Anotações do mundo bruxo
2 Escola Petropavlovskaya de Magia e Feitiçaria

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Fundada em 29 de Junho 1713, a Escola Petropavlovskaya de Magia e Feitiçaria fica localizada na Ilha Otcharovanya, na Baía do Neva, entre São Petersburgo e o Mar Báltico. Fundada por um grupo de nobres bruxos e com a autorização do então Tsar Pyotr, o Grande, a escola recebeu seu nome em homenagem aos apóstolos Pedro e Paulo, cuja data comemorativa, na Igreja Ortodoxa, cai no mesmo dia da fundação da escola (assim como o aniversário do Tsar).
Quando comparada com outras escolas de magia, assemelha-se mas com a Academia Beauxbatons, talvez por essa ser uma de suas inspirações, já que o objetivo era criar uma escola de magia mais ocidentalizada e menos ‘rudimentar’ que a Tsaritsa, algo que fosse atender mais aos gostos dos nobres que não desejavam ver seus filhos se misturando com camponeses e bruxos de outros países da Ásia (ou aqueles que simplesmente não queriam ver suas crianças morando tão longe).
A ilha onde a Petropavlovskaya se encontra é encantada para ser invisível aos olhos de trouxas, além de ter proteções que fazem com que estes desviem seus navios daquele ponto mesmo sem saber a razão pela qual fazem isso. Para chegar até lá, os alunos pegam balsas em São Peterburgo que os levam direto para a ilha. Tais balsas ficam disponíveis aos alunos mais velhos (acima de quinze anos) em fins de semanas, quando estes podem ir visitar a cidade.
A Escola Petropavlosvskaya se orgulha de ter um currículo muito parecido com o da Academia Beauxbatons, apesar de terem adicionado algumas matérias como Música, Literatura e História Trouxa, já que essas áreas envolveram muita influência da comunidade mágica. Outra atividade oferecida na escola, e uma parceria com o Ballet Mariinsky (também conhecido como Ballet Kirov) de São Peterburgo, são aulas de dança para os alunos interessados.
Na ocasião da Revolução de 1917, a escola ficou fechada por quase dois anos, antes de sofrer uma enorme mudança na forma de ensino e grade curricular. Assim como no regime tsarista, a sociedade mágica continuava entrelaçada com a trouxa durante o regime comunista e, por isso, tais mudanças na educação dos jovens bruxos e bruxas foram estabelecidas.
Por conta da Revolução, a escola perdeu grande parte de seus alunos. Como a maioria dos jovens que estudavam ali eram filhos e filhas de nobres ou pertenciam às classes mais abastadas da sociedade russa, grande parte dos estudantes saíram do país com suas famílias (a grande maioria foi transferida para Beauxbatons, alguns outros acabaram em Durmstrang). Os que ficaram eram mais os alunos cuja educação estava feita ali por questão de comodidade em relação ao isolamento da Tsaritsa.
Nessa época, muito ênfase foi dado na educação dos alunos em relação a política e a guerra, fazendo com que muitos jovens saíssem de lá e acabassem como parte do exército por serem bons estrategistas e conseguirem aliar isso com a magia que lhes era ensinada.
Apesar de tudo, a Petropavlovskaya nunca deu tanta importância ao ensino de magia negra como a Tsaritsa. No início, o que predominava era a magia que a sociedade bruxa da época tsarista acreditava ser necessário para seus jovens viverem bem naquele meio, o que incluía feitiços domésticos, artes, feitiços de proteção, adivinhação, história bruxa e trouxa e artes curativas. Tais focos permaneceram na época do regime comunista, mas acrescentando um grande foco em duelos e utilidade da magia no campo de batalha trouxa.
Após a dissolução da URSS, a escola continuou com o padrão soviético de ensino, apesar de relaxar no quesito do ensino voltado para uma guerra iminente. Hoje em dia, a Petrovlovskaya é conhecida pela importância dada as artes e história trouxa, assim como a área científica e de curas.
Desde a fundação da Escola Petrovlovskaya houve uma rivalidade entre esta e a Tsaritsa. Aos olhos da alta sociedade, a escola sediada em São Petersburgo representava a Rússia moderna e em contato com o ocidente, enquanto a Tsaritsa era a Rússia atrasada dos campos. É possível perceber a diferença entre um aluno que tenha estudado em uma escola ou outra, já que os tipos de magia estudadas em cada uma são bem diferentes. Por essa razão, após o fim da URSS, houve uma tentativa de fazer com que as duas escolas se conhecessem melhor por meio de programas que permitem que seus alunos ‘troquem’ de colégio por no máximo uma vez a cada ano letivo (alunos acima do quinto ano apenas). Os resultados desse intercâmbio tem se mostrado bem satisfatório nos últimos anos.
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