Annelise

52 Capítulo 52: O Encontro Surpresa.


Notas iniciais
Desculpem prometi q ia postar ontem mais não deu:( em compensação vou postar dois capítulos

Até que conversar com o “senhor eu me amo”, não foi tão ruim. Pelo menos ele gosta de bandas antigas. Mas o que aconteceu naquela terça-feira me fez ver que as coisas não seriam tão fáceis...

Depois que a aula acabou eu e Vick saímos da sala cruzando os dedos para não encontrar com o loiro McDonald\'s, mais como sempre lá estava ele me esperando na porta.

– Oi meninas!

– Oi. — Vick disse meio sem graça.

– Vamos? — ele perguntou sorridente.

– Pra onde? — eu perguntei com medo da resposta.

– Embora bobinha.

Antes de chegar ao estacionamento eu vi no portão a moto do Matt.

– Oi.

Ele disse bem perto do meu ouvido. Só deu tempo de me virar, ele me puxou e me beijou.

– Oi. — foi a única coisa que eu disse quando nos separamos. Ainda estava meio que paralisada.

– Vamos sair. — ele disse ainda olhando só pra mim.

– Hoje?

– Agora. — ele olhou para o loiro e depois para Vick – Tchau Vick.

– Tchau. — ela respondeu sorrindo.

Matt pegou minha mão e me levou até a moto.

– O Lucas sabe? — eu perguntei antes de subir.

– Ele precisa? — ele disse com seu sorriso aventureiro.

Subi na moto sem mais perguntas. Era tão bom estar com ele, estar abraçada a ele sentindo o vento no rosto, pra mim era tudo. Meus momentos com o Matt me faziam esquecer completamente todos os meus problemas.

Entramos em uma estrada de terra que nos levou até o velho bosque – nome dado pelo prefeito da cidade — Que não é um bosque é só uma montanha bem alta, com muitas árvores em volta e com um vista incrivelmente linda. Meus pais sempre nos traziam aqui nos finais de ano, por que dá pra ver os fogos de artifício perfeitamente bem.

– Como sabia desse lugar? — perguntei ao descer.

– Seu irmão e eu somos parceiros. — ele sorriu e piscou.

– Meu irmão te conta coisas de mais.

– Por que? Você não quer que eu saiba coisas sobre você?

– Estranho – falei sorrindo – As vezes acho que você sabe mais sobre mim do que eu mesma.

Ele riu e tirou sabe se lá da onde uma bolsa enorme.

– O que é isso?

– Piquenique.

Eu ri coçando a cabeça.

– O que foi? — ele perguntou estendendo a grande toalha vermelha no chão.

– Não tenho experiências muito boas com piquenique.

– Então vamos quebrar essa maldição de piqueniques!

Ele falou rindo e me obrigando a rir também. Ele arrumou tudo direitinho. Na sacola havia uma torta, suco, sanduíches e morangos com chocolate. Ele arrumou tudo perto das flores e colocou uma lanterna do lado. Nos sentamos pra comer e apreciar a bela vista do pôr-do-sol.

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– Como foi na escola hoje?

– Bem.

– E o idiota?

– Ele foi bem legal hoje.

Matt me olhou surpreso e confuso.

– Ele disse que quer ser meu amigo.

– Isso é bom...?

– É claro. Ele vai parar de encher meu saco e... — revi bem minhas palavras antes de continuar – Quer dizer,vamos nos dar bem agora.

Ele só sorriu não muito feliz, depois deitou na toalha e eu deitei em seu peito e ficamos assim olhando pra o céu, ele acariciando meus cabelos e eu escutando seu coração bater devagar e agora um pouco mais rápido.

– Que noite linda. — eu disse mais como um suspiro.

– Eu te amo Annelise.

Eu o encarei e ele continuava a olhar para o céu.

– Eu te amo como nunca amei ninguém antes.

– Eu também te amo.

Ele virou o rosto me olhando com aquele olhar seguro e firme. Um olhar protetor.

Enquanto estivéssemos juntos nada de ruim iria acontecer...

Eu subi um pouco ficando na mesma altura que ele e o beijei. Ele segurou minha cintura me puxando mais pra ele. Infelizmente meu celular tocou mais eu o ignorei completamente.

– Temos que ir. — ele disse em meio ao beijo.

– Estraga prazeres.

– Se quiser podemos viver aqui.

– Podemos? Eu quero. Só eu e você. Juntos pra sempre.

– Não daria certo.

– Por que?

– Morreríamos de fome e...

– A Matt! Pense pelo lado romântico da coisa.

– É? E o lado fome da coisa?

– Seu bobo. — falei sorrindo. Olhei para o meu celular a suspirei irritadada.

– Não vai atender?

– Eu já sei quem é. Lucas.

– Vamos. — ele se levantou e também me ajudou a me levantar.

***

Já em casa, Lucas não me deu um de seus famosos sermões da montanha, como eu esperava. Tomei banho troquei de roupa e desci até a sala onde as crianças assistiam tv. Fui até a geladeira pegar água, quando me virei, vi a coisinha um parada atrás de mim.

– Oi coisa um.

Lúcio continuou a me olhar serio, ai tem.

– O que foi?

Precisamos conversar.

– Certo. Sente-se.

Nos sentamos na mesa, eu com o copo e ele com as mãos cruzadas.

– Vou ser direto. Quero entrar pro time de futebol da escola.

As vezes o lado adulto do Lúcio me assustava um pouco. E agora essa de entrar para o time de futebol! Digamos que minha família nunca foi boa em esportes, o melhorzinho era meu pai.

Ele jogava futebol na escola dele e minha mãe era tipo líder de torcida. — mais ela vivia quebrando o pé – ela era boa mais odiava treinar com as outras magrelas. Depois veio o Lucas que não é lá essas coisas, mais joga. Será que o Lúcio também vai seguir

com a linhagem perna de pau?

– Você tem certeza disso?

– Tenho.

Tudo bem eu posso te matricular em uma escola amanhã. Mais posso te perguntar o por que?

– Por que o papai jogava, o Lucas joga e eu também quero jogar.

– Tá bem.

– Obrigada Anne.

Ele se levantou e saiu andando escada a cima. Ainda meio chocada me sentei no sofá perto de Anita que não tirava os olhos da tv.

– E você quer alguma coisa?

– Não.

– Certeza?

– Hum... Chocolate.

– Vejo que você me puxo. — Eu disse rindo.

Notas finais
Pra quem ainda não lembro, Brian é o loiro maluco q tento entrar no quarto da Anne nas férias

Indo para o próximo.

Bjus