Annelise
3 Capítulo 3: O Acidente
Na manha seguinte acordei com os raios do sol batendo no meu rosto.(Tenho que lembrar de fechar as janelas :P) Me levantei lavei o rosto e me olhei no espelho, meu rosto estava horrível parecia uma morta viva.
Abri a porta do quarto e olhei pro chão, logo em seguida vi Lucas saindo do quarto dele, estava com uma expressão triste. Mais logo depois sorriu, veio ate mim e me abraçou.
_Tudo vai ficar bem.
Ele sussurrou em meu ouvido e eu me senti bem. Depois pegou minha mão e fomos para cozinha. Descemos as escadas e eu pensei que todos iam me olhar com caras de “bem feito eu avisei” mais não. Minha mãe estava sorrindo, ela e meu pai me abraçaram muito forte. Até os pequenos vieram me abraçar mesmo não sabendo o por que. Naquele momento vi que o meu tesouro mas precioso era a minha família.
Nossa manhã de sábado foi calma todos fizeram o que tinham que fazer e minha mãe comprou umas seis pizzas de sabores diversos, nos sentamos todos juntos no chão da sala e assistimos a alguns desenhos.
_Nossa que filme horrível.
Disse inconformada.
_Por que?
_O cara morre no final.
_Filha é um desenho.
Minha mãe dizia sorrindo. Passamos horas vendo desenhos e conversando sobre vários assuntos. Era lindo como minha família sorria. Minha mãe é tão linda e meu pai tão inteligente
_Podemos ver um filme de verdade?
Lucas reclamava.
_Ok, crianças vamos pra cama.
_Ah, não mamãe.
Reclamava Lúcio enquanto Ani estava bocejando e literalmente caindo de sono.
_A sim vamos.
Mamãe subiu com a Ani e o Lúcio e meu pai foi pegar mais refrigerante.
_Você esta melhor?
Lucas perguntou preocupado.
_Sim estou. Ficar com vocês foi tudo o que eu precisava.
Subi para o sofá e abracei o Lucas nesse instante meu pai entra na sala e nos vê.
_Oh, que fofo também quero.
Dito isso meu pai pulou em cima da gente. Minha mãe descendo e vendo a cena não pode se conter e começou a rir. Assistimos a alguns filmes de terror, suspense e comédia aquela noite. Nunca avia me divertido tanto com minha família. Já eram umas onze da noite e fomos todos arrumar a bagunça.
Enquanto Lucas e eu arruma vamos a sala, meus pais lavavam a louça. Lucas parou um pouco e ficou olhando os nossos pais na cozinha.
_O que ta olhando Lucas?
_Nossos pais. Eles merecem um dia de folga não acha?
_Folga de que?
_Do trabalho, do transito, da gente.
_É você tem razão. O que propõe?
_Vem.
Segui Lucas até a cozinha. Ele parou em frente a nossos pais e disse:
_Pai mãe queremos conversar.
_O que foi crianças?
_Queremos dar a vocês um dia de folga.
_Folga?
_É mãe folga da gente.
_Vocês fazem um monte de coisas pra nós. Queremos que vocês se divirtam como um casal.
_Bem amor não é uma má ideia.
_Vocês podem sair amanha a noite pra jantar. Nós cuidamos dos pequenos.
_Hum... tem certeza que conseguem cuidar dos pequenos sozinhos?
_Mamãe não somos mas bebês.
_Pra nós vocês vão ser sempre bebês. — disse meu pai apertando minha bochecha Mais vocês tem razão precisamos de um tempo só nosso.
Minha mãe assentiu com a cabeça.
_Bom agora os dois já pra cama.
_Boa noite.
_Boa noite.
Dormimos bem aquela noite empanturrados de pipoca, pizza e refrigerante. Na manha seguinte acordei com uma sensação péssima, pior do que a da noite anterior. Me levantei tomei banho e desci pro café. O dia inteiro foi assim fiquei um pouco na internet mais sempre aquela angústia vinha e voltava.
Quando a noite chegou mamãe e papai estavam radiantes. Levamos eles até a porta não sei o que me deu mais dei um abraço muito apertado em cada um.
_Eu amo vocês.
Disse meio sem jeito.
_Oh, filha nós também amamos você.
_Tchau.
_Tchau.
Fechei a porta e fui me sentar no sofá.
_O que deu em você?
Disse Lucas me encarando.
_Nada.
_Hum. Pipoca?
_Pipoca!
Ficamos assistindo tv por um tempo e depois resolvi me deitar.
_To com sono vou dormir.
_Vou terminar de ver o documentário e já vou dormir também.
_Vê se não vai dormir no sofá.
_Ok.
Subi para o meu quarto e me deitei na cama tentei dormir mais o sono não vinha, não conseguia parar de pensar nos meus pais.
Abri meus olhos e olhei para o despertador já eram umas três da manhã. Me levantei e fui até a cozinha. Desci as escadas normalmente e como previa Lucas dormia no sofá. De repente o telefone toca e eu vou atender antes que acordasse a casa inteira.
_Alô?
_Annelise? Querida é sua tia Joseline.
_Oi Tia. O que aconteceu?
_São os seus pais querida.
Senti uma pontada no coração e uma angústia terrível quando ouvi essa frase.
_Meus pais? O que tem eles?
_Ouve... um acidente meu anjo, com o carro deles e ... Seus, pais, morreram.
Nessa hora foi como se uma faca atingisse meu coração, deixei o telefone cair no chão fazendo Lucas acordar. Não conseguia pensar em nada estava tremendo dos pés a cabeça.
_Anne o que foi?! Anne responde!
Lucas gritava comigo mais não adiantava, eu estava chocada. Ele correu e atendeu o telefone.
_Alô!
As cenas seguintes se passaram como filme em câmera lenta pra mim. Os policiais chegaram pela manha fizeram um monte de perguntas idiotas que eu não conseguia ouvir. Tia Joseline tentava explicar aos pequenos que nossos pais não voltariam mais pra casa. Lucas chorava sem parar e eu, bem eu não tinha expressão alguma. Era como se meus ouvidos estivessem tampados e minha mente vazia. Fiquei sentada em minha cama ate o dia do enterro.
No enterro dos meus pais tudo estava perfeito, tia Joseline fez questão de cuidar de tudo. Eu me levantei ou melhor não dormir. Coloquei um vestido preto e uma bota não consegui me arrumar muito me sentia estranha. Fui ate o quarto dos pequenos e ajudei tia Jô a arrumá-los. No cemitério todos estavam incrédulos não acreditavam que um casal tão lindo e cheio de vida como meus pais aviam falecido tão cedo. Me lembro de estar com Ani no colo e segurando a mão de Lúcio. Lucas chorava muito e Sarah tentava consola-lo. Quando chegamos perto do caixão todos choraram menos eu. Me sentia um monstro eu não conseguia, não acreditava, meus pais. Por que?
Quando voltamos pra casa coloquei Ani e Lúcio na cama dos nossos pais. Fiquei ali com eles ate que adormecessem. Estavam tão indefesos, coitados não intendiam. Lúcio sabia que meus pais morreram que não iam mais voltar já a Ani dormia como se nada tivesse acontecido, que inveja. Quando voltei pra cozinha Lucas estava sentado no sofá olhando pro nada. Fui até a ele e me sentei ao seu lado, seus olhos inchados e vermelhos pareciam que estavam tentando me dizer algo.
_Temos que cuidar deles.
Lucas disse quase sem voz.
_Do que você esta falando?
_Temos que cuidar da Anita e do Lúcio. Somos a única família que resta pra eles.
_É.
_Tia Joseline disse que vamos morar em um orfanato, se não ficarmos com ela. A justiça a obriga a cuidar de nós.
_O que?! Como assim?
_Somos órfãos agora. Iremos para um orfanato se tia Joseline não vier cuidar de nós.
_Vão nos separar não podem fazer isso!
Gritei desesperada como podiam fazer isso?
_Calma Anne. Eu não vou deixar é claro. Tenho dezoito anos posso muito bem arrumar um emprego e cuidar de vocês.
_Mais e a escola? Como vamos nos virar sozinhos?
_Ou é isso ou vão nos separar. Cada um em um lugar diferente. Não vou perder vocês também, não posso!
Lucas se controlava para não chorar. Ele estava um caco cansado e desesperado fiz a única coisa que pude o abracei.
_Calma. — disse com a voz serena. _ Tudo vai ficar bem.
O que eu sabia sobre ficar bem? Meus pais morreram estava prestes a perder meus irmãos tudo estava indo de mal a péssimo. A escola avia nos dado duas semanas para poder nos “recuperarmos” do ocorrido. Tia Joseline estava cuidando dos papeis por que nossos pais aviam deixado nossa guarda com ela. Como o Lucas tem dezoito anos mais ainda não trabalha ele só poderia ter nossa guarda quando estivesse pronto foi o que entendi. A tia Joseline morava em New Jersey e não poderia cuidar de nós quatro agora. Ela até se ofereceu para levar os pequenos mais eu disse que aonde vai um vão os quatro.
Notas finais
Agora as coisas começam a complicar pra a Anne.
Assim q der posto mais...
Gostaram??
Comentem.
BJUS
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