Annelise
33 Capítulo 33: Decisões
Não aconteceu nada de mais naquela noite, só me senti um pouco estranha mais tenho certeza que vai passar. Na manhã seguinte acordei e fui preparar o café.
_Bom dia. — disse Matt. Ele parece bem melhor.
_Oi. Bom dia. Você desceu. Já está melhor?
_Sim. — ele sorriu _Só tenho que tirar essa coisa. — ele disse se referindo ao geso.
_Calma senhor apressado. Isso ai já deve ter um més certo?
_Acho que sim. Mais se o medico não tirar eu tiro em casa mesmo.
_Chato. Senta ai vai. Quer o que pro café?
_Café.
_Com leite.
_Sem leite.
_Você precisa de cálcio Matheus.
_Mais eu não gosto leite!
_Mais você vai beber! — eu gritei.
_Que gritaria é essa logo de manhã? — Lucas entrou na cozinha com a maior cara de sono.
_O Matt não quer tomar leite.
_Eu não gosto de leite.
_E como é que seu braço vai voltar pro lugar?
_Matheus toma o leite. — Lucas disse calmo.
_Até você? — Matt gritou. Lucas chegou perto dele e disse:
_Se você não tomar o leite ela vai te deixar sem comida pro resto da semana, é isso que você quer?
Matt engoliu seco e bebeu o café. Com leite! Depois do café saímos para escola. Mau abri a porta e lá estava ele.
_Bom dia. — disse me dando um selinho.
_Bom dia Nicolas.
_Bom dia Nicolas. — disse Lucas com um mau humor do cão.
_Ah, bom dia Lucas.
_Não liga pra ele. Quer carona? — disse sorrindo.
_Sim. Se não for incomodar.
_Vai mais...
_Vamos Nico. — disse o puxando para o carro para o carro.
Entramos no carro antes que o Lucas começasse seus sermoes chatos. Depois de 10 horas de aulas chatas fomos ao mercado fazer compras. Quando chegamos em casa Tio Rick e Matt estavam conversando sentados no sofá como se se conhecessem a muito tempo.
_O que ele tá fazendo aqui? — Lucas já altero a voz.
_Lucas, maninho. Escuta! — entrei na frente dele _ Da última vez que você brigo eu levei um soco então se acalma.
_Oi gente. — Matt disse sorrindo.
_Matheus por que você não leva os pequenos lá pra cima pra... brincar de índio enquanto agente conversa. — eu disse calma pra que as crianças não percebessem.
_Tá.
Matt entendeu e saiu com os pequenos. Antes que meu tio e o Lucas se estranhassem eu falei:
_Certo, estamos aqui pra discutir nossa guarda.
_Eu não quero que nossa guarda fique com ele. — Lucas disse.
_Eu sei que você não gosta de mim Lucas. Mais se a guarda de vocês não ficar comigo vocês irão ter que morar com sua avó materna ou ir para um orfanato. — tio Rick disse calmo.
_Nós ficamos com a primeira opção. — Lucas falou como se aquilo fosse nada.
_A vovó mora em outra cidade Lucas! — eu gritei.
_Por favor pensem. — Tio Rick disse.
_Só um minuto.
Puxei Lucas para a cozinha.
_Lucas escuta. Eu não quero me mudar, você não quer se mudar. Se a nossa guarda ficar com ele vamos ficar com a nossa casa não vai mudar em nada nossas vidas.
_Mais...
_Não pense em você, pense em nós quatro.
_Mais e o nosso pai?
_Nosso pai não está mais aqui Lucas. — disse triste _Mais nós estamos. A briga já acabo.
_Como você pode dizer isso?
_Sabe por que eles brigaram?
_Ele tento roubar a mamãe do papai. Quase não nascemos por causa dele.
_Já se coloco no lugar dele? Já pergunto o por que dele ter feito isso? Não. Você só quer saber do seu lado. Eu sei que é difícil pra você. Mais uma historia tem sempre duas versões ou até mais.
_O que você quer que eu faça?
_Converse com ele. Tente entende-lo. Mais sem julgar.
Lucas respirou fundo e concordou com a cabeça. Voltamos pra sala e tio Rick já estava aflito.
_Decidimos que vamos aceitar mais com uma condição. — eu disse me sentando.
_Qual?
_Nós queremos que o senhor explique o que aconteceu entre você e nosso pai.
_Bem, eu e o pai de vocês eramos bem novos. Ambos nos apaixonamos pela mãe de vocês, mais eu sabia desde o inicio que ela amava mais o Rafael. Um dia tive a confirmação que ela o amava quando ela disse com a própria boca. Então eu resolvi não atrapalhar mais e ir embora. E não me arrependo. Ela teve vocês, e os dois foram muito felizes juntos.
Olhei para Lucas com cara de \'\'AH! Eu te avisei!\'\'. E ele estava triste. Parecia arrependido.
_Desculpe.
_Hum? — eu e Tio Rick nos assustamos.
_Por te julgar. Desculpe.
Tio Rick sorriu e eu senti uma imensa paz. Lucas estava arrependido e eu senti isso. Tio Rick não era o cara mal que ele pensava. Afinal ele abriu mão da própria felicidade para que o irmão fosse feliz. Talvez meu pai tenha entendido isso, por que nossa guarda foi dada ao tio Rick desde o começo. Talvez essa tenha sido a forma do destino de nos juntar de novo. A briga avia finalmente terminado. O que começou a anos atrás acabou aqui. Me senti tão bem que levantei e disse:
_Bem. Fazemos isso, Tio Rick fica pro jantar. Eu já sei até o que vou fazer. Agora eu vou lá em cima ver se o Matt sobreviveu aos meus irmãos.
Subi para o quarto correndo e feliz por agora finalmente aquele problema estar resolvido. Quando cheguei ao quarto Matt brincava com as crianças como se fosse uma delas. Ele não estava só brincando estava vestido de índio. Eu fiquei um tempo observando aquela cena hilária.
_Oh, que bonitinho. — disse e eles pararam de brincar.
_Só estou entrando no personagem. — Matheus disse com a flecha na mão.
_Bom, vão trocar de roupa que eu vou fazer o jantar.
As crianças saíram correndo um atrás da outra direto para o banheiro.
_O mesmo pro senhor cacique.
_Certo índiazinha má.
Eu ri. Garoto bobo. No jantar de reconciliamento fiz carifil de frango com maçã. Foi um jantar calmo. Todos apreciamos. Sorrimos e eu me senti bem. Era como se a minha família estivesse voltado a ser o que era antes. Depois de tudo me senti orgulhosa. Finalmente o desejo da mamãe foi comprido.
Notas finais
Não consigo nem manter os olhos abertos.
Bjinhos.
Até manhã. =)
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