Annelise
25 Capítulo 25 : Matt.
Notas iniciais
_Anne? Anne?
_Oi.
_Hora de acordar.
Olhei pra cima e vi aquele par de olhos verdes que tanto me traziam paz.
_Bom dia.
_Bom dia. Como foi sua noite?
_Melhor do que na casa da bruxa.
_Que bom. É ótimo que você esteja aqui.
Eu sorri.
_Eu também. Foi um alivio te ver.
_Isso quer dizer que agente voltou?
_É acho que sim.
Me levantei e bocejei estava cansada ainda.
_Eu queria dormir mais.
_Eu adoraria deixar você dormindo mais temos que ir pra escola bela adormecida.
_Tá bem.
Me levantei e me arrumei para ir a escola como fazia em casa.
_Bom dia.
_Bom dia Annelise. Como foi a noite? — Thomas perguntou com seu lindo avental de abacate. Era um melhor que o outro.
_Ótima.
_Que bom. O que vão querer pro café. Panquecas? Anita e Lúcio comem cereal?
Os pequenos afirmaram que sim com a cabeça. Tadinhos estavam exaustos.
_Thomas tem certeza que isso é panqueca?
_Bem, é o que diz aqui. Não é assim que faz?
_Deixa eu ver.
Tentei transformar aquela coisa em panquecas de verdade.
_Onde estão Lucas e Nicolas?
_A não.
Corri até o quarto poderia estar acontecendo uma tragedia a essa hora. Os dois não se davam nada bem podiam estar se matando. Cheguei a porta do quarto e pra minha surpresa os dois estavam tocando violão juntos.
_Tá tudo bem aqui? — perguntei assustada.
_Claro. — disse Lucas sorrindo.
_Estou mostrando a ele algumas notas. — disse Nico com umas folhas na mão.
_A tá bem. O café já está pronto.
_Já estamos indo. — disse Lucas. Eu fiquei olhando os dois ali ainda pasma.
_Tudo bem Anne?
_Tá. Tudo bem. Só estou observando. Só isso.
Voltei pra cozinha pensando agora nada mais é impossível. Lucas e Nicolas se dando bem que maravilha.
_Bem. Eles não estão mortos.
Thomas, Anita e Lúcio me olharam curiosos.
_Depois eu explico.
Fomos para escola e lá eu encontrei com Vick que parecia um zumbi. Assim que me viu saiu correndo pra me abraçar.
_Onde você estava sua amiga do mal. Nem pra me ligar pra dizer que estava bem. Você sabe o quanto que eu fiquei preocupada com você. Eu quase tive um filho e não estou sendo irônica.
_Calma Vick eu estou bem. Vou te contar tudo.
Falei tudo o que aconteceu e ela ficou super assustada mais eu a acalmei.
_Já está tudo resolvido. Hoje mesmo eu já volto pra casa. O Thomas foi ótimo e nos ajudou com tudo.
_Tô bege.
Eu ri.
_Tudo bem agora vamos entrar.
_Hoje vamos sair cedo.
_Por que?
_O professor se demetiu.
_Por que?
_Não aguentou a pressão dos alunos.
_A isso é normal.
Rimos juntas eu estava bem melhor agora com os meus amigos em volta o que passou passou. Depois da aula que não demorou mais que três horas voltei pra casa. Arrumei algumas coisas que estavam fora do lugar com a ajuda da Vick e depois ela foi para o apartamento do pai.
Fiquei sozinha por um tempo quando me veio algo na cabeça não algo mais alguém. Matt. Onde ele estava e por que eu não o vi desde a festa? Eu tinha que falar com ele, saber o por que dele não estar em casa. Liguei para o Lucas e pedi o endereço da casa dele.
_Lucas.
_Fala Anne tô na sala.
_Me da o endereço da casa do Matt.
_Pra que?
_Por que eu preciso oras.
_Você não tá pensando em ir lá né?
_Tô por que?
_Por que é melhor não.
_Lucas me explica direito.
_Não é nada só não vai lá sozinha.
_Tá.
_Promete.
_Tá.
_Tá não é promessa.
Eu estava quase estrangulando o Lucas pelo celular.
_Eu prometo não ir lá sozinha!
_Ótimo.
Ele me passou e o endereço. E eu peguei minha bolsa e sai. Não estava indo sozinha estava indo eu e Deus quer proteção melhor.
Cheguei a uma casa muito bonita mais super descuidada parecia abandonada e velha. Cheguei mais perto e bati na porta, nada de ninguém atender bati mais uma, duas, três, quatro e ouvi uma voz ao fundo.
_Já vai! Já vai!
A porta se abriu e uma mulher loira e baixinha abriu a porta. Ela parecia bêbada e que não penteava o cabelo a seculos.
_Bom dia. O Matheus está?
_Quem é você?
_Annelise. Amiga dele.
_A mulher colocou a cabeça pra fora olhou para os lados e disse:
_O Matheus está no hospital.
_Como?
_Houve um acidente com o pai dele então ele está no hospital.
_A senhora sabe em que hospital ele está?
_Santa Glória.
_Obrigada.
Sai em disparada para o hospital chegando lá tive um pequeno problema.
_Como assim não tem ninguém com esse nome?! Procura direito por favor.
_Calma menina eu já revisei duas vezes e não tem nenhum Phil Salinger
_Como assim? Procura com calma.
_É você quem está nervosa!
_Olha aqui...
_Anne?
_Doutor Julian!
Doutor Julian é um ótimo médico. Foi ele quem fez os quatro partos da minha mãe, então considero ele como o meu segundo pai já que ele viu a mim e ao meus irmãos nascer.
_Quanto tempo doutor.
_Como está? O que veio fazer aqui.
_Estou bem doutor. Eu estou procurando um paciente.
_Qual o nome talvez eu possa ajudar.
_É Phil Salinger. Ele é pai de um amigo meu e foi hospitalizado aqui acho que hoje de manha.
_Bem vejamos.
Ele mexeu nos papeis da enfermeira e uns dele procurou... procurou... procurou...
_É Anne não tem ninguém aqui com esse nome.
_Eu disse. — gritou a enfermeira e eu olhei pra ela com meu olhar \'\'cala a boca antes que eu te esgane\'\'.
_A que coisa.
_Espera, — ele mexeu no computador _ Tem um Matheus Salinger.
_Como?
O doutor me levou até um quarto e me deparei com uma das cenas mais horríveis da minha vida. Matheus estava desmaiado na cama e com vários hematomas espalhados pelo corpo. Eu fiquei em choque não sabia o que fazer.
Dei alguns passos leves a frente até chegar a cama. Olhei bem pra ele parecia um anjinho dormindo não pude evitar as lágrimas ver Matt, um cara tão forte e cheio de vida preso aquela cama. meu estômago doía e eu não parecia estar vendo mesmo aquilo.
_O que aconteceu com ele?
_Ele foi espancado. Está em coma.
_Es-espancado? Em coma? Quem fez isso?
_Não sabemos Anne. A policia levou um suspeito. É só o que eu sei. Sinto muito.
_Eu posso ficar aqui? Um pouco.
_Claro. Eu volto daqui a pouco.
Passei a mão bem de leve entre os cabelos do Matt. Coitado o que aconteceu com você meu amigo. Ele tinha muitos machucados roxos e uma faixa na cabeça. Ele respirava bem devagar e estava um pouco quente. Cheguei perto do ouvido dele e disse:
_Matt, você tem que acordar tá bem? Quem é que vai me perturbar e jogar areia no meu cabelo? Eu preciso de você. Meu chato de galocha oficial. Eu te amo meu amigo. Eu nunca vou te deixar sozinho.
_Anne. — doutor Julian apareceu na porta. Era hora de ir. Eu não queria deixa-lo ali sozinho mais eu não podia ficar. Dei um beijo na testa dele e depois sai do quarto.
_Cuide dele doutor. Por favor.
_Pode deixar. Ele não corre risco de vida.
_Graças a Deus. O senhor não sabe mesmo quem fez isso a ele?
_Ele não é meu paciente Anne por isso não tenho a fixa dele mais vou procurar, qualquer nova noticia eu te ligo.
_Obrigada.
_Vá tranquila querida.
Sai do hospital mais tranquila Matt estava em ótimas mãos disso eu tinha certeza. Mais eu precisava descobrir quem avia feito aquilo a ele então fui procurar por Yasmim. Eu não sabia onde ela morava então fui até a praça. Quando cheguei lá não tinha muita gente mais reconheci gente da festa então perguntei a eles, descobri que Yasmim morava em outra casa com o namorado, peguei o endereço e fui até lá. Quando cheguei bati na porta e ela mesma veio atender.
_Anne! – assim que me viu me abraçou ela pediu que eu entrasse e nos sentamos no sofá.
_Que bom que você veio Anne. — ela me olhou preocupada. _Você já sabe do...
_Matt. Sim. Eu vim saber, quem fez isso a ele.
Ela olhou para as mãos e depois voltou a me encarar.
_Meu pai.
_O que?
_Nosso pai ele, sempre foi muito violento e bebia bastante. Ele agredia nossa mãe. Isso fez com que ela saísse de casa. Então ele começou a atacar a mim e ao Matt. Eu não aguentei e sai de casa pedi ao Matt que viesse comigo mais ele disse que não queria atrapalhar. Ele continuou vivendo naquela casa mais passava o dia todo fora no parque ou em qualquer outro lugar. Desa vez foi demais, papai bebeu demais eles começaram a brigar Matt deu as costas e papai o empurrou escada a baixo.
Yasmim não aguentou e começou a chorar eu abracei ainda tentando digerir tudo o que eu ouvi. Como essa família sofreu e como Matt ainda sofre. Meu coração doía e eu não sabia o que fazer ou o que falar. Se formou um nó na minha garganta me senti mal e muito triste por eles.
_O Matt sempre tentou me proteger. Por isso deu a maior força pra mim sair de casa.
_Quando foi essa briga?
_Um dia depois da festa. Matt chegou em casa e pela primeira vez não enfrentou nosso pai como fazia antes. Mais ele partiu pra cima do Matt e ele só se defendeu quando ele correu pra fora foi empurrado. Quando eu cheguei ele já estava no chão. Eu com a ajuda do Josh o levamos para o hospital. Ele está inconsciente a quatro dias. Eu não sei o que vou fazer sem o Matt.
_Calma. Ele vai melhorar. Ele vai sair do hospital eu sei.
Abracei Yasmim e a deixei chorar tudo o que guardava. Ficamos conversando sobre outras coisas até mais tarde consegui a deixar mais calma. Já eram cinco horas e estava na hora de ir buscar as crianças.
_Yasmim eu tenho que ir.
_Tudo bem. Obrigada por ter vindo.
_Conte comigo pro que precisar; eu vou deixar o número do meu celular. Ligue pra mim se ele melhorar ou não. Mais me mantem informada.
_Você o ama né?
Que pergunta, eu o amava sim, e muito, como amigo ou talvez até mais, mais agora eu não sabia ao certo.
_Sim.
Sai da casa da Yasmim direto para a escola das crianças. Voltamos pra casa a pé por que Lucas ainda estava na escola.
_O que foi Anne? — Lúcio me perguntou preocupado.
_Nada Lu. Só estou preocupada.
_Com o que?
_O senhor está cheio das perguntas hoje, eu também tenho uma pergunta fazer. O que vocês querem pro jantar?
_Eu quero macarrão.
_Não eu quero peixe.
Chegamos em casa e eu fui preparar o macarrão com peixe. Tá eu não fiz tudo junto mais estava tão estressada que fiz um prato pra cada um deles. Oito horas em ponto Lucas chegou e foi direto pra cozinha quando viu aquela bagunça quase teve um surto.
_Que bagunça Anne.
Não consegui disfarçar e contei tudo ao Lucas. Ele ficou chocado quando soube que Matt estava no hospital mais quando eu disse que foi seu pai quem o feriu ele só abaixou a cabeça.
_Espera, você sabia das agressões?
_...
_Lucas!
_O Matheus pediu pra não contar.
_Aquele idiota! Por que?
_Pra não te deixar preocupada.
_A é? Adivinha como eu tô agora Lucas. MORRENDO DE PREOCUPAÇÃO.
_Me desculpa.
Lucas me olhou triste. Eu me acalmei afinal era o amigo dele o que ele podia fazer.
_O que vamos fazer? — Lucas me perguntou triste.
_Geralmente não sou eu quem te pergunta isso?
_É só que agora eu não faço ideia.
_Vamos, cuidar dele. Ele é nosso amigo. Vamos dar força e apoio.
_Eu vou visita-lo amanha. Não tenho aula no primeiro tempo. Levo as crianças a escola e depois vou ao hospital.
_Vamos cuidar dele.
_Tá bem.
Notas finais
Proximo capítulo Revelações...
Bjuss meus amores.
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