Another

10 Olho de Vidro


"Está sabendo da Irina?" "Ela estava tentando fugir, não estava?"

"Acho que sim" "Acha que ela morreu porque tentou escapar?"

"Não sei..." "O irmão da Leah morreu no mesmo dia, não foi?"

"Sim." "Ele não tinha se trancado em casa?"

"Tinha." "Sabe, ouvi falar uma coisa sobre a excursão." "Aparentemente, tem um certo significado."

"Significado?" "Fala de pedir ajuda aos deuses?"

"Ouvi falar que uma classe foi salva quando foi fez isso."

Rosalie's POV

Nunca havia chorado tanto. Chorava mais que qualquer pessoa no mundo. Nunca estive tão triste. Minha lágrimas caiam no chão.

– Idiota... — gritei.

Meu irmão havia morrido em um acidente de carro. Um carro que estava na contra-mão o atingiu em cheio. Estava preguejando sobre a vida.

Vi jogada no chão, uma lata de cerveja. Com muita raiva, a chutei, com toda minha força. Escutei alguém gritando. Fui ver quem era. Era uma garoto, bonito. Havia acertado ele com a lata.

– Me desculpe! Você está bem? — perguntei para ele.

Desci correndo a grama. Tropecei em meus próprios pé e cai. Estava muito desastrada ultimamente.

– Está bem? — ele perguntou. Olhei para cima, e ali estava ele. — Prazer em conhecer você. Sou Edward Cullen. — estendeu sua mão.

Fui tocar a sua mão com hesitação.

Fiquei com a mão parada no ar. Estava de volta ao meu quarto, na minha cama. Tinha esse sonho toda noite. Era por causa desse sonho, que acreditava que já conhecia Edward Cullen.

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Edward's POV

Depois de duas horas de viagem, finalmente haviamos chegado. Apesar dos últimos acontecimentos, a viagem ao templo não havia sido cancelada. Talvez, pelo fato de, acreditarem que pode-se parar a calamidade graças à ele. Todos estavam em absoluto silêncio.

– Pegou a fita? — sussurrei para Jasper.

– Sim. — sussurrou de volta.

– Ouviu ela?

– Ainda não. Tenho medo de ouvir sozinho.

Vieram 19 alunos, contando comigo, e "Srta. Anne" e Aro. Bella, Emmett, Jasper, inclusive Rosalie vieram. Continuavam sérios.

– Vamos tirar uma foto para comemorar essa ocasião. — Jasper falou. — É o nosso último verão no ensino médio, afinal. Tudo bem? Se alinhem ali.

Todos fomos para frente do portão do lugar que ficariamos. Alguns ficaram abaixados. Bella ficou ao meu lado esquerdo, Lauren ficou ao lado direito.

– Perfeito. — Jasper falou. — Vamos pegar os professores na imagem também.

Aro foi para o lado de Bella, e a "Srta. Anne", para o de Emmett.

– Certo, quase pronto. — aprontou a camera para tirar a foto. — Edward e Bella, se aproximem mais um do outro. — Bella se aproximou mais de mim, me deixando surpreso. Geralmente, era um pouco tímida. Jasper tirou a foto.

– Você também deveria aparecer em uma. — Emmett falou. — Eu tiro pra você. — Emmett pegou a camera e Jasper foi para seu lugar. — Lá vai! Jasper, você e a Srta. Anne estão muito distantes! O mesmo vale pro Edward e Bella. — me aproximei mais de Bella. — Ótimo! Fique parado Eric, você está ótimo aonde está. Muito bem, digam "X"! — todos permaneceram quietos. Tirou a foto.

Entramos no alojamento, que ficava ao pé da montanha. Aparentava ser bem luxuoso, dentro e fora. Estava um pouco surpreso, pois não pagamos para ir ao passeio.

– Amanhã nós visitaremos o templo para rezar por nossa segurança. — disse a professora.

– Certo. — falaram juntos.

– Esse é um bom alojamento. — falei para Bella.

– Um estabelecimento local doou seu centro de recreação. — Aro falou. — Parece até extravagante para um grupo escolar.

– Bem-vindos! — disse uma senhora, que aparentava ter 60 anos, ao lado de um homem, sério, com talvez 70. Eles são avós de Mike. — Deixamos todos os quartos abertos para vocês. Agradeço por estarem se acomodando aqui pelos próximos três dias. — ela sorria. Parecia feliz. Feliz demais para alguém que perdeu algum familiar. — Ficamos felizes. Agradecemos por virem. Se precisarem de alguma coisa, podem pedir.

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Estavamos Emmett, Jasper, Bella e eu no meu quarto do alojamento. Iriamos terminar de escutar a fita. Haviamos trazido um toca-fita escondido. Emmett colocou a fita dentro dele.

– Certo... Vou colocar para rodar. — todos assentimos. Ligou, e pulou algumas partes.

– Agora, a parte importante. Logo depois de finalmente chegarmos no pé da montanha, foi quando aquilo aconteceu. E com aquilo, eu quero dizer... Eu... Aconteceu na floresta, fora do alojamento. Eu comecei a discutir com um cara chamado... - no lugar do nome, pode-se ouvir somente o chiado. — E nós trocamos trocando socos. E aí... e aí... Quando eu fui ver, ele não estava se mexendo. Ele estava deitado debaixo de uma enorme árvore. Quando olhei mais de perto, vi que ele havia sido empalado por um galho. Ele estava morto. Horrorizado, corri de volta pro meu quarto, no alojamento. Havia sido decidido que ficaríamos mais uma noite. A polícia veio falar com a gente sobre o raio e o despencamento. Me fizeram um monte de perguntas, mas não falei nada sobre o... - escutamos o chiado novamente. — Mal consegui dormir naquela noite. Eu tinha certeza que alguém encontraria o corpo do... E todos entrariam em pânico. Mas de manhã, não havia sinais que tinham descoberto, por isso fui na floresta dar uma olhada. Mas... Ele não estava lá. Ele havia desaparecido sem deixar rastros. Eu fiquei muito atordoado... Perguntei aos outros o que tinha acontecido com o... Mas todos olhavam pra mim como se eu fosse doido. "Quem é esse? Não conheço ninguém com esse nome". Até que disseram que tinha 19 estudantes na excursão, não 20. Foi quando a ficha caiu... O cara que eu matei era o aluno extra. Não tenho dúvidas de que matei o... Nada mudará esse fato. Foi por isso que decidi deixar claro aqui. Essa é a minha confissão. Faz duas semanas que voltei da excursão, e só eu, a única pessoa envolvida na morte do..., me lembro dele. Mas tenho a sensação de que será por tempo limitado. É por isso que, enquanto minha memória aninda está clara, quero contar a verdade para você, e como parar a calamidade. Está ouvindo? Mande de volta pra morte, que é onde a pessoa pertence. Mande o morto de volta pra morte. É assim que se para a calamidade depois que ela começa.

A fita terminou. Todos ficaram em silêncio durante alguns minutos, até Bella se pronunciar.

– Não pudemos ouvir o nome.

– Quer dizer que a fita foi alterada? — perguntei.

– Provavelmente.

– Então deve ser verdade.

– Sim. Não faria sentido alterar algo falso. — continuou.

– Bom, não precisamos do nome. — Emmett falou. — Só importa que nós sabemos como parar a calamidade.

– Dizem que não tem como dizer a diferença entre mortos e vivos. — Jasper falou.

– E que nem o morto sabe que já morreu. — completei.

– Será que tem algum jeito de saber? — Emmett perguntou.

– Parece que não. — Jasper respondeu.

– O caso do Jacob foi pura coincidência. — falei.

– Vocês não acham que o estudante extra está aqui, nesse alojamento, acham? — Jasper perguntou.

– Digamos que descobrimos quem é... — falei. — E depois? Nós devemos... Matar a pessoa?

– Bom... — Emmett falou.

– Você seria capaz de matar um colega de classe? — completei.

Se acontecece de, descobrirmos quem fosse o morto, e se essa tal pessoa fosse muito próxima, seriamos capaz de mata-la ou mata-lo? Talvez eu não fosse. O morto, apesar de causar a calamidade, não sabe, e também não tem totalmente culpa. É somente uma pessoa, que deveria estar morta, mas ressucitou, com as lembranças de sua vida passada. Todos ficaram calados com a minha pergunta.

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Autora POV

Estavam jantando, todos em completo silêncio. Eram várias mesas, com quatro lugares cada.

– Sabe, estive me perguntando quem é o estudante extra. — Emmett falou.

– Tem alguém em mente? — Edward perguntou.

– Bom, eu... — mas o moreno se calou. Logo já podeira saber o motivo. Rosalie estava escutando a conversa, por estar na mesa ao lado. — Eu acho que deve ter um jeito de se saber.

– Talvez tenha, e nós não sabemos ainda.

– Extamente.

O silêncio permaneceu, por mais alguns minutos. Um garota loira, após terminar sua refeição, decide fazer que o queria.

– Srta. Anne, tem um minuto? — a loira perguntou. — Já que estamos todos juntos, gostaria de dizer uma coisa. — falou, se levantando de sua cadeira. — Algum problema?

– Ah, não. Vá em frente, Rosalie. — a loira olhou para todos seus colegas, e suas expressões de medo, pelo que poderia vir a seguir.

– Desde maio, nós temos passado por uma incrível onda de infelicidade. No mês passado, o Sr. Denali foi uma vítima. Para começar, eu gostaria de me desculpar por minha grande ineficiência como chefe das contramedidas. — alguns burburinho começaram. Logo continuou, olhando para mesa de Edward, Emmett, Jasper e Bella. — Em adição, apesar de não estar certo se essa viagem vai ou não nos levar à uma solução, sinceramenrte acredito que você, Isabella, possui uma certa culpa pelos desastres que temos enfrentado. — se virou para a morena com um tapa-olho.

– Por que... — Edward falou. Rosalie fez uma expressão de desgosto, com o garoto de cabelos acobreados defendendo Bella.

– Se a Isabella tivesse feito direito o papel dela como estudante não-existente, creio que ninguém teria morrido. — continuou.

– Espera aí! O que aconteceu era inevitável. Ela não tem culpa pelo que aconteceu. — Emmett tentou defender Bella.

– Será mesmo? — a loira continuou insistindo. — Se ela tivesse evitado qualquer tipo de contato com o Edward, a contramedida teria sido um sucesso. — o próprio Edward continuava paralisado, pelas palavras duras da loira.

– Mas... — Emmett continuou.

– Acredito que a primeira pessoa culpada pelo fracasso é a Isabella. — a morena citada na frase, continuava olhando sua comida, sem dizer nada. — Não concorda?

– O que espera que ela faça agora? — o moreno falou mais calmo. Rosalie, novamente, olhou para todos na sala.

– Peça desculpas. Nós temos de ouvir uma palavra de desculpa dela. E ainda por cima, Isabella, no momento em que te foi permitido existir de novo, você continuou como se nada tivesse acontecido.

– Não adianta de nada. — a morena finalmente se pronunciou, ainda olhando sua comida. Se levantou e encarou Rosalie. — Pedir desculpas ajudará em alguma coisa? — falou em seu tom baixo de sempre. — Se for ajudar, então eu peço.

– Bella, você não tem porque se desculpar. — Edward falou. A morena se virou para Rosalie.

– Sinto muito. — falou calmamente. — A culpa é minha. — falou, mesmo não acreditando em suas palavras.

– Não é! — Edward falou, tentando convece-la.

– Pare! — Jasper falou. Emmett bateu na mesa e levantou.

– Isso é inútil! — falou de pé, para loira. — O importante é descobrir quem é o estudante ex... — e interrompeu, percebendo que havia falado demais. Edward o impediu.

– Ei, Quil, você está bem? — Edward perguntou, percebendo que seu colega estava estranho.

Quil respirava com dificuldade, e estava curvado, tentando achar alguma postura, ao menos, confortável. Todos ficaram o olhando, sem alguma reação.

– Está sentindo dor? — a professora perguntou.

– Esse menino é asmático? — Aro perguntou, indo amparar Quil.

– Sim. Ele sempre anda com isso. — Eric mostrou o inalador.

– Um inalador? Ele não deveria usar? — Aro testou o inalador. — Está vazio? Tem um extra? — Quil mexeu a cabeça negativamente. — Srta. Anne, chame uma ambulância?

– Ah... — disse a senhora idosa. — Nossos telefones não funcionam desde ontem. Não podemos fazer ligações. Nós já chamamos o técnico. — Aro pegou seu celular rapidamente.

– Está fora de área. Alguém tem sinal? Liguem para 199! Chamem uma ambulância para cá!

Todos pegaram seus celulares, para testar. Infelizmente, nenhum celular tinha sinal.

– Diz que tem antena, mas não pega sinal! — Emmett falou.

– O meu também não funciona. — Jasper falou.

– Sem sinal. — disse Rosalie.

– Vou levar ele para o hospital. — Aro disse.

Todos foram para frente do alojamento. Estava chovendo, e Aro já havia aprontado o carro para levar Quil ao hospital mais próximo. Enrrolou Quil em vários cobertores, para não sentir frio, e o deixou deitado no banco de trás, para ficar mais confortável. Partiu com o carro.

– Você está bem? — Edward foi perguntar, para sua professora.

– Não é comigo que deveria se preocupar.

– Talvez não devemos subir a montanha amanhã.

– Talvez não.

Todos foram entrando, para se abrigarem em seus quartos. Agiam como se nada tivesse acontecido, tentando apenas manter a calma.

– Edward...

– Sim, Bella?

– Obrigado por aquilo. — o garoto pareceu confuso. — Você ficou do meu lado na hora do jantar.

– Ah, isso. Não foi nada. — falou, um pouco tímido. — E não fui só eu. O Jasper e o Emmett também ficaram.

– Obrigada. — se aproximou mais dele, o deixando nervoso. Seus rosto estavam tão próximos, que poderiam ter se beijado. — Você pode vir me ver depois? Tenho meu próprio quarto. E... Eu quero ver a foto.

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Os dois, estavam no quarto de Bella. Edward havia trazido consigo, a foto da classe, 26 anos atrás.

– Onde estava? — a morena perguntou.

– Em um cômodo, separado da nossa casa. Minha avó encontrou. Mas não sei porque estava lá.

– Mesmo?

Abriram a caixa, que continha a foto. Tinha junto, alguns envelopes.

– A Carmen usa aquele cômodo.

Pegou a foto. Bella tirou seu tapa-olho, revelando seu olho verde-esmeralda.

– Você sabe qual é Isabella Forks? — a morena perguntou.

– Bem, posso ver que essa pessoa é estranha.

– Estranha? Por quê?

– Assim... Ela está mais borrada, comparada aos outros da foto. De certa forma... Distorcida.

– É verdade. E a cor? Vê alguma cor estranha?

– Não, não vejo.

– Obrigada. — agradeceu, colocando seu tapa-olho de volta. Havia na caixa outras fotos. — Essas fotos também são da sua mãe?

– Sim.

– Elas se pareciam muito.

– Quem?

– Sua mãe e sua tia.

– Acha mesmo?

– Os rostos eram iguais quando crianças. A Carmen pinta em casa? — como mostrava em uma das fotos.

– Sim. Ela considera a pintura o verdadeiro emprego dela.

– Entendo.

– Você também estava desenhando, né? Um anjo? Quem serviu de modelo para ele?

– Foi...

– Sua prima Lucy?

– Talvez.

– Quando nos encontramos pela primeira vez, você estava levando aquela boneca para sua prima, depois que ela faleceu?

– Achou estranho? — Bella perguntou, parada, apenas se olhando no espelho. — É meio complicado. Não gosto muito de falar sobre isso.

– Pode me contar?

– Tá. — respondeu, após alguns segundos. — Como sabe, o nome de minha mãe é Reéne, e o de sua irmã, mãe de Lucy, Elizabeth. Elas são gêmeas, quase indênticas. Quando cresceram, casaram, e a Elizabeth se tornou mãe.

– Da sua prima Lucy?

– E de um outro bebê também. — Edward estava confuso. — Ela teve gêmeas.

– Gêmeas?

– Um ano mais tarde, Reéne também ficou grávida. Mas o bebê dela não chegou ao mundo.

– Você falou disso.

– Reéne ficou tão agoniada, que quase perdeu o juízo. Para piorar ainda mais, a casa de Lucy, onde as gêmeas nasceram, estavam com problemas financeiros. A casa de Reéne, por outro lado, precisava de alguma coisa para acalmar o coração da própria Reéne. Era caso de necessidade.

– Quer dizer que...

– Fui dada à Reéne. Fui criada como filha única de Reéne, desde que me lembro. Estava na quinta série quando descobri a verdade. Minha avó deixou escapar sem querer. Eu nunca havia visto minha mãe tão perturbada. Ela provavelmente pretendia deixar em segredo por toda a vida.

– O que aconteceu quando soube a verdade?

– Eu quis conhecer Elizabeth Swan, minha mãe biológica. — falou sorrindo. — E disse isso para Reéne. No começo, ela parecia estar muito triste. Mas aí ela ficou furiosa.

– Ela não queria que você conhecesse a sua mãe biológica?

– Acredito que não. Ela não interfere muito na minha vida, só se envolve em certos assuntos, como eu disse.

– Sim, eu me lembro.

– Acho que ela se sentiu ansiosa. Deve ser provavelmente por isso que ela me fez carregar um celular. Mas enquanto tudo isso estava acontecendo, eu estava me encontrando em segredo com Lucy. Naquele momento, ela também sabia que éramos gêmeas. Ela sentiu que éramos ligadas, querendo ou não. Ela sempre ia até minha casa, sem que ninguém soubesse. Ela disse que gostava da minha casa porque ela era repleta de lindas bonecas. Quando perguntei para ela o que ela queria de aniversário, em abril, ela disse, "Quero aquela boneca". Mas, pouco depois de passar para o último ano, ela de repente...

– Era isso que você estava fazendo?

– Tinhamos feito uma promessa.

– Então vocês eram irmãs, não primas...

– Sim.

– Foi por isso que, naquele dia, você disse "Já pode ter começado".

– Vejo que se lembra. Sim.

– Por que você não me contou naquele dia?

– É que... É que eu... Eu não queria acreditar... — apertou as mãos com força. — Eu não queria acreditar que a Lucy havia morrido por causa de um maldita maldição maluca. É por isso que... Eu só podia chama-la de prima. Eu não queria dizer isso.

Edward ficou pensativo, em silêncio durante alguns segundos. Comecará a ligar os pontos.

– A Lucy que morreu em abril foi a primeira vítima. Se isso é verdade, então...

– Todo mundo parece estar achando que a calamidade começou em maio, mas... — Bella completou seu pensamento.

– O estudante extra já estava na classe antes de eu ter vindo para a escola. É por isso que você tem tanta certeza de que eu não sou o morto?

– Sim.

– Porque eu não estava na classe em abril?

– Tem isso também, mas não é o principal motivo.

– Qual é o principal?

– É... — se levantou e foi até Edward. Ficaram frente-a-frente. — Esse olho. — começou a tirar o tapa-olho. — Esse olho de boneca diz que você não está morto.

– Seu olho esquerdo?

– Acredito que já tenha te dito que ele me permite ver coisas que não devem ser vistas. Por isso uso o tapa-olho, pois olhar como as pessoas realmente são, incomoda.

– Sim. O que ele vê?

– A... — tapou seu olho direito. — ... Cor da morte. A cor das coisas que estão próximas da morte.

– Cor? Que cor é essa?

– Uma cor que nunca vi com meu olho direito. Essa cor não tem nada a ver com as cores como azul e vermelho. É única. — se afastou de Edward, se sentando na cama, ficando de frente para ele.

– E você só vê essa cor em pessoas mortas?

– Fica bem nítida em mortos, é fraca em pessoas com doenças e ferimentos graves.

– Quer dizer que você sabe quando alguém está para morrer?

– Você não entende como vejo as coisas, né? — Bella perguntou, sorrindo. — Via essa cor um pouco nítida em Lucy.

– Bem...

– Eu tive de aceitar isso. Nunca conversei sobre isso com Lucy. Com mais ninguém. Um hora, decidi deixar esse olho coberto pelo resto da minha vida. É por isso que eu queria ver a foto de 26 anos atrás.

– Você pôde ver a cor da morte na Isabella Forks?

– Sim. Foi a primeira vez que vi a cor tão nitidamente em uma foto. — se levantou, e ficou na frente de Edward, novamente. — Não vejo a cor da morte em você. É por isso que sei que não é você. Você não é o extra.

– E você sabe que não é você mesma por isso? — assentiu. — Quer dizer que você já sabe quem é a pessoa extra?

– Tento manter meu olho coberto na escola.

– Mas você escrever "Quem está morto?" na sua mesa.

– Não que minha descoberta fosse mudar alguma coisa. — se afastou. — Mas eu queria saber... Por isso... — Edward se levantou.

– E agora? — Bella permaneceu em silêncio. — A pessoa morta veio nessa viagem?

– A pessoa extra... Está aqui. — olhou para Edward.

Ele a puxou para mais perto. Com uma mão no braço, e outra na nuca de Bella, se fitaram. Definitivamente, estavam próximos, que mais um movimento, se beijariam.

– Quem é?

– A pessoa extra é...

Mas Bella foi interrompida por uma forte batida na porta, fazendo se separarem. A pessoa abriu a porta rapidamente. Era Emmett.

– Edward! — gritou. — Acho que fiz algo terrível!