Another Case
2 Suspeitos.
Notas iniciais
Espero que gostem, e que também MANDEM REVIEWS. Parei.
Curtam o cap.
L entrou no Hoshigari com sua típica calma e jeito singular de andar. Deparou-se logo de cara com um funcionário bem vestido e sério. Não ia deixá-lo entrar com facilidade.
- É um membro do clube, senhor?
- Obviamente que sou! – Tentou parecer esnobe.
- Seu nome.
L levantou as sobrancelhas. Tinha uma carta na manga.
- Não sabe quem eu sou, seu imbecil?!
- Está me insultando, senhor?
- Você é burro ou o que? Claro que estou. Não existe uma sequer pessoa que não conheça a minha ilustre figura.
O homem não respondeu. Continuou a encará-lo, exigindo mais explicações. O celular do rapaz tocou, e este o atendeu.
- Sim? O.K. Obrigado.
Assim que desligou, um barulho muito alto foi ouvido. Gritos e uma multidão de pessoas correndo na frente do clube.
- Mas que diabos é isso?! – O funcionário perguntou irritado.
L distanciou-se um pouco e olhou na direção do tumulto.
- De quem é aquele Porshe preto estacionado quase aqui em frente?
- É meu! – Respondeu com raiva.
- Ele está pegando fogo – Disse simplesmente.
- QUE?!
- É isso que você ouviu.
O homem saiu correndo desesperado em direção ao carro que agora pegava fogo. A entrada estava desimpedida. Havia mandando Watari tocar fogo no veículo do pobre funcionário. Ia se lembrar de encomendar outro para ele.
Entrou no clube, finalmente. As paredes emanavam luxo e riqueza, tanto quanto a mansão de Namikawa Shinto. Os frequentantes eram homens de expressões vazias que estavam agarrados com livros muito grossos ou jornais.
Nenhum levantou a cabeça quando L entrou no estabelecimento. Ele rapidamente sentou-se em uma das luxuosas mesas e chamou um garçom.
- Poderia me trazer a relação de membros?
Ele se surpreendeu, mas suas ordens eram: “Não desobedecer nenhuma das pessoas que ali estavam”. Então confirmou com a cabeça e foi buscar o que o rapaz havia pedido.
Nesse meio tempo, L avaliava o perfil dos homens que lá estavam. Nenhum tinha aparência suspeita, e para falar a verdade, todos se pareciam muito. Talvez fosse o vazio comum de todas as expressões. Quem disse que vida de rico é sinônimo de vida feliz?
- Aqui está, senhor.
O garçom pousou uma pequena folha de papel em cima da mesa, fez uma reverência e retirou-se. O detetive leu os nomes, que eram seguidos das mesas que estes ocupavam. Percebeu que estava sentado na mesa que pertencia ao falecido Namikawa. E então escolheu alguns nomes na lista e levantou-se. Estava na hora de ter uma breve conversa com cada um deles.
Puxou a cadeira e sentou-se do lado de um senhor careca.
- Com licença, o senhor é Honoka Makko?
- Sou, moleque, o que quer ? – Falou da maneira mais arrogante possível.
- Conhecia Namikawa Shinto?
- Aquele velho golpista? Quem não o conhecia. Era famoso por dar calotes em várias pessoas aqui do clube.
- Então muitos tinham motivos para matá-lo.
O homem arregalou os olhos.
- Matar? Mas não ficou provado que era um suicídio?!
- Nunca se sabe... – O detetive revirou os olhos. Este era mais um pobre arrogante. Não tinha nada a ver com o caso. – Agradeço suas palavras.
E assim prosseguiu, até que tinha falado com quase todas as pessoas no salão. Até que os quatro últimos nomes lhe chamaram atenção.
“Namikawa Mori
Maetsui Onigiri
Suwabe Yuichi
Bruce Wayne”
A filha do morto também freqüentava o clube. Um bolinho de arroz e um Batman. As coisas estavam ficando interessantes. Dirigiu-se a mesa de Namikawa Mori, afinal, mais cedo ou mais tarde pretendia interrogá-la. Avistou então a moça. Alta, magra, cabelos pretíssimos e expressões fúnebres. Não era o tipo para se chamar de bonita, mas tinha algo diferente. Ele sentou-se do lado dela, e esta pressentiu sua chegada.
- Quem está aí? – Perguntou.
- Me chame de Moriyama Daisuke. Estou investigando o caso do assassinato do seu pai.
A moça soltou uma exclamação.
- Quer dizer que você também não acredita que foi suicídio?
- Não.
- E tem razão, meu pai era um homem ganancioso de mais para se matar.
- Parece que ninguém gosta dele mesmo – L disse.
Ela riu.
- Não era o melhor homem do mundo. Só por que ele morreu, não tenho que ficar o chamando de santo.
- Isso é verdade.
- E então o que quer me perguntar?
- Qual foi a última vez que viu seu pai vivo?
- Para sua informação eu não enxergo faz muito tempo – Disse com sorriso melancólico.
L levantou as sobrancelhas.
- Quero dizer, quando falou com ele.
- Hm, na semana anterior de sua morte.
- Brigaram?
- Não. Apenas fui pedir para que pagasse o que devia.
- Ele devia dinheiro a muita gente ? – Perguntou.
- Devia muito mais do que dinheiro. Houveram muitas mortes suspeitas que beneficiaram a campanha dele. Muito sangue foi derramado. Queria que ele esclarecesse isso, mas foi em vão. Morreu hipócrita.
- Realmente é algo horrível de se dizer.
- Já me acostumei – Sorriu.
“Que tipo de pessoa sorri logo depois que diz que o pai é um assassino caloteiro?”
- Bem, se me dá licença vou conversar com outros cavalheiros.
- Sim, claro. Estarei disponível para futuras perguntas.
- Ótimo.
E saiu. Não era hora de tirar conclusões precipitadas, afinal, ainda havia outras pessoas a quem ele devia interrogar.
- Maetsui Onigiri?
Um cara alto, um pouco forte, com cabelos levemente compridos virou-se para olhar para o detetive.
- Em que posso ajudá-lo?
- Será que posso fazer algumas perguntas?
- Claro! – E sorriu. Aparentemente era um dos únicos que não tinha uma expressão vazia.
- Você não é membro do clube, não é? – L perguntou, mas já tinha certeza.
O homem riu.
- Nem você, não é ?
- Estou trabalhando no caso Namikawa.
- Não acredita que foi um suicídio, não é garoto? Eu também não. Se duvidar, aquele homem devia até a própria alma. Eu era um dos que ele devia. Sou um Inspetor da Polícia Japonesa.
L preferiu não revelar seu disfarce de policial, já que o outro facilmente descobriria que se trata de uma farsa.
- Moriyama Daisuke... Apenas um curioso.
- E então? Mais alguém na sua lista?
O detetive mostrou o papel que recebera do garçom. Não confiava totalmente em Onigiri, mas era preferível mantê-lo por perto do que observá-lo de longe. As coisas finalmente estavam tomando um rumo.
Era o que pensava enquanto caminhava junto com o novo parceiro rumo aos outros suspeitos.
------ CONTINUA --------
Notas finais
Mandem reviews com suas opiniões.
Kissus'
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