiada, mas a única coisa que eu conseguia pensar era: “Jamie, meu Jamie, ainda há uma chance para você. Meu amor, eu vou te encontrar onde quer que você esteja”.

— E quanto a Jamie? — a pronúncia de seu nome na voz de Kyle me fez relaxar, porque eu já não tinha mais certeza sobre a sua morte. Ele poderia estar vivo em qualquer lugar e eu ainda tinha chance de resgatá-lo. Eu precisava abrir meus olhos e comemorar e...

— Temos que ir procurá-lo. Mas não imediatamente, devemos planejar e...

— Planejar? O quê?! Enquanto planejamos, o garoto continua a vagar perdido pela floresta. Quanto mais demorarmos, mais difícil será encontrá-lo.

Ouvi Sunny respirar fundo.

— Está vendo? É por isso que eu não quis contar para Susi. Ela pensaria assim como você. Nós precisamos ter recursos para, caso não funcione, possamos retornar.

— Nós temos que encontrá-lo. Por ela. Não podemos simplesmente desistir.

— Ele pode morrer... Você sabe que ele pode morrer — Sunny balbuciou, um pouco vacilante dessa vez, toda a coragem substituída.

— Ele não vai — Kyle protestou, quase se exaltando. — Se ele a amava, ele não vai morrer. Ele permanecerá vivo até encontrá-la. Ele tem que permanecer vivo até encontrá-la. Pela saúde mental de Susi. Pela minha irmã mais nova.

Sunny não disse nada diante da afirmação de Kyle, que deve tê-la surpreendido assim como a mim. Ele tinha mesmo tanta consideração por mim? Ele me amava tanto assim?

Quis agradecê-lo por me defender enquanto eu fingia que estava dormindo. Não era algo muito concreto para se pensar, mas secretamente eu imaginava que ele soubesse que eu estava acordada e ouvia tudo. E eu também imaginei que ele soubesse que um plano já se estendia em minha mente e que eu procuraria Jamie até a morte.

Kyle não se oporia: ele conhecia a dor e sabia que eu era capaz. Provavelmente, ele se despediria de mim quando eu estivesse deixando a caverna em busca de Jamie. Ele me deixaria ir, porque algum dia ele já foi atrás de Sunny.

Eu teria Jamie novamente.

Eles curaram a minha perna logo que eu cheguei à caverna e alegaram que eu deveria descansar algumas horas. Apesar de não estar cansada, obedeci às ordens. Fazia parte de meu plano de fuga para encontrar Jamie. Kyle me seguiu durante todo o trajeto.

Quando finalmente chegamos à porta de meu quarto, eu me virei na direção de Kyle. O lugar me atormentava, mas eu precisava por o meu plano em prática. Com as mãos trêmulas, levantei os meus olhos para encará-lo.

— Se não se importar, eu posso ficar sozinha? — murmurei, sendo sincera em meu pedido.

— Você consegue? — ele perguntou de modo preocupado.

— Eu tenho que conseguir — sussurrei, passando a encarar o chão. Engoli em seco. — Terei de conviver com isso diariamente, não é?

E quando eu o olhei novamente havia lágrimas nos meus olhos. Não era fingimento. Mesmo sabendo da possibilidade de encontrar Jamie, o fato de que talvez eu não conseguisse me assombrava. Eu tinha medo.

E se ele realmente morresse?

Kyle me puxou para seus braços e nós ficamos parados na frente da porta do meu quarto por um tempo. Talvez aquela fosse a nossa despedida, portanto o apertei com bastante força. Ele merecia pela pessoa que havia se tornado. “Eu tornarei a vê-lo, irmão”, pensei, “talvez não agora. Não quero que me veja chorando e sofrendo mais uma vez. Quando você me vir novamente, trarei um sorriso sincero em meus lábios. Somente é preciso um tantinho de paciência e fé”.

Ele se afastou lentamente, olhou-me profundamente e afagou o meu rosto antes de sair em passos firmes através do corredor. Respirei fundo. Estava na hora de enfrentar a real ausência de Jamie. Entrei no quarto.

E quase desabei.

O cheiro de Jamie estava impregnado no ar, sua presença muda. Fechei os meus olhos, inspirando profundamente. Seu cheiro infiltrou a minha alma. Lágrimas se acumularam novamente em meus olhos e eu tive de sentar em minha — nossa — cama para não desabar. Permiti que as lágrimas escorressem pelo meu rosto apenas com uma condição: que fossem as últimas. Seria a última vez que eu me permitiria sofrer e chorar por aquela perda temporária.

Era temporária, não é? Tinha de ser temporária.

Não fui capaz de me levantar por um longo período de tempo. Senti a textura do colchão que se ausentaria de minha vida, analisei as paredes de areia que tanto me confortaram e protegeram. Um meio sorriso surgiu em minha face com a ideia de que talvez eu detestasse uma boa parte daquilo, mas que sentiria uma falta insuportável enquanto estivesse longe.

Era como se Jamie estivesse lá, junto comigo, se despedindo de todas as nossas “regalias”. Foi como se ele estivesse segurando a minha mão e rindo em meu ouvido, dizendo que as coisas melhorariam e que não demoraria a retornar para aquele lugar com ele, para voltarmos a conversar durante a noite depois de longos dias de trabalho.

As nossas conversas estavam gravadas nas paredes, aquelas mesmas que tinham sido espectadoras de incontáveis beijos de bom dia e de boa noite. Nós nos deitávamos e observávamos o teto vazado, que denunciava a noite e o dia, as estrelas e o sol. Naquele lugar, ele tinha percorrido sua mão desde meu rosto até a minha cintura, sempre tentando me manter o mais próximo possível. O som de sua risada surgiu em minha mente. O seu cheiro me fez imaginar sua presença.

Aquele lugar era nosso, somente nosso, e estar nele me incomodava. Fazia-me recordar demais daquilo que eu não teria por algum tempo. Engoli em seco, passando o olhar por todas as coisas mais uma vez, sentindo a ausência mais próxima de ser morta.

A sua ausência me prometeu que ele voltaria para sempre. E eu acreditei nisso com obstinação.

De repente, com um suspiro de redenção que entendia o fato de que eu não teria nada se não corresse atrás daquilo, eu estava pronta.

Enxuguei meus olhos e levantei do colchão determinada: eu precisava encontrá-lo. E para encontrá-lo eu precisava agir o quanto antes. Fechei minhas mãos que tremiam em punhos firmes e encarei a parede, prometendo coisas profundas e verdadeiras. Eu iria encontrá-lo, não iria?

Peguei uma mochila em nosso guarda-roupa e coloquei roupas minhas e algumas dele, para quando eu me sentisse desmotivada. Ele era a minha razão e circunstância e eu não poderia me esquecer disso por um segundo. Ele era o meu foco, o que me faria caminhar por entre as árvores à sua procura. Ah, Jamie, o que eu não faço por você, meu amor.

Eu precisava agora de um mapa e de uma bússola e, é claro, de alguns apetrechos. Tudo teria que entrar em minha mochila escolar e, verdade seja dita, eu precisaria fazer alguma espécie de mágica para que isso acontecesse. “Se essa for a única maneira”, dei de ombros.

Peguei outra mochila vazia em meu guarda-roupa e rumei em direção à sala de banhos, pegando o maior número de sabonetes que eu conseguia. Tanto os feitos pelos moradores da caverna quanto os comprados no mundo exterior. Em seguida, segui para o quarto desabitado de Ian e lá coletei uma bússola e um mapa, que fossem capazes de me ajudar em minha localização.

Depois de tudo isso, voltei para o meu quarto. Transferi todas as coisas para a única mochila que eu levaria, deixando-a bem pesada. Droga. Mas não havia outro jeito. Respirei fundo e continuei pegando o que eu precisaria: diversos desodorantes — porque era preciso —, giletes — eu, na condição de uma garota, realmente necessitava disso — e alguns cremes para corpo. Eu devia partir preparada para a floresta, afinal eu tinha opções.

Mas ainda faltavam comidas, água, remédios, lanternas e sacos de dormir, que eram necessários. E a minha mochila já estava cheia de coisas. Será que eu deveria pegar outra? Incomodaria o meu trajeto ter que carregar duas coisas pesadas; uma já bastava. Porém, pelo modo como eu avaliei a situação, seria necessário. Respirei fundo, peguei a outra mochila e comecei a preenchê-la.

Primeiro peguei os sacos de dormir em meu quarto, depois parti em direção ao lugar onde eles mantinham o estoque de coisas que traziam das incursões e peguei diversos tipos de remédio para as mais variadas coisas, comidas desidratadas que fossem durar um bom tempo e água o suficiente para me manter abastecida quando não tivesse nenhum rio por perto. Havia lanternas em meu quarto, portanto voltei para lá e guardei seguramente na mochila.

Resultado: duas mochilas pesadas que eu teria que carregar na floresta. Contemplei-as no chão de meu quarto, uma ao lado da outra, falando para mim que logo chegaria a hora. Eu partiria durante a noite. Já eram seis da tarde.

Estava nervosa, minhas mãos tremiam e meu corpo suava penosamente. Engoli em seco. E se eu me perdesse e nunca mais encontrasse o caminho ou Jamie? E se ele já estivesse rumando em direção à nossa caverna e, na verdade, eu me arriscasse de encontro a um desencontro? E se todo o meu planejamento simplesmente desabasse como um morro durante uma tempestade? Eu temia — e muito — pelo o que estava prestes a fazer.

Mas de uma coisa eu estava certa: se nunca mais o encontrasse e morresse no meio da floresta, desesperançada, pelo menos eu teria a consciência de minha vitória por ter me arriscado. Era o amor verdadeiro por um companheiro; encarar a morte de frente e dizer que você caiu enquanto lutava por alguma coisa que valia a pena de verdade.

Respirei fundo. Fui até a cozinha. Obriguei que a ração da caverna passasse por minha garganta sem que eu a sentisse realmente; minha cabeça e meu olhar estavam perdidos em planos futuros e em incessantes idealizações de meu reencontro com Jamie. Ele sorrindo e eu correndo em sua direção, pulando em seu colo em um dia de sol no meio da floresta. Seus lábios novamente encontrando os meus, suas mãos sustentando o meu corpo. Meus olhos fechados e vermelhos por conta da luz do sol que os penetraria...

Sol. Queimaduras.

Uma coisa que eu havia quase me esquecido: protetor solar. Terminei de comer e o providenciei imediatamente, acrescentando-o à minha mochila.

Finalmente, tudo pronto. Só faltava uma última regalia: um banho quente e relaxante, no qual eu demorei muito tempo. Seria o meu último verdadeiro em um bom intervalo de tempo. Eu fechei os meus olhos e mergulhei naquela água quente, sentindo o meu corpo relaxar e eu esquecer tudo o que teria que enfrentar pelos próximos dias, talvez semanas.

Só pensei em coisas boas, em momentos bons. Em Jamie junto comigo. O meu consolo. Suspirei, voltando à superfície e colocando uma camiseta preta, uma calça jeans rasurada e meu tênis rasgado. O único que eu tinha. Teria de suportar a floresta com ele.

Caminhei através da caverna escura e constatei que todos já dormiam profundamente em suas camas, relaxados pela boa nova de que Ian e Peg voltariam. Posso apostar que eles logo superariam a ausência de Jamie, exceto por mim, Mel, Jared e todos que tinham um contato maior com ele. Poucas pessoas se afetam pela real ausência de uma pessoa e, daquela vez, eu era a afetada. Suspirei baixinho.

A facilidade de meu plano me incomodava. Não havia me encontrado com ninguém, não tive que dar nenhuma explicação. Isso pinicava no fundo de minha mente. Uma sincera preocupação boba; eu deveria estar aliviada. Contudo, cada vez mais a tensão ia aumentando a adrenalina de meu corpo. Eu deveria ir embora de uma vez.

Entrei em meu quarto, peguei as minhas duas mochilas e respirei fundo. Uma nas costas, outra na mão. Caminhei em passos silenciosos até o lugar onde ficavam as chaves dos carros e selecionei o que não tinha sido afetado: jipe. Eu não sabia dirigir, obviamente, mas seria necessário esse aprendizado de improviso. Para ser sobrevivente precisava de coragem para fazer esse tipo de coisas.

E então eu rumei para o corredor que levava à saída da caverna. Meus passos eram silenciosos, porém obstinados. Não via a hora de simplesmente abandonar aquele local e ficar mais próxima de Jamie — meu Jamie. Comecei a ficar ansiosa e a andar mais rapidamente através do escuro. Eu conhecia de cor os caminhos e não precisei me preocupar com relação a isso.

A não ser que...

Trombei com uma coisa sólida, derrubando a mochila que eu segurava em minha mão no chão de susto. Quase gritei; tive de obrigar a minha boca a ficar calada. Meus olhos se arregalaram diante da forma que se avolumava em minha frente.

“Pronto”, pensei, mal humorada, “lá vem alguém para acabar com os meus planos. Eu sabia que estava indo bem demais para ser real...”

— Achou mesmo que iria sem minha companhia? — a voz disse no escuro, me surpreendendo.

Franzi o cenho e demorei alguns segundos para perceber, mas eu quase ri quando notei do que realmente se tratava.

Suspirei de alívio: estava segura.

Notas finais
E então? O que acharam? Ok, essa é só uma insinuação de que Jamie possa estar vivo. Lembrem-se de todas as coisas que podem acontecer em uma floresta... E aí? Algum palpite sobre quem seja? Ansiosos pra descobrir? hahaha Até a próxima sexta, hosters ;*