Anotações do mundo bruxo
1 Escola de Magia Tsaritsa Anastasia Romanovna

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A Escola de Artes Mágicas Tsaritsa Anastasia Romanovna – comumente chamada apenas de ‘Tsaritsa’ pelos seus alunos — foi fundada em 1566 por um grupo de bruxos participantes da Oprichnina de Ivan IV, o Terrível, em uma tentativa de ensinar mais bruxos para participarem da organização do Tsar. A escola foi fundada com a aprovação do Tsar Ivan, que foi quem a nomeou em homenagem a sua primeira esposa, Anastasia Romanovna Zakharyina-Yurieva, a qual o Tsar acreditava ter sido envenenada pelos nobres que se opunham a ele.
A escola se encontra em um canto remoto da Sibéria – ou Canato de Sibir, como era na época em que foi fundada -, onde nenhum trouxa ou bruxo não convidado pode chegar se não quiser ser morto pelo frio e pelos animais, mágicos ou não. O lugar pode não parecer muito grande, comparado a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, mas as instalações do colégio se estendem por debaixo da terra com salas todas coloridas e enfeitadas no estilo dos palácios e catedrais russas, corredores enormes que parecem nunca acabar e masmorras que dizem terem sido criadas para aprisionar aqueles que serviriam de cobaias para os alunos treinarem maldições e outros feitiços.
Após a dissolução da Oprichnina e criminalização desta e da magia pelo Tsar Ivan IV, as proteções ao redor da escola foram redobradas e muitos bruxos fugiram para lá na tentativa de se esconderem. Fyodor AlekseievichBasmanov, após matar seu pai, Aleksei Danilovich, a mando do Tsar, refugiou-se na Tsaritsa para escapar do exílio ou execução que o esperava. Basmanov foi um de seus primeiros diretores e sob o qual a escola manteve de pé o maior número de estudos e treinamentos em magia negra e duelos. Apesar da sua conhecida perversidade, Fyodor Basmanov foi quem conseguiu manter o colégio de pé durante os anos que se seguiram e era bem visto pelos seus alunos e colegas professores.
Após a morte de Basmanov, quem assumiu a direção do colégio foi Maria Grigorievna Skuratova-Belskaya, filha de Malyuta Skuratov, um dos antigos protegidos do Tsar Ivan nos tempos da Oprichnina, depois de ter forjado sua morte. Sob a direção de Maria Grigorievna, a Tsaritsa admitiu mulheres como alunas pela primeira vez.
A escola ficou escondida do conhecimento trouxa até Pyotr, o Grande, ser coroado Tsar, quando voltou a assumir relações amistosas com a comunidade bruxa, 100 anos depois da sua fundação. Mas, ao mesmo tempo que o conhecimento dos trouxas da nobreza sobre magia melhoraram a situação da escola, isso logo mudou. Com mudança da capital para São Petersburgo, em 1712, a Tsaritsa voltou a perder sua fama quando o Tsar aprovou a criação de uma escola na nova capital, a Escola Petropavlovskaya de Magia e Feitiçaria.
Em contraste com a Petropavlovskaya, a Tsaritsa continuou a ensinar magias mais antigas e tradicionais, tendo muita influência das culturas tártara e mongol. O colégio ainda abrange uma enorme educação na área de criaturas mágicas – dizem as lendas que rusalki já estudaram por lá e que o lugar já recebera a visita do Tsar Koschei e da bruxa Baba Yaga -, sendo ele protegido principalmente por inúmeros domovyi que se estabeleceram ali desde a sua fundação*.
Após a revolução, os bruxos do Partido tentaram ir para lá para observar como era tudo e manter uma boa vigilância, mas isso não durou muito depois de, dizem as histórias, terem sido assombrados dias e noites pelo espírito de Aleksei Basmanov, que rondava o local.
Os tempos de utilizar prisioneiros para treinamentos também já passaram há anos, desde a direção de Maria Grigorievna. Apesar de tudo, o colégio ainda mantém a tradição de ensinar magias consideradas de negras, apesar de não serem mais tratadas como artes ‘das trevas’. Os professores são instruídos a ensinarem a magia natural aos alunos e ensinar-lhes seus usos, mas raramente algo é classificado como magia ‘branca’ ou ‘negra’. Uma de suas especialidades é a necromancia, por exemplo.
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*Não confundir com o trabalho dos elfos-domésticos realizados na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Os domovyi ficam irriados quando comparados aos elfos.
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