Another Day in Paradise
29 Piercing
Notas iniciais
Casa de Marceline ( Mesmo dia – 19:28 da noite)
Marceline ainda respirava ofegante, Jujuba já havia entrado a algum tempo, não tinha como culpá-la, ela foi a que mais tomou o energético.
—Valeu por nos trazer aqui, Marsh. – A morena sorriu com um pouco de dificuldade para seu irmão mais velho.
—Que isso. – Sorriu. – Divirta-se!
—Marsh! – Gritou Chiclete, que estava do seu lado. Ele estava com tanta vergonha que praticamente havia trocado a cor rosa para o vermelho.
—Pode deixar. – A vampira sorri maliciosamente de canto. – Você também.
—O-O que?! – Perguntou Chiclete, confuso.
—As meninas me deram uma boa ideia, o que você acha, Gumball? – Piscou o olho direito para o rosado, que corou mais ainda.
—N-Não me chame assim! E nem pensar!
—Pode deixar que te protejo, sabia que meu irmão é um babaca. – Respondeu Marshall, arrogante.
Marceline e Marsh começaram a rir, eles acreditavam em cada coisa...
—Beijo para vocês. – A morena disse, batendo duas vezes no teto do carro, assim eles partiram.
Depois que fechou o portão, caminhou em direção da porta de casa.
—Está tudo bem, Ju? – Perguntou ao entrar.
Ela se encontrava no sofá, deitada.
—Estou... Mais ou menos. – Sorriu.
Assim que se aproximou mais dela, percebeu o quanto desleixada ela estava deitada, com as pernas separadas uma da outra, os braços pra cima, o cabelo comprido cobrindo praticamente todo o sofá.
Não pode deixar de ver, já que ela estava usando saia, entre aquelas pernas lindas. Se assustando.
—Ju... Você está sem... calcinha? – Perguntei, sua excitação voltou a tona.
Ela sorriu.
—Eu tirei agora pouco no banheiro, assim fica bem mais fácil, não é...?
—Muito... – Falou, ficando de quatro por cima da rosada. – Muito mais fácil...
Assim que menos de um segundo as duas começaram um beijo intenso e necessitado, a excitação e a adrenalina tomavam conta de seus sangues.
—Aquele filme foi tão... Delicioso. – Murmurou Jujuba, gemendo baixinho enquanto a outra beijava e chupava seu pescoço.
—Foi... – Concordou Marceline, parando o que estava fazendo, retirando sua própria camiseta, revelando os fartos seios que o sutian carregava.
Jujuba sorriu, fazendo o mesmo, só que ela se despiu por completa. Ficando no final um pouco corada sobre a maneira que a morena a olhava.
—Você é tão linda... – Sorriu a morena. – A menina mais linda que já vi nesse mundo.
—P-Por favor... Com certeza existem mais bonitas... – Respondeu corada, olhando para aqueles olhos vermelhos e belos.
—Nunca vi. – Respondeu com maior sinceridade, dando novamente mais um beijo na rosada, que suspirou.
—Hmm...
A rosada depositou a mão direita no rosto da morena e a outra mão em seus cabelos, massageando-os. Já Marceline, retirou o resto de suas roupas.
As duas estavam excitadas demais para qualquer outra coisa, assim que a morena foi direto ao ponto.
Pegou dois de seus dedos, entrando dentro da outra, que arqueou a cabeça para trás, segurando-se nas almofadas ali perto.
—M-Marceline!
A morena sorriu, abaixando-se. Assim que enquanto dava os dotes, beijava e lambia o clitóris.
—A-Ahh... Ahhh!
Jujuba colocou as mãos na cabeça da outra, pedindo por mais. Marceline sorriu.
—Você quer mais... Ju?
—Aww... Marceline!
Assim que inseriu mais um dedo dentro, fazendo a outra arquear as costas.
Visualmente, não parecia, mas a verdade era que a morena era incrivelmente forte, deixando por vezes a rosada com dores na cintura no dia seguinte, sempre foi a academia e tinha seus próprios pesinhos em casa. Ela mantinha seu corpo saudável e estrutural. Atraia muito a atenção de várias pessoas, inclusive seu alvo.
E olha só, esse alvo está aqui gemendo o seu nome. Quanta felicidade.
—Gyah.. Ngh... – Gemia Jujuba, lágrimas escorriam de seus olhos. – M-Marcy... Tá muito for-rte..
—Mas ficaria tão sem graça sem isso, Ju... – Disse. – Mas tudo bem, se você não quer assim, então vamos para outra posição.
Jujuba se assustou.
—Não! Eu não vou aguentar!
Mas já era tarde demais, assim que Marcy entrou com sua língua, enquanto os dedos estimulavam-na, fazendo a outra ir as loucuras.
Pode-se dizer que Jujuba não demorou muito para atingir o seu limite.
E pode-se dizer também que a rosada teve sua vingança.
E que vingança, Marceline teve até medo de ficar rouca no dia seguinte.
Casa de Marshall Lee ( Mesmo dia – 20:21 da noite)
— É serio! Eu preciso voltar pra minha casa. – Murmurou Chiclete.
—Fica mais uma noite aí, por favor... – Implorou Finn, desesperado. – As provas já estão aí... Por favor!
Chiclete respirou fundo, se fosse pela proposta inocente de Finn, com certeza ele ficava, o problema era os outros dois.
Marsh parecia que estava brincando no carro, já que desde quando chegaram ele não fez nenhuma graça, mas ele não podia abaixar a guarda. Já Marshall Lee, com medo de Marsh, ficava sempre seguindo o rosado, e isso o irritava.
—Poderia me deixar em paz? – Perguntou o rosado para o moreno.
—É claro que não! Tenho certeza que Marsh irá se aproveitar de você a qualquer instante!
—Você devia se preocupar menos comigo e mais com essa semana de provas. – Murmurou Marsh, sentado no lado de Finn diante aquela grande mesa da copa, cheia de apostilas e cadernos.
—Olha só quem fala! Você vai entrar bem na semana das provas, idiota! – Disse o irmão do meio.
—Esqueceu que o programa do terceiro é diferente? – Sorriu o outro de canto.
—Droga. – Murmurou, mordendo o lábio inferior.
—Enfim! – Disse Chiclete, chamando a atenção de todos. – Eu realmente queria muito ajudar o Finn, mas eu já estou muito tempo fora de casa, com certeza a Sra.Menta irá se importar.
—Menta...? – Perguntou Marsh, confuso.
—É a empregada chefe de lá. – Respondeu Marshall Lee. – Faz parte do trabalho dela cuidar de Chiclete também.
—Ah, qual é. – Pediu Finn, segurando-se nas roupas do rosado. – Por favor... Eu tenho que ir bem nessas provas! É uma meta minha!
Chiclete respirou fundo, não tinha como não resistir aqueles olhos azuis.
—Está bem, mas só mais um dia!
—Feito. – Disse Finn, sorrindo.
Aquelas foram boas notícias para ambos os irmãos, mas um pouco ruim para Marshall Lee, já que teria que cuidar do rosado como nunca.
Assim que pelo resto do dia, eles estudaram. Marsh ficava de companhia para se relembrar do que anos atrás havia aprendido. Até que não era tão ruim, pelo menos para Chiclete, já que quanto mais vezes explicava para os seus amigos a matéria, mais ele fixava na sua cabeça.
Quando chegava perto da hora do jantar, Marsh se retirou para fazer a comida, enquanto os três continuavam.
O mais velho havia aprendido a cozinhar no local do intercambio, mas sabia que também não podia demorar muito tempo para fazer os pratos, assim que optou por uma sopa, que seria também algo leve para os meninos.
Ele fez uma panela enorme, e podia jurar que metade dela foi embora por causa do Finn.
Enquanto comiam, o mais velho observava o loiro devorando o prato.
—Está muito booom! – Elogiou Finn.
—Estou pensando pra onde que vai toda essa comida... – Pensou alto, preocupado.
—Mesmo que ele seja pequeno, Finn tem um grande apetite! – Riu Chiclete, explicando para Marsh.
—Ei! – Murmurou loiro, fazendo todos rirem.
—Tem irmãos? – Perguntou Marsh, olhando para os olhos azuis.
—Eu tenho o Jake, ele é mais velho do que eu, já está na faculdade.
—Entendo... – Respondeu, tomando a última colher de sua sopa, se levantando. – Bem, vou lavar a louça pra vocês.
O comportamento de Marsh era tão estranho tanto para Marshall Lee quanto para Chiclete, tanto que os dois olharam um para o outro, conversando mentalmente.
Assim que ele foi embora, Finn levantou-se com o prato vazio, correndo para a cozinha atrás de Marsh, para ver se podia fazer alguma sobremesa boa. Deixando os dois sozinhos.
—O que está acontecendo com ele? – Perguntou o moreno, assustado com o irmão mais velho.
—Eu não sei dizer mas... Ele parece mais gentil.
—Por favor, Chiclete, sabemos que essa palavra não existe no vocabulário dele.
—Eu sei! Por isso é difícil de acreditar mas... No shopping ele foi muito legal comigo.
—Sério? Por falar, como foi lá?
—A gente comeu na praça de alimentação e depois fomos a livraria, ele até comprou isso pra mim. – Respondeu o rosado, mostrando o livro para o moreno.
—Você sabe muito bem que ele pode estar nos enganando com esse comportamento, né? – Falou Marshall Lee, com as sobrancelhas unidas. – Talvez ele esteja fingindo ser um “cara legal” para nós abaixarmos a guarda.
O rosado respirou fundo, olhando para seu prato. Mesmo que estivesse uma delícia, ainda estava cheio, e não havia repetido sequer uma vez.
—Tem alguma coisa te preocupando? – Perguntou o moreno, fazendo as mesmas observações sobre a alimentação dele.
A verdade era que sim, Chiclete estava preocupado com a cena no carro. Por que tudo aquilo? Marsh queria ser feio? Por quê?
E o seu comportamento gentil... Como podia ter mudado tanto?
Sabia que devia concordar com Marshall Lee, não podia abaixar sua guarda, mas uma coisa sabia que o moreno estava errado: Todo esse comportamento do mais velho não era falso, ele havia realmente mudado, certeza.
Mas o que aconteceu?
Será que devia ou não contar para Marshall Lee o que houve?
—Chiclete? – Perguntou o moreno.
—Está tudo bem. – Mentiu, olhando para o prato. – Eu só estou preocupado, não consigo comer.
Marshall Lee sorriu, sentando-se do lado dele.
Assim que pegou a colher com um pouco de sopa, guiando para a boca do rosado.
—O q-que você está fazendo? – Perguntou, corado.
—Abre a boca. – Pediu gentilmente.
—Por favor, não sou mais um bebê!
—Eu sei, mas... Eu quero cuidar de você como se fosse meu irmão.
O rosado corou bravamente.
—Vamos... Por mim. – Disse o moreno.
O rosado se rendeu, abrindo a boca, enquanto Marshall Lee fez o resto do trabalho.
Houve um momento que não aguentou mais, pelo menos ele havia comido metade de tudo aquilo.
—Che-guei! – Disse Finn, com um prato de chocolate derretido com leite ninho em pó na mão. – Marsh fez isso pra gente, ele é demais!
—Onde ele está agora? – Perguntou o moreno.
—Ele tá lavando a louça, não conseguiu quando estava fazendo isso.
O moreno sorriu amorosamente para o loiro.
—Bem, vamos comer então!
Chiclete se levantou para levar o seu prato para a cozinha. Marsh estava realmente lavando aquela pilha de louça, nossa, a imagem seria realmente rara no passado.
—Me perdoe... Não consegui comer tudo. – Disse Chiclete, jogando o resto fora.
—Tudo bem. Acontece. – Sorriu para o rosado.
—Quer ajuda para secar?
—Se não te incomodar... – Disse, olhando assustado para a pilha de louça para se guardar. – Adoraria.
Chiclete não pode deixar de rir um pouco com sua reação, pegando o pano.
Enquanto isso na copa, Finn se maravilhava com o doce, nunca havia misturado chocolate com leite em ninho, era muito, muito bom.
—Então... – Sorriu Marshall. – O que vai ser dessa noite, campeão?
—Verdade, não havia pensando nisso. – Murmurou o loiro com a colher na boca, olhando para o teto, pensativo.
—Vamos lá, você ganhou de mim no boliche, e eu sou bom nisso! Tem que ser algo grandioso.
—Verdade...
Então o loiro olhou para o pote da sobremesa que havia ali, tendo uma ótima ideia.
—Já sei! Para o seu quarto, já!
—Por favor, me diz que não vamos jogar vídeo game.
—Eu estava pensando nisso, mas como tem que ser algo grandioso... Eu pensei em outra coisa.
—No que? – Perguntou confuso.
—Só vai para o quarto, Marshall.
O moreno assentiu, fazendo o que lhe foi mandado, enquanto um loiro carregava o pote de sobremesa, animado.
Assim que entraram no quarto, seguiu-se as ordens.
—Fique somente de cueca, deite-se em um lugar que você não se importe que suje, e me diz seu ponto sensível.
O moreno ficou boquiaberto.
—Por que tudo isso?
—Ah, vai, você vai gostar.
O moreno se despiu e deitou-se no chão, assim que o loiro sentou-se em sua cintura, esperando o terceiro pedido ser atendido.
—Eu tenho vários... Preciso saber em qual região você quer saber.
—Para não ter muita sujeira, do seu peito ao umbigo. – Falou, pegando mais uma colher do doce e colocando em sua boca.
—O peito.
—Sério? – Sorriu o loiro, pegando a colher e lambuzando a barriga e o peito dele.
—F-Finn! O que você está fazendo?
—Qual é! Depois você toma banho.
—Não é isso, mas o que você pensa em fazer com isso?
O loiro sorriu.
—Isso.
Assim que deixou o pote no lado, ficando de quatro em cima do moreno, e lambeu do umbigo para cima, fazendo o moreno se arrepiar.
O loiro lambeu os lábios, o doce estava muito bom.
—Você é bem criativo. – Sorriu Marshall.
—Não é? – Riu o loiro, caminhando-se para o peito direito do moreno, chupando ali.
—A-Ah. – Rapidamente colocou a mão na boca.
—Que voz gostosa. – Falou o loiro, sorridente.
—Desde quando você é assim? – Perguntou o moreno, rindo.
—Todo mundo tem seus momentos de ativo. – Riu, continuando a lamber o corpo estrutural e deliciosamente coberta de chocolate de Marshall Lee. – Mas não se preocupe, eu não vou querer fazer aquilo com você.
—Finn! – Disse o moreno, aquela língua passeando por seu corpo o estava despertando furiosamente.
—É uma ordem. – Riu o loiro. – Não estou muito a fim hoje.
—Droga... Mnn... – Falou o moreno, gemendo ao loiro chegar no seu mamilo esquerdo.
Assim que Finn passou mais chocolate nos dois mamilos, e depois no corpo inteiro de Marshall, voltando a fazer o trabalho.
Enquanto isso, na cozinha, Chiclete estava quase acabando de secar a louça quando Marsh terminou de lavá-las, assim que pegou outro pano de prato e ajudava o rosado.
O silêncio estava perturbador, o menor não conseguia tirar da cabeça o que aconteceu no carro, queria muito saber o que havia acontecido, mas... E se ele achasse ruim?
—Preocupado com as provas? – Perguntou Marsh, despertando o rosado dos pensamentos.
—Um pouco. – Mentiu Chiclete.
—Você é inteligente, com certeza vai bem.
—Obrigado. – Respondeu, guardando a ultima peça.
Assim que terminaram o serviço, foram para a copa, mas não havia sinal nem dos dois e muito menos do doce.
—Que droga, eu fiz aquilo pra todo mundo comer, não só pra aquele baixinho! – Murmurou o moreno.
—O nome dele é Finn. – Falou Chiclete, mas não pode deixar de rir. – Talvez ele e o Marshall não queiram dividir com a gente, só de eu ver aquilo nas mãos de Finn, percebi o quanto estava bom.
—Quer que eu faça mais pra você?
—Não, estou satisfeito, obrigado.
Logo, um silêncio predominou novamente os dois. Chiclete finalmente percebeu que eles estavam sozinhos, o que fez ele ficar ao mesmo tempo nervoso e ... excitado?
—Quer ir na sala assistir um filme? – Perguntou Marsh.
—V-Vamos.
Droga, havia gaguejado!
Enquanto andavam, o moreno sorriu de canto para o rosado, sentando-se no sofá.
—Não precisa ficar nervoso, não irei fazer nada com você, claro, a não ser que queira.
O rosado corou bravamente.
—Deita aí. – Disse, dando tapinhas em seu colo. Enquanto isso, pegava o controle da mesinha na sua frente, ligando a TV.
Chiclete engoliu saliva, mas mesmo assim aceitou a oferta, sua cabeça estava cansada demais devido aos estudos.
Marsh colocou em um seriado que estava passando, nem um dos dois jamais havia assistido, assim que demoraram um pouco para entender sobre a história.
Mas, nada disso passava na cabeça de Chiclete.
—Marsh... Se importa se eu perguntar uma coisa?
—O que quiser, lindo. – Falou, abaixando um pouco o som, olhando para o pequeno em baixo de si.
O rosado corou levemente ao ver o quanto Marsh era bonito visto de cima, aqueles olhos penetrantes conectados com os seus, o sorriso amoroso e principalmente aqueles cabelos perfeitos de só um lado caídos.
—Aconteceu... Alguma coisa enquanto você estava fora?
Aquilo foi impactante para Marsh, Chiclete podia sentir, mas o moreno disfarçava o caso o máximo possível.
—Ah, normal.
—Nada mesmo?
—Sim, foi tudo de boa.
—Está bem. – Respondeu, olhando para outro lugar, surpreendido. – Desde quando você tem esse piercing nos lábios?
O rosado colocou os dedos de leve em seus lábios, parecia uma pequena argola de prata, presa no seu lábio no canto direito.
—Você não percebeu? – Falou rindo. – Eu tenho no lábio e na língua. – Disse, abrindo a boca e mostrando-a.
Em sua língua já era uma pequena bolinha também da cor prata, que aparecia na parte de cima do musculo, um pouco longe da ponta da mesma.
—Por que na língua?
—É gostoso para o outro que eu beijo. – Sorriu de canto, deixando seus olhos semiabertos.
O rosado corou.
—S-Sério?
—Quer experimentar?
—Marsh! Eu...
—Sem compromisso, somente um beijo para você saber como é.
—Tenho sua palavra que será isso pra você?
—Tenho. – Disse, estendendo o dedo mindinho para ele. — Pra mim será só um beijo.
Chiclete não acreditou nisso, tão infantil, mas fofo. Deixou de lado seus pensamentos e estendeu seu mindinho, entrelaçando-os e fazendo disso um trato.
Marsh se levantou e ficou de quatro, por cima de Chiclete, chegando cada vez mais perto. Já o rosado, por sua vez, abriu sua boca, recebendo o outro.
Sentiu a língua dele se entrelaçando na sua, fazendo o rosado ir para o céu. Em primeiro lugar pois ele beijava bem, em segundo, aquele piercing realmente despertava alguns pontos que deixava-o sensível, dando mais prazer ao ato.
Chiclete não pode deixar de levar uma mão a sua nuca enquanto a outra ia para seu rosto, enquanto virava sua cabeça em várias posições.
Marsh sorriu durante o beijo, feliz de estar sendo bom para o Gumball, que tanto amava. Fazia tanto... Tanto tempo que o amava...
Ele foi se deitando aos poucos em cima de Chiclete, fazendo o mesmo suspirar enquanto sentia o corpo maravilhoso que só Marsh tinha, incrível.
Infelizmente, Chiclete se lembrou que precisava de ar para sobreviver, separando-se dele aos ofegos.
—Ah...Ah... – Respirava pela boca, olhando para os olhos do moreno, que também estava um pouco ofegante.
—Gostou? – Sorriu.
—Realmente, piercing na língua fica bom. – Sorriu de volta, levantando-se.
Marsh se afastou, deixando espaço para que ele pudesse se sentar, enquanto permanecia ajoelhado do seu lado no sofá.
O silêncio, dessa vez constrangedor, invadiu a sala. Chiclete não podia deixar de admitir que havia gostado, e muito, que seu coração estava batendo de adrenalina e seus pulmões respirando aceleradamente. Podia ser que ele estivesse bem mais gentil e que tudo mudou com ele. Sem falar que foi bem arriscado o que o rosado fez, principalmente depois de conversar com Marshall antes que não devia abaixar a guarda, antigamente, se tivesse feito isso, certeza que rolaria sexo.
—Hey, Chiclete. – Chamou Marsh, olhando para seus olhos. – Você... Ainda gosta de meu irmão?
Chiclete engoliu saliva, olhando para o chão.
—É certo de que ele será inesquecível para mim, ele cuidou e ainda continua cuidando de mim. Mas... Não sei, acabou, entende? – Falou, olhando para seus olhos. – Infelizmente não deu certo.
—Posso perguntar por que não?
—Eu... Não estou muito a fim de falar sobre o assunto.
—Sim, entendo. – Disse, olhando para suas mãos, brincando com elas como se fosse algo divertido a se fazer. – Posso só saber quem terminou?
O outro respirou fundo.
—Eu que terminei.
Antes, o clima gostoso que pairava naquela sala estava pesado, as antigas lembranças de Chiclete rodavam em sua cabeça.
—Eu sei que é o momento errado pra se dizer isso mas... – Falou Marsh, olhando em seus olhos. – Eu ainda gosto de você.
—Novidade. – Riu Chiclete. – Depois daquela sua chegada, nada era mais óbvio.
Marsh riu, lembrando-se em como havia pegado o rosado de jeito quando chegou na casa.
—Desculpa se eu... Te assustei. Mas, eu estava com muita saudade.
O rosado sorriu.
—Te entendo.
E assim que continuaram a assistir o seriado, de vez ou outra conversando sobre alguns assuntos do dia a dia.
Fale com o autor