Ano Novo!

1 Capítulo único


Notas iniciais
Olá gente! Por mais que ainda esteja com uma outra em andamento queria fazer algo para o final do ano. Espero que não tenha ficado muito careta :P e feliz ano novo!!

John estava na fila do supermercado, finalmente estava próximo ao caixa depois de 40 minutos aguardando na fila. Era véspera de ano novo, foi comprar algumas coisas que estavam faltando em casa, como leite por exemplo que havia pedido para seu companheiro de apartamento comprar, o que não adiantou nada.

Todos seus amigos haviam viajado menos ele. Odiava admitir mas, se sentia responsável por Sherlock, não queria deixar o moreno passar essa data sozinho mesmo que ele não comemorasse nem se importasse, assim como em todas as outras datas do ano.

Quando estava esperando algum taxi para ir para casa, encontra um rapaz alto e musculoso que vendia convites de uma balada para a noite de ano novo.

- Bom dia, gatinhol Não quer comprar alguns convites para a noite de amanhã? – Descaradamente o rapaz dava em cima de John, que estava ficando encabulado.

- Ahn, não obrigado. – John tentava ser educado ao mesmo tempo impunha sua postura militar.

- Vamos, essa balada é incrível vai ser bem divertido... Se não tiver ninguém para ir, pode ligar para o telefone atrás do convite. – O rapaz deu uma piscada para John quando dizia as últimas palavras.

- Claro que eu tenho com quem ir. Me de dois.

John não sabia o que porque tinha se sentido ofendido, poderia ter dado qualquer desculpa dizendo que já havia decido o lugar que iria passar a noite de amanhã, mas a única coisa que conseguiu foi comprar os convites. Claro que iria perdê-los, não tinha com quem ir.

Chegando no 221B coloca sua carteira com os convites em cima da mesa de centro e vai para a cozinha deixar as compras, encontra Sherlock fazendo mais um de seus experimentos que envolviam globos oculares e um maçarico.

- Por Deus, Sherlock. Quantas vezes eu tenho que falar para você pelos menos afastar o que estiver em cima da mesa? Olha, você derreteu todo o pote de sal.

- Ah, desculpe John, não havia percebido. Trouxe leite?

John suspira fundo pra não cometer alguma loucura que envolveria seu companheiro e o maçarico que estava usando.

- Sim Sherlock, eu trouxe. Vou para meu quarto, por favor não ponha fogo em tudo, ok?

O moreno estava tão concentrado em seu experimento que nem escutou o que o loiro disse.

Há muito tempo John admitiu que sentia mais que amizade pelo detetive, se surpreendeu no início , pois Sherlock era homem e John não era homossexual, mas depois de pensar bem com seus botões viu que se tratando de Sherlock até que não era de se estranhar, o moreno era mesmo fascinante, possuía uma inteligência fora do comum o que trazia uma certa excentricidade a sua personalidade, o que atraia John. O fato de ser homem era um mero detalhe. Já pensou em se declarar para o amigo, mas tinha medo de estragar o que eles tinham então aprendeu a conviver admirando-o de perto e amando-o de longe.

Após ter feito uma faxina geral em seu quarto, John desce para tomar um café da tarde e encontra Sherlock no sofá com sua carteira e depois papéis em mãos.

- Sherlock, o que faz com minha carteira?

- Nada, só estava olhando esses convites, não sabia que gostava de baladas gays.

- Ah não, eu posso explicar... – John tenta falar mas é interrompido por Sherlock.

- Não precisa, eu já sei.

- Sabe?

- Sim.

- Então vamos, me conte. – o loiro franziu as sobrancelhas e cruzou os braços.

- Você estava voltando do supermercado, um homem atraente que vendia convites tentou te seduzir para ir com ele a balada, ofendido você comprou duas entradas para dizer que já teria com quem ir. – falou numa voz de tédio, enquanto analisava a carteira e os convites.

— E pode me explicar como soube?

- Elementar. O supermercado em que você foi fica ao lado do prédio administrativo da empresa que organiza essa balada, como é uma balada de nicho eles só colocam homens homossexuais atraentes para vender os convites e como você estava na calçada esperando um taxi que nessa época do ano demoraria um pouco até encontrar um livre, o rapaz aproveitou a oportunidade para te vender o convite e de quebra tentar te seduzir para ir com ele a festa e como provavelmente se sentiu ofendido por ele achar que não tinha quem levar, comprou dois convites.

- Ok! Mas a parte do ‘ele tentou me seduzir’, como soube?

- Ah, então ele tentou mesmo? Essa parte eu chutei.

- O que? Eu pareço tão gay assim a ponto de um homem que vende ingresso de balada dar em cima de mim? – John não tinha nada contra homossexuais, mas poxa, só queria entender o porque.

- Gay? Não, atraente..

John não segura uma risada.

- Sei que não acredita John, mas é a verdade e eu posso provar. – Sherlock não tirava os olhos de John.

Ao perceber que o amigo falava sério o loiro começou a ficar encabulado.

- E-e como você vai fazer isso?

- Amanhã vamos a essa balada e você verá. – Sherlock se levanta da poltrona e joga a carteira e os convites no colo de John e vai para seu quarto. Teria sua oportunidade e não iria falhar.

...

- Uau! Como isso aqui é grande. — John falava admirado se referindo ao prédio que estava a sua frente.

- Isso porque você ainda não viu lá dentro.

- Você já veio aqui?

- Sim, para um caso. O assassino gostava de matar homens que conhecia aqui, depois de se relacionar sexualmente com eles.

- E como você conseguiu que ele fosse preso?

- A equipe de Lestrade o vigiava enquanto ele mordia a isca. – Sherlock deu uma piscadinha para John deixando subtendido que era ele mesmo.

John sentiu ciúmes, só de pensar Sherlock flertando com alguém fazia seu sangue ferver.

- Venha, vamos entrar.

O ambiente era bem agradável, o bar cercava as paredes do lado esquerdo e direito, os barmans eram todos altos e musculosos, vestidos com colete preto e gravata borboleta, atrás do balcão em enormes prateleiras ficavam as garrafas de bebidas que brilhavam com as luzes neons. Mas o que mais chamava a atenção era a pista de dança que ficava a céu aberto. Era um patamar mais alto, seu chão era de vidro resistente que ficava acima de uma piscina, suas bordas eram cercadas por luzes flourescentes. O terraço era tão grande que no fundo havia uma pequena parte coberta com varias cadeiras com pequenas mesas para quem quisesse assistir as pessoas dançando. John nunca fora em um lugar assim na verdade nunca foi muito fã de baladas, mesmo na adolescência.

- Vou pegar uns drinks. Alguma preferencia?

- Hm.. Não não, pegue o que achar melhor. — John ainda estava fascinado com a pista.

Quando o detetive se afastou veio um homem pouco menor que Sherlock, porém bem forte.

- Olá! — Ele reparava em John dos pés a cabeça.

- Oi!

- O que você acha de dançarmos um pouco?

- Na verdade estou esperando uma pessoa.

- E por que uma pessoa deixaria alguém como você esperando? Qual é, vai ser rápido.

- Você poderia por favor deixar meu namorado em paz?

- Wow! Foi mal, ele não me disse que tinha um namorado.

Sherlock se aproxima do rapaz e falou com sua voz mais assustadora possível.

- Não quero que cruze mais o caminho de meu John por hoje. Está me ouvindo?

- Se não o que?

Os dois agora se encaravam intensamente. Estavam muito próximos um do outro.

- Desculpe pelo mal entendido. Por favor Sherlock, vamos embora.

John puxava Sherlock pelo braço que acabou cedendo e o estava levando em direção as mesas que ficavam mais afastadas da pista de dança.

- Meu deus, Sherlock. Não tem nem 30 minutos que chegamos aqui e você já se mete em confusão!

Sherlock entrega o drink para John.

- Bom, se você me dissesse que sua intenção era ficar com outros homens deveria ter deixado isso claro antes de virmos. — Sherlock falava com tom de indiferença.

- Ok, dessa você escapou... Obrigado!

Sherlock olha para John com um leve sorriso no canto da boca. Ficaram por alguns minutos só observando as pessoas dançarem.

- Legal essa pista de dança, deve ser divertido dançar nela.

- Então está esperando o que para irmos dançar?

John olhava com a sobrancelha franzida para Sherlock.

- Você? Me convidando para dançar?

- Sim, não ouviu direito?

- Não é isso, só é estranho, mas de qualquer forma eu não sei dançar.

- Isso não é problema. Venha. – pegou no pulso de seu soldado e o levou até a pista.

- Sherlock isso é loucura, eu não sei dançar.

- Shh... Apenas sinta o ritmo e se deixe levar.

Sherlock dançava sem tirar os olhos de John que por sua vez não tirava os olhos do corpo detetive, observava seus passos que condiziam perfeitamente com a música que era agitada e sensual.

- Vamos, dance.

Aos poucos foi tentando. Mexia os pés de um lado para outro tentando imitar os passos do detetive fracassando miseravelmente. O moreno quando percebeu os movimentos duros do colega não conteve uma risada.

- O que é isso, John? Você mais parece um robô. Segure aqui. – Sherlock pegou as mãos do loiro e as colocou em seu quadril para que ele sentisse seus movimentos. – Leveza. Relaxe os músculos.

Propositalmente deu uma rebolada descendo e subindo seu quadril, sentiu as mãos de John estremecer então fez o mesmo, colocou suas mãos ao redor da cintura de loiro o ajudando a se movimentar.

- Solte seu corpo, sinta a música. – Sussurrou no ouvido do amigo.

- Sherlock... – Sua respiração se tornou pesada e seus batimentos acelerados.

De repente a música é interrompida e uma voz enérgica masculina se pronuncia.

- Meus queridos meninos, dentro de poucos instantes estaremos iniciando a contagem regressiva para o novo ano. Neste momento nossos garçons estão passando por vocês com taças de champanhe. Peguem e brindem ao amor com sua pessoa especial, seja ela marido, namorado, ficante e se não tem ninguém agora é a hora. Aproveitem e viva o novo ano, meus amores!!

Ligeiramente Sherlock apanha duas taças de champanhe quando o garçom passa e oferece uma a John.

- Você o ouviu, ao amor. – Sherlock erguia a taça.

- Ao amor. – John fez o mesmo.

- Estamos quase lá galera. Então vamos lá 10-9-8...

Beberam a champanhe...

- ...5-4-3...

Se olharam fixamente e...

- ...2-1. Feliz ano novo!!!

Se beijaram. Se beijaram como nunca antes. Se beijaram depositaram todo o sentimento guardado dentro deles.

Quando se largaram, porém com as mãos ainda grudadas ao outro estavam radiantes.

- Feliz ano novo, John!

- Feliz ano novo, Sherlock!

E agora John sabia que Sherlock havia provado sua teoria.

Notas finais
Espero que tenham gostado e gostaria muito de saber o que acharam :)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!