Another - Interativa
7 Capítulo 7 - E tudo se inicia...
Notas iniciais
POV Emme
Eu cheguei à escola e vi Hiume conversando com Miyuki, que por incrível que pareça não estava no seu lugar normal perto dos amigos dela, acho que perdi algo. Eu caminhei até elas e me sentei no lugar de sempre, estava muito feliz, pois eu e Kenta passamos o fim de semana juntos, obviamente não do jeito que eu quero, mas ainda sim gostei de passar todo aquele tempo com ele.
Até agora me pergunto se um dia eu me declarar para meu irmão mais velho ele irá retribuir ou continuará me vendo como sua irmãzinha? É um grande problema está apaixonada pelo meu irmão, principalmente por ser de sangue...
-Ei Emme você está bem? – perguntou Hiume segurando nos meus ombros e me tirando dos meus devaneios
-Sim estou, só estava distraída – disse sorrindo.
-Ela vive assim Hiume – disse Ichiro chegando e se sentando do meu lado
-Hm... Eu estava falando com ela a um tempão – disse Hiume fazendo biquinho.
-O que você falou? – perguntei
-Eu tinha dado bom dia e perguntado como foi seu fim de semana.
-Foi ótimo – disse sorrindo –Ei agora que lembrei – eu olhei para Miyuki sentada na frente de Hiume – Por que não estás sentando lá na frente, Miyuki?
Ichiro e Hiume me olharam com uma cara que dizia que aquilo não era da minha conta, eles sabiam de algo que eu não sabia, Miyuki se encolheu por um segundo e depois voltou ao normal me olhou e disse:
-Quis mudar um pouco, afinal percebi que tenho poucos amigos.
Eu sabia que ela estava mentindo, mas não iria insistir, pois se insistisse era capaz dos meus dois amigos mais próximos dessa escola me matarem.
POV Ichiro
Eu olhei para frente e vi Dora e Sonorahai conversando, eu era o melhor amigo da “fúria rosa” e sabia mais ou menos o que tinha acontecido para Miyuki está sentando perto da gente, no domingo ela apareceu lá em casa dizendo que Miyuki não queria falar com ela e nem com Dora.
Flashback on:
Eu estava na sala sentado tocando violão calmamente e pensando que música iria ensinar Emme a tocar na aula de música, nós vivíamos juntos nas aulas só por causa da aula de violão, mas não sei se éramos mesmo amigos ou só andávamos juntos por convivência mesmo. A campainha tocou e fui até a porta, pois minha mãe havia saído para comprar coisas, ao abrir a porta vejo Sonorahai me olhando, ela me abraçou rapidamente e depois eu me afastei e fiz que ela podia entrar.
-O que aconteceu? – perguntei sentando no sofá e pegando meu violão.
-Queria passar um tempo com você, pois a Miyuki não atende as ligações e parece não querer falar comigo e com Dora e ele está todo preocupado...
-O que vocês fizeram para ela não querer falar com vocês? – disse colocando meu violão de lado e a olhando.
-Não sei! – disse alto, andando de um lado para o outro, agitada – Ela saiu ontem pela manhã e depois não mandou mais noticias, não atendeu e meio que se esconde da gente.
-O que vocês fizeram nesse tempo sem ela? – perguntei tentando ajuda-la, ela fechou os olhos.
-Nós estávamos na casa dela, saímos e fomos para minha, pois ela ia sair e depois eu ele... hm... Ficamos juntos!
-Lá está você ficando com as pessoas – eu disse reprovando a atitude da menina.
-Ele é gentil e bonito, a pessoa que eu gosto realmente não me quer – disse rapidamente.
-Seu primo tem namorada e é seu primo! – disse calmamente – Além disso, já pensou que Miyuki possa gostar de Dora e que tenha visto vocês dois juntos.
-Será que isso?
-Não duvido muito...
-Como posso consertar isso Ichiro – disse ela fazendo biquinho e novamente me abraçando – Não quero perder minha melhor amiga.
-Não sei – disse fazendo carinho nela e guardando o violão para ajeita-la – Acho que talvez uma conversa franca ajude.
-Obrigado Ichiro – disse ela sorrindo
Flashback off:
Provavelmente ainda não falou com a Miyuki para ela está sentada perto da Hiume, eu olhei e vi Dora e Sonorahai olhando para gente e depois prestei atenção no menino novo que entrava na sala.
-Esse é Kanon Yushymia, o novo aluno dessa sala.
POV Kanon
Eu entrei na sala e todos me olharam aquilo parecia normal demais, eu só fui para aquela escola, pois queria um pouco de ação e mistério em minha vida e quando minha prima Natsuki falou sobre uma calamidade que mata os alunos resolvi vim para cá descobrir mais sobre isso, pois assim como Natsuki estou curioso sobre isso.
A minha prima não estuda na 3-3, mas estuda nessa mesma escola, eu peguei e sentei perto de um garoto que se apresentou como Ayano, ele parecia frágil, eu me virei e prestei atenção na aula.
As primeiras aulas passaram normalmente, não vi nada demais nessa sala e nem nos alunos, eles parecem bem normais em minha opinião, talvez Natsuki só esteja doida. Eu me levantei para ir comer algo e encontrar Natsuki. Depois de andar por ai um pouco eu a encontrei em algo parecido com um jardim e me sentei do lado dela.
-Não vi nada demais na sala 3-3 – eu disse sério.
-Hm... Eles estão tentando parar a calamidade de modo diferente do normal – ela falou sem emoção – Eles devem estar discretos para ninguém perceber que há pessoas resolvendo essas coisas, afinal não iriam querer desesperar o resto da sala.
-Talvez – eu disse analisando – Há uma menina que é líder de contra medidas, que se não me engano se chama Yayoi Miyuki, ela deve estar metida nisso.
-Obviamente, idiota! – disse ela me batendo atrás da minha cabeça.
-Ai! Isso doeu.
Natsuki começou a rir e eu olhei para o lado enquanto massageava minha cabeça foi quando eu vi a menina que é líder de contra medidas e mais uma garota que ficou com ela a aula toda, mas o estranho era que havia mais duas pessoas com elas. A primeira era a ruiva que durante as primeiras aulas implicou umas dez vezes com Miyuki, então não deviam ser amigas. E a outra pessoa era um garoto, esse falou apenas com um garoto a aula toda e rapidamente, ou seja, não parecia ter muitos amigos.
-Estranho... – acabei falando.
-O que é estranho? – perguntou Natsuki, olhando para onde eu olhava.
-Aquele pessoal ali não parece amigo na sala de aula, mas parecem estar conversando algo agora.
-Será que eles estão resolvendo algo da calamidade? – perguntou ela curiosa.
-Provavelmente, já que aquela garota de cabelos acinzentados é a líder de contra medidas e...
-Precisamos saber o que eles estão falando! – disse minha prima se levantando.
-Ah é vamos chegar lá e perguntar ‘Ei, vocês estão falando sobre a calamidade?’ – eu disse irônico.
-Lógico – ela disse sorrindo e eu me assustei – Que não! – Ela me bateu de novo – Vamos sorrateiramente e vamos ouvir o que eles estão falando.
-Melhor só um ir...
-Ótimo, você vai então – disse ela me cortando e sentando.
-Ok, então – disse respirando fundo – Eu não sei por que ainda me meto com você.
Eu fui andando devagar e fazendo o máximo de silêncio, então como eles estavam distraídos discutindo algo, eles nem perceberam quando eu sentei no muro e fiquei lá ouvindo.
-Então viram algo estranho? – perguntou uma voz feminina.
-Não, mas também não é assim Hiume, a calamidade não dará dicas de quando começará – disse outra garota, parecia à voz da ruiva.
-Realmente, a Akira está certa – disse a voz de outra garota, provavelmente Miyuki.
-Ei, eu não acho que aqui seja um bom lugar de se discutir isso – disse o garoto, será que ele percebeu que eu estou aqui? – Nos vemos depois da aula na frente da sala de artes.
Hm... Então eles vão se encontrar lá, pior que hoje é aula de música não queria perder, mas vai ser por uma boa causa. Eu ouvi passos se afastando, provavelmente o garoto se afastando.
-Sala de artes? – a voz que devia ser da tal de Hiume perguntou.
-Sim, sala de artes – disse o que me pareceu ser a Akira.
Isso foi meio estranho como se a Hiume não soubesse que iam se encontrar lá, será que aconteceu algo?
-Miyuki, precisamos conversar – disse uma garota que parecia estar longe.
-Não precisamos não! – disse voz que parecia de Miyuki
-Eu vou indo – disse a voz que parecia da ruiva.
-Quer que eu fique? – perguntou o que devia ser a Hiume.
-Não, eu vou também – disse a Miyuki
Eu ouvi passos se aproximando e outros passos se afastando, então eu fui para lá para quase nada e ainda terei que perder a aula de música para investigar isso direito, mas por outro lado a aula de música pode ser mais divertido...
-Ei! – disse Natsuki gritando – Já está distraído, espero que tenha ouvido algo e não pensando na morte da bezerra o tempo todo.
-Eu ouvi tudo o que eles falaram...
-Falaram algo importante? – perguntou ela.
-Que iam se encontrar na sala de artes depois da aula, mas...
O sinal tocou me fazendo parar de falar por um minuto e quando o sinal parou eu só ouvi a minha prima dizer:
-Ótimo, nos encontramos lá perto depois da aula.
Ela se virou e foi embora, não deu tempo de dizer as minhas suspeitas sobre eles não irem para lá já que o modo que marcaram aquilo foi estranho, eu me virei e fui para a sala, ainda não tinham entrado todos eu me sentei e fui analisar melhor aqueles quatro, mas me distrai um pouco olhando o movimento das pessoas e depois a aula recomeçou.
Assim que a aula terminou eu comecei a observar a menina que se chamava Hiume e a líder de contra medidas, Miyuki, para ver se elas iam falar com os outros dois, mas elas só saíram, eu fui atrás por um tempo e ouvi Hiume dizer:
-Ei não vamos para sala de artes?
-Não, Kurosaki e Akio estavam fazendo isso para despistar alguém – disse ela séria – Pelo menos foi isso que Kurosaki disse por um papel que jogou no meu cabelo.
Ótimo se for atrás eu talvez descubra algo, mas Natsuki vai me matar por não ter ido até ela, agora se eu for até ela vou ser morto por não continuar investigando e perdido esse pessoal, ou seja, já estou morto mesmo continuarei seguindo.
Quando olhei para frente as duas não estavam mais lá, eu virei para o lado e para o outro, pronto agora ia perder a aula de música e ia ser morto duas vezes por Natsuki, antes que pudesse ir em frente senti alguém segurando no meu ombro.
-Ei por que você está seguindo elas? – perguntou à ruiva.
-É que eu não sei onde é a aula de música e como é o único curso de hoje achei que elas estavam indo para lá – menti
-Não minta... – ela foi cortada por uma garota
-Kurosaki, você viu a Hiume e a Miyuki, queria muito falar com a Miyuki – disse a garota curtos cabelos castanhos.
-Não Sonorahai – disse a Kurosaki – Estava conversando com esse garoto aqui, pois ele estava perdido.
-Hm... Ei você não viu uma garota de cabelos acinzentados? – a tal de Sonorahai perguntou para mim.
-Hm... Eu acho que eu vi uma garota assim junto de outra garota e estavam conversando sobre alguma coisa com a sala de artes.
-Elas devem estar indo para lá – disse a Sonohai sorrindo – Até mais!
-Espera, se tu vires uma garota de cabelos castanhos arruivados e olhos azuis por lá, diga para ela que eu Kanon estava certo e hoje é aula extra de música e não de artes e que é para ela me esperar lá na frente! – disse sorrindo.
-Ok, estou indo lá – disse ela se afastando.
Assim Natsuki não ia me matar, mas agora a ruiva eu não tinha certeza, ela me olhava com um misto de raiva e alívio, eu fiquei esperando ela falar algo.
-Elas falaram que iam para sala de artes? – perguntou desconfiada.
-Eu não disse isso – disse respirando fundo – Eu preciso ir para aula de música se não se importa.
-Eu preciso só lhe fazer mais duas perguntas, posso?
-Pode – disse calmamente – Agora se irei lhe responder é outra coisa.
-Ok, vou ser direta e se responderes não minta – eu assenti e ela continuou – Porque estava as seguindo? E porque estava ouvindo a conversa dos outros hoje?
-Eu quero saber mais sobre a calamidade e ajudar nesse assunto.
-Por isso mudou de escola e veio parar na nossa sala?
-Mais ou menos – disse abaixando a cabeça — agora posso ir?
-Não, você vem comigo – disse ela me puxando.
-Mas...
-Não se preocupe, mas já que queres ajudar e se meter em perigo vai vir comigo. – ela disse indo pelo corredor que as duas tinham ido – Ah, mas não conte para ninguém nada sobre a calamidade.
-Ok, mas...
Nós paramos estávamos andando e chegamos à biblioteca, onde estavam os outros três, eles olharam eu e Kurosaki confusos e um tanto raivosos.
-O que ele faz aqui? – perguntou o garoto.
-Ele estava seguindo as duas e quer ajudar, então o trouxe aqui. – disse Akira com desdém.
-Mas não era o combinado que só ia ser a gente – disse Miyuki.
-É, mas ele estava seguindo vocês e ia chegar aqui de qualquer jeito – disse ela meio que mentindo.
-Miyuki! – ouvimos um grito, provavelmente da Sonorahai ao ver que ela não estava lá onde eu disse.
-Isso não vai dá certo hoje. – disse Kurosaki, atendendo o telefone que começou a tocar. – Vamos nos encontrar a noite no mesmo lugar de antes.
-Então até mais – disse o garoto saindo.
-Ok, leve o novato com você – disse Miyuki – Bora, ainda não quero falar com Sonorahai.
-Mas devia – disse Hiume sendo puxada por Miyuki.
Eu olhei para Akira que falava no telefone e depois desligou e me olho, ela pegou um papel e escreveu um número.
-Me liga mais tarde e te digo onde é que nos encontramos, agora preciso ir.
Ela saiu andando e eu fui atrás da Natsuki, afinal se eu não a encontrasse é capaz de ser morto por ela e não por uma porcaria de calamidade.
POV Maya
Eu andava atrás da Akira a um tempão e nada de acha-la, então resolvi ligar para ela, será que ela esqueceu que ia me ajudar em matemática hoje?
-Alô, Akira? Esqueceu que ia me ensinar matemática hoje? – perguntei irritada.
-Oh lógico que não, mas estou meio ocupada, posso lhe encontrar daqui a cinco minutos perto do portão principal – disse ela escondendo algo
-Ok, estarei te esperando.
Eu desliguei e fui andando, estava do outro lado da escola, ou seja, talvez ela chegasse ao portão antes de mim. Eu fui andando por aqueles corredores um tanto escuros e esbarrei em alguém quando já estava perto do portão principal e por sorte foi na Akira.
-Ei lhe achei – disse brincando – Desculpe por esbarrar em você.
-Não, eu também estava distraída – disse ela sorrindo – Sim, vamos que eu tenho que lhe ensinar matemática.
-Fica se achando só porque é mais inteligente.
-Lógico, não tenho culpa se não se dá bem com matemática.
-E eu não tenho culpa se você tem QI alto – disse mostrando língua.
Nós estávamos sorrindo, Hiume e Miyuki continuavam andando juntas o que era estranhos, depois que vi isso ocorreu uma coisa muito rápida. Akihiko estava saindo com os amigos, ele estava com uma folha na mão que parecia importante, de repente a folha voou e ele correu para pegar e nessa hora um ônibus descontrolado o bateu em cheio, foi um barulho horrível.
Depois daquilo começou choro e gritos para todo o lado, nós sabíamos o que isso significava aquilo era um aviso que a calamidade começou, Akira estava com olhos arregalados do meu lado, mas não parecia tão surpresa ou decepcionada quanto achei que estaria. Asami com um sorriso esquisito no rosto disse:
-Novamente começou a tragédia e um garoto morreu. – ela respirou fundo – Temos que nos cuidar para não sermos os próximos
É ela estava certa, agora todo cuidado era pouco e não poderíamos fugir a não ser que saíssemos da cidade, algo fora de questão para muitos, mas certeza para outros. Eu pela primeira vez olhei realmente para o acidente, o ônibus havia batido em Akihiko e depois batido em uma casa um pouco mais a frente que por coincidência era a casa dele, ou seja, mais gente da família dele pode ter morrido.
Era uma cena feia, eu não tive coragem de sair dali, na verdade ainda estava em choque, todos da sala 3-3 que estavam ali e presenciaram aquela cena estavam em choque. Olhei rapidamente e vi o garoto novo com uma garota de outra sala, ele parecia assustado e ela não demonstrava nada.
-Ei, vamos eu tenho que lhe ensinar matemática, pois depois vou ficar ocupada com outras coisas. – disse Akira me puxando e olhando para Hiume que parecia muito assustada.
-Você não está assustada ou qualquer coisa com o que acabou de acontecer?
-Você acha que não estou? – perguntou ela enquanto saiamos dali.
-Você não parece estar sentindo algo.
Já estávamos dobrando ao lado da escola quando ela parou e me olhou, seus olhos eram os únicos que passavam algo e pareciam ser tristeza.
-Eu... – disse ela respirando fundo – Eu não queria que ninguém morresse, então não sei se entende como me sinto agora.
-Ok, sabe Akira acho melhor cancelarmos o estudo por hoje, você e eu estamos com sentindo coisas demais para estudar.
-Sim, você está certa – disse ela se virando – Eu estou indo para casa então.
Ela se virou e foi para o outro lado, ainda ia ter que passar pela frente da escola de novo e todos iam culpa-la por aquilo amanhã, pois as pessoas adoram culpar os outros, mesmo se a intenção de quem errou for a mais pura do mundo se errar você é culpado.
Eu fui para minha casa, antes não acreditava nessa historia de calamidade, para mim era historia que contavam para dar medos em outros, mas quando vim para essa escola e logo para sala 3-3, passei a respeitar e segui as regras, mas agora com certeza acredito, pois posso ser a próximo ou alguém próximo a mim pode ser o próximo, na verdade prefiro nem pensar nisso.
Notas finais
Não esqueçam de comentar e me fazer feliz e me motivar a postar!
Ah eu quero saber o que vocês acharam do POV's dos seus personagens!
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