Another

8 Arrepiar os Cabelos


Notas iniciais
Só para deixar claro: não sinto prazer em matar personagens, mas é crucial para o desenvolvimento do história. Nos vemos nas notas finais :D

Edward's POV

– Ele parou? — Carmen falou. — Ele disse que parou a calamidade há 18 anos atrás?

– É o que ele diz, apesar de que, aparentemente, ele não se lembra dos detalhes. Você se lembra de Jacob Black?

– Claro. Nós estávamos no mesmo clube. — tomou um gole de café.

– Estavam? Ele falou de como parou a calamidade?

– Não me lembro de ter ouvido falar de tal coisas antes.

– Vocês fizeram uma excursão durante as férias de verão naquele ano, certo?

– Sim. Não parecia ser uma boa ideia ficar confinada em casa.

– O que aconteceu na viagem?

– Sei que algo aconteceu, mas não sei dizer o quê.

– Entendo...

– Sei que não sou de ajuda. — falou. — Desculpe.

– Sem problemas. Estou bem, não precisa se forçar a nada. — falei calmamente. — Então, Jacob também foi nessa viagem?

– Acho que sim. — parou para pensar por um momento. — Sim, ele foi.

– Pareceu haver algo estranho com ele?

– Acredito que não.

– Acho que tudo que podemos fazer é perguntar pra ele...

– Certo. — se levantou. — Eu vou falar com Jacob. Quando for conversar com ele, eu vou junto.

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Carmen passava um pano nos vidros do carro, e eu arrumava as malas. Estavamos arrumando as coisas para irmos para praia.

– Bom dia! — disse Emmett, carregando uma mochila de acampamento, aparentemente cheia, ao lado de Jasper.

– Bom dia! — disse Jasper.

– Bom dia! — disse Carmen.

– Pra que tudo isso? — perguntei para Emmett. Um carro branco estacionou.

– Preparei suprimentos! — falou animado.

Do carro branco, saiu Rosalie.

– Desculpe a demora. — falou.

Do banco de trás, sairam Sam e Lauren. Sam parecia enjoado.

– Você está bem? — Lauren perguntou. — Não parece estar.

– Não é nada. É só um pequeno en... — mas se interrompeu, colocando as mão na boca. Saiu correndo, e foi vomitar. Não era uma cena muito bonita de se ver.

– Ele se esforça demais... — Emmett falou. — Você também vem, Rosalie?

– Claro que vou.

– Tá, certo. — Emmett falou, agora feliz.

– Sam, já que você tem enjoo em carro, vai na frente. — Rosalie falou.

– Certo.

Lauren e Emmett se sentaram no banco de trás do carro de Rosalie. Sam na frente. Emmett deixou a porta aberta, e ficou esperando Rosalie entrar. Rosalie fechou a porta, mas não entrou. Emmett pareceu surpreso. Jasper, ao meu lado, também.

Rosalie se sentou ao meu lado, no banco de trás do carro de Carmen. Jasper foi na frente.

– Bom, vamos lá. — Rosalie falou.

Carmen ligou o carro. Ficamos em silêncio durante alguns minutos, mas logo, Rosalie falou.

– Então Jacob Black vai demorar um pouco pra voltar à Forks?

– Falei com a mãe dele, e ela disse que ele está morando na pousada aonde trabalha. — Carmen respondeu.

Olhou no retrovisor. Um caminhão de aproximava, e todos ficaram sérios. Logo, o caminhão nos ultrapassou, nos deixando mais tranquilos. Depois de mais alguns minutos tensos, chegou a placa "Cidade de Forks. Volte sempre!". Depois, chegou a placa "La Push", nos deixando mais tranquilos. Suspiramos.

– Saimos de Forks sem problema algum. — disse Rosalie.

– Sim... — falei.

– Vamos continuar! — Carmen falou. Antes, o carro andava bem devagar, agora, Carmen acelerou, ultrapassando vários carros. Jasper e Rosalie ficaram com medo.

– Carmen? — falei.

– O quê? — falou assustadoramente.

– Ah, nada...

Andamos mais um pouco, e apareceu o caminhão que vimos minutos atrás. Agora ele andava muito devagar.

– Caramba, se vai andar tão devagar, saia da faixa rápida. — Carmen falou. Jasper ficou nervoso.

– Acho que não se pode julgar um livro pela capa. — Rosalie falou, rindo.

– Não sei, acho que você é bem fácil de ler. — falei.

– Ah, é mesmo? Me descreva, por favor. — pediu.

– Ah, bem... Forte e confiável?

– Nossa, eu sou macho assim? — perguntou.

– Ah, você é forte, e tem um grande senso de responsabilidade. Coisas assim.

Pela cara que Rosalie fez, não parecia ser a resposta que esperava. Suspirou pesadamente.

– Você deveria dizer, "Não foi isso que quis dizer". — falou brava. Gargalhei.

– Não foi isso que quis dizer. — falei com uma expressão séria. — Está bom assim?

– Que tom foi esse? Que irritante.

– Tenho de te dar o troco de vez enquando. — Falei. Agora foi Rosalie que gargalhou. — A propósito, você é a chefe das contramedidas, certo? Como se decide quem fica com o papel?

– Normalmente é o professor quem indica. Não é por voto popular. De certa forma, pode-se dizer que a pessoa no cargo é responsável por todas as vidas da classe.

– Então você foi indicada? — perguntei. Fez que não com a cabeça.

– Eu mesma me nomeei.

– Por quê?

– Talvez ninguém acreditasse de verdade na calamidade, mas eu era diferente. Não posso permirtir que um, fenômeno sem sentido como esse exista. — falou seriamente. Voltou a sorrir. — Vou colocar um fim nele.

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Já haviamos chegado. Estavamos esperando Carmen voltar, com as informações sobre Jacob, na pousada em que trabalhava, pelo que soubemos. Agora era Emmett que estava ernjoado.

– Que calor... — falou.

Carmen voltou.

– Disseram que o Jacob teve de sair. — falou. — Deixei o número do meu celular, então provavelmente ele deve me ligar quando voltar.

– O que vamos fazer até ele ligar? — perguntei.

– Não adianta ficar sentado esperando, certo? — Emmett falou.

– É, viemos até aqui. — disse Jasper.

– Já que estamos fora de Forks, estamos livres da calamidade. — Lauren falou.

– Vamos nadar! — Emmett falou.

– Estamos perto do mar mesmo. — Carmen falou.

– Tudo bem! — falaram juntos. E sairam correndo.

– Mas eu não trouxe sunga! — falei para Carmen.

– Pode pegar uma na pousada. Não é caro. Eu pago pra você.

– Não posso fazer isso. Se você não for nadar, eu também não vou.

– Bom, sabia que isso aconteceria... — falou.

– Ah, não me diga que...

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Estamos andando em direção à praia. Carmen havia trazido um biquíni. Emmett estava com sua mochila de acampar, Sam trazia uma bola, e Rosalie, carregava baldes para brincar na areia e uma boia bem grande, de uma baleia.

– Sabia que a bagagem era grande demais. — falei. Jasper riu.

– É uma pousada que fica perto do mar, afinal. — Jasper carregava uma boia amarela. — Sem mencionar que estamos fora de Forks, e dias com sol e calor são muito raros.

– E é férias de verão. — Rosalie falou. — Seria deprimente ficar sentada em casa. Temos de abrir um pouco nossas asas.

– É o mar! — Jasper falou.

– O mar no verão! — Emmett ficou animado e saiu correndo, ao lado de Sam. — É meu!

Os outros os seguiram. Carmen e eu ficamos para trás.

Chegamos e nos arrumamos. Estendemos uma toalha bem grande, e colocamos um guarda-sol. Emmett saiu correndo em direção ao mar. Os outros seguiram ele. Me alonguei um pouco.

Olhei na região das pedras, e vi uma garota. Ela usava chapéu e um casaco que a cobria completamente. Estava abaixada. Ela me parecia familiar.

Andei até sua direção, e percebi que estava perto das poças de água, que acabam ficando nas partes mais fundas com pedras. Ela ficarava virando uma estrela-do-mar que tinha na poça. Me aproximei um pouco mais, e notei quem era.

– Bella? — perguntei. Ela se levantou, abaixo do casaco, usava um maio azul.

– Edward?

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Havia conseguido quebrar as melancias. Não tinhamos nenhuma faca, então usamos uma bastão que achamos. Bella, Rosalie e eu comemos nossos pedaços e Jasper levou um à Carmen. Emmett comia dois pedaços ao mesmo tempo, e Sam, colocava açucar no seu. Lauren tirava as sementes.

Rosalie saiu correndo, para entrar na água, e Lauren estava indo, andando bem devagar. Emmett e Jasper correram, e cada um ao lado de Lauren, à ergueram e a jogaram no mar. Carmen havia trago uma bóia, que mais parecia uma cama. Ficou deitada, nela. Emmett e eu fomos até ela e viramos a bóia. Derrubamos Carmen na água.

Ainda estavamos rindo de Carmen, quando, escutei um barulho estranho, e alguma "coisa fofa" me atacou. Era a bóia de baleia que Rosalie havia trazido. Rosalie começou a rir, mas logo foi atacada por uma bola. Era Sam. Rosalie revidou, mas não acertou ele. Mas Lauren aparececeu, praticamente "cortando" a cara de Sam.

– Apontar, preparar, mergulhar! — Emmett ergueu Jasper no ar, e depois o jogou na água. Mas Jasper não voltou. O corpo de Jasper boiou, virado para baixo. Emmett ficou assustado. Se desequilibrou e caiu. Jasper tinha virado ele.

Bella ficou na beirada, brincando com a areia. Mas a onda levou o que havia feito. Andei até sua direção, e ajudei-a a montar seu castelo novamente.

– A casa da sua família fica aqui perto? — perguntei.

– Sim.

– O que seu pai faz?

– Não sei direito. Ele raramente vem para Forks. É por isso que fazemos essas coisas familiares nas raras vezes que ele vem para casa. — falou calamente. — Podemos ser uma família, mas não somos muito apegados. Não que eu me importe com isso.

– Ei, se descobrirmos quem é o morto depois disso, fazer dele não-existente parará a calamidade? — perguntei.

– Não acho que funcionaria. Já foi disparado. Acho que é tarde demais para tentar equilibrar as coisas agora.

Continuamos fazendo o castelo. Em um momento, nossas mão que estavam dentro dele, acabaram se encostando.

– Se conectaram? — perguntei.

– Parece que sim.

– Se conectar de vez enquando não deve ser ruim, certo?

– Acho que não. — respondeu.

Carmen saiu da água, voltando para baixo do guarda-sol. Tinhamos enterrado Jasper na areia.

– Alguém quer comer? — perguntou.

– Sim! — Rosalie falou. Nos levantamos.

– Ei, esperem! — disse Jasper enterrado.

– Vamos voltar para a pousada? — Rosalie perguntou.

– Eu me satisfaço com comida de lojas de convêniencia. — falei.

– Tem algumas lojas a beira mar. — Lauren falou.

– Ei, pessoal! — disse Emmett. — Estamos na praia. Como podemos perder a chance de fazer nossa comida a céu aberto?

– Você quer cozinhar aqui? — Rosalie perguntou.

– Sabia que você entenderia, Rose!

– O quê? — Rosalie perguntou. — Como cozinharemos se não temos nenhum utensílio?

– O básico eu trouxe! De uma olhada nesse equipamento impecavel!

Realmente, ele havia trazido tudo. Desde talheres e pratos, até uma churrasqueira. Inclusive molhos.

– Você é um besta. — Rosalie falou.

– Bem que eu percebi que sua mochila era grande demais. — falei. — Então era isso que tinha naquela mala enorme?

– Vocês vão cozinhar? — Bella perguntou.

– Cozinhar? — Jasper perguntou, ainda enterrado.

– Com que ingredientes? — Rosalie perguntou à Emmett.

– Com coisas locais, claro! — respondeu animado.

– Definitivamente, você é um besta. — Rosalie falou.

– Com todas as coisas que você trouxe, eu deveria saber... — falei.

– Estou com fome, vamos logo com isso. — Bella falou.

– Coisas locais? — Jasper gritou.

– Jasper! — Emmett também gritou. — Você trouxe equipamento de pesca, certo?

– Ah... Trouxe!

– Legal, então vamos ver quem consegue mais ingredientes!

– Recebemos alguma coisa por ganhar ou perder? — perguntei.

– O perdedor tem de cozinhar, e o vencedor come. O que acham?

– Boa ideia. — Rosalie falou.

– Então está decidido! — falou. — Vou fazer os times. Primeiro, no Time da Chefe das Contramedidas estarão... Rosalie! Lauren! Sam... — mas ele estava deitado. — Na verdade é melhor pular ele. E eu! Agora, no Time Não-Existente estarão... Edward! Bella! Jasper! — apontou para Jasper, que ainda estava enterrado.

– Ei, eu existo! — falou.

– Mas você não existe aqui.

Suspirei. Pegamos os equipamentos, e saimos.

– Então vamos competir tomando como base os peixes que pegarmos? — perguntei.

– Nãp, se encontrar alguma coisa além de peixes, também conta. — Emmett falou.

Chegamos nas partes com pedras, e arrumamos tudo. Jasper e Emmett tentavam pescar algo no mar. Emmett estava carrancudo, por não ter pego nada ainda. Bella e eu estavamos na parte das poças, procurando algo. Bella achou algo.

– Isso é alface marinho. — falei. — O sabor é horrível. — encontrou outra coisa, dessa vez vermelha. — É alga vermelha. Não tem como se comer pura. — Bella bufou.

– Peguei um! — Emmett gritou. — É grandão.

A vara de pescar se mexia bastante. Emmett estava com dificuldades para puxa-la. Finalmente conseguiu puxar. O seu "peixe", nas verdade era um monte de algas, que, acidentalmente, acabaram caindo emcima de Rosalie.

– O que é isso? — perguntou séria. Ri.

– Kelp. — falei.

Ela se levantou rapidamente, e jogou tudo na cara de Emmett.

– Você precisa pegar peixe! — gritou.

– Foi mal. — falou, com as algas ainda na cabeça.

Bella e eu voltamos a procurar algo. Em uma das poças, encontramos um pote, e dentro dele, tinha algo. Achei uma concha somente. Suspirei. Bella se assustou, com algo que havia achado.

– Qual o problema? — perguntei. Ela mostrou a mão. Naquele pote que achamos, tinha um polvo pequeno, que se grudou na sua mão.

– Tire isso... — falou com medo.

Consegui "desgrudar" o polvo de sua mão e o coloquei no balde, para a competição.

– Pensei que ele fosse me comer. — falou, enquanto olhavamos para ele.

– Polvos não comem pessoas. — falei. — Mas eles vão te morder se mexer com eles. -Jasper nos chamou. — Como está indo?

– Acho que peguei um grande... — falou com dificuldade para segurar sua vara-de-pescar. — Está puxando muito. Legal.

Conseguiu pegar o peixe. Ele era bem pequeno.

– Esse é o seu "grande"? — perguntei.

– Pelo menos é um peixe.

– Bonitinho. — Bella falou.

– Dessa vez peguei um! — Emmett gritou.

Quando finalmente puxou, novamente, pegou na cabeça de Rosalie. Parecia gosmento.

– Ei. — falou. Tirou a coisa da sua cabeça. — Você está fazendo de propósito, não est... — mas se interrompeu quando viu o que era. — O que é isso? — e jogou, pegando na minha cara.

Sem dúvida, aquilo era bem gosmento. Doeu quando pegou na minha cara. Quando tirei, vi que era.

– Um pepino marinho? — perguntei. — Me impressiona você ter pego um desses. Ou talvez tenha se enroscado na linha.

– Foi mal! Foi mal! Foi mal! — Emmett falou para Rosalie, que o batia com algumas algas.

– Seu idiota! Imbecil! Inútil! — ficou xingando ele.

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– Um baiacu, um polvo e uma estrela-do-mar. — Carmen falou, enquando descrevia o que Bella, Jasper e eu haviamos pego. Passou para o balde de Emmett, Rosalie e Lauren. — Isso é kelp, certo? E pepino marinho, e... O que tem nessa concha? — pegou a concha na mão. Ela começou a se mexer. De dentro, saiu um mini-caranguejo. — Caranguejo hermitão. Acho que é isso mesmo. A batalha termina empatada. — suspiramos. — Peguei carnes e vegetais, vamos todos comer.

– Certo! — falamos.

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Na churrasqueira, colocamos milho, alguns bifes, cebola, etc. Estavamos todos com muita fome.

– Ingredientes frescos são os melhores! — Emmett falou de boca cheia.

– Delicioso! — Carmen falou.

Bella e eu ficamos olhando o peixe e a estrela que pegamos.

– Não podemos comer eles. — falei.

Depois de todos comerem, decidimos jogar bola. Tinha um pouco de vento.

Carmen's POV

Estava sentada, observando-os jogar. Tinha um pouco de inveja deles. A calamidade estava ocorrendo em sua sala, mas permaneciam tranquilos. Bem diferente, do meu ano. Escutei passos próximos.

– Carmen? — olhei para o lado. Era um homem, alto forte, mas um pouco velho, talvens com uns 30 anos. — Tentei ligar para o seu celular. Acabou a bateria?

Fiquei suspresa. Verifiquei meu celular, e ele estava realmente sem bateria.

– Oops.. — falei.

– Vejo que está descuidada como sempre.

– Que suspresa ter nos encontrado aqui, Jacob.

– Não foi difícil de adivinhar. Essa é a praia que fica mais perto da pousada. Mas nossa... As garotas mudam mesmo. Você era bem pequena.

– Você também mudou bastante. — falei. — Ficou um velho. — Jacob riu.

– Faz 18 anos, hein...

– Tecnicamente, só faz 17 desde a nossa formatura.

– Ah, é. Então estamos por volta dos 30, é?

– Não me lembre. — falei seriamente. — Anda visitando muitos lugares? — relaxei na expressão um pouco.

– Não, só fui a funerais. Não acredito que faz 17 anos que eles morreram. Quem são as crianças?

– Os estudantes da classe 3, desse ano.

– Ah... Estão aqui para falar sobre o que aconteceu 18 anos atrás?

– Só consigo me lembrar de poucas coisas que aconteceram naquele verão. — falei. — Jacob, ouvi dizer que você parou a calamidade. — Edward, Bella e Rosalie se aproximavam.

– Kate em Forks me perguntou sobre isso também, mas não me lembro.

– Se lembra da excursão que fizemos naquele verão?

Edward's POV

– Sim. — Jacob respondeu.

– Aconteceu um acidente nela, certo? — Rosalie perguntou. — Você se lembra?

– E você é? — perguntou.

– Rosalie, a chefe das contramedidas.

– Entendi. Para dizer a verdade, não me lembro de muita coisa. Sei que alguém morreu na montanha, mas...

– Minhas lembranças estão vagas também. — Carmen falou. — Não sei que tipo de acidente foi.

– O acidente aconteceu antes ou depois de ter visitado o templo? — perguntei.

– Por que importa? — Rosalie perguntou.

– Bem, se foi antes, talvez a benção do templo tenha parado a calamidade.

– Não me lembro. — Jacob falou. — Mas algo me diz que era um templo acabado, bem destruído.

– Verdade, o templo. — Carmen falou. — Tenho certeza de que fomos ao templo. Nós todos demos as mãos e... — colocou as mãos na cabeça. — Não. Não me lembro.

– Ei, Jacob, você não deixou alguma coisa pra trás, como pista para os outros? — perguntei.

– Aparentemente foi o que eu disse. Mas...

– O que você queria dizer para eles? — Bella perguntou.

– Tudo que lembro, é que senti uma necessidade urgente de contar, mas...

– Não se lembra o quê? — Bella continuou. Fez que não com a cabeça.

– E você não se lembra do que deixou para trás, nem onde? Tipo, se era um bilhete ou coisa assim? — perguntei.

– Não, não era papel... era...

– O quê?

– É, acho que usamos uma coisa... Ah, lembrei! Está na escola! E levei para escola.

– Na escola? — perguntei. — Onde na escola?

De repente, começou a ventar muito. O guarda-sol quase saiu voando.A bola saiu voando, indo em uma região bem funda do mar.

– Vou buscar! — Sam disse, entrando no mar.

Ficamos apenas olhando, esperando ele voltar. Ele nadava com dificuldade, e ainda estava um pouco longe da bola. Do nada, tive um mal pressentimento.

– Até onde você vai ir? — Emmett gritou. — O que ele está fazendo? — Emmett saiu correndo.

– Isso não parece bom. — falei. Segui Emmett.

Todos foram para a beirada da água. Não estavamos em Forks, então não havia porque nos preocuparmos, não é? Sam acenou, perto da bola.

– Que diabos... — Emmett falou. — Cara, para de brincar! — gritou. Sam sumiu de vista. — Ah, merda.

Emmett, Jacob e eu entramos na águal. Sam parecia boiar, mas não se mexia. Antes de irmos mais fundo, paramos. Escutamos um barulho muito alto. Era uma lancha, e ia muito rápido. Ela se aproximava da região em que Sam estava. Pudemos escutar o barulho de algo sendo quebrado, e a água ficou vermelha. Ficamos paralisados. Lauren gritou. O corpo de Sam voou, ficando mais perto de nós.

– Por que... — pude escutar Bella falando.

– Mas eu... — Jacob falou. — Protegi eles. Eu deixei para eles... Na sala de aula.

Notas finais
Caso alguma coisa não tenha ficado clara, perguntem pelos comentários. Beijos e até o próximo capitulo! ♥ ♥ ♥ ♥